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3. DBYBHY 2007-BÖLÜM 7 DE BELİRTİLEN MEVCUT BİNALARIN

3.3 DBYBHY 2007 de Deprem Hesabı Hususunda Belirtilen Genel İlkeler

3.4.2 Deprem performansının belirlenmesinde doğrusal elastik

Para responder a esse objetivo especifico foram identificados 8 unidades de registros para as falas dos mentores e 7 unidades de registros para as respostas dos mentorados.

Baseado na fundamentação teórica, segundo Benabou e Benabou (2000), existem vários benefícios obtidos no processo formal de mentoria. Um dos benefícios dos programas de mentoria formal mais comumente citado é a melhora na socialização de empregados recém chegados na organização.

Nesse momento da entrevista pôde-se notar o quanto os mentorados estão satisfeitos por fazerem parte desse programa. Alegaram terem sido beneficiados, alguns ficando até

emocionados na hora da entrevista por se considerarem outra pessoa, tanto pelo crescimento profissional quanto pelo amadurecimento pessoal.

Nota-se, através de suas falas, que foram beneficiados na aprendizagem, na mudança de comportamento, no reconhecimento pessoal, tanto na organização quanto na sua casa, por sua família e amigos. Citaram as experiências que adquirem com os seus mentores, a visão de futuro profissional e pessoal que não tinham, chegando um deles a falar que aprendeu a viver no mundo e outro a falar da valorização que não tinha em seu bairro, onde mora, e hoje ser comparado a um artista de cinema. Foi analisado durante a entrevista que eles passaram a se sentir competentes, falando dos conhecimentos, habilidades e atitudes que adquiriram por participarem do programa.

As respostas sobre os benefícios adquiridos batem com a colocação de Ragins e Kram (2007) quando eles descrevem que a melhoria na aprendizagem também é um benefício decorrente do programa formal de mentoria. Para os autores, a mentoria é especialmente eficiente quando se trata de facilitar a transferência do aprendizado para o trabalho, uma vez que os mentorados podem solicitar apoio com respeito a desafios específicos do trabalho.

Lacey (1999) descreve que o processo de mentoria serve como mecanismo para troca de informações e aquisição de conhecimentos. Mentores fornecem acesso a redes sociais que incluem repositores de conhecimentos não disponíveis através dos canais formais de comunicação. Participar dessas redes sociais também oferece ao mentorado a oportunidade de demonstrar seu talento e habilidades para serem importantes tomadores de decisão dentro das organizações. As respostas dos mentorados com relação aos benefícios obtidos são compatíveis com aqueles apontados na fundamentação teórica.

Ao serem questionários a respeito dos benefícios obtidos com a participação no Programa Jovem Aprendiz, os mentorados responderam:

Sinto-me realizado, aprendi bastante e ainda aprendo a cada instante que passo aqui, com relação à questão profissional e pessoal. A gente costuma viver em grupos de adolescentes, mas quando entramos para uma organização, todos aqui já são adultos, todos já têm suas responsabilidades, os seus problemas e muitas vezes até nos sentimos bem em saber que eles confiam em nós o suficiente para nos contar os seus problemas. Então, além das habilidades em relação ao lado profissional, nós temos aquela experiência única, que aprendemos aqui ao ouvir os nossos colegas de trabalho. As habilidades e experiências adquiridas foram bem importantes na minha carreira [...] então aqui eu pude enxergar mais além do que aquilo que eu queria. Que eu pude me identificar com o curso, eu pude ver a área exata que eu queria exercer. Então quando eu trabalhei na área de publicidade, eu vi que era exatamente isso que eu queria. O programa me favoreceu nesse lado também [...] porque você vai adquirindo habilidades com vários tipos de pessoas e você vai se identificando e ganhando mais experiência. (MDO 1)

O que aprendi, aplico na minha vida. Eu já consigo fazer alguns trabalhos de desenvolvimento. Eu trabalhava na área de manutenção, logo quando eu cheguei aqui na Chesf. Aí eu também trabalho como free lancer. Hoje, já é uma coisa mais sofisticada: desenvolvimento de programação [...] a experiência que eu ganhei aqui na Chesf foi muito grande. Porque eu não só aprendi a trabalhar. Eu aprendi a me desenrolar. Eu aprendi a ir a banco, aprendi a ir na cidade tirar documento, porque no começo foi uma correria danada pra pegar carteira do trabalho, título de eleitor, CPF [...] a pegar os ônibus para ir em tal lugar. Aprendi a viver no mundo. Me integrei mais no mundo. De negativo: eu pretendia fazer vestibular, ano passado, mas aí complicou bastante, porque o programa ocupou um espaço. Apesar do que não me atrapalha. Só adiou um ano. É uma forma diferente de se ver a vida.(MDO 2)

[...] eu queria saber mais sobre relações de trabalho. E isso eu consegui. Porque é diferente estudar e ter prática no trabalho. Até saber chegar e pedir, “olha faz isso para mim” [...] e até a questão de amizade também. A maior parte da vida a gente passa no trabalho, oito horas, e cria uma relação de amizade [...] acho que o aprendiz só tem a ganhar. Positivo: são várias coisas [...] conhecer pessoas, relações de trabalho, até porque são pessoas mais experientes. É bom conhecer [...]. Acho que a experiência [...]. (MDO 3) Eu aprendi muita coisa [...] já tenho referências também [...] quando eu terminar o curso principalmente. Tem a parte do salário, também, que ajudou muito. Eu fiz uns cursos e estou juntando dinheiro para fazer outros. Ajudou muito na minha vida. Com certeza [...] conheci muitas pessoas aqui. Deu para comprar várias coisas, o material de estudo. De negativo: só o cansaço mesmo. Porque eu estudo de manhã, trabalho de tarde, só tenho um tempinho à noite. Porque a Chesf é muito melhor para se trabalhar. Aqui o clima é bem à vontade. Estou muito feliz. (MDO 4)

