Nos anos 80, ao cunhar a frase “saúde é democracia” como mote para as discussões da 8° Conferência Nacional de Saúde, demos uma demonstração de que compreendíamos que a conquista da saúde vincula-se à construção de uma nova sociedade. Naquele momento, isso significava a construção de uma sociedade democrática.
Hoje, num contexto onde a democracia formal está estabelecida, a constituição de um projeto sanitário amplo que aponte para a superação do paradoxo alta tecnologia versus baixa capacidade de resolução dos problemas coletivos de saúde, bem como para a construção de uma sociedade fundada na primazia do humano e suas necessidades, depara-se com um ambiente hostil que provoca os velhos e novos atores da reforma sanitária brasileira a reinventarem a luta pela saúde.
Embora seja o momento adverso, não podemos nos furtar do desafio histórico de buscar um projeto coletivo de saúde. E este não pode ser um projeto que considere a todos, mas dê àqueles que nada têm apenas um mínimo para a sua sobrevivência, reproduzindo o “SUS para pobres” que a todo momento renasce e reelabora-se em proposições governamentais que buscam explicitar sua tarefa de compromisso com a proteção social, mas sempre deixando intocados os interesses do capital, sob o argumento da sustentabilidade do crescimento econômico.
Pelo que vimos nesta investigação, há um conflito entre homem e capital que é de natureza e não decorrente de possíveis arranjos mal elaborados entre um e outro. Ainda que sob a hegemonia do capital seja possível constituir arranjos sociais com mais ou menos proteção social, com mais ou menos iniquidades sociais, atrelados a melhores ou piores condições de vida e saúde, é preciso manter a clareza sobre os rumos a serem seguidos para que, nesse movimento, não troquemos o projeto de inclusão coletiva e de respeito à vida por alternativas que sejam supostamente mais “reais”, sob a justificativa de que são mais operacionais a curto prazo, quando na verdade são, sobretudo, mais adequadas aos projetos societais hegemônicos. Não nos esqueçamos de que o horizonte do possível é um espaço em aberto, que está em disputa, e cuja imagem é moldada em conformidade com os interesses dos atores que dão vida às relações sociais do presente.
Assim, precisamos legitimar, dentre o conjunto de atores sociais cujo pensar/agir ancora-se na ética do valor humano, a compreensão de que as necessidades humanas de saúde requisitam, para serem atendidas, de desenvolvimento científico e tecnológico no escopo do saber/fazer biomédico. Contudo, requisitam também de tecnologias políticas e sociais que interfiram no campo dos determinantes sociais da saúde, guiadas pelo horizonte de uma sociedade onde não seja mais aceitável que o homem possa viver, adoecer e morrer para servir a interesses particulares de outros. A problemática da saúde não é uma problemática relativa a um sistema de saúde. É uma problemática relativa a uma sociedade, sua organização e seus valores.
Até a promulgação da constituição federal de 1988, uma enorme parte da população estava excluída, de forma legal e real, dos serviços públicos de saúde. Os serviços eram bastante restritos e realizavam-se em instituições hospitalares. Isso faz do presente um momento por demais oportuno para a exploração da saúde como moeda política de governo. Isso, porque, tendo por referencia o passado, onde quase nada existia em termos de proteção social, aquilo que se oferece hoje parece muito.
Auxiliados por uma epidemiologia matemática, facilmente erigimos “ótimos números” que supostamente retratam a realidade de saúde e a competência dos governos. Facilmente duplicamos e quadruplicados o que existia, e assumindo exclusivamente este passado como referencia. Não percebemos que o nosso presente não garante a todos o acesso a serviços de saúde de qualidade e, ainda menos, ao conjunto de condições que possamos considerar como necessárias a uma vida digna. Infelizmente, pela hegemonia da racionalidade hegemônica do capital e com auxílio do
instrumental numérico, criamos imagens da realidade que substituem a realidade mesma.
A realidade em sua totalidade concreta ergue-se na interface entre os direitos sociais e o capital, sob a hegemonia deste. Neste contexto, como vimos no último capítulo, os desafios atravessamo aparato institucional da saúde, mas nele não se esgotam. Atravessam as políticas e práticas de saúde, mas a elas não se resumem. Convoca a todos os profissionais de saúde, gestores e usuários, mas exige a incorporação de outros que têm sob seu comando direto ou sob sua influência os rumos das políticas públicas. Incorporação que deve ter como mecanismo privilegiado a participação social.
