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2.2. Eğitimde Bireysel Farklılıklar

2.2.9. DEHB Çözümü

2.2.9.4. DEHB Çözüm Yöntemleri

Na Educação Infantil, a avaliação é um instrumento para refletir sobre as metas propostas e as práticas pedagógicas realizadas, a fim de orientar o percurso educacional da criança e até mesmo dos profissionais da educação na busca dos elementos que estão colaborando ou não para o desenvolvimento da criança, aprimorando suas intervenções.

A LDBEN/96, em seu artigo 31, cita que a avaliação na Educação Infantil se fará mediante acompanhamento do registro do desenvolvimento da criança, sem o objetivo de promoção, mesmo para o Ensino Fundamental, o que exige do professor um olhar atento ao processo de desenvolvimento da criança, para perceber seus avanços ou retrocessos.

De acordo com as DCNEI/2010, as instituições da educação da infância devem criar procedimentos para acompanhamento do trabalho pedagógico realizado e para avaliação do desenvolvimento da criança, salientando que isso se dará sem o objetivo de seleção, promoção ou classificação. Esse documento especifica que a observação das atividades, das brincadeiras e das interações das crianças, no cotidiano escolar, deve ser crítica e criativa, indicando a utilização de registros diversificados, seja pelo adulto, seja pela criança, como relatórios e desenhos.

Essas diretrizes sinalizam a importância de garantir a continuidade dos processos de aprendizagem da criança, por meio da criação de estratégias adequadas, respeitando os diferentes momentos de transição vividos pela criança, nesse ambiente escolar, como as transições: casa/instituição de Educação Infantil, creche/pré-escola, pré-escola/Ensino Fundamental, assim como as transições que ocorrem no interior da instituição. Ressalta que esse documento de avaliação deve ser específico, de forma a permitir que a família conheça o trabalho da instituição junto à criança, com respeito aos seus processos de desenvolvimento e aprendizagem.

Tendo como finalidade compreender como a avaliação ocorre no processo de ensino e aprendizagem da realidade investigada, colocou-se às professoras de crianças de berçário,

sujeitos desta pesquisa, a questão: “Como você avalia o desenvolvimento e a aprendizagem da criança de quatro meses a dois anos?” No que concerne à avaliação nas instituições de educação da infância, na qual esta pesquisa foi realizada, obtivemos as seguintes respostas:

A avaliação do desenvolvimento da criança é analisado através da observação da participação das crianças, se estão correspondendo com o que foi pedido. (Questionário, professora Helena).

A cada momento, estou observando atentamente o desenvolvimento individual de cada criança, a sua especificidade. Nós avaliamos através de observações diárias e através de portfólio, contendo fotos de atividades e registro ou relatório individual semestral do desenvolvimento da criança. (Questionário, professora Antônia).

As duas professoras demonstram compreender a avaliação como um instrumento necessário no processo educativo, como documento que retrata o percurso do desenvolvimento infantil, utilizam a observação como uma estratégia para avaliar o desenvolvimento e a aprendizagem da criança, porém, somente Antônia descreveu como é feito o registro dessas observações, isto é, por meio do portfólio. Todavia, em suas respostas, as duas professoras não relacionaram currículo e criança, na avaliação, conforme sugere Edmiaston (2004), ao explicitar que, “[...] nas salas construtivistas, a avaliação é um processo dual centrado tanto na criança quanto no currículo” (p.69).

As instituições de Educação Infantil e as séries iniciais do Ensino Fundamental pertencentes ao Sistema Municipal de Ensino de Araçatuba, adotam o portfólio individual como instrumento de avaliação; ele é organizado numa pasta-catálogo, composto por: 1 folha de abertura com a foto da criança, nome e data de nascimento; 1 folha com a explicação desse documento; 1 folha com o nome da instituição escolar; fotos que registram a criança realizando atividades, no cotidiano escolar; e dois relatórios semestrais, os quais relatam o processo de desenvolvimento da criança. As orientações da organização do portfólio são emitidas pela Secretaria de Educação desse município, por meio de resolução por ela instituída.

As observações que as professoram relatam em suas respostas, no questionário, feitas durante as aulas, são registradas diariamente por escrito em seus respectivos “semanários” (documento em que preparam semanalmente as atividades contempladas nos eixos de trabalho orientados de acordo com o RCNEI –1998).

Edmiaston (2004) pontua que os professores devem documentar o conhecimento, as habilidades e as capacidades da criança, focalizando as realizações da criança, definindo a avaliação como um “[...] processo pelo qual podemos observar, documentar e interpretar o que as crianças sabem, o que fazem, como raciocinam e como as atividades e as práticas de sala de aula facilitam ou impedem sua aprendizagem” (p. 69).

