7. TÜRKĐYE’DE YABANCI SERMAYE YATIRIMLARININ MAKRO
7.2. U LUSLARARASI Ö ZEL S ERMAYE Y ATIRIMLARININ M AKRO E KONOMĐK G ÖSTERGELERE
7.2.4. Kamu Dengesi Etkisi
O Programa Mais Educação (PME), instituído pelo governo federal por meio da Portaria Interministerial nº 17, de 24 de abril de 2007 e do Decreto nº 7.083, de 27 de janeiro de 2010, integra as ações do PDE e tem por finalidade induzir a ampliação do tempo de permanência de crianças, adolescentes e jovens matriculados em escola pública, mediante oferta de educação básica em tempo integral. O programa consiste em uma ação intersetorial76 que envolve políticas públicas educacionais e sociais, “objetivando, desse modo, contribuir para a diminuição das desigualdades educacionais e para a valorização da diversidade cultural brasileira” (BRASIL, 2013b).
A intenção oficial em reunir em uma mesma política várias frentes de ação, e não somente a Educação, decorre do entendimento de que ao direito de aprender vincula-se o direito à saúde, à liberdade, ao respeito, dentro de uma perspectiva de educação integral, reconhecendo as múltiplas dimensões do ser humano e as particularidades do desenvolvimento de crianças, adolescentes e jovens. Além disso, articular ações entre Esporte, Cultura, Assistência Social e Educação, dentre outras áreas, proporciona a permanência do aluno na escola, principalmente em territórios mais vulneráveis, podendo auxiliar na prevenção a situações de violação de direitos da criança e do adolescente e na melhoria do desempenho escolar (BRASIL, 2009).
A perspectiva da educação integral está presente no corpo normativo que rege a educação nacional77. No Plano de Metas Compromisso Todos pela Educação, uma das bases do PDE, é possível observar, em seu artigo 2º, diretrizes voltadas para esta perspectiva, que vai além da ampliação do tempo escolar.
IV - combater a repetência, dadas as especificidades de cada rede, pela adoção de práticas como aulas de reforço no contra-turno, estudos de recuperação e progressão parcial;
VII - ampliar as possibilidades de permanência do educando sob responsabilidade da escola para além da jornada regular;
76 De acordo com a Portaria nº 17/2007, o Programa Mais Educação é uma ação intersetorial entre os Ministérios
da Educação, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, dos Esportes e da Cultura. Posteriormente, foram incorporadas as parcerias também com os Ministérios do Meio Ambiente, da Ciência e da Tecnologia e da Defesa, além da Secretaria Nacional de Juventude.
77 A saber: a Constituição Federal de 1988; o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990); a Lei de
Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei nº 9.394/1996); o Plano Nacional de Educação (Lei nº 10.172/2001); o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos profissionais da Educação – FUNDEB (Lei nº 11.494/2007).
XXVI - transformar a escola num espaço comunitário e manter ou recuperar aqueles espaços e equipamentos públicos da cidade que possam ser utilizados pela comunidade escolar;
XXVII - firmar parcerias externas à comunidade escolar, visando a melhoria da infra-estrutura da escola ou a promoção de projetos socioculturais e ações educativas (BRASIL, 2007a).
O IDEB, como já apontado, é o indicador oficial nacional que serve de referência para a projeção de políticas e ações direcionadas às escolas de educação básica. O Programa Mais Educação (PME) é uma dessas ações. O PME atende, prioritariamente, escolas de IDEB baixo, tendo sido implantado, inicialmente, em capitais e regiões metropolitanas. Em 2010, atinge cidades com mais de 90.000 habitantes localizadas em territórios que apresentam situações de vulnerabilidade social e educacional. Gradativamente, o programa vem sendo disponibilizado para escolas situadas em municípios com menor número de habitantes, embora o critério de escolha continue o mesmo (BRASIL, 2013b). Em 2013, o programa conta com a adesão de quase 50.000 escolas, quadro que vem sendo largamente propagado nos veículos de informação como um dos grandes feitos do governo federal.
Atrelado ao baixo IDEB, outro fator78 compõe os critérios para que a escola seja contemplada pelo programa: os estudantes, em sua maioria, devem ser beneficiários do Programa Bolsa Família79. No final de 2011, o MEC firma parceria com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, visando garantir que as escolas que tivessem a maior parte de seus alunos contemplados pelo programa, entrassem prioritariamente na lista de adesão ao PME. Com isso, o governo federal busca reduzir as desigualdades educacionais oferecendo educação em tempo integral (BRASIL, 2013b).
