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4.8. Dentin-rezin bağlantısı

4.8.2. Dentin bonding sistemlerinin sınıflandırılması

A formação continuada é apontada pelos docentes como necessária para auxiliá-los na construção de sua prática cotidiana. No PPP das escolas observadas, a demanda por formação continuada aparece como prioridade para auxiliar o docente a enfrentar as dificuldades e os desafios da aprendizagem. Dessa forma as escolas investem em formação profissional tanto com recursos próprios contratando assessoria quanto através dos cursos de formação para docentes promovidos pela SMED através do CAPE.

Na observação, durante o trabalho de campo, ficou evidente que os docentes das três escolas estavam participando de cursos de formação. Estes cursos versavam sobre os temas: inclusão da pessoa com deficiência, da alfabetização e letramento e também sobre uso pedagógico da tecnologia. Esses temas atuais representam uma demanda para a melhoria da qualidade do ensino e uma necessidade de investimento em processos formativos capazes de permitir uma renovação da prática docente e, dessa forma, contribuir para a melhoria dos processos e resultados da aprendizagem dos alunos da rede municipal.

Entretanto deve-se considerar o modo pelo qual esses cursos de formação acontecem e como as escolas se organizam para liberar o docente que participará do curso antes de verificar a sua eficácia. Os professores representam o “elemento-chave” para que o trabalho possa cumprir seus objetivos. Dessa forma a sua ausência na escola, no período de trabalho, para participar da formação representa um sacrifício do coletivo de professores que ficarão sem horário de projeto para suprir a falta do colega, levando ao acúmulo do seu próprio trabalho e conseqüentemente à intensificação do mesmo.

Outro aspecto a ser considerado é que quando o coletivo da escola não consegue organizar-se para liberar o professor para a formação ele acaba sacrificando seu próprio horário de lazer e descanso para fazer a formação desejada. Isso fica claro nas falas dos docentes entrevistados. Outro fator que aparece de forma evidente é que a maioria dos docentes trabalha em extensão de jornada, ou seja, exercem a docência em outro turno de trabalho na própria rede municipal ou em outra rede, o que dificulta a sua participação em cursos de formação que ocorrem fora do horário de trabalho.

Associada a isto existe a questão do deslocamento que parece ser um empecilho para a participação em cursos de formação. Por mais interessado que esteja em participar de um processo de formação, se este ocorrer em um lugar muito distante do seu local de trabalho o docente não irá devido à dificuldade no deslocamento, não havendo tempo necessário para o seu retorno para assumir o posto de trabalho no outro horário.

Muitas vezes a solução é realização de um sorteio da vaga para o docente participar do curso de formação. Essa situação aparece como solução quando não é possível liberar mais de um docente ao mesmo tempo, reduzindo-se essa oportunidade a uma questão de sorte de cada um. A formação dessa forma defronta-se com o desafio de sua continuidade uma vez que a cada oportunidade um docente diferente pode ser beneficiado. Dessa forma fica evidente que a formação, embora necessária, não consegue atingir a maioria dos docentes que dela desejam ou precisam participar.

Desse modo os professores municipais em geral, precisam adaptar seus horários para fazer os cursos de formação. Assim, para evitar tantos transtornos e viabilizar formação continuada de uma forma eficaz e produtiva o ideal seria esta ocorrer na escola e dentro do horário do professor. Entretanto, fica claro que havendo a formação na escola, a oportunidade passa a ser para todos e, ainda que o professor possa participar ativamente das decisões sobre o direcionamento do curso a ser ministrado. Nas escolas Antares e Polaris as formações em tecnologia ocorreram na própria escola e a maioria dos docentes participou. Já na Escola Vega, os docentes que participaram do curso de formação em tecnologia tiveram que se deslocar até os laboratórios da PRODABEL ou da SMED e ainda fora do horário de trabalho para fazer a formação. Como analisa Mercado (2002)

o processo de preparação dos professores, atualmente, consiste em cursos ou treinamentos com pequena duração, para exploração de determinados programas, cabendo ao professor o desenvolvimento de atividades com essa nova ferramenta junto aos alunos, sem que tenha oportunidade de analisar as dificuldades e potencialidades de seu uso na prática pedagógica (MERCADO, 2002, p.18).

Sabe-se que a formação continuada é uma etapa importante na formação do professor e não significa apenas fornecer receitas, mas sim conscientizá-lo para o desempenho de uma função com qualidade, fornecendo subsídios para que este acompanhe a dinâmica da sociedade. Assim sendo, a formação em tecnologia na rede municipal precisa ainda melhorar bastante, pois os docentes deixam claro que a formatação do curso é superficial, de curta duração, ministrados de forma descontinuada e descontextualizados do fazer pedagógico, com ênfase apenas em conteúdos básicos, deixando muito a desejar.

Constatou-se na observação que mesmo se mostrando motivados em participar de cursos de formação, não são oferecidas condições adequadas para que todos os professores possam participar. O professor pode-se mostrar motivado, disposto, mas se não encontrar as condições ideais acaba então desistindo. Isso evidencia que, a formação continuada não está sendo utilizada como uma premissa para introduzir mudanças estruturais no sistema educacional. É preciso muito mais do que recursos tecnológicos nas escolas, pois faz-se necessário assegurar a integração entre estes recursos e a reflexão sobre sua utilização para que se possa atingir uma proposta realmente eficiente de educação. E mais, oferecer condições reais para que o professor possa aplicar os conhecimentos apreendidos na formação.

Para Valente (1999), a preparação docente para a utilização das novas tecnologias implica muito mais do que somente fornecer conhecimento sobre computadores. Implica também processo de ensino que crie condições para a apropriação ativa de conceitos, habilidades e atitudes, que ganham sentido na medida em que os conteúdos abordados possuam relação com os objetivos pedagógicos e com o contexto social, cultural e profissional de seus alunos.

Segundo este mesmo autor, a formação do professor em informática educativa deve ser provida de condições para que ele construa conhecimento sobre as técnicas computacionais, entendendo por que e como integrar o computador na sua prática pedagógica, sendo capaz de superar barreiras de ordem administrativa e pedagógica, por fim deve-se criar condições para que o professor saiba recontextualizar o aprendizado e a experiência vividas durante a sua formação para a sua realidade de sala de aula compatibilizando as necessidades de seus alunos e os objetivos pedagógicos a que se dispõem a atingir (VALENTE, 1999).

Benzer Belgeler