Os resultados são muitos. Antigamente eu era visto como um “Zé Ninguém”. Agora eu chego no meu bairro, aí a turma me valoriza. Aí dizem: é um aprendiz da Chesf, uma pessoa competente, uma pessoa trabalhadora. Quando chego lá sou bem visto. A Chesf é uma empresa de grande porte, que preza pela qualidade, que visa sempre o bem-estar da comunidade em geral. Na minha profissão, que pretendo segui-la daqui para frente. Não sei se na área financeira ou de recursos humanos, esse programa está me dando oportunidade de aprimorar, de conhecer mais, de forma ampla, a área de RH,

financeira, de engenharia. É isso. O valor profissional e o valor que as pessoas me dão lá fora… crescimento profissional, a amizade com profissionais de competência. Relacionamento. A família também começou a me elogiar mais, os amigos. Aonde eu chego parece que eu sou um astro do cinema. (MDO 5)

Nas respostas dos mentores pode-se notar que eles citam muito os benefícios obtidos pelos mentorados, aprender, ouvir as suas dicas, exercitar a paciência e a troca de experiência. Mas quando se trata dos benefícios obtidos por eles, eles falam: “foi mais a experiência de ensinar alguém”, “conviver com pessoas mais novas” e também “a troca de experiência com jovens”. Os mentores 1 (MTOR 1) e 4 (MTOR 4) falaram que não têm benefícios para eles por parte da organização, apenas para os mentorados. Ficou claro que os mentores sentem a necessidade de reconhecimento, destaque na função por desempenhar mais esse papel, e talvez até um tipo de incentivo.

Pullins e Fine (2002) escreveram que, baseado em evidências limitadas, considera-se que a mentoria pode resultar em benefícios para o mentor tais como na performance do trabalho, na carreira, revitalização, reconhecimento por parte dos outros, apoio por parte do mentorado e satisfação pessoal. Além do fato de estarem associados ao aumento da satisfação com o trabalho e ao comprometimento organizacional. Soma-se a esses o superior índice de promoção daqueles que desempenharam papel de mentor em relação àqueles que não o fizeram.

Seguem as resposta dos mentores sobre os benefícios obtidos por eles, por fazerem parte desse programa:

Acho que para a gente não, porque a gente está acostumado a fazer isso [...] mas para eles é uma oportunidade excelente, poder estar aqui dentro da empresa [...] reconhecimento só pelo chefe da equipe, que dá apoio. De positivo, eu acho que foi conviver com um jovem aprendiz [...] quer você queira ou não, você vai moldá-lo para ele entrar em uma empresa. (MTOR 1)

Foi uma experiência nova, chefiar alguém. É bom trabalhar com gente nova, porque são pessoas que estão sempre trazendo coisas novas [...] a gente que já terminou o curso [...], eu por exemplo já terminei o curso há quase 10 anos

[...] tem esses aspectos positivos [...]. Negativo, neste caso, por mérito até do menor aprendiz, não houve. O único problema é que esse programa dura um ano e quatro meses, e ao final você não pode reabsorvê-lo. Este programa foi só produtivo.(MTOR 2)

Eu queria ter feito um trabalho melhor [...] talvez tenha sido reconhecimento, mas isso ainda não vou saber não. Só lá na frente. De negativo, nada. De positivo, é difícil, mas eu tenho que me programar mais porque esse trabalho está crescendo e esse setor é novo: eu estou vendo um desafio [...] Com a chegada deles deu para ver algumas coisas, o que pode melhorar [...]. (MTOR 3)

Olha, aqui na Chesf não. A única coisa que eu achei muito bom foi que fiz essa cartilha e só [...]. Reconhecimento? Não, nenhum, nada. É bom porque a gente aprende sempre [...] a gente está ensinando tem mais a aprender. Até com elas mesmo, que são novatas [...] é uma troca de experiência. Porque jovem hoje em dia sabe de tudo no computador. (MTOR 4 )

Nunca pensei nisso. Porque esta é a primeira turma do programa novo. Então, é mais fácil medir os resultados quando eles forem embora [...] é muito gratificante [...] eu gosto muito, eu sempre convido a coordenadora a ajudar, a participar, a dar dicas. Para mim é bom, eu já falei. Exercitou a minha paciência. Aprendi muito com eles também. (MTOR 5)

Nota-se que os mentores, mesmo não conhecendo a teoria, desejavam estar dentro de um programa de benefícios dado pela organização.

Na seção seguinte serão detalhadas as conclusões e sugestões de futuras pesquisas e ações organizacionais de mentoria.

5 Conclusões e Sugestões

Este capítulo visa apresentar as conclusões obtidas e sugestões propostas a partir das análises de conteúdo realizadas sobre os dados coletados na pesquisa, em função das questões norteadoras elaboradas na fundamentação teórica, alcançando os objetivos desejados, que respondem à pergunta de pesquisa: Como Mentores e Mentorados percebem o Programa Jovem Aprendiz, implantado na Companhia Hidro Elétrica do São Francisco - Chesf em Pernambuco?

Benzer Belgeler