3.2. A RAŞTIRMADA E LDE E DİLEN B ULGULAR VE D EĞERLENDİRME
3.2.1. Demografik Bulgular ve Değerlendirmeler
Conforme já descrito anteriormente, as várias funções desempenhadas por MMPs e TIMPs tanto em situações fisiológicas como em diversas condições patológicas já são conhecidas, mas, pouco se sabe a respeito de sua participação em tumores de glândulas salivares. No entanto, alguns estudos já foram realizados, conforme descrito na literatura.
Kayano et al. (2004) avaliaram os níveis de produção de oito diferentes MMPs (MMPs-1, -2, -3, -7, -8, -9, -13 e MT1-MMP) e dois TIMPs (-1 e -2) em homogenados de carcinomas de glândulas salivares (carcinoma mucoepidermóide, carcinoma adenóide cístico e adenocarcinoma) e tecido de glândula salivar normal como controle. Os autores verificaram que os níveis de MMPs (-1, -2 , -13 e MT1-MMP) e TIMP-1 foram significativamente maiores nas lesões malignas do que nos controles (p0,05). O exame de zimografia demonstrou que a taxa de ativação da Pro-MMP-2 era maior nos carcinomas em comparação ao grupo controle (p0,05). Foi possível identificar que tal taxa de ativação era significativamente mais elevada nos carcinomas mucoepidermóides, em comparação aos CACs e adenocarcinomas (p0,01) e que estava correlacionada com gradação histológica e metástase linfonodal nos carcinomas mucoepidermóides (p0,05). Embora os níveis de produção de Pro-MMP-2 e MT1- MMP tenham sido semelhantes entre os carcinomas, os níveis de TIMP-2 foram significativamente maiores nos CACs e adenocarcinomas (p<0,01). A imuno- histoquímica e a zimografia in situ demonstraram a localização da MMP-2, MT1-MMP e TIMP-2 nas células dos carcinomas. Contudo, apenas nos carcinomas mucoepidermóides as células epiteliais neoplásicas revelavam atividade gelatinolítica. Estes resultados sugerem que a ativação aumentada da Pro-MMP-2 mediada por MT1- MMP está implicada nos processos de invasão e metástases nos carcinomas mucoepidermóides e que TIMP-2 pode regular a ativação de Pro-MMP-2 em carcinomas de glândulas salivares.
Nagel et al. (2004) investigaram a expressão das MMPs -2 e -9 e dos TIMPs-1, -2 e -3 em 20 tumores malignos (8 carcinomas mucoepidermóides, 5 carcinomas de células acinares, 3 carcinomas ex-adenoma pleomórfico, 2 carcinomas adenóides císticos, 1 adenocarcinoma de células basais e 1 adenocarcinoma polimorfo de baixo
grau) e 6 neoplasias benignas de glândulas salivares (4 adenomas pleomórficos e 2 mioepiteliomas), por meio da imuno-histoquímica e zimografia. Na análise imuno- histoquímica foi evidenciada que o epitélio do ducto salivar normal, mas não as células acinares, expressou de moderado a fortemente as MMPs -2 e -9 e os TIMPs -1 e -2. Em contraste, neste mesmo epitélio, o TIMP-3 foi moderadamente ou fortemente expresso nas células acinares normais. O exame de zimografia demonstrou que as MMPs -2 e -9 imunoexpressas nas células do ducto estavam ativas, porém, nenhuma atividade dessas enzimas pode ser demonstrada em condições normais das células acinares. Nos carcinomas mucoepidermóides o padrão de expressão das MMPs e TIMPs variou entre os diferentes tipos de células tumorais. Enquanto as células produtoras de muco mostraram negativa ou fraca imunomarcação, uma maior expressão para as MMP-2 e -9 foi evidenciada em células intermediárias e células epidermóides, achado este confirmado pela zimografia in situ. Foi evidenciado também que a imunomarcação da MMP-2 foi significativamente mais alta em tumores malignos que em adenomas (p=0,0028). Os autores constataram, ainda, que em carcinomas de glândulas salivares, os desequilíbrios na proporção entre MMPs e TIMPs são causados pela regulação positiva de MMPs e não pela regulação negativa de TIMPs.