Para tanto, é urgente a operacionalização de estratégias com o intuito de informar e discutir com a população a situação de saúde, oferecendo a ela a possibilidade de conhecer o sistema de saúde e de (re)apropriar-se da problemática das necessidades com a inclusão das questões geralmente omitidas pela mídia e pelos discursos oficiais. Isto para reconfigurar o horizonte que vimos presente nas concepções dos usuários do SUS, que tem nos serviços privados a miragem falaciosa onde se localizam as soluções para seus problemas de saúde.
Essa proposta só pode ser válida apostando na importância de um processo de politização do conjunto dos atores, a fim de aglutinar as forças dispersas nos diversos espaços sociais que apontam nesse sentido, configurando processos de ruptura de hegemonia em diversos campos: o campo do conhecimento, em que a epidemiologia e a clínica se apresentam detentoras do saber em torno do corpo individual e dos agrupamentos humanos; o campo das relações entre trabalhador e usuário, onde o primeiro detém o poder de definição das necessidades perante o segundo; o campo macropolítico, no qual as decisões sobre os rumos das políticas e práticas de saúde estão sob a hegemonia de pequenos grupos sociais, com pequena participação da população e dos trabalhadores; do campo macroeconômico, pela hegemonia do capital.
Estas são rupturas necessárias ao adequado tratamento, teórico/prático, das necessidades de saúde. Só assim nossa intervenção poderá considerá-las respeitando seus diferentes conteúdos, suas várias dimensões, seu caráter individual e coletivo, suas expressões materiais e imateriais. É nessa perspectiva que o tema poderá contribuir com a crítica e a ruptura da realidade atual e a construção de outro sistema de saúde, de outras políticas públicas e, no limite, de outra sociedade. É nesse sentido, que iremos reafirmar o valor humano.
A nossa visão, turvada pela ideologia do capital e por ideologias político- partidárias, nos desafiam a recompor o horizonte e, com base nele, construir o presente. Um presente que aponte para a satisfação das necessidades naturais, vinculadas à reprodução biológica; das necessidades necessárias, que desenvolvemos por avanços éticos, morais, científicos e tecnológicos,os quais hoje julgamos serem importantes para a melhoria do viver, por serem capazes de possibilitar o desenvolvimento qualitativo do homem; e das necessidades radicais, cuja emergência apontará que estamos transitando para outra sociabilidade.
O debate atual sobre a constituição de outra organização social é controverso e difícil. Há quem diga que a sociedade onde o horizonte acima se concretiza é uma sociedade mais democrática. Há quem diga que é uma sociedade pós- capitalista. Pelo que percebemos sobre a relação homem/capital, a segunda alternativa parece coerente, ainda que não tenhamos condições de dizer a configuração dessa organização societal. No entanto, não queremos afirmar que isto implica, também, a supressão da liberdade individual, como parecem pressupor os que advogam a alternativa primeira. Se não há clareza sobre o ponto de chegada, não deve haver tergiversações sobre o ponto de partida: a não-aceitação da realidade atual de vida, trabalho e saúde, que expusemos ao longo deste trabalho, da qual são exemplos os moradores das periferias com que tivemos contato, onde prevalecem a pobreza, a doença e o sofrimento cotidianos.
Nesse panorama, não há receita, uma vez que se trata de um problema de tamanha complexidade, como é o da negação da satisfação das necessidades humanas de saúde a grandes contingentes populacionais, que aglutina em torno de si tantas questões, requer mudanças diversas, de atores diversos, em espaços e situações as mais diferentes. Se por isto não cabe a proposição de receituários, devemos recobrar o rumo e ir fazendo. À medida que este fazer for mais coletivo, mais fortes e impactantes serão as mudanças. Talvez precisemos de outro mote, capaz de estimular e mobilizar em torno de si as forças sociais da Reforma Sanitária Brasileira.
REFERÊNCIAS
ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia: edição revisada e ampliada. 5 ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007.
AIRES, J. R. O cuidado, os modos de ser (do) humano e as práticas de saúde. Saúde e
Sociedade, v.13, n.3, p.16-29, set./dez. 2004.
ALMEIDA FILHO, N. A clínica e a Epidemiologia: laços, contratos e contradições. In: ROUQUAYROL, M.Z. Epidemiologia e Saúde. 4 ed., 1994.
ANDERSON, P. Balanço do neoliberalismo. In: SADER, E.; GENTILI, P. Pós-
neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. 8. ed. Rio de Janeiro: Paz e
Terra, 2008.
ANDRADE, L. O. M.; BARRETO, I. C. H. C.; BEZERRA, R. C. Atenção Primária à Saúde e Estratégia Saúde da Família. In: CAMPOS et al (Orgs). Tratado de Saúde
Coletiva. 2. ed. São Paulo-Rio de Janeiro: Hucitec/Fiocruz, 2009.
