2. DENEY TASARIMI
2.1. Deney Tasarımı Ve Maliyet Đlişkisi
A Participação Contributiva é um dos mais importantes constituintes de um processo democrático, como se apresenta neste trabalho. Avançando no que se propõe em Arnstein (1969), adaptado por Souza (2002), aqui se estabelecem 5 (cinco) estágios que devem refletir a efetividade do grau de participação contributiva dos cidadãos, ou seja, uma abordagem sobre a Maturidade da Participativa Contributiva:
Grau 5: o cidadão, ou grupo de cidadãos em compartilhamento, participa plenamente e propõe melhorias. Possui espírito empreendedor e liderança. Exerce controle, fiscaliza. Participa produtivamente de negociações. Atua com visão de médio e longo prazos (visionning) e de forma metodologicamente estruturada. Interfere. Interage. Articula mecanismos;
Grau 4: conhece e domina o processo. Atua de maneira coordenada, prioritariamente no plano tático. Tem visão de curto e médio prazos. Age prioritariamente de forma responsiva. Contribui e controla. Aplica mecanismos institucionais;
Grau 3: acha-se parcialmente informado, participa, ouve e compreende suas limitações. Atua de forma responsiva, de maneira pouco coordenada e focaliza, prioritariamente, sobre questões de seu interesse ou sobre demandas sociais visíveis; compartilha esforços;
Grau 2: não participa efetivamente. Não atua e não propõe. Consegue ver problemas e criticá-los. Não está integrado a grupos de agentes em compartilhamento. Conformação e aceitação;
Grau 1: Não participa e não se compromete com resultados. Não está satisfeito, mas não tem mobilização ou não se interessa por encaminhamentos. Desilusão e Alienação.
A escada de Arnstein permite repercutir o empowerment efetivo dos agentes individuais ou em compartilhamento (stakeholderships) no processo de tomada de decisões, segundo seu posicionamento e seu engajamento.
O Quadro 10, a seguir, apresenta uma correlação das posições da escada de Arnstein (1969) com o poder de decisão dos agentes.
Quadro 10- Correlação das posições da escada de Arnstein com o poder de decisão dos agentes
Escada de Arnstein (1969) Poder das decisões dos agentes (Stakeholders)
Nível de Participação
8. Controle por Stakeholders -Poder total aos Stakeholders
-Poder de Stakeholders 7.Delegação de Poder -Stakeholders detêm poder
dominante na tomada de decisões -Direito de voto para stakeholders 6.Parceria -Poder é redistribuído embora
stakeholders detenham apenas minoria
5.Concessões -Algumas posições selecionadas são preenchidas com Stakeholders Facilmente enganados ou vencidos em votação
-Esforços apenas simbólicos 4.Consulta -Ritual de enganação
-“Participa da Participação” 3.Informação -Fluxo unidirecional da informação
-Sem informação de retorno
2.Terapia -Mudar a “patologia” dos
Stakeholders -Não participação
1.Manipulação -Indicação de Stakeholders para ocupar comissões que apenas aprovam;
-“Trabalhar” o apoio do stakeholder
Fonte: próprio autor
O presente quadro evidencia a correlação das posições da escada de Arnstein com o poder de decisão dos agentes, na primeira coluna está descrita a escada de participação, na segunda correlaciona o poder de decisão em cada nível da escada de participação e a terceira diagnostica o nível de participação em relação ao poder decisório. Observa-se que este poder, conforme vai cumprindo os níveis ele progride, em escala crescente para os níveis mais altos.
A Figura 5, adiante, por sua vez, apresenta o resultado de pesquisa aplicada a empresas não governamentais no que se refere ao engajamento dos stakeholders envolvidos nos processos. Segundo Frooman (1999), existe uma dificuldade, mesmo no que se refere às empresas em caracterizar o perfil dos agentes, prevalecendo determinados grupos de funcionários e de consumidores cujo interesse direto se situa em transações econômicas e em alta interdependência de recursos. Para Lowndes, Pratchett; Stoker, (2014) depois de trazida esta avaliação para a gestão pública municipal, a distribuição não seria matematicamente diferente, assim como as manifestações de interesse dos agentes são sempre mais direcionadas para problemas imediatos do dia a dia, que os afetam diretamente.