Chen et al. (2005) estudaram a expressão de MMPs e TIMPs em APs e a relação entre esta expressão e o comportamento biológico destes tumores, dividindo-os em tipo ativo e tipo comum de acordo com este comportamento. Realizaram imuno- histoquímica para as MMPs -2 e -9, TIMPs -1 e -2 e análise zimográfica nos 23 casos de AP além de 6 tumores malignos e 6 benignos. Os resultados demonstraram que a imunorreatividade da proteína MMP-2 e a relação MMP-2/TIMPs-1 e -2 foi significantemente alta quando comparados os APs ativos com os comuns (respectivamente p=0,028, p=0,009, p=0,040). A expressão da MMP-2 ativa, proMMP- 9 e MMP-9 ativa foi significantemente alta nos APs ativos quando comparados aos comuns (respectivamente p=0,034, p=0,021, p=0,001). Não foi demonstrado diferença significativa na expressão de MMP-2, MMP-9, TIMP-1 e TIMP-2 entre os tumores malignos de glândula salivar e AP ativo, bem como entre os tumores benignos e o AP comum. Os autores concluíram que a expressão das MMPs e TIMPs em APs ativos é semelhante aos carcinomas salivares. A expressão em APs comuns era semelhante a apresentada pelos tumores benignos e ainda que a expressão da MMP-2,-9 e TIMP-1,-2 estão relacionadas com o comportamento biológico dos APs.
Hu et al. (2005) estudaram a expressão da MMP-2 e da E-caderina em carcinoma mucoepidermóide salivar e sua relação com estágios clínicos, gradação patológica, metástase em linfonodos e prognóstico utilizando espécimes deste tumor e de tecido normal de glândula salivar. Verificaram que houve aumento de expressão da MMP-2 e redução ou ausência de expressão de E-caderina nos tumores quando comparados com o tecido normal. A expressão da MMP-2 e da E-caderina foi fortemente correlacionada com metástase linfonodal. A MMP-2 foi correlacionada positivamente com o prognóstico do carcinoma mucoepidermóide enquanto a E- caderina foi negativamente correlacionada. Os autores concluíram que a expressão da MMP-2 e da E-caderina, estão correlacionadas com metástase e ainda que a expressão desta metaloproteinase apresenta relação com prognóstico do carcinoma mucoepidermóide.
Tian et al. (2005) investigaram a expressão das MMPs e TIMPs por meio da imuno-histoquímica e zimografia em várias neoplasias de glândulas salivares e seu papel na invasão e metástase de tumores malignos, analisando as MMPs (-2, -9 e Mti- MMP), TIMPs (-1 e -2) em 26 casos de lesões malignas e 28 benignas. Verificaram que a expressão das MMPs-2 e -9 foi significantemente mais alta em carcinomas do que em adenomas (p0,05). As relações MMP-2/TIMP-1 e MMP-2/TIMP-2 também foram altamente significantes nos tumores malignos quando comparados com os benignos. Concluíram que as MMPs -2 e -9 têm um importante papel na invasão de tumores malignos de glândula salivar sendo detectado distúrbios no balanço entre estas gelatinases e os TIMPs -1 e -2 em tumores malignos de glândula salivar induzido pelo aumento absoluto destas duas metaloproteinases.
Wang et al. (2005) avaliaram a expressão do mRNA e dos TIMPs -1 e -2 em diferentes padrões histológicos de 04 casos de CAC, utilizando microdissecção por laser, RT-PCR (do inglês real-time quantitative reverse transcription-polymerase chain reaction) e imuno-histoquímica. A análise imuno-histoquímica evidenciou uma marcação positiva para os TIMPs -1 e -2 tanto no padrão cribriforme como no tubular. Os dois TIMPs foram expressos em quase todas as células do padrão tubular. Entretanto, no padrão cribriforme algumas células em áreas periféricas dos pseudocistos foram negativas ou fracamente expressas para os referidos TIMPs. Além disso, muitas células mioepiteliais modificadas, do padrão cribriforme, foram positivas para os TIMP- 1 e -2. A expressão dos TIMPs no padrão tubular foi maior do que no padrão cribriforme (p<0,05). Os resultados do estudo indicaram que existe uma estreita relação
entre a expressão dos TIMPs -1 e -2 e os padrões de crescimento dos CACs, e que estes podem desempenhar papéis importantes na morfogênese e no comportamento biológico desses tumores.