ANTUNES, R. Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho. 2. ed. São Paulo: Boitempo, 2009.
AS 100 MELHORES cidades para fazer carreira. Revista Você S.A, p.5, 34-47. Disponível em: < http://www.fgv.br/cps/bd/clippings/nc1031.pdf em 05/04/2012.>. BAHIA, L. O sistema de saúde brasileiro entre normas e fatos: universalização mitigada e estratificação subsidiada. Ciência & Saúde Coletiva, v.14, n.3, p.753-762, 2009.
BAPTISTA el al. Estado e cultura na contemporaneidade: Brasil e Portugal em foco. JORNADA INTERNACIONAL DE POLÍTICAS PÚBLICAS, 3, 2007.
BARRETO et al. Análise da Estratégia Global para a Alimentação, Atividade Física e Saúde, da Organização Mundial de Saúde. Epidemiologia e Serviços de Saúde, v.14, n.1, p. 41 - 68] 41, 2005.
BARRETO, I. C. H. C.; GRISI, S.J.F.E. Morbidade referida e seus condicionantes em crianças de 5 a 9 anos em Sobral, CE, Brasil. Rev.Bras. Epidemiol., v.13, n.1, p.35-48, 2010.
BARROS, D.G; CHIESA, A. M. Autonomia e necessidades de saúde na Sistematização da Assistência de Enfermagem no olhar da saúde coletiva. Rev.Esc. Enferm. USP, v.41(Esp), p.793-8, 2007.
BORÓN, A. A sociedade civil depois do dilúvio neoliberal. In: SADER, E.; GENTILI, P. Pós-neoliberalismo: as políticas sociais e o Estado democrático. 8. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2008.
BOSCO FILHO, J.; LIMA, C. B. Avançando em direção ao passado: a luta pela construção/consolidação do SUS em Mossoró/RN. Mossoró/RN: UERN, 2003.
BOURDIEU, P. O campo científico. In: ORTIZ, R (Org). Pierre Bourdieu. São Paulo: Ática, 1983.
BOURDIEU, P; CHAMBOREDON, J; PASSERON, J. Ofício de Sociólogo. 7 ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010.
BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Política nacional da atenção básica. 4. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2007. (Série Pactos pela Saúde).
BRASIL. Constituição. República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal/Centro Gráfico, 1988.
BRASIL. Lei n° 8.080 de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências. Diário Oficial da União, Poder Executivo, Brasília, DF, 19 set. 1990.
BRASIL. Ministério da Saúde. Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos – PARA. Relatório de atividades
2010. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica. Brasília:
Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de Atenção Básica, 2006. (Série Pactos pela Saúde).
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria 399/2006 de 22 de fevereiro de 2006. Disponível em: <http://dtr2001.saude.gov.br/sas/PORTARIAS/Port2006/GM/GM- 399.htm.>.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Cadastro Nacional de
Estabelecimentos de Saúde. Relatório por unidade. Estado do Rio Grande do Norte.
Município Mossoró. Descrição dos Estabelecimentos de saúde por tipo de prestador segundo tipo de estabelecimento, considerando-se todos os estabelecimentos de saúde da cidade de Mossoró, prestadores ou não do Sistema Único de Saúde, em Dezembro de 2009. Disponível em:<
http://cnes.datasus.gov.br/Mod_Ind_Unidade.asp?VEstado=24&VMun=240800 >.
Acesso em: 10 mar. 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção a Saúde. Departamento de atenção básica. Atenção Básica e a Saúde da Família. Disponível em:
<http://200.214.130.35/dab/atencaobasica.php.>. Acesso: 05 abr. 2010.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Revista Brasileira de Saúde da Família n° 15. Brasília, 2007. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. SECRETARIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA. Decreto nº 7.508, de 28 de junho de 2011: regulamentação da
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Análise de Situação de Saúde. Plano de ações estratégicas para o enfrentamento das
doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011-2012. Brasília:
Ministério da Saúde, 2011. (Série B. Textos Básicos de Saúde).
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Política Nacional de
Promoção da Saúde. Brasília: Ministério da Saúde, 2006. (Série B. Textos Básicos de
Saúde).
BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. SECRETARIA EXECUTIVA. Diretrizes
Operacionais dos Pactos Pela Vida, em Defesa do SUS e de Gestão. Brasília:
Ministério da Saúde, 2006. Série A. Normas e Manuais Técnicos, Série Pactos pela Saúde, Vol.1
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria Executiva. Mais Saúde: Direito de Todos:
2008. 5. ed. Brasília: Ministério da Saúde, 2010. (Série C. Projetos, Programas e
Relatórios) (PAC SAÚDE).