Assim que foi instituída, a proposta previa a ampliação de tempo, espaço e oportunidades educativas, mediante atividades a serem desenvolvidas no contraturno escolar, articulando ações dos diferentes ministérios integrantes do programa, como é possível observar na Portaria 17/2007.
Art. 1º. Parágrafo único. O programa será implementado por meio do apoio à realização, em escolas e outros espaços sócio-culturais, de ações sócio-educativas no contraturno escolar, incluindo os campos da educação, artes, cultura, esporte, lazer, mobilizando-os para a melhoria do desempenho educacional, ao cultivo de
78 Critério válido para as escolas urbanas.
79 O Programa Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda que beneficia famílias em situação
de pobreza e de extrema pobreza em todo o país. O programa integra o Plano Brasil Sem Miséria e incide sobre os 16 milhões de brasileiros com renda familiar per capita inferior a setenta reais mensais. O Bolsa Família possui três eixos principais: a transferência de renda promove o alívio imediato da pobreza; as condicionalidades reforçam o acesso a direitos sociais básicos nas áreas de educação, saúde e assistência social; e as ações e programas complementares objetivam o desenvolvimento das famílias, de modo que os beneficiários consigam superar a situação de vulnerabilidade (Portal do Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome).
relações entre professores, alunos e suas comunidades, à garantia da proteção social da assistência social e à formação para a cidadania, incluindo perspectivas temáticas dos direitos humanos, consciência ambiental, novas tecnologias, comunicação social, saúde e consciência corporal, segurança alimentar e nutricional, convivência e democracia, compartilhamento comunitário e dinâmicas de redes (BRASIL, 2007c).
Contudo, um dos maiores desafios para a educação integral, identificado nas diretrizes oficiais do Programa Mais Educação (BRASIL, 2013b), é a superação da lógica de turno e contraturno e a constituição do diálogo do tempo escolar regular com a jornada ampliada. Há a preocupação em modificar o contexto escolar em um espaço mais atrativo, prazeroso e que possibilite o desenvolvimento de atividades intelectuais que, efetivamente, tenham sentido aos alunos. Desta forma, a proposta de educação integral permite suplantar a ideia de hiperescolarização, representada pela réplica da prática escolar regular em tempos e espaços ampliados (BRASIL, 2009).
Nos documentos oficiais que tratam do programa, observa-se que a ampliação do atendimento em escolas de tempo integral é uma tendência mundial e faz parte das diretrizes internacionais para a educação brasileira (BANCO MUNDIAL, 1996). Experiências externas servem de modelo para justificar a implantação de programas como o Mais Educação no contexto nacional.
Outra justificativa importante para a Educação Integral é a de que, além das avaliações internacionais comprovarem a melhoria de desempenho escolar em virtude da ampliação de atividades cidadãs, há um histórico descompasso entre demandas sociais e recursos disponíveis, e por isso há hoje uma maior exigência da qualidade dos gastos públicos na área social e rompimento com a fragmentação, que vem caracterizando uma prática assistencialista das políticas públicas brasileiras (BRASIL, 2009).
Em termos quantitativos, o PME tem contemplado um número considerável de escolas, desde a sua concepção. Até 2012, eram 32.000 unidades, aproximadamente. Para 2013, a previsão era de se atingir em torno de 45.000 (BRASIL, 2013b). Quanto à qualidade dos gastos, há alguns elementos a serem discutidos, considerando a análise da política em estudo e as questões pertinentes à implantação da mesma no município de Araçatuba.
Em 2012, uma das escolas de ensino fundamental, pertencente ao sistema municipal de ensino de Araçatuba, foi contemplada com o Programa Mais Educação. De acordo as informações contidas em seu Projeto Político-Pedagógico80, a escola localiza-se em um bairro periférico e está inserida em uma comunidade carente. Segundo levantamento realizado pela gestão escolar em 2010, quase 50% das famílias são contempladas pelo
80 A secretaria municipal de educação, em 2009, organiza um ciclo de formação com os gestores das escolas para
orientá-los quanto à elaboração do Projeto Político-Pedagógico (PPP). A partir de 2010, todas as escolas desenvolvem os PPPs, tendo por base as diretrizes oficiais do sistema municipal de ensino.
