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Deney ve Kontrol Grubuna Uygulanan Kalıcılık Test

4.1. AraĢtırmanın Sonuçları

4.1.4. Deney ve Kontrol Grubuna Uygulanan Kalıcılık Test

Recentes pesquisas enfatizaram a importância do contexto para a efetividade das ações em GC (KING & ZEITHAML, 2001; REUS et al, 2009; e THOMPSON & WALSHAM, 2004). Com essa perspectiva, as organizações terão maior probabilidade de alcançar os resultados de performance desejada se, adicionalmente, entenderem o trabalho que elas desempenham (o chamado conhecimento na prática) e adotarem iniciativas que apoiem as características subjacentes desse tipo de conhecimento (MCIVER et al, 2013).

Dessa forma, em seções anteriores deste trabalho foi destacado o modelo de conhecimento na prática para trabalhos organizacionais adaptado de McIver et al (2012), neste modelo os autores reportam a necessidade de que as organizações entendam seus conhecimentos práticos estratégicos de forma a combinarem as atividades mais adequadas de GC de forma alinhada. Nesta seção, serão analisadas e destacadas as áreas de conhecimentos consideradas estratégicas para o CIM, bem como serão relacionados, de acordo com as características de cada uma, aos quatro tipos de conhecimento práticos apresentados por aqueles pesquisadores.

Considerando esse propósito, inicialmente foi apresentado no quadro 6 que a Diretoria Geral de Pessoal da Marinha mapeou, a nível organizacional, os conhecimentos dentro do CIM, e explicitamente relaciona quais as organizações responsáveis pelo desenvolvimento e atualização das áreas de conhecimento apontadas, ou seja, as OMOT. Também foi apresentado em seções anteriores que por lei, os oficiais intendentes devem

contribuir para o cumprimento da missão da MB, desenvolvendo atividades relacionadas à economia, finanças, patrimônio, administração e controle interno.

Dessa forma, uma vez que já estão definidos claramente quais são as áreas de conhecimento que o CIM deve atuar, tanto pela alta administração naval quanto pela Presidência da República, Congresso Nacional e, portanto, pela própria sociedade, basta entender como tais áreas de conhecimento já consideradas como estratégicas se ajustam dentro do modelo previsto por McIver et al (2012). Antes, porém, haja vista a diferença de quantidade de áreas de conhecimento citadas na lei e na publicação de referência, a fim de simplificar a análise a ser procedida, foi realizada uma redução do número de áreas de conhecimento a serem classificadas no modelo. Não obstante, todas aquelas consideradas estratégicas por constarem em lei estão presentes, sendo as demais classificadas por serem exemplos típicos de conhecimentos que podem ocupar outros quadrantes do modelo em questão, sendo analisadas somente a título ilustrativo.

Inicialmente, como já apontado, todas as áreas do conhecimento analisadas constam no quadro 7 deste trabalho e, havendo quatro classificações possíveis no modelo de referência, apenas três delas foram identificadas no CIM. Tal fato guarda relação direta com as características das atividades desenvolvidas nas organizações públicas, que em assuntos administrativos, são muito correlacionadas entre si e, portanto, são semelhantes nas suas características de aprendizagem e quantidade de conhecimento tácito envolvido, eixos do modelo tomado como referência. Além disso, as próprias características da Administração Pública, abordadas no quadro 3, principalmente no que tange ao baixo grau de liberdade, acabam por direcionar esses conhecimentos práticos para áreas com alta quantidade de conhecimento explícito.

Ainda sobre esse assunto, para proceder à classificação em tela, foram considerados dois grupos distintos de conhecimentos utilizados, aqueles empregados pelas Praças, que geralmente estão envolvidos em atividades de apoio, e os dos Oficiais, que geralmente lideram esse primeiro grupo e, com visão mais ampla dos processos, executam funções relacionadas aos chamados assuntos de intendência, aqui entendidos por conhecimentos estratégicos do CIM.

