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2. GEREÇ VE YÖNTEM

3.1. Demografik Veriler

Fazendo um resgate da história das empresas com relação ao planejamento e sua gestão estratégica, foi possível identificar os modelos que as unidades utilizaram no decorrer de sua existência. O modelo de planejamento define as etapas do processo que foram adotadas, bem como as diferentes abordagens utilizadas.

A unidade de pesquisa U1 utilizou no período de 1994 a 2004 a ferramenta de Desdobramento das Diretrizes (Hoshin Kanri), o qual Silva (2003) apresenta como um

método focado em processos e não em resultados; sendo apresentados como forma de atingir resultados.

No período de 2003 a 2005 utilizou o Planejamento Estratégico e Participativo (PEP), o qual Matus (1996) define como forma de incorporar lógica para assegurar que as ações sejam organizadas dentro de uma concepção estratégica e participativa. Trata-se de uma proposta de planejamento mais voltada para práticas governamentais.

A partir de 2005 a unidade adota o BSC como sendo a ferramenta de auxílio ao planejamento existente.

A evolução da história de U2 encontra-se baseada na elaboração do planejamento estratégico quando do início das atividades da empresa no ano de 1997. Através dele foram definidos a missão, visão, valores, públicos-alvo e, diretrizes gerais para a atuação da empresa.

Em 1997 a empresa utilizou também, o modelo de Porter (1986) o qual destaca como fatores importantes: (a) entrantes (novos concorrentes); (b) poder dos compradores; (c) poder dos fornecedores; (d) ameaça de produtos substitutos; e (e) rivalidade entre empresas já existentes no setor. Com base nesses fatores tornou-se possível à empresa mapear seu cenário. Ainda utilizava-se a avaliação das forças, fraquezas, oportunidades e ameaças. Em 1999, o plano inicial foi revalidado e ampliado com a inclusão de ações estratégicas e indicadores. Porém era observada a falta de ferramentas de desdobramento dos objetivos em ações ou metas:

“Forças, fraquezas, oportunidades e ameaças são macros, estão lá na ponta e daqui um pouco várias coisas acontecem e que atingem lá, mas e como eu vou mapear tudo isso?” (R2, U2).

As forças, fraquezas, oportunidades e ameaças, tratam-se da definição da ferramenta

SWOT (KOTLER, 2000). Naquele momento a empresa tinha a necessidade de acompanhar

tudo o que pudesse afetá-la direta ou indiretamente, todos os fatores do ambiente que pudessem gerar impactos, sejam estes fatores internos ou externos. Ainda, a unidade U2 iniciou em 2002 o processo de implantação da ferramenta BSC.

Na unidade de análise U3 no ano de 1992 é adotada a Análise SWOT, a qual trata-se de uma ferramenta utilizada para avaliar os impactos das forças setoriais nas perspectivas de

valor (HERRERO FILHO, 2005). São utilizados ainda, alguns indicadores de performance, porém não ocorreu uma ampla utilização e aproveitamento dessas ferramentas.

“.... esses indicadores não tiveram controle e acompanhamento de medições....” (R4, U3).

“A análise SWOT apresenta-se útil quando a organização consegue avaliar o que descobriu a partir de uma sondagem ambiental em termos das oportunidades que a organização pode explorar e das ameaças por ela enfrentadas” (JACKSON e DUTTON, 1988:370-387, apud ROBBINS, 2000). A necessidade de acompanhar e controlar os dados levantados são necessários, para que se consiga obter resultados com a ferramenta utilizada.

Ainda em U3, ocorre uma nova evolução na história estratégica da empresa quando da adoção do Planejamento Estratégico formal. Neste mesmo momento ocorre a adoção do BSC, no início de 2006.

Na unidade de análise U4 a utilização do planejamento estratégico se inicia em 1994, tendo um histórico de acompanhamento e revisões.

“...a empresa adotou modelo próprio, adequado à empresa e as suas atividades..., e estamos seguindo esse modelo, antes dele não havia propriamente algo mais estruturado como processo,...” (R5, U4).

O controle, acompanhamento e evolução do planejamento estratégico criado pela empresa são realizados até os dias atuais. Para Certo e Peter (1993) o controle estratégico é um tipo de controle organizacional que se concentra na monitoração e avaliação do processo de administração estratégica para melhorá-lo e assegurar um funcionamento adequado.

Ainda no exercício de 2003, a U4 adotou a ferramenta do BSC.

Em U5 a utilização do planejamento estratégico ocorreu em período recente, no ano de 2004, momento este em que se inicia a utilização do BSC. Nesse período também é utilizada a análise das Cinco Forças de Porter, a qual determina o potencial de lucro final na indústria, sendo medido em termos de retorno a longo prazo sobre o capital investido (PORTER, 1986).

Por outro lado, o planejamento estratégico possui o foco de atenção da alta administração das empresas, voltando-se às medidas positivas que uma empresa poderá tomar para enfrentar ameaças e aproveitar as oportunidades que ocorrem em seu ambiente (ALDAY, 2000), viabilizando um desenvolvimento baseado no longo prazo.

Não somente com base no PE, a unidade necessitava de uma estruturação dentro da área de planejamento e gestão estratégica. Iniciava-se um período de reestruturação na empresa, optando esta por alternativas diferentes que fossem capazes de se complementar e, sendo voltadas para a área de gestão e planejamento.

“A empresa adotou no momento da implantação do PE e simultâneo início do BSC uma metodologia tradicional, ...usou uma metodologia “mista" de PE, mas entrou a análise das cinco forças do Porter também” (R7, U5).

A unidade buscava identificar fatores para melhorar seu desempenho. Em função disso a utilização das cinco forças competitivas era uma forma de auxílio, pois estas são capazes de determinar a rentabilidade de uma indústria.

Durante a pesquisa, observando as ocorrências nas unidades de análise, verifica-se o exposto no Quadro.

Unidade Período Ferramenta

U1 1994 a 2004 Gerenciamento pelas Diretrizes U1 2003 a 2005 Planejamento Estratégico Participativo U1 A partir de 2005 Balanced Scorecard

U2 Desde 1997 Planejamento Estratégico U2 1997 Modelo das Cinco Forças de Porter

U2 1999 Análise SWOT U2 2002 Balanced Scorecard U3 1992 Análise SWOT U3 2006 Planejamento Estratégico U3 2006 Balanced Scorecard U4 1994 Planejamento Estratégico U4 2003 Balanced Scorecard U5 2004 Planejamento Estratégico U5 2004 Modelo das Cinco Forças de Porter

U5 2004 Balanced Scorecard

Quadro 15 – Modelos de ferramentas de gestão e planejamento utilizados Fonte: Autor (2006)

Observou-se, portanto, o uso de diferentes ferramentas de gestão pelas unidades analisadas, bem como modelo de planejamento elaborado internamente na empresa.

8.2.4 Pontos Fortes e Fracos identificados nas ferramentas estratégicas já adotadas pelas

Benzer Belgeler