4. PERSONEL HAREKETLĐLĐĞĐ
4.1. Ders verme hareketliliği
4.1.9. Ders verme faaliyeti için önemli belgeler
Giosa (1994) discrimina uma série de itens que se caracterizam como vantagens competitivas da terceirização, conforme quadro 2.
Quadro 2 – Vantagens competitivas da terceirização
Vantagens Definições
Desenvolvimento econômico A criação de novas empresas ofertando mão-de-obra de diferentes qualificações leva ao aumento de nível de emprego e consequentemente aumento de receita para o Estado.
Especialização Para que ocorra o aprimoramento na gestão e a obtenção de lucros, as empresas contratam serviços operacionais especializados.
Competitividade A busca por especialização por segmento torna as empresas cada vez melhor em relação aos seus concorrentes, estimulando o aumento da competitividade.
Busca da qualidade O instrumento de gestão da terceirização deve ser a busca constante da qualidade dos serviços para a excelência empresarial.
Controle adequado As empresas tomadoras de serviços devem estabelecer controles adequados da qualidade, através de critérios e sistemas de avaliação junto aos prestadores destes serviços, reforçando os parâmetros definidos nos contratos de parceria.
Aprimoramento do sistema de custeio Deve se ter claro o custo de cada atividade internamente
desenvolvida, desta forma, este dado de custeio será fundamental para se comparar com o custo dos serviços prestados pelos terceiros. Esforço de treinamento e
desenvolvimento profissional
Podendo constar como uma cláusula do contrato entre as partes, o maior esforço de treinamento e desenvolvimento profissional para os empregados das empresas prestadoras de serviço e como um
processo de transferência de tecnologia para os funcionários das empresas contratantes.
Diminuição do desperdício Otimização os recursos e o enfoque na atividade principal para a empresa ter lucratividade.
Valorização dos talentos humanos Aumenta o compromisso com a organização para a busca de resultados mais concretos e de metas tangíveis.
Agilidade das decisões Aprimora-se as relações interdepartamentais e os sistemas de comunicação com a revisão estrutural, assim os processos fluem com mais adequacidade.
Menor custo A contratação de serviços de terceiros tem menor custo de operação em relação aos custos praticados em serviços internos.
Maior lucratividade e crescimento As empresas são estimuladas a cumprirem sua missão reforçando sua atividade principal.
Fonte: Adaptado de Giosa (1994).
De acordo com o quadro 2, Giosa (1994) aponta que o contrato de serviços de terceiros tem menor custo de operação e traz qualidade para os serviços, pois a empresa tem como preocupação apenas sua atividade principal.
A terceirização tem como vantagem gerar a desburocratização na estrutura organizacional da empresa e, também a diminuição de encargos trabalhistas e previdenciários (MARTINS, 2005).
Araújo (2006) acrescenta como outros benefícios da terceirização: as razões de ordem tecnológica, ou seja, a contratada disponibiliza à contratante todas as inovações tecnológicas que surgem no mercado; e a competência no negócio, onde a procura de maior competência no negócio justifica a entrega de funções de apoio, que pouco ou nenhuma intimidade têm com os negócios da empresa, caracterizando o mais forte benefício.
Entretanto, segundo Oliveira (2009), a terceirização também pode trazer problemas se não for empregada de forma criteriosa. A razão principal para adotá-la não pode ser a redução de custo, essa será alcançada por meio do aumento da qualidade, da produtividade e da focalização naquilo que a empresa faz de melhor. O autor explica que devesse evitar de achar que aquela atividade não essencial irá custar tão pouco que não é viável repassá-la para outra empresa.
Na percepção de Leiria (1992), os aspectos que podem ser observados como negativos no processo de terceirização são: custos de demissões na fase inicial; mudança da estrutura do poder; aumento do risco a ser administrado, caso ocorra uma escolha errada dos parceiros; problemas na relação com sindicatos; falta de parâmetros para definição dos preços nas contratações iniciais; má administração do processo; e aumento da dependência de terceiros.