De acordo com a autora, a avaliação requer que o professor tenha conhecimento do desenvolvimento da criança, de suas características típicas e atípicas pertinentes a cada faixa etária analisada. Propõe sete princípios para nortear a avaliação e a documentação das crianças na educação construtivista: 1- Encaixe a avaliação nas atividades de sala de aula, para compreender melhor o raciocínio da criança; 2- Use fontes múltiplas para coletar provas de avaliação, como observação, registros narrativos, compilação dos produtos da criança (amostras de escritos, trabalhos artísticos), fotografias dos momentos de suas produções e criações, gravadores e filmagens; 3- Estabeleça um tempo extra para uma observação sistemática das crianças; tanto as observações espontâneas como as planejadas oferecem informações valiosas, garantindo uma documentação mais abrangente; 4- Considere a avaliação um processo que ocorre ao longo do tempo; tirar conclusões num determinado momento pode comprometer a avaliação, pois é importante avaliar seu percurso individual ao longo do tempo; a amostra de trabalhos produzidos individualmente pode ser uma fonte para a documentação do seu crescimento nesse processo; 5- Examine o raciocínio da criança: o professor tem que investigar, descobrir como as crianças pensam; 6- Examine o currículo, por meio das ações e das palavras das crianças, da observação cuidadosa das ações das crianças; os professores podem identificar se as questões trabalhadas estão sendo do interesse das crianças ou não; 7- Faça da avaliação uma atividade de cooperação, porque a avaliação não deve ser um processo solitário; colegas, pais e as próprias crianças podem e devem ser incluídas nesse processo, coletando e discutindo os dados.

Nessa perspectiva, a avaliação é processo contínuo, um componente essencial na educação da infância, que nos permite refletir sobre a criança, observá-la; proporciona a escuta de seus interesses, de sua forma de pensar sobre determinado tema e como age diante de tal fato, favorecendo o respeito para com a criança.

Edmiaston (2004) enfatiza que, na avaliação, os testes padronizados não são adequados para as crianças da Educação Infantil, descrevendo alguns fatores que podem impedir o desempenho delas, como “[...] a falta de interesse em responder às perguntas, a incapacidade de entender as instruções dos testes e a sensação de ansiedade quanto ao bom desempenho” (p. 83).

Hoffmann (2006) sinaliza a questão sobre o significado da avaliação entre os educadores, abordando o risco de um entendimento de avaliação como julgamento das capacidades da criança e as consequências dessa compreensão, sem contribuir de fato para o seu aprimoramento e para o seu desenvolvimento. “Conceber o avaliar implica em conceber a criança que se avalia, pois essa não é uma prática neutra ou descontextualizada” (p. 11).

Conforme a autora, a prática usual, na Educação Infantil, revela o preenchimento dos instrumentos de avaliação ao final de cada semestre, com listagens de aspectos uniformes sobre crianças de idades diferentes, com terminologias vagas e imprecisas ou se referindo a áreas do desenvolvimento da criança as quais não foram trabalhadas pelo professor, demonstrando uma avaliação descontextualizada, reduzida ao registro, desconsiderando as possibilidades da dinâmica do cotidiano da criança.

Nesse sentido, impõe-se a urgente necessidade de se analisar a avaliação no contexto da Educação Infantil, a fim de resgatar os pressupostos próprios dessa instância, não herdados de um modelo de educação classificatória e assistencialista, sem levar em conta a criança e sem ajudar na melhoria do seu processo de desenvolvimento e aprendizagem.

Hoffman, referenciando-se a Piaget, assevera que o autor, para compreender o pensamento das crianças, propunha que os pesquisadores “[...] não seguissem roteiros de perguntas prontas, mas que tendo clareza do que estavam a observar, ajustassem suas perguntas ou seus desafios às hipóteses que cada uma gradativamente alcançava” (p. 28); assim, acompanhariam verdadeiramente o seu raciocínio.

Dessa forma, o que se precisa ter como princípio é que, diante da mesma atividade proposta para um grupo da mesma idade, como, por exemplo, os bebês e as crianças pequenas, o entendimento vai ser particular, singular de cada um, com diferenças das reações e da profundidade do conhecimento construído por cada um deles, nesta mesma situação. Nesse sentido, reafirma-se a importância de se considerar, na avaliação, os princípios norteadores desse processo baseado na educação construtivista, já elucidados neste texto.

Hoffmann (2006) critica os pareceres descritivos registrados como respostas das perguntas empregando os termos “ótimo”, “bom” e “regular”, pois tais procedimentos tendem a determinar níveis classificatórios e comparativos, qualificando o desenvolvimento da criança como “mais ou menos satisfatório”.

Em concordância, a autora propõe o relatório de avaliação, representando a análise e a reconstituição da situação vivida pela criança, na interação com o professor: “[...] é o registro que historiciza o seu processo de construção do conhecimento e que constitui sua identidade.

Ele provoca o olhar reflexivo do professor sobre seus desejos, interesses, conquistas, possibilidades e limites tornando-se partícipe de sua caminhada” (p. 56).

As concepções aqui delineadas deveriam nortear a Educação Infantil; nessa direção, é preciso atentar para que os inovadores modelos de avaliação não distorçam a essência desse processo, que é o entendimento de como a criança pensa, aprende, apreende, atendendo aos seus interesses e ao seu acompanhamento nesse percurso, a fim de lhe oportunizar o desenvolvimento pleno.

Pontuamos alguns caminhos com que ensejamos contribuir na reflexão do professor, em seu trabalho docente, nas questões relativas à função da Educação Infantil e à natureza de seu papel, para a consolidação de políticas públicas, a concretização da democratização do acesso às creches e pré-escolas, como também na efetivação de suas propostas pedagógicas, de sorte que esse profissional deve refletir sobre os trabalhos junto às crianças de berçário, oferecendo práticas que respeitem as especificidades da criança pequena e do bebê, tendo em vista suas particularidades.

A seguir, examinaremos alguns documentos norteadores da Educação Infantil e o que as pesquisas acadêmicas revelam sobre as concepções epistemológicas do professor dessa etapa – creche – subjacentes nas funções do cuidar-educar.

Capítulo 3- O que revelam os documentos oficiais e as pesquisas acadêmicas sobre as

Benzer Belgeler