Westernoff et al. (2005) avaliaram a expressão imuno-histoquímica da integrina -6, tenascina-C e MMP-1 em 19 casos de CAC, 18 casos de adenocarcinoma polimorfo de baixo grau e 18 casos de AP. Os resultados mostraram que os tumores malignos apresentaram uma maior expressão da integrina -6 quando comparados aos tumores benignos. Os CACs apresentaram uma expressão significativamente mais elevada de integrina -6 quando comparado aos APs (p=0,04). Não houve diferença significativa na expressão desta proteína entre os casos de CACs e adenocarcinomas polimorfos de baixo grau. Os APs apresentavam uma elevada expressão da tenascina-C e uma diferença significativa em relação aos CACs (p=0,03). A maioria dos casos, nos três tipos de tumores avaliados, apresentaram uma alta expressão da MMP-1, entretanto, esta expressão foi significativamente maior nos APs quando comparados com os CACs (p=0,008). Os autores concluíram que os CACs e os adenocarcinomas polimorfos de baixo grau expressaram integrina -6, tenascina-C e MMP-1, mas os padrões de expressão nestes tumores não são significativamente diferentes. A integrina -6 parece ser mais estreitamente associada aos tumores malignos, enquanto a MMP-1 mais relacionada aos tumores benignos. Os autores sugerem ainda que a integrina -6, a tenascina-C e a MMP-1 são parte do repertório molecular utilizado pelos tumores malignos salivares para a invasão e pelos benignos para a sua expansão.
Nascimento (2006) analisou a expressão imuno-histoquímica das MMPs-7 e -26 em 12 casos de APs de glândulas salivares menores, e em 11 amostras de tecido glandular salivar menor em desenvolvimento e adulto. Nas glândulas primitivas (GPs), a expressão das MMPs ocorreu, preferencialmente, nos ductos em formação e MB adjacente e, nas glândulas adultas (GAs), apenas nos ductos. Entre as GPs e GAs, a expressão destas matrilisinas foi similar (p=0,867), embora, percentualmente, a MMP-7 tenha sido mais expressa nas GPs e a MMP-26 nas GAs. Quando comparadas as GPs e GAs, os APs exibiram marcação mais intensa para as MMPs (p<0,001), independentemente do tipo estromal, sendo a MMP-7 mais imunomarcada que a MMP- 26 (p=0,045). A expressão destas duas matrilinas não foi correlacionada ao se analisar, individualmente, o tecido glandular normal (GPs e GAs) e os APs (p=0,50), porém, foi observada uma correlação dos imunoescores da MMP-7 (p<0,001) e MMP-26
(p<0,001) entre os tecidos estudados. Assim, o autor concluiu que a expressão imuno- histoquímica das MMPs -7 e -26 encontra-se implicada no desenvolvimento do tecido glandular salivar normal e na sua transformação neoplásica em AP.
De Vicente et al. (2008) analisaram a expressão imuno-histoquímica da MMP-9 e o seu papel como marcador de prognóstico em 27 casos de tumores malignos de alto grau de glândula salivar (12 carcinomas adenóides císticos, 8 carcinomas indiferenciados e 7 tumores mistos malignos). Os resultados indicaram que a imunomarcação para MMP-9 foi observada em 17 casos, localizadas predominantemente nas células tumorais e, ocasionalmente, nas células inflamatórias do estroma. Nos CACs a imunomarcação citoplasmática para a MMP-9 foi evidenciada de forma mais proeminente em áreas de padrão sólido do que nas áreas de padrão cribriforme. A expressão da MMP-9 foi correlacionada com os componentes do sistema TNM, com o N (p = 0,04), M (p = 0,02), e os estágios TNM (p=0,03). A expressão da MMP-9 foi também relacionada com a redução da sobrevida (p=0,01). Os autores concluíram que a invasão tumoral e o prognóstico nos casos de cânceres de glândula salivar de alto grau podem depender do perfil de expressão da MMP-9.