BUSS, P. M.; PELEGRINI FILHO, A. A saúde e seus determinantes sociais.
PhysisRevSaude Coletiva, v.17, n.1, p.77-93, 2007.
BUSS, P. M. Uma introdução ao conceito de promoção da saúde. In: CZERESNIA, D; FREITAS, C. M. (Org.) Promoção da saúde: conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2003.
CAMARGO JR., K. R. A biomedicina. PHYSIS: Rev. Saúde Coletiva, Rio de Janeiro, v.15(Suplemento), p.177- 201, 2005.
CAMARGO JR., K.R et al. Avaliação da atenção básica pela ótica político-institucional e da organização da atenção com ênfase na integralidade. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 24 Sup1, p.S58-S68, 2008.
CAMPOS, C. M. S.; BATAEIRO, M. O. Necessidades de saúde: uma análise da produção científica brasileira de 1990 a 2004. Interface - Comunic, Saúde, Educ, v.11, n.23, p.605-18, set./dez 2007.
CAMPOS, C. M.S; MISHIMA, S. M. Necessidades de saúde pela voz da sociedade civil e do estado. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.21, n.4, p.1260-1268, jul./ago. 2005.
COORDENAÇÃO DE APERFEIÇOAMENTO DE PESSOAL DE NÍVEL
SUPERIOR. Disponível em; < (http://www.capes.gov.br/avaliacao/tabela-de-areas-de-
conhecimento; http://www.capes.gov.br/sobre-a-capes/historia-e-missao>. Acesso em:
04 nov. 2011.
CAPRA, F. O ponto de mutação: a ciência, a sociedade e a cultura emergente. São Paulo: Cultrix, 2006.
CARVALHO, A. M. P. Estado e cultura na contemporaneidade: Brasil e Portugal em foco. Revista de Politicas Publicas (UFMA), v. 11, p. 133-146, 2007.
CECÍLIO, L. C. O. As necessidades de Saúde como conceito estruturante na luta pela integralidade e equidade na atenção a saúde. In: Os sentidos da integralidade na
atenção e no cuidado à saúde. Rio de Janeiro: UERJ/IMS/ABRASCO, 2006.
CHOMSKY, N. O lucro ou as pessoas? Neoliberalismo e ordem global. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2002.
CLAIRMONT, F. F. Sob as asas do capitalismo planetário. In: MALAGUTI et al (Org.). A quem pertence o amanhã?: ensaios sobre o neoliberalismo. São Paulo: Edições Loyola, 1997.
COMISSÃO NACIONAL SOBRE DETERMINANTES SOCIAIS DA SAÚDE (CNDSS). As causas sociais das iniqüidades em saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008.
CUNHA, G. T. A construção da clínica ampliada na atenção básica. 2. ed. São Paulo: Hucitec, 2007.
CZERESNIA, D; FREITAS, C. M. (Org.) Promoção da saúde: conceitos, reflexões, tendências. Rio de Janeiro: Editora FIOCRUZ, 2003.
DEBORA et al. A política nacional de Promoção da Saúde e a agenda da atividade física no contexto do SUS. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v.18, n.1, p.79-86, jan./mar. 2009.
DUARTE, E. A.; BARBOSA, L. M. Um retrato dos serviços de saúde no Rio Grande do Norte. ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS POPULACIONAIS, 15. Anais... Caxambu –MG: ABEP, 2006.
EGRY, E. Y. Instrumentos de avaliação de necessidades em saúde aplicáveis na Estratégia de Saúde da Família Rev.Esc. Enferm. USP, v.43(Esp2), p.1181-6, 2009. FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. Diretoria de Desenvolvimento Econômico. Gerência de Estudos Econômicos. Índice Firjan de
desenvolvimento municipal. Ano base 2009. IFDM, 2011.
FELIPE, J. L. F. A (re)invenção do lugar: os Rosado e o “País de Mossoró”. João Pessoa: Grafset, 2001.
FERNANDES, B. M.; WELCH, C. A. Campesinato e agronegócio da laranja nos EUA e Brasil. In: FERNANDES, B. M. (Org.) Campesinato e agronegócio na América
Latina: a questão agrária atual. São Paulo: Expressão Popular, 2008.
FERNANDES, S. C.A. As práticas educativas na saúde da família: uma cartografia simbólica. Tese (Doutorado em Ciências Sociais), UFRN, 2010.
FERREIRA et al. Atividade Física na Perspectiva da Nova Promoção da Saúde: contradições de um programa institucional. Ciência & Saúde Coletiva, v. 16(Supl. 1), p.865-872, 2011.
