2.2. ÖRGÜTSEL DE M
2.2.5. De im Yönetiminde Uygulanacak Stratejiler
Segundo a Grammaire Française Complète, de Brachet e Dussouchet (1893), redigida
conforme os programas de ensino secundário do ensino moderno e do ensino primário
superior, os verbos são divididos em duas grandes classes (que, por sua vez, se subdividem
em outras categorias): transitivos e intransitivos. Chamam-se verbos transitivos os que passam
a ação do sujeito ao complemento; assim, o verbo chamado transitivo tem ou pode ter um
complemento direto. Já os intransitivos expressam um estado ou uma ação que não é exercida
sobre um objeto.
Em francês, o verbo também pode ter três tipos de complemento, ou objeto: direto,
indireto e circunstancial. O complemento direto é o que completa a significação do verbo
diretamente, sem a ajuda de outra palavra, enquanto o indireto completa a significação do
verbo indiretamente, ou seja, com a ajuda de palavras chamadas preposições. Brachet
e
Dussouchet (1893) atentam para o fato de que o verbo ativo pode ter três tipos de
complemento, ao passo que o passivo e o neutro podem ter apenas complementos indiretos ou
circunstanciais.
Quanto ao complemento indireto, especificamente,
os autores dizem
que ele se junta
ordinariamente ao verbo com a ajuda das preposições à, de e par, excluindo, assim, as demais
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preposições. Mencionam que alguns verbos se unem aos seus complementos com ou sem
preposição e alistam alguns deles: “aider, applaudir, assurer, atteindre, changer, commander,
croire, insulter, manquer, penser, regarder, retrancher, servir, toucher, traiter, etc” (p. 314),
respectivamente “ajudar”; “aplaudir”; “assegurar”; “atingir”; “mudar”; “encomendar”,
“governar”; “crer”; “insultar”; “faltar”, “errar”; “pensar”; “olhar”; “retirar”; “servir”; “tocar”;
“tratar”.
Além disso, assinalam que esses mesmos verbos são considerados neutros quando
empregado com a preposição.
Brachet e Dussouchet também não se esquecem dos verbos que admitem o emprego
de preposições diferentes, que marcam nuanças de sentido nem sempre são facilmente
distinguíveis: “commencer, continuer, contraindre, défier, demander, s’efforcer, s’empresser,
emprunter, s’ennuyer, forcer, se lasser, obliger, s’occuper, participer, solliciter, venir, etc.”
(p. 315), respectivamente “começar”; “continuar”; “constranger”; “desafiar”; “pedir”,
“perguntar”; “esforçar-se”; “dedicar-se”, “apressar-se”; “emprestar”; “entediar-se”; “forçar”;
“cansar-se”, “entediar-se”; “obrigar”; “ocupar-se”, “cuidar”; “participar”; “solicitar”; “vir”.
Loiseau, em sua Grammaire Française (1976), destinada primariamente a estudantes
estrangeiros, lembra que certos verbos têm sentido diferente segundo a forma do
complemento, e enumera alguns exemplos, como o verbo croire (crer) (p. 68-69):
• croire + complemento nominal de construção direta = acreditar que a pessoa
representada pelo complemento diz a verdade (Je vous crois “Acredito em você”);
• croire que + verbo = acreditar que o que está sendo dito é verdade (Je crois qu’il
viendra bientôt “Acredito que ele venha logo”);
• croire à + complemento nominal = acreditar que a coisa dita existe (Je crois à son
• croire + complemento infinitivo de construção direta = acreditar que o que é dito é
possível (Je crois pouvoir faire ce travail en 3 jours “Acredito poder fazer esse
trabalho em três dias”).
O autor ainda cita como exemplo os verbos dire (“dizer”), manquer (“faltar, carecer,
livra-se de algo”), parler (“falar”), penser (“pensar”), servir (“servir”) e tenir (“ter, dar
importância”).
Outra obra que também nos chamou bastante atenção foi a Grammaire Larousse du
Français Contemporain (1964), que nos lembra de que alguns verbos se constroem apenas
com objeto indireto, enquanto outros se constroem com objeto direto ou com indireto. Alguns
dos exemplos dados para o primeiro grupo são attenter à, bénéficier de, douter de, jouir de,
plaire à, ressembler à, survivre à, respectivamente “atentar para”, “beneficiar-se de”,
“duvidar de”, “gozar de”, “agradar a”, “parecer a”, “sobreviver a”. Já para o segundo são
regarder (à), goûter (à), connaître (de), croire (en) (à), décider (de), témoigner (de),
répondre (de), discuter (de) (p. 72), respectivamente “olhar”; “apreciar”, “provar”;
“conhecer”; “crer”; “decidir”; “testemunhar”; “responder”; “discutir”. A Grammaire Larousse
ainda observa que alguns verbos se constroem com um e outro ou com dois objetos indiretos,
assim como também o faz Fernandes (1991) quanto ao português.
Além dos objetos já identificados anteriormente, a Grammaire Larousse (1964)
menciona o “complemento do objeto interno”, que corresponde à realidade da ação expressa
pelo verbo, embora julgue inconveniente o termo “objeto” (p. 179). Observa de modo
pertinente que inúmeros verbos mudam de construção com o passar do tempo,fenômeno em
constante processo, e que, exatamente por isso, o tema de regência é muito complexo para ser
inteiramente exposto numa gramática. Devido a essa permanente mudança na construção
verbal há a dificuldade de se classificar os verbos franceses, assim como em português, em
transitivos ou intransitivos. Assim, a Grammaire Larousse prefere se referir a “construções
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transitivas e intransitivas” em que o verbo admite ou não um complemento (direto ou
indireto) (p. 321) e sugere que se recorra, para se saber a particularidade de cada verbo, a um
bom dicionário (p. 181).
Por fim, a Grammaire méthodique du français, de Riegel, Pellat e Rioul (2001), cita
que a gramática tradicional define o complemento do objeto como “a pessoa ou o objeto sobre
o qual passa (“transita”) a ação expressa pelo verbo e efetuada pelo sujeito”
3(p. 218), mas
discutem que a concepção de transitividade (a qual caracteriza os diferentes tipos de
construção verbal, que pode ser intransitiva, transitiva direta ou indireta, com dupla
complementação, ou ainda com três tipos de complementos) é inadequada porque cai por terra
em numerosos contra-exemplos.
Poderiam ilustrar esse fenômeno vários verbos que passaram por variação de
construção sem mudar de sentido ao longo da história da língua francesa, como o obéir (obéir
son mari – “obedecer seu marido”); inversamente, verbos como contredire, prévoir e ignorer
(“contradizer”, “prever” e “ignorar”, respectivamente) já foram construídos com
complemento nominal indireto, à diferença do que ocorre hoje. Os autores mencionam, ainda,
verbos que se constroem com dois objetos preposicionados, como parler, discuter, débattre,
répondre, servir, aller e passer (“falar”, “discutir”, “debater”, “responder”, “servir”, “ir” e
“passar”, respectivamente).
Especificamente sobre o complemento do verbo, Riegel, Pellat e Rioul (2001) definem
o complemento indireto como sendo introduzido por diversas preposições, e citam pelo
menos 12 delas. Ensinam a identificar se o complemento é indireto ou circunstancial
aplicando diferentes critérios que permitem reconhecer cada um. Sobre a ordem dos
complementos na construção, o objeto indireto precede o direto para evitar ambiguidades.
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