4.2. Ahlaki Değişimde Başkası, Siyasi Yapı ve Sanatın Etkisi
4.2.4. Değişimin İmkânı Olarak Arınma
Para que se consiga compreender a legislação ambiental, bem como os instrumentos que a lei estabelece para a formação de todo o esquema administrativo de fiscalização e controle das práticas e atividades poluidoras, quer na prevenção ou repressão destas, é preciso conceituar e estabelecer as noções sobre competência dos agentes, órgãos públicos e dos poderes legislativos.
O estudo desta matéria torna-se importante para se ter consciência da noção de competência e sua distribuição no âmbito constitucional para, a partir daí, proceder-se à averiguação de qual é o agente responsável pela edição de normas e qual é aquele que deve ser responsabilizado, no caso de se concluir pela ressarcibilidade aos proprietários, cujas propriedades são atingidas por limitações legais ou administrativas de natureza ambiental.
Na linguagem cotidiana o termo “competência” denota a “qualidade de quem é capaz de apreciar e resolver certo assunto, fazer determinada coisa; capacidade, habilidade, aptidão, idoneidade” (Holanda, 1996). No entanto, no âmbito da Administração Pública, do Governo, dos órgãos públicos, no seu sentido jurídico-normativo,significa o conjunto de atribuições e poderes que o determinado agente público, servidor ou órgão, possuem para exercer sua atividade pública. É o limite dentro do qual aqueles podem atuar e praticar atos na realização de suas atividades. Esta competência é fixada em Lei.
Competência, no sentido técnico-jurídico, segundo Moraes (2001) é a “faculdade juridicamente atribuída a uma entidade, órgão ou agente do Poder Público para emitir decisões. Competência são as diversas modalidades de poder de que se servem os órgãos ou entidades estatais para realizar suas funções.” É o limite do exercício das atribuições e poderes de uma entidade, órgão ou agente público.
É preciso, de posse desta conceituação, salientar que estas competências ainda podem ser diferenciadas quanto ao poder e à função exercida. O Poder Judiciário, a possui para a resolução dos conflitos, em caráter definitivo. O Poder Executivo e o Legislativo igualmente, aquele detentor do que se costuma chamar competência administrativa (ou para a prática de atos administrativos) e o último, competência para elaborar as leis. O âmbito de atuação destes dois últimos, de forma mais específica, que é objeto de análise no presente trabalho.
A análise que se visa empreender para se especificar os instrumentos normativos relativos à proteção das florestas e o impacto destas mesmas normas para os proprietários rurais (com algum tipo de limitação decorrente da existência de florestas em suas propriedades), passa pela compreensão dos mecanismos pelos quais se fornece o poder de editar normas no âmbito da regulamentação do meio ambiente, ou, de forma mais específica, daquelas atividades que poderão trazer para o meio ambiente algum tipo de repercussão, negativa ou positiva (Silva, 2001); analisados aqui também os poderes decorrentes do dever de fiscalizar tais atividades.
O presente estudo visa enfocar a questão relativa às limitações impostas aos proprietários de terras que sejam atingidas pela obrigação de preservação das Áreas de Preservação Permanente (APP) e conservação das Áreas de Reserva Legal ou Reserva Florestal Legal (RL ou RFL), tornando sua intervenção na propriedade restrita e limitada. Como concretizadoras de limitações, é preciso ficar explicitado que estas normas somam-se às demais regras de tutela do ambiente e de tutela das florestas, objetivando a conservação e proteção do meio ambiente, para a concretização do ideal de um desenvolvimento sustentável.
São de duas ordens as competências que se podem dizer existentes no ordenamento constitucional, que corporificam momentos distintos da atuação estatal. São estas exercitadas quer pelo Poder Legislativo e pelo Executivo, na execução de suas funções principais e específicas.
Antes mesmo de se adentrar à análise das especificidades que a CF dota cada um destes poderes é preciso delinear dois gêneros de competências ambientais que, supostamente, estarão ligadas ao seu próprio conteúdo axiológico.
Um dos papéis é estritamente político, competência a que se pode chamar política, com atribuição de norteador ou planificador dos meios e caminhos pelos quais se irá buscar a proteção ambiental almejada pelo Estado de Direito Ambiental brasileiro. Outro, é o papel legislativo, regulamentador, em que se atribui ao Estado-normatizador, não só ao Estado-legislador, como é comum se entender, a função de estabelecimento das normas gerais e concretas para a efetivação da proteção do meio ambiente. A esta, sim, é que se pode denominar competência legislativa, e, para englobar a atividade do executivo no estabelecimento das normas concretas e regulamentares,
competência normatizadora em matéria ambiental.
Não se pode esquecer que ao Poder Judiciário, como centro emanador de decisões concretas, que densificam, explicitam ou “editam normas” para os casos concretos submetidos a sua apreciação, também compete o papel, tanto político (questão relativa à aceitação da decisão no meio social em que seus
efeitos se farão sentir – questão da legitimidade do ordenamento e crença no próprio Estado – conforme salienta Perelman (2002)) quanto como disciplinador (já que as sentenças contém regras individuais para o caso apreciado), na proteção do meio ambiente.
Vários são os instrumentos jurídicos, através das ações próprias, em que tal entendimento pode ser comprovado. Cite-se, por exemplo, o caso das ações constitucionais – Ações de Inconstitucionalidade, que podem ser tanto as Ações Diretas de Inconstitucionalidade, quanto as Ações de Inconstitucionalidade por Omissão, previstas na CF, arts. 5o., LXXI, e arts. 102 e 103 (estes c/c art. 480 a 482, CPC). Isto para se tomar em consideração duas hipóteses em que a competência para as matérias ambientais do Poder Judiciário aflora diretamente, e não de forma incidental, como ocorre em alguns tipos de ações, sobretudo as possessórias (arts. 920 e seguintes, CPC).
A CF possui um grande número de disposições e mandamentos que delineiam a especificidade da atuação estatal quanto à proteção do meio ambiente, quer na atribuição de poderes para a edição das leis ambientais, quer no estabelecimento de funções próprias acometidas aos diversos Poderes estatais na execução de suas funções típicas; ou mesmo, para corrigir as distorções, na perfeita concretização da harmonia de convivência entre estes poderes, como é de se esperar que atue o Poder Judiciário, a despeito das orientações legislativas que podem afrontar o fim último das normas e dos institutos de direito, sempre se atentando para a preservação dos direitos fundamentais, sempre prevalecentes.
Neste sentido, principia, no art. 3o, quando define os objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil, no estabelecimento de garantia para o desenvolvimento nacional (inciso II), associado ao bem estar de todos (inciso IV). Sem se perder de vista a inserção do princípio de cooperação internacional inserido no art. 4o, inciso IX, fundamental ante às discussões atuais sobre o rumos do desenvolvimento humano, já que a questão ambiental é um elemento indissociável de qualquer projeto ou plano de um futuro da humanidade. Acrescente-se ainda, no capítulo específico da ordem
econômica e financeira, a inserção do princípio de defesa do meio ambiente no inciso VI, art. 170, CF; bem assim o de desenvolvimento equilibrado servindo aos interesses da coletividade (art. 192, CF).
Estes elementos, somados à configuração de um Estado de Direito Ambiental no Brasil, como visto acima, permitem a ilação sobre a preocupação do país com a questão ambiental e, principalmente, explicitam os papéis reservados ao Estado e dos particulares para a realização desta tarefa. Determinando, assim, a existência de uma gama de atribuições os Poderes governamentais na República Brasileira, que se exercerão conforme as competências distribuídas pela CF.