FOUCALT, M. O nascimento da medicina social. In: ___. Microfísica do poder. 15. ed. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1979.
GARCIA, R. W. D. Reflexos da globalização na cultura alimentar: considerações sobre as mudanças na alimentação urbana. Rev. Nutr., Campinas, v.16, n.4, p.483-492, out./dez., 2003.
GIOVANELLA, L. et al. Saúde da família: limites e possibilidades para uma
abordagem integral de atenção primária à saúde no Brasil. Ciência & Saúde Coletiva, v.14, n.3, p.783-794, 2009.
GIOVANELLA, L.; MENDONÇA, M. H. M. Atenção Primária à Saúde. In:
GIOVANELLA et al (Orgs). Políticas e sistema de saúde no Brasil. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2008.
GIOVANELLA,L. ; PATTY, F. A. Avaliação em Atenção Básica à Saúde no Brasil: mapeamento e análise das pesquisas realizadas e/ou financiadas pelo Ministério da Saúde entre os anos de 2000 e 2006. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.24, n.8, p.1727-1742, ago. 2008.
GOMES, M. G.; SCHRAIBER, L. B. A dialética humanização-alienação como recurso à compreensão crítica da desumanização das práticas de saúde: alguns elementos conceituais. Interface – Comunic., Saude, Educ., v.15, n.37, p.339-50, abr./jun. 2011. HELLER, A. Teoria de las necesidades em Marx. 2.ed. Barcelona: Peninsola, 1986. HELLER, A; FEHÉR, F. A condição política pós-moderna. 2. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
HORTA, W. A. Processo de Enfermagem. São Paulo: EPU, 1979.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo 2010.
Sinopse do censo demográfico 2010. Rio de Janeiro: IBGE, 2011.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Censo Demográfico
2010. Mossoró – RN. Indicadores sociais municipais: uma análise dos resultados do
universo do Censo Demográfico 2010. Acesso em: 22 fev. 2012.
INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA. Sistema IBGE de Recuperação Automática - SIDRA. População residente, por situação do domicílio,
sexo e idade, segundo a condição no domicílio e comprtihamento da responsabilidade pelo domicílio. Acesso em: 22 fev. 2012.
KONDER, L. O que é a dialética. São Paulo: Brasiliense, 2006.
KOSIK, Karel. A dialética do concreto. 2 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1976.
LAURELL, A.C (Org.). Estado e políticas sociais no neoliberalismo. 5 ed. São Paulo; Cortez, 2009.
LONDRES, F. Agrotóxicos no Brasil: um guia para a ação em defesa da vida. Rio de Janeiro: AS-PTA – Assessoria e Serviços e Projetos em Agricultura Alternativa, 2011. LUKÄCS, G. As bases ontológicas do pensamento e da atividade do homem. Temas de
Ciências Humanas, v.4, p.1-18, 1978.
MALTA, D. C.; CASTRO, A. M.; GOSCH, C. S. et al. A política Nacional da Promoção da Saúde e a agenda da atividade física no contexto do SUS. Epidemiol.
Serv. Saúde, v.18, n.1, p.79-86, mar. 2009.
MARX, K. Manuscritos econômico-filosóficos. São Paulo: Boitempo, 2010.
MARX, K. O capital: crítica da economia política. 11. ed. São Paulo: Editora Bertrand Brasil, 1987.
MARX, K. O capital: crítica da economia política. Livro 1 – O processo de produção do capital. 11 ed. São Paulo: Bertrand Brasil- DIFEL, 1987.
MASLOW, A. H. A theory of Humam Motivation.1943. Disponível em:
<http://psychclassics.yorku.ca/Maslow/motivation.htm.>. Acesso em: 15 jun. 2011.
MATSUMOTO, N. F.; CECÍLIO, L. C. O. A operacionalização do PAS de uma
unidade básica de saúde do Município de São Paulo, analisada sob o ponto de vista das necessidades de saúde. Dissertação. Escola de Enfermagem da Universidade de
São Paulo, 1999.
MENDES GONÇALVES, R. B. Práticas de saúde: processos de trabalho e
necessidades. São Paulo: Secretaria Municipal da Saúde, 1992. (Cadernos CEFOR, 1). MENDES GONÇALVES, R. B. Tecnologia e organização social das práticas de
saúde: características tecnológicas de Processo de Trabalho na Rede Estadual de
Centros de Saúde de São Paulo. São Paulo: Hucitec/Abrasco, 1994.
MENDES, E. V. As políticas de saúde no Brasil no anos 80: a conformação da reforma