Além disso, os dois grupos têm características distintas, as Praças, por exemplo, têm conhecimentos técnicos em determinados assuntos, formação inicial de nível médio e especializações que os habilitam a executar parte de um conjunto de tarefas a ser realizada dentro de determinada área do conhecimento. O segundo grupo, dos Oficiais, em face das suas responsabilidades, necessitam ter uma visão mais ampliada, formação inicial de nível

superior e pós-graduações ao longo de suas carreiras, que os possibilitam aprofundarem os seus conhecimentos sobre assuntos e trazer como principal encargo, a orientação das ações do primeiro grupo e de oficiais menos experientes, a fim de que atinjam os resultados organizacionais esperados de forma satisfatória.

Seguindo essa proposta, iniciando pelo quadrante I, este se caracteriza por trabalhos com baixa quantidade de conhecimento tácito e que podem ser aprendidos com relativa facilidade. A informação é primariamente dirigida para prática, requer pouca experiência e dificuldade para o aprendizado das tarefas. Além disso, nesses tipos de trabalhos, as informações provêm de modelos que direcionam o pensamento e que são a base para a ação (ALVESSON & KARREMAN, 2001). Segundo McIver et al (2013), são exemplos de trabalhos que podem ser classificados no quadrante I aqueles encontrados em redes de mercearias e de fast food tais como o McDonald`s.

Dentro do CIM, trabalhos com características análogas seriam aquelas desempenhados por equipes de apoio, ou seja, por praças que desempenham atividades ligadas a logística de material, planejamento orçamentário, administração geral, de hotelaria e gastronomia, licitações, contratos e patrimônio. Essas atividades caracterizam-se por tarefas mais simples e habilidades básicas em que poucas informações necessitam ser absorvidas e estão contidas em manuais. Portanto, para o exercício de tais funções não cabe grande discricionariedade, seus executores seguem rotinas pré-estabelecidas e não frequentemente modificadas.

Para esse tipo de trabalho, a fim de maximizar a replicação e a eficiência da produtividade, McIver et al (2013) defendem investimentos em atividades de GC que armazenem e apliquem as informações, uma vez que a eficiência e a eficácia provêm da manutenção de rotinas estáveis, bem como de modelos e esquemas para soluções de problemas. Ferramentas como rotinas intrínsecas em sistemas administrativos informatizados, padronização de boas práticas e gestão do conteúdo para formação de manuais e templates com esquemas de soluções são ótimas opções a serem escolhidas.

Pertinente ao segundo quadrante, este se caracteriza por informações acumuladas, pouco conhecimento tácito envolvido, mas de difícil aprendizado. O tipo de trabalho envolvido nesse quadrante seria tipicamente aquele que necessitaria de “10.000 horas de estudo” para dominar o assunto. Além disso, a quantidade de informações é vasta e novas informações são frequentemente necessárias para se adaptar as novas condições de trabalho, entender e saber aplicar as exceções que surgem durante a sua execução.

O tipo de conhecimento envolvido pode ser codificado, observado e retirado do contexto, mas há maior dificuldade porque a especificidade requer o domínio de extensa

quantidade de informações. Adicionalmente, acumular e integrar tantas informações requer, necessariamente, certo nível de capacidade de absorção (COHEN & LEVINTHAL, 1990) de longe, além da necessária para desenvolver as atividades classificadas no quadrante I (MCIVER et al, 2013). Segundo esses autores são exemplos de trabalhos que podem ser classificados no quadrante II o de auditor fiscal e dos médicos.

No CIM, esse quadrante abarca todas as áreas de conhecimento desenvolvidas por oficiais ora em análise, pois, isoladamente, cada uma delas demanda o conhecimento de diversas informações a serem absorvidas. No entanto, elas acabam por estarem compulsoriamente integradas a outras que estão estreitamente relacionadas dentro de uma mesma atividade. Por exemplo, a simples compra de um material ou a contratação de um serviço, ao ocorrer dentro da área de logística, precisa estar em sintonia com o planejamento orçamentário (previsão de recursos). Na sua execução, necessitam ser aplicados conhecimentos de Direito relacionados às licitações, aos contratos, aos tributos e ao patrimônio e, ao final, o pagamento deve ser realizado por meio de uma programação financeira capaz de tempestivamente honrar com os compromissos assumidos.