Figura 5 – Stakeholders envolvidos em participação contributiva
Fonte: Spitzeck, Hansen e Alt (2011)
Após se avaliar com quem as empresas estão se relacionando, advém a questão relativa à forma de relacionamento ou de participação contributiva, sendo identificadas duas dimensões: o poder dos stakeholders de influenciar as decisões corporativas e o escopo dessas decisões.
Essa avaliação perpassa as Escadas de Arnstein e de Souza podendo encontrar na Escala de Avaliação de Maturidade dos agentes, aqui estabelecida, um melhor direcionamento para o processo de gestão municipal:
- no nível de “não participação”, os stakeholders são tratados como se tivessem uma visão “errada” do mundo, que precisa ser “curada”; nos níveis de participação, a voz dos agentes não é aceita no processo decisório;
- no nível de “esforços apenas simbólicos”, chega a existir uma interação, mas os agentes não têm o poder de mudar o comportamento ou de influenciar o processo de decisão, o que significa que participam apenas por participar;
- no nível de “poder”, os agentes têm o direito de voto e, também, podem alterar significativamente as decisões. Situam-se numa condição de poder com independência.
No que se refere a “escopo” da participação, trata-se da amplitude das decisões sobre as questões em pauta no âmbito da gestão municipal, variando de temas operacionais, gerenciais, técnicos, econômicos, até questões estratégicas. Dando continuidade à apresentação dos resultados da pesquisa, Spitzeck, Hansen e Alt (2011) apresentam o panorama de engajamento ou de participação dos stakeholders, conforme a Figura 6 adiante, que representa
o Panorama de Participação Contributiva.
Figura 6- Panorama de engajamento ou de participação dos stakeholders
Fonte: Spitzeck, Hansen e Alt (2011).
A figura acima demonstram o panorama de engajamento ou de participação dos agentes e os números entre parênteses indicam frequência em porcentagem dos engajamentos com stakeholders encontrados para a pasuisa.
Já em relação ao levantamento dos instrumentos de participação contributiva, (engajamento) utilizados pela pesquisa de Spitzeck, Hansen e Alt (2011), para melhor entender a questão do poder oferecido aos seus agentes, os resultados obtidos se apresentam no Quadro 11, a seguir:
Diálogo e Acompanhamento em
questões operacionais ou
gerenciais (61%)
Colaboração em questões
operacionais ou gerenciais
(12%)
Colaboração
estratégica
(14%)
Aconselhamento
Estratégico e
Inovação (13%)
p o d er d iv e rs id ad e Diversidade Escopo de ParticipaçãoQuadro 11 - Participação Contributiva (engajamento) dos agentes
INSTRUMENTOS PARTICIPAÇÃO (%)
Diálogo não especificados 20% Pesquisa e levantamentos 23% Fóruns de diálogo com stakeholders 12% Colaboração e parceria 11% Conselhos consultivos de
Stakeholders (SABs) e Comissões
Administrativas Conjuntas (JMSCs) 8%
Reuniões e Seminários 5% Iniciativas do setor 4% Iniciativas de múltiplos stakeholders 3% Entrevistas focais 3%
Fonte: Spitzeck, Hansen e Alt (2011).
Essa medida colhida se encaminha de forma convergente com os instrumentos neste estudo propostos para as consultas e a participação direta no processo de Planejamento Urbano, pode-se através de dados secundários e já desenvolvidos, levantar informações do grau de envolvimento das pessoas envolvidas no processo de participação popular para depois inserir ferramentas para elevar o nível de maturidade de todas as pessoas envolvidas.
Ainda segundo os autores citados, apresenta-se, a seguir, no Quadro 14, uma avaliação por temas dos impactos da participação contributiva no processo de gestão:
Quadro 12- Impactos da Participação Contributiva
IMPACTOS GRAU DE
IMPORTÂNCIA (%)