Programa Bolsa Família que contribui, consideravelmente, com o orçamento familiar.
A escola conta com, aproximadamente, 280 alunos, quantitativo que se mantém estável, com poucas variações, nos últimos dois anos. Em função da necessidade local, desde 2011 a escola oferece atividades complementares no contraturno. A secretaria de educação viabilizou a implantação destas atividades, disponibilizando um espaço próximo à unidade escolar, com salas de aula e quadra poliesportiva coberta, e contratou estagiários para o desenvolvimento destas atividades. Cabia, no entanto, às famílias a opção pela participação.
A equipe gestora da escola é constituída por uma diretora e duas coordenadoras pedagógicas, sendo que uma delas concentrava sua atuação neste anexo onde se desenvolviam as atividades complementares. Para o levantamento de documentos e informações acerca do Programa Mais Educação, foi realizado contato pessoal com a diretora que, prontamente, disponibilizou tanto o acesso aos documentos provenientes do governo federal como os documentos internos da própria escola (ofícios, circulares, comunicados aos pais etc). Além dos documentos, a diretora apresentava informações disponíveis no SIMEC. Durante o levantamento da documentação, foram, obviamente, estabelecidas conversas com a referida diretora. Mesmo não estando submetidas a um processo sistematizado e formal de coleta de dados, valiosas informações foram coletadas e que contribuíram sobremaneira com o processo de análise da política em questão.
Na ocasião deste levantamento, foi questionado à diretora sobre a forma como ocorreu o contato oficial do MEC acerca da disponibilização do Programa Mais Educação à escola. Surpreendentemente, o primeiro contato adveio de um representante comercial que fornece materiais pedagógicos a esta e a outras escolas do município. Em consulta pública ao portal do FNDE, o vendedor verificou que a escola tinha disponível a quantia de trinta e seis mil reais para a implementação do PME, referente ao ano de 2012. A verba foi repassada à escola por meio do Programa Dinheiro Direto na Escola – Educação Integral, o PDDE/Integral. O PDDE, já explicitado anteriormente, é uma das ações do FNDE e objetiva prestar assistência financeira, em caráter suplementar, às escolas públicas de educação básica.
O recurso do PDDE/Integral atende às mesmas normas estabelecidas para os demais recursos do programa. São recursos para custeio e capital81, cujos gastos são
81 Recursos de custeio são aqueles destinados à aquisição de bens e materiais de consumo e à contratação de
serviço para a realização de atividades de manutenção, necessários ao regular funcionamento da escola. São recursos de capital aqueles destinados a cobrir despesas com a aquisição de equipamentos e material permanente para as escolas, que resultem em reposição ou elevação patrimonial, como, por exemplo, aquisição de
determinados para cada modalidade, respectivamente. No caso do PDDE/Integral, a verba destina-se para a compra de materiais, permanentes e de consumo, para contratação de serviços de manutenção, além da ajuda de custo para transporte e alimentação dos monitores responsáveis pelas atividades a serem desenvolvidas no PME (Portal do FNDE), aqui denominadas oficinas.
A partir da informação fornecida pelo representante comercial, a diretora entrou em contato com a secretaria de educação para que pudesse apreender a dinâmica do programa e analisar a pertinência desta ação, considerando a realidade da escola. A secretaria, então, designou um profissional efetivo para coordenar, oficialmente o programa, atendendo às orientações do MEC.
Sugere-se que esse coordenador seja um profissional com vínculo na Secretaria, se possível efetivo, com experiência em projetos educacionais, sociais ou culturais, com disponibilidade, preferencialmente, de 40 horas semanais, ou no mínimo de 20 horas, de acordo com as necessidades locais, considerando-se a extensão da rede (BRASIL, 2013b).
Segundo as diretrizes oficiais, é de competência desse profissional acompanhar a execução do programa na unidade escolar, dialogando com a instância federal no que concerne às orientações para o funcionamento do programa e o uso de recursos, além de articular parcerias com universidades ou outras instituições que possam contribuir com o desenvolvimento das atividades. Elaborar e realizar formação voltada aos professores e educadores ligados ao programa também fazem parte das atribuições desse coordenador.
