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2. KAYNAK ARAŞTIRMASI

3.2. Metot

3.2.2. Deneme boyunca yapılan ölçüm ve analizler

Os microdados do Suplemento de 2007 da PNAD/IBGE permitem enxergar os detalhes dos cursos profissionalizantes e de sua clientela após a ocorrência da onda jovem do ensino técnico, detalhada anteriormente. Buscou-se, nesta seção, uma análise dos determinantes objetivos abertos por faixa etária, para na seção seguinte tratar-se de elementos subjetivos da demanda por cursos profissionais.

Demanda pregressa por cursos profissionalizantes

A PNAD indica que apenas 22,5% dos quase 155 milhões de indivíduos com dez anos ou mais de idade já frequentaram um curso de educação profissional (gráfico 14). Apesar do estoque de oportunidades para quem já frequentou algum curso de educação profissional aumentar naturalmente com a idade, essa proporção cai quase monotonicamente depois dos 20 anos de idade, indicando expansão recente da educação profissional para as novas gerações.

GRÁFICO 14

Já frequentou curso de educação profissional (por idade)

(Em %)

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Demanda corrente por educação profissional

Aproximadamente 3,81% da população de 10 anos ou mais de idade frequentam alguma instituição de ensino profissional. A taxa de frequência corrente sobe rapidamente após os 2,3% aos 10 anos de idade, atingindo o ápice de 10,24% aos 16 anos de idade, pois os cursos guardam alguma limitação de conteúdo; posteriormente, cai deste ponto até os 30 anos de idade, quando atinge 3,88%, e diminui mais lentamente deste ponto em diante, sendo praticamente zerada aos 80 anos de idade. Isso ocorre em virtude de, ao avançar mais na idade, o indivíduo ter menos tempo para recuperar o custo financeiro e o esforço físico do investimento educacional atuando no mercado de trabalho (gráfico 15).

GRÁFICO 15

Frequenta curso de educação profissional (por idade)

(Em %)

Fonte: PNAD/IBGE. Elaboração do autor.

A comparação entre os dados relativos à demanda pregressa por educação profissional e a demanda corrente no momento da pesquisa (outubro de 2007) revela que as gerações mais novas tiveram um histórico de frequência em cursos profissionalizantes surpreendentemente alto (gráfico 16). O pico da demanda pregressa se dá aos 26 anos

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de idade, com 33% das pessoas tendo frequentado tais cursos profissionalizantes. A curva dos que já frequentaram deveria crescer com a idade, num equilíbrio estacionário. Isso sugere a ocorrência de uma forte mudança na prática desses cursos, nos últimos anos, vivida pela população mais jovem. Isto é, apesar do estoque de oportunidades do indivíduo que já frequentou algum curso de educação profissional aumentar naturalmente com a idade, por força cumulativa do tempo, observa-se que essa proporção cai quase monotonicamente depois dos 20 anos de idade. Isso confirma na PNAD a onda jovem com educação profissional já observada na PME.

GRÁFICO 16

Já frequentou e frequenta cursos profissionalizantes (por idade)

Fonte: PNAD/IBGE. Elaboração do autor.

O aumento recente de cursos de qualificação na área de informática desempenha papel central para explicar o aumento da frequência da juventude nos cursos de educação profissional. Na população entre 15 e 19 anos de idade, os cursos de informática representam 62,26% dos cursos de qualificação profissional, que, por sua vez, correspondem a 79,32% dos três tipos de cursos de educação profissional. Na população entre 10 e 14 anos de idade, estes números são ainda mais expressivos: 74,6% dos cursos de qualificação são de informática e 99,5% dos cursos de educação profissional

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lato sensu são de qualificação profissional. A onda jovem decorrente de quem frequenta

e de quem já frequentou esses cursos está assinalada nos gráficos 17A e 17B. GRÁFICO 17

A importância dos cursos de informática na qualificação profissional por idade

(Em %)

Fonte: PNAD/IBGE. Elaboração do autor.

