2.4. KONU İLE İLGİLİ YAPILAN ARAŞTIRMALAR
2.4.1. Değerler İlgili Yurt İçinde Yapılan Araştırmalar
Joskow (1995), com a missão de enquadrar artigos emergentes escritos por pesquisadores do direito, da sociologia e da economia, publicados no Journal of Institutional and Theoretical
Economics, apresenta uma estrutura que orienta os interesses e a atuação da NEI. Assim, tem-
Organização Industrial Moderna Organização do mercado e performance Estruturas de governança Ambiente Institucional
•Condições básicas de mercado •Números de agentes •Interações competitivas •Comportamento estratégico •Assimetrias de informação •Competição imperfeita •Poder de mercado
•Características dos custos de produção •Assimetrias de informação •Custos de monitoramento •Oportunismo •Custos de transação •Contratos incompletos •Direitos de propriedade •Leis contratuais •Antitrust •Regulação administrada
•Constituição e instituições políticas
Organização Industrial Moderna Organização do mercado e performance Estruturas de governança Ambiente Institucional
•Condições básicas de mercado •Números de agentes •Interações competitivas •Comportamento estratégico •Assimetrias de informação •Competição imperfeita •Poder de mercado
•Características dos custos de produção •Assimetrias de informação •Custos de monitoramento •Oportunismo •Custos de transação •Contratos incompletos •Direitos de propriedade •Leis contratuais •Antitrust •Regulação administrada
•Constituição e instituições políticas
Ilustração 1 - Estrutura de trabalho da NEI
FONTE: JOSKOW, 1995, p.250.
Tal estrutura contempla um foco principal, a organização dos mercados e a performance, bem como três vertentes complementares: a organização industrial moderna, as estruturas de governança e o ambiente institucional. As questões centrais de pesquisa englobam a estruturação dos mercados e de suas firmas e o comportamento e desempenho de seus agentes (fornecedores, consumidores, trabalhadores e intermediários).
Na opinião do mesmo autor (1995, p.251), a vertente da Moderna Organização Industrial6
abandona a competição perfeita e o monopólio puro e assume a competição como imperfeita, condição mais presente no mundo real. Busca o entendimento dos impactos das mudanças no ambiente institucional (políticas de antitruste, common ou code law, regulação administrada, entre outros), nas estruturas e performance dos mercados e no comportamento das firmas. Ainda, analisa as escolhas de integração vertical e de contratos atípicos (formas alternativas de governança), como resposta às imperfeições do mercado e esforço para aumento do poder de mercado.
6 Jean Tirole é considerado por Joskow (1995) como as “lentes” da moderna organização industrial, na obra The Theory of Industrial Organization.
Ainda segundo o mesmo autor (1995, p.252), a vertente do ambiente institucional questiona como a regulação governamental afeta o desempenho, a estruturação dos mercados e a tendência dos agentes em reagir às regulações. Para tanto, analisa os impactos da definição, distribuição e proteção dos direitos de propriedade, por meio do Estado ou outros meios, no desempenho dos mercados.
Já a vertente das estruturas de governança busca razões para o surgimento de diversos comportamentos e arranjos organizacionais. As firmas respondem buscando formas de adaptação ao desafio de “economizar” custos de realizar transações. O ambiente institucional é considerado, porém, como dado e estático. De acordo com o autor (1995, p.257), essa vertente desenvolveu a literatura empírica mais significante. O mesmo autor (1995, p.254) mostra a NEI como um movimento que parte do paradigma da Moderna Organização Industrial e se expande para uma especificação mais rica e complexa do ambiente institucional e das variáveis da transação.
Vários campos de pesquisa surgiram dentro da NEI. Alguns campos podem ser citados, o que não significa uma classificação estanque (FURUBOTN e RICHTER, 2000, p.31-32):
a) a Economia dos Custos de Transação (ECT): pesquisas que dedicam atenção aos impactos das transações na forma como as atividades econômicas são organizadas, de acordo com os efeitos dos custos de transação na formação dos contratos. Tem como seu principal precursor Oliver Williamson7. Adicionalmente, contempla uma estrutura teórica com ênfase na possibilidade de hipóteses testáveis. Por vezes, a NEI é confundida erroneamente como sendo a própria ECT;
b) a Análise dos Direitos de Propriedade: estuda o impacto dos arranjos desses direitos que, pela forma como são alocados, direcionam o comportamento humano em uma sociedade de recursos escassos;
c) a Teoria de Agência: duas abordagens são encontradas nessa teoria. Uma é mais voltada à modelagem matemática. Nela, o principal não consegue observar todas as ações do agente e, para monitorá-lo, há custo, assim, surge a primeira fonte de assimetria de informação (hidden action). O agente pode ter acesso a alguma observação da realidade da operação que o principal não tem, e para obter tal informação há custo, assim, tem-se
a segunda fonte de assimetria (hidden information). Então, a assimetria de informação passa a ser entre agente e principal, constituindo a base dos problemas de risco moral e seleção adversa (moral hazard e adverse selection)8. O agente atua em interesse próprio, dessa forma, o principal, em um processo de barganha ex ante, redige incentivos que alinham perfeitamente o interesse do agente ao seu. O pressuposto da racionalidade plena é evidente quando esses contratos completos são possíveis. Por fim, o árbitro público, parte do poder judiciário, agente do Estado (denominado na literatura simplesmente de “corte”, ou “3ª parte”) pode ser acionado sem custo e as resoluções dos conflitos são sempre eficientes. Na outra abordagem, alguns pressupostos são relaxados como alinhamentos perfeitos ex ante, e o foco passa a ser os custos de agência ex post. Tais custos, considerando as fontes de assimetria informacional já citadas, são advindos do monitoramento do agente, de incentivos a ele dados e de perdas residuais decorrentes, apesar dos esforços de alinhamento empreendidos. Em resumo, os custos de agência dependem apenas da assimetria de informação entre agente e principal, pois independem do que está sendo transacionado;
d) a Teoria dos Contratos Incompletos e Relacionais: trata de relações nas quais surge a dificuldade de recorrer à terceira parte. Se a assimetria informacional impossibilita a verificação pela terceira parte do cumprimento de obrigações contratuais, como a qualidade do serviço desempenhado, tal termo contratado não é passível de coerção por essa forma. Relações com essas características procuram arranjos comumente de longo prazo para superar o oportunismo ex post, evitando recorrer à terceira parte.
Os autores supra citados (2000, p.147) consideram a Teoria da Agência, a Teoria dos Acordos de Coerção Própria (Self-Enforcing Agreements) e a Teoria dos Contratos Relacionais como os três tipos de teorias contratuais dentro da NEI. As duas últimas estão consideradas no campo de estudo dos contratos incompletos.