Luukkaa et al. (2008) analisaram a expressão imuno-histoquímica das MMPs-1, -9 e -13 em 103 casos de TGS (48 casos de carcinoma adenóide cístico, 22 casos de carcinoma de células acinares, 21 casos de carcinoma mucoepidermóide e 12 casos de carcinoma do ducto salivar) e correlacionaram os achados com os dados clínicos e a taxa de sobrevida de 10 anos dos pacientes. Os resultados indicaram que a elevada expressão da MMP-13 (p=0,05) foi preditiva para uma pior sobrevida dos pacientes, especialmente naqueles com diagnóstico de carcinoma de células acinares. A elevada expressão da MMP-9 nos CACs bem como nos carcinomas do ducto salivar também foi relacionada com a menor sobrevida (respectivamente, p=0,06 e p=0,05). A alta expressão da MMP-1 (p=0,06) nos TGS estudados, incluindo o CAC, foi associada a uma maior sobrevida global dos pacientes. Para estes autores, embora as MMP-13 e MMP-1 possam clivar o colágeno fibrilar, a primeira apresenta uma maior especificidade do substrato quando comparada a MMP-1. Os resultados indicaram que assim como a MMP-9, a MMP-13 também pode efetivamente decompor componentes da MB. Com base nesses resultados, os autores sugerem que tanto a MMP-13 como MMP-9 podem promover a invasão das células tumorais em TGS através da clivagem
de componentes da MB em contraste com a MMP-1 que cliva principalmente o colágeno tipo I.
Zhang et al. (2009) estudaram a expressão do mRNA, das MMPs (-2 e -9) e TIMPs (-1 e -2) no epitélio e estroma de seis casos de AP, utilizando microdissecção por laser, RT-PCR e imuno-histoquímica. A análise imuno-histoquímica evidenciou uma forte expressão citoplasmática das MMPs (-2 e -9) e TIMPs (-1 e -2) principalmente nas células epiteliais, de forma proeminente nas estruturas ductiformes, cordões, pequenos ninhos e em áreas de metaplasia escamosa. Nas estruturas ductiformes, a MMP-9 foi fracamente expressa na membrana das células luminais e altamente expressa na MB. Na glândula salivar normal, as células ductais expressaram fortemente as MMPs (-2 e -9) e TIMPs (-1 e -2). Diferentemente das células ductais, as células acinares não expressam estas gelatinases e TIMPs. Segundo os autores, as principais conclusões deste estudo são que os níveis de expressão de RNAm e das MMPs (-2 e -9) foram significativamente maiores nas células mioepiteliais incluídas no estroma tumoral quando comparado ao epitélio ductal, o que os levou a especular que estas gelatinases são produzidas principalmente pelas células mioepiteliais localizadas no estroma tumoral. Desta forma, os resultados deste estudo sugerem ser estas células mioepiteliais uma fonte primária de produção de gelatinases nos APs, bem como que o estroma talvez tenha um papel crítico no desenvolvimento e/ou progressão destes tumores.
Luukkaa et al. (2010) estudaram a expressão imuno-histoquímica das MMPs -1, -7, -9, -13, do Ki-67 e HER-2, bem como a amplificação gênica do HER-2 por SISH (do inglês, silver enhanced in situ hybridization) em uma série de 12 casos de carcinoma epitelial/mioepitelial e os achados relacionados com a taxa de sobrevida dos pacientes. Os resultados do estudo indicaram que apesar da expressão destas MMPs ser alta tanto nas células epiteliais quanto mioepiteliais, apenas a expressão da MMP-9 foi estaticamente relacionada à taxa de sobrevida específica a doença (p=0,0327). Além disso, a expressão do Ki-67 também pode ser correlacionada com o prognóstico, diferentemente do HER-2 que não ofereceu informações adicionais como fator prognóstico para os tumores estudados.
Luukkaa et al. (2010) estudaram a expressão imuno-histoquímica da MMP -7 em 107 casos de TGS (47 carcinomas adenóides císticos, 23 carcinomas mucoepidermóides, 24 carcinomas de células acinares e 13 carcinomas do ducto salivar), e os achados relacionados a taxa de sobrevida dos pacientes. Os resultados
indicaram que a intensidade de imunomarcação foi fraca no carcinoma do ducto salivar e alta nos CACs, enquanto que o percentual de células imunomarcadas foi baixo no carcinoma de células acinares e alta no carcinoma do ducto salivar. Os pacientes com CAC apresentaram uma pior taxa total de sobrevida quando comparados aqueles com carcinoma de células acinares. Além disso, a baixa intensidade de marcação da MMP-7 foi associada com a pior taxa de sobrevida total dos pacientes com carcinoma de células acinares e mucoepidermóide, sugerindo que esta matrilisina pode ser usada como fator prognóstico para avaliação dos pacientes com TGS.