Demanda dos jovens por educação profissional

Na faixa etária considerada jovem pelas políticas públicas (entre 15 e 29 anos de idade), a taxa de frequência na educação profissional era 6,56% de um contingente de 48,6 milhões de jovens. Já em relação ao grupo de maiores de 30 anos, o que se pode enxergar, diferentemente do grupo anterior, é uma taxa de frequência muito menor: 2,2% das 89 milhões de pessoas nessa faixa etária. Isso ocorre porque essa faixa etária apresenta características de maior estabilidade profissional, de maiores demandas familiares e de menor horizonte para recuperar o investimento realizado, conferindo ênfase maior no trabalho do que no estudo, mesmo que profissionalizante.

O primeiro grupo, caracterizado por pessoas de 15 a 29 anos, é de especial interesse, pois, nessa fase do ciclo de vida, o indivíduo dedica mais ênfase à formação. Esse grupo etário representa 31,4% da população com mais de 10 anos e 54,1% da população que frequenta os cursos. O grupo complementar, de indivíduos maiores de 30 anos, está em grande parte focado na vida profissional.

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Analisando a população jovem entre 15 e 29 anos de idade, observa-se que a proporção de indivíduos que frequentam alguma instituição de ensino profissional é de 6,5% dos cerca de 49 milhões de jovens, sendo assim consideravelmente maior que a taxa de 3,8% apresentada anteriormente sobre a população total (maiores de 10 anos). Isso se dá em virtude desse grupo ter um foco muito maior na educação profissional em relação ao grupo de 10 anos ou mais de idade.

Esta análise tem foco na comparação dos jovens com a população em idade ativa como um todo, aprofundando o efeito de categorias diversas, como sexo, classe econômica e Unidade da Federação (UF); com ênfase mais para fluxos (não frequência) e menos para estoques (nunca ter frequentado), junto com os motivos apresentados pelos entrevistados.

Gênero

Em relação à diferenciação entre os sexos, pode-se observar que o jovem frequenta menos o ensino profissionalizante do que a jovem: 6,2% para o homem e 6,9% para a mulher, o que pode implicar uma tendência futura de queda do diferencial de gênero de salários.7 A grande diferenciação das razões para não frequentar se encontra dentro dos motivos de demanda. Há maior desinteresse entre os homens (62,6% para eles, contra 60,3% para elas) e motivos de falta de renda entre elas (16,8% para eles, contra 18,4% para elas), ficando o grande grupo de motivos de demanda em posição similar.

Além da comparação entre os sexos, outro ponto importante é a análise da taxa de atendimento em relação à maternidade, isto é, se a mulher é mãe ou não. O que se pode enxergar é que a taxa de frequência entre as jovens com filhos é inferior à das que não possuem filhos, sendo as taxas de atendimento 3,9% e 8,8%, respectivamente. A mulher que já é mãe dispõe de um tempo muito menor para aplicar no estudo, pois tem que cuidar dos filhos. A relação da taxa de atendimento para o grupo de 30 anos ou mais, entre os grupos de mulheres que são mães e as que não são, é de 2,3% e 3,4%, respectivamente.

7 O diferencial sem controles entre homens e mulheres é algo em torno de 25% a mais para os homens. Os

cálculos feitos sobre os dados da PNAD sugerem que, entre 1999 e 2009, houve queda desse diferencial: enquanto a renda do trabalho das mulheres aumenta 45,5%, a dos homens sobe 19,8%.

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Similarmente, entre os jovens que possuem responsabilidade de chefes do domicílio, a taxa de frequência aos cursos é significativamente menor do que a daqueles que são filhos na estrutura domiciliar (4,16%, contra 8,3%). As motivações para jovens chefes do domicilio que não frequentam são parecidas com as das jovens mães: alta evasão por desinteresse (58,6%) e baixa por falta de renda (18,8%), o que sugere problemática similar naqueles que fazem passagem mais rápida para as responsabilidades da vida adulta.

Renda

Pode-se verificar que, tanto em relação ao grupo de 15 a 29 anos quanto ao grupo de 30 anos ou mais, quanto mais alta é a classe econômica, maior é a frequência no ensino profissionalizante (gráfico 18). Entre os jovens, a exceção é na passagem da classe C para a AB, em que há uma redução da frequência em tais cursos. Entre os jovens da classe C, chamada nova classe média, situa-se o pico da frequência em cursos profissionalizantes.