Para Giosa (1994), dentre os aspectos mais significativos que dificultam a implantação da terceirização podem ser destacados: desconhecimento sobre o assunto; resistências e conservadorismo (a resistência ao novo, caracterização da cultura de algumas
empresas); dificuldade de se encontrar a parceria ideal (parceria que atenda as condições de qualidade e produtividade exigidas para determinadas atividades); risco de coordenação dos contratos; falta de parâmetro de custos internos (comparar com os preços das contratadas); custo de demissões; conflito com os sindicatos; desconhecimento da legislação trabalhista.
Araújo (2001) resume os principais fatores inibidores para a adoção da terceirização: a cultura da empresa em manter a atividade-meio, a necessidade de revisão constante do contrato, o receio quanto à contratação de empresa pouco habilitada, a perda de infraestrutura em tecnologia, barreiras culturais concernentes à aceitação de um prestador de serviços, a falta de critérios para avaliação do projeto de terceirização, o custo das demissões, o insucesso de projetos de terceirização anteriores, achar que a terceirização representa um risco desnecessário, estrutura de controle, dinheiro e problemas legais.
Barros (2002) acrescenta que ocorre um impacto na empresa, causado por colaboradores descontentes com a empresa em que trabalham ou com o tratamento recebido do contratante ainda que esteja lutando contra as mudanças simplesmente por não ter sido informadas de maneira adequada.
Segundo o autor, a principal queixa que temos identificado dos colaboradores que passam por esse processo diz respeito ao sentimento de perda de status, reforçado pela mudança de comportamento dos antigos colegas de trabalho, que passam a tratá-los como terceiros, isto é, pessoas que pertencem a uma categoria supostamente menos valorizada, que perdeu privilégios e direitos.
Os terceirizados não têm a mesma remuneração que os funcionários da empresa que contrata os serviços ou produtos. Além da questão salarial, percebe-se a diminuição do número de vagas, com boa remuneração ou, com remuneração compatível com aquela atividade, em função de trabalhadores terceirizados com menores salários (CASTRO, 2002).
Sendo assim, a terceirização se caracterizou por aspectos como: repasse de atividades indesejáveis, menor remuneração, prazos mais curtos, redução de benefícios e direitos, aumento da jornada de trabalho e falta de negociação equilibrada entre as partes (SARSUR et al., 2002).
Bicudo (2003), em pesquisa sobre as dificuldades no processo de terceirização da Petrobrás, estudou três categorias de sujeitos: os gerentes, os sindicalistas e os terceirizados, que identificaram que o processo de terceirização traz prejuízos durante a sua implementação na organização.
De acordo com o autor, os principais problemas foram decorrentes: do extravio dos históricos de equipamentos; da deficiência na qualificação e treinamento da mão-de-obra;
dos indicadores elevados de acidentes de trabalho; dos índices rebaixados de vínculos afetivos e compromissos profissionais com a organização; da redução ou perda dos direitos trabalhistas e sociais, com elevado grau de diferenciação entre trabalhadores efetivos e terceirizados.
Já as desvantagens percebidas para o trabalhador, segundo Martins (2005), pode ser: a perda do emprego, tendo que iniciar um processo de incerteza que somente poderá ser extinto quando conseguir se estabelecer novamente em algum trabalho; e a perda dos benefícios sociais que recebia em função das normas coletivas da categoria.
Também pode ocorrer de que terceirizados passem a trabalhar em estruturas que não condizem com a sua situação anterior, inclusive, com o oferecimento de salários inferiores em condições precárias, em tempo parcial e até mesmo ocasional. E ainda, estes podem vir a ser contratados por empresas que não cumprem com suas obrigações, correndo o risco de ficar em dificuldades financeiras (GIRARDI, 2006).
Em suma, a terceirização era vista, inicialmente, como redução de custos. Depois se percebeu que a mesma pode atrair outras vantagens para a empresa, como por exemplo, parceria e qualidade no serviço prestado. Porém, se não for empregada de forma criteriosa, a terceirização também pode trazer problemas, por isso é necessário que a contratante encontre a parceria ideal que atenda as condições de qualidade e produtividade exigidas para determinadas atividades.