Nesses trabalhos exceções ocorrem constantemente pois, de inúmeros fatores depende cada tarefa a ser executada. Portanto, um profundo conhecimento se faz necessário a fim de integrar a grande quantidade de informações que está invariavelmente sendo atualizada pelas diversas leis, regulamentos e normas que contemplam cada campo desses. Assim, segundo McIver et al (2013), atividades como organizar, transferir, adquirir e aplicar o conhecimento são essenciais para criar, integrar e usar informações complexas e não dirigidas somente pela prática, mas pelo conhecimento e de forma flexível e cumulativa, dentro de times auto-organizáveis.

No quadrante III, o know how de aprendiz, este é caracterizado por ter uma proporção alta de conhecimento tácito, mas se mantém como de fácil aprendizagem. Nesse quadrante, o conhecimento prático é frequentemente difícil de ser observado, largamente inespecífico e intrínseco no contexto da prática. Além disso, o seu aprendizado é alto por conta da consistência entre as ações requeridas e o correspondente desempenho desejado, bem como da comparativa simplicidade de serem replicadas.

No CIM, não foram identificados trabalhos que envolvam conhecimentos estratégicos com essas características, no entanto, trabalhos de apoio às analisadas no quadro 7, como cozinheiros chefes e barbeiros, que envolvem a administração de setores como gastronomia e geral, são essencialmente aprendidos e aperfeiçoados pela recriação e ensaio das experiências

de forma que se adquira o know how necessário. O aprendizado, portanto, ocorre verificando o que funciona e o que não funciona, corrigindo-se as ações por meio da repetição.

Assim, trabalhos caracterizados por poucas exceções e baseados em experiências pessoais, reflexões e percepções desenvolvidas por meio de interações comunitárias, colaborações e identidade social em comunidades de prática, frequentemente contribuem para o desenvolvimento do conhecimento tácito. Com isso, atividades que compartilhem as melhores práticas, criem rotinas e esquemas que deem consistência à tarefa por meio da repetição são importantes para aplicar o conhecimento de forma eficiente e eficaz (MCIVER et al, 2013).

Finalmente, o quarto quadrante é caracterizado pelo know how intuitivo e talentoso, o conhecimento prático envolvido, em sua maior parte, é tácito e muito difícil de ser aprendido por ser complexo e envolver novas experiências que surgem, ou condições que mudam (MCIVER et al, 2013). Nessas atividades, os passos a serem seguidos são ambíguos, incertos e de difícil transferência. Segundo os pesquisadores, são exemplos desse tipo de conhecimentos práticos aqueles utilizados por artistas de renome, inovadores e gênios da ciência. Nesse quadrante, nenhum tipo de conhecimento analisado no CIM foi nele categorizado.

Assim, terminada a classificação e considerando os resultados e entendimentos sobre como a GC é conduzida atualmente no CIM, pode-se dizer que ainda não são realizadas de forma intencional práticas de alinhar conhecimentos às atividades considerando suas características, a fim de se obter maior eficácia e eficiência. Como constatado, várias ferramentas foram apuradas ao longo das seções anteriores, porém, de todas as utilizadas nas OM pesquisadas, formalmente aplicadas para a gestão do conhecimento, somente três existem de forma intencional, o "Programa de Leitura Profissional", o de "Multiplicação do Conhecimento" e os relatórios de cursos, porém, nos mesmos não há indícios de que tais ferramentas foram criteriosamente adotadas por serem indicadas considerando as características dos trabalhos realizados.

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

6.1 PROPOSTA DE UMA ESTRUTURA DE GESTÃO DO CONHECIMENTO PARA O

Benzer Belgeler