GRÁFICO 18

Frequenta curso de educação profissional (por classe econômica)

(Em %)

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A relevância dos cursos de informática dentro dos de qualificação profissional e destes entre os de educação profissional sugere uma análise em separado (gráfico 19). Em particular, os cursos de informática correspondem a mais da metade dos cursos de qualificação nas classes E e D, a 44,85% na classe C, mas caindo para 28,54% na classe AB. A queda da frequência da educação profissional na passagem da classe C para a classe AB será reduzida se a análise for feita sem os cursos de qualificação em informática.

GRÁFICO 19

Cursos de informática: população que frequenta a qualificação

(Em %)

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Rankings estaduais

Como pode ser visto na figura 1, o estado de São Paulo é o que apresenta maior proporção de alunos entre 15 e 29 anos matriculados no ensino profissional (8,49%), seguido de Amapá (8,34%) e Rio Grande do Sul (8,12%). Em posição oposta no ordenamento, encontram-se os estados de Alagoas (2,48%), Pernambuco (3,73%) e Bahia (3,93%).

FIGURA 1: UF - frequenta educação profissional (15 a 29 anos)

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Análise multivariada

Na busca de um tipo de análise mais bem controlada que a análise bivariada, criou-se uma série de regressões logísticas multivariadas. O objetivo foi captar o padrão de correlações parciais entre as variáveis de interesse e as variáveis explicativas. A primeira variável a ser mencionada é: frequentar educação profissional, restrita ao universo entre 15 e 29 anos.

A magnitude dos coeficientes da variпvel “gênero” indica que a chance controlada de um rapaz nessa idade frequentar um curso profissionalizante não foi estatisticamente diferente da chance das moças. O mesmo resultado foi encontrado para nativos e migrantes. Ou seja, comparando pessoas com características semelhantes, não se observou diferença de acesso por gênero ou imigração. Com relação à variпvel “raça”, observou-se chances de frequência reduzidas em 9% para os brancos. Vale lembrar que a comparação aqui é entre brancos e não brancos com características iguais, incluindo os níveis de educação. Os dados não controlados apontam maior frequência dos brancos.

Quanto à anпlise da variпvel “idade”, que é central nesta pesquisa, plotaram-se as razões de chance num gráfico, a fim de melhor visualizar as trajetórias, e apenas os resultados dos coeficientes significativos foram apresentados (gráfico 20). Com valores acima de 1, observou-se que a chance controlada de acesso dos mais jovens é maior. Por exemplo: um jovem aos 15 anos tem 4,6 vezes mais chance de estar matriculado num curso profissionalizante do que outro aos 29 anos (com as mesmas características). O que se pode notar é que a chance vai caindo com a idade até os 23 anos, quando não se encontram mais diferenças significativas em relação à base (29 anos).

38 GRÁFICO 20

Regressão logística: frequenta educação profissional (15 a 29 anos)

(Razão de chances por idade)

Fonte: PNAD/IBGE. Elaboração do autor. * Significância a 5%.

Existe forte complementaridade entre escolaridade regular e educação profissional em forma de sino, atingindo o ápice no nível médio de ensino, conforme o gráfico 21, a seguir. As chances de frequência profissionalizante assumem inicialmente valores crescentes à medida que se caminha para níveis mais altos de estudo, atingindo o pico aos 11 anos de estudo (a chance é 10,5 vezes maior que a de analfabetos), para depois cair novamente, voltando aos 18 anos de estudo as mesmas chances observadas aos 8 anos de estudo.

39 GRÁFICO 21

Regressão logística: frequência profissionalizante (15 a 29 anos)

(Razão de chances por escolaridade)

Fonte: PNAD/IBGE. Elaboração do autor.

Em relação às variáveis espaciais, o primeiro resultado encontrado é que os jovens das áreas urbanas são aqueles com mais chances de acesso à educação profissional (51% mais que na área rural). Nas metrópoles, a chance é 36% maior. Olhando dentro das cidades, não foram encontradas diferenças controladas entre a favela e o resto.

No ranking controlado de frequência a cursos de educação profissional, entre os coeficientes estatisticamente significativos, convém destacar que o jovem do Rio Grande do Norte é aquele com maior chance de acesso, 25% superior ao de São Paulo, seguido pelo Rio Grande do Sul (16% maior). No final do ranking está Alagoas, cujas chances de frequência são 65% menores que a base (estado de São Paulo).

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Benzer Belgeler