Em meados de 2012 a escola inicia o processo de oficialização de sua adesão ao programa por meio de um documento, elaborado por um dos técnicos da secretaria de educação que, posteriormente, foi assinado pelo prefeito municipal e enviado ao MEC. Observou-se, porém, a partir dos registros no SIMEC, que a participação do coordenador municipal limitou-se à conferência e validação do relatório de prestação de contas do uso da verba destinada ao PME, o que ocorreu ao final deste mesmo ano.
A escola iniciou seus trabalhos relativos ao PME informando aos pais, no período de matrícula para o ano letivo de 2013, sobre a adesão ao programa. A escola, então, passaria a atender todos os alunos em período integral, e não somente àqueles que tivessem feito a opção para tanto82. Na sequência, por exigência do programa e obrigatoriedade no preenchimento do SIMEC, foi designada como “professor comunitário”83 a professora que já
bebedouro, fogão, armário, ventilador, equipamento de informática, retroprojetor, projetor de slides, geladeira etc (Portal do FNDE).
82 Todas as famílias concordaram com o novo modelo, conforme os comunicados analisados.
83 De acordo com as orientações oficiais (BRASIL, 2013b), o professor comunitário deve ser um professor
exercia o papel de coordenadora pedagógica, embora as orientações do MEC apontassem como incumbência da secretaria de educação a disponibilização de um professor, com dedicação de no mínimo vinte horas, preferencialmente quarenta, para o exercício desta função.
A equipe escolar, envolvendo professores, coordenadores e a diretora, se reuniu e definiu quais as atividades seriam desenvolvidas no contraturno. Segundo as orientações oficiais do programa, a escola poderia fazer opção por atividades ligadas a sete macrocampos84 previamente determinados, quais sejam:
1. Acompanhamento pedagógico;
2. Comunicação, uso de mídias e cultura digital e tecnológica; 3. Cultura, artes e educação patrimonial;
4. Educação ambiental e sociedade sustentável; 5. Esporte e lazer;
6. Educação em direitos humanos; 7. Promoção da saúde.
Cada macrocampo é composto por diversas atividades ou oficinas. Ao estabelecer a relação entre os campos do conhecimento e as atividades curriculares já desenvolvidas no contexto escolar, a escola deveria escolher quais atividades melhor se aplicariam a sua realidade. Uma dessas atividades, obrigatoriamente, teria que fazer parte do macrocampo Acompanhamento pedagógico (BRASIL, 2013b). Ao iniciar o processo de cadastramento no SIMEC para o exercício de 2012, a escola optou pela seguinte configuração85, conforme demonstrado no quadro abaixo.
QUADRO 3 – Relação de atividades de acordo com o macrocampo
MACROCAMPO ATIVIDADE
Cultura, artes e educação patrimonial Danças
Cultura, artes e educação patrimonial Leitura e produção textual
Acompanhamento pedagógico Matemática
Acompanhamento pedagógico Letramento
forma integrada dentro do contexto escolar e que tenha boa relação com os profissionais da escola. Além disso, deve se responsabilizar pelo acompanhamento pedagógico e administrativo do programa.
84 Entende-se por macrocampo a temática ou área do conhecimento (BRASIL, 2013b). 85 Disponível no SIMEC/Mais Educação/Atividades 2012.
Educação ambiental e desenvolvimento sustentável Educação ambiental e desenvolvimento sustentável
Esporte e lazer Recreação e lazer/brinquedoteca
Fonte: SIMEC, 2013.
Embora estas atividades tenham sido informadas e cadastradas no sistema, elas não foram colocadas em prática neste ano de 201286. O maior problema apontado pela diretora da escola, em conversa informal estabelecida no momento da coleta da documentação, era a dificuldade em encontrar orientações sobre a organização e estruturação do PME. Os documentos e diretrizes estão disponíveis na Internet, porém não encontram-se reunidos em um mesmo portal. Um dos primeiros manuais que a diretora teve acesso, o Manual Operacional de Educação Integral (BRASIL, 2012), tratava, em linhas gerais, da organização do PME, incluindo o uso do recurso recebido pelo PDDE/Integral.
De acordo com as orientações do manual, o repasse proveniente do PDDE/Integral destina-se, como já colocado, à aquisição de materiais pedagógicos, tanto de custeio como capital, e para as despesas de alimentação e transporte dos monitores responsáveis pelo desenvolvimento das atividades escolhidas. No entanto, a atividade do monitor deve ser considerada de natureza voluntária.
O trabalho de monitoria deverá ser desempenhado, preferencialmente, por estudantes universitários de formação específica nas áreas de desenvolvimento das atividades ou pessoas da comunidade com habilidades apropriadas, como, por exemplo, instrutor de judô, mestre de capoeira, contador de histórias, agricultor para horta escolar, etc. Além disso, poderão desempenhar a função de monitoria, de acordo com suas competências, saberes e habilidades, estudantes da EJA e estudantes do ensino médio (BRASIL, 2012).
Como o cadastro das oficinas no SIMEC precedeu a “contratação” dos monitores, é possível inferir que um dos entraves para o início do programa em 2012 foi a dificuldade em encontrar voluntários para o desenvolvimento das oficinas, especialmente pelo valor designado para ajuda de custo87. Como já apontado anteriormente e de acordo com o seu projeto político-pedagógico, a escola atende a uma população carente, está localizada no último bairro da zona leste da cidade, não conta com outros espaços na comunidade que poderiam ser utilizados (museus, bibliotecas, praças, parques, clubes) e a infraestrutura viária no seu entorno ainda é precária, especialmente em dias chuvosos, considerando que as ruas não são asfaltadas. Se não determinantes, certamente estes fatores pouco atraem o
86 Em consulta ao SIMEC, nas atividades da escola em 2012, há um campo específico que indica o cadastro das
atividades em 2012, no entanto não iniciadas neste ano.
voluntariado.
No que concerne à aquisição de materiais pedagógicos, observou-se um quadro diferente. O manual operacional disponibiliza informações sobre a aquisição de kits de materiais pedagógicos e de apoio, específicos para o desenvolvimento de cada uma das oficinas. Cada kit é composto por um conjunto de materiais. O manual traz, também, uma planilha com os valores dos materiais, que deve servir como referência para efeito de cálculo, para a compra e para a prestação de contas. Por ser uma referência, há a possibilidade de alteração na composição dos kits, desde que atendam aos objetivos das oficinas. Em análise às planilhas de compras de materiais da escola, foram notadas muitas adequações, considerando que os valores apresentados como referência no manual eram, em sua maioria, inferiores aos encontrados no mercado local. Desta forma, assim que o repasse foi liberado à escola, em meados de 2012, os materiais puderam ser adquiridos, respeitando as orientações quanto à organização dos kits e o limite orçamentário para tal. Diante deste cenário, arrisca-se afirmar que as questões de ordem material foram resolvidas com maior facilidade.
O Programa Mais Educação entra, efetivamente, em funcionamento nesta escola a partir de 2013. O recurso do PDDE/Integral, relativo ao ano de 2012, foi utilizado parcialmente, tendo em vista a impossibilidade de se aproveitar o montante destinado à ajuda de custo para os monitores em compra de kits de material. Neste caso, a escola se viu impelida em reprogramar a verba relativa ao ressarcimento dos voluntários para o próximo exercício (2013), o que representava cinquenta por cento do montante recebido. De acordo com as informações cadastradas no SIMEC, a escola reorganiza as oficinas, que passam a ter a seguinte configuração para 2013, conforme quadro abaixo.
QUADRO 4 – Relação de atividades de acordo com o macrocampo
MACROCAMPO ATIVIDADE
Cultura, artes e educação patrimonial Danças
Cultura, artes e educação patrimonial Leitura: organização de clubes de leitura
Acompanhamento pedagógico Orientações de estudos e leitura
Esporte e lazer Recreação e lazer/brinquedoteca
Fonte: SIMEC, 2013.
A concentração das atividades em um número mais reduzido de oficinas certamente se deve aos problemas relativos à falta de recursos humanos para o
desenvolvimento das atividades. Em uma seção específica do SIMEC, intitulada “Monitoramento físico-financeiro”, estão descritos os fatores que dificultam a execução do Programa Mais Educação. Um deles refere-se à monitoria, como se observa nas colocações feitas pelos gestores da escola no sistema.
Pouquíssimos profissionais se apresentam; dos que vem muitos acham que o ressarcimento de transporte não compensa, pois têm que vir de lugares distantes. A escola localiza-se num lugar com péssima acessibilidade, com ruas de terra, pouco cuidadas e na época de chuvas fica intransitável. Além disso, acontecem crimes no bairro e muitos envolvem com tráfico de drogas e algumas pessoas tem medo. Só