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2. GEREÇ VE YÖNTEM

2.2. Yöntem

2.2.1. Değerlendirmeler

Esse tópico trata da análise da vida das mulheres enquanto tal, do seu papel profissional, das suas carreiras e do entrelaçamento das duas vertentes – mulher profissional em trabalho remunerado.

profissional não foi linear, ensejando o enfrentamento de desafios, de preconceitos, de rejeição e de tentativas de submissão pelo patriarcado.

Dentre as entrevistadas, todas são casadas ou divorciadas com filhos, com exceção de M.M., que é solteira, sem filhos.

O trabalho analítico buscou evidenciar como se deu a injunção do patriarcado e seus percalços nas vivências empresariais e no desenvolvimento de carreira dessas mulheres, tornando evidente as questões de gênero para as mulheres. Além disso, buscou trazer à tona o preconceito e o estereótipo imiscuídos na sociedade e que são transportados para o interior das empresas, fortalecendo a ideologia patriarcal.

Os relatos iniciaram-se fazendo referência ao tempo de trabalho, à formação profissional e como esta influenciou ou não as carreiras, sendo seguido pelo conflito trabalho versus família, aparecendo, em especial, o papel de mãe e suas exigências.

O “ponto de saturação”, segundo definição de Bertaux (1997), não foi o alvo deste trabalho, razão pela qual não se obteve, no final da análise, uma possibilidade de generalização ou de identificação de mecanismos que sirvam como acionadores de processos sociais.

Foram criadas seis categorias de análise que se prestaram a apoiar o estudo qualitativo das entrevistas, a saber: classe social e educação, patriarcado, preconceito e estereótipo, mulher-mãe, diversidade-“estado nascente”, construção da identidade.

CLASSE SOCIAL E EDUCAÇÃO

Os relatos revelam que as entrevistadas pertencem à classe média/alta. Todas tiveram oportunidade de freqüentar a universidade, cresceram e socializaram-se em um grande centro urbano – na cidade de São Paulo.

Há forte evidência de que o crescimento profissional não só se conecta ao perfil individual dessas mulheres, mas, também, à possibilidade de acesso ao estudo de modo a permitir a ascensão na carreira, caracterizando o status social como uma variável importante e definitiva para o êxito profissional.

M.T. cita:

Então, eu fui traçando a minha carreira fazendo cursos breves e que me dessem o resultado... um resultado mais efetivo para a prática do dia-a-dia, minha necessidade imediata. Então, eu fui de um curso de Letras para um curso de Tecnologia e Processamento de Dados porque era uma necessidade; depois eu fui para uma especialização em Marketing; depois eu fui me aperfeiçoar em questões sociais porque eu entrei no Hospital das Clínicas, a necessidade era essa, era a mobilização social, eu não entendia disso, então, eu fui estudar isso. Ou seja, a minha carreira acadêmica, ou de cursos extra- curriculares, ela foi sendo montada à medida que o trabalho e a prática exigiam. Eu não tenho nenhum arrependimento em relação a isso. Claro que eu gostaria, né, obviamente, de ter pelo menos como título, mestra ou doutora, mas pela opção que eu fiz, que não foi uma opção acadêmica e sim empresarial, então eu acho que a escolha foi certa e está dentro daquilo que foi a minha escolha.

(...) Acho que o que me ajudou foi o fato de eu ter feito uma faculdade porque nessa época eu estava terminando o curso de Ciências Sociais na USP, Eu falava inglês, eu falava francês, então eu era uma pessoa que tinha qualificações atípicas mesmo para um homem, eram poucos os homens que faziam uma faculdade. Para você ter uma idéia o meu diretor, ele estava mais atrasado que eu na faculdade; eu estava terminando, ele estava começando, o meu inglês era melhor que o dele e ele não falava francês. Então eu acho que foi um pouco por esse excesso de qualificações para a época é que eu fui aceita e depois que eu comecei no meu primeiro emprego, é claro, que o primeiro me ajudou a arrumar o segundo me ajudou a arrumar o terceiro e assim sucessivamente.

M.M., por sua vez, relata:

(...) Eu comecei psicóloga, iniciei minha formação em clínica, saí da faculdade com o intuito... , montei um consultório, mas eu queria atender clientes também que estavam..., os clientes da USP que eu atendia, não podiam ir até o consultório e eu fui procurar um lugar para atender, sub-locar perto da USP e fiz isso numa consultoria, não era bem uma consultoria, era um psicotécnico. Enfim, eu ficava dando uns palpites lá, porque eu sou muito agitada e acabamos transformando aquilo numa consultoria e psicotécnico. Ela acabou me convidando a trabalhar com ela e aí fiquei com ela, achei interessante, era muito mais dinâmico do que consultório e mudei totalmente o meu foco.

S. reavalia sua formação e início de carreira:

(...) Eu comecei a carreira profissional como estagiária, eu tinha como objetivo trabalhar na área de pessoas, quando o mercado dizia que ia morrer de fome

com meu curso de Psicologia para empresas porque naquela época era alguma coisa muito nova. Comecei minha carreira como estagiária, uma carreira assim, muito calcada no que eu aprendi na faculdade, eu fiz Psicologia na Faculdade Objetivo e queria trabalhar em empresa.

M. traz o seguinte:

(...) Aí fui desenvolvendo essa atividade, fui me interessando por outras coisas, nesse meio tempo eu me formei, me formei não, desculpe, eu entrei no Técnico, na ocasião entrei como Técnico de Secretária, Secretariado, tinha a intenção de exercer a atividade e à medida que o tempo foi passando surgiu uma oportunidade numa das diretorias da empresa na ocasião.

(...) Então, eu fiquei por um bom tempo desenvolvendo isso, a minha formação acabou sendo... do secretariado eu fui para a Pedagogia, depois do secretariado acabei fazendo Pedagogia e, no final, acabei atuando numa área que não tinha ver, que era financeira. M.J. apresenta uma vida acadêmica ampla e diversificada:

(...) Eu lembro que na época eu entrei, isso é interessante, eu entrei na USP, na faculdade de Letras e como eu tinha que trabalhar e fazer faculdade à noite, isso dificultava muito a minha vida. Na época meus pais não queriam que eu fosse sozinha à noite para a Cidade Universitária, então acabou que eu desisti do curso, de Letras e acabou que eu optei por um outro curso, que na época foi por conveniência. Acabei prestando uma faculdade de Turismo, porque eu tinha carona, mas nada porque eu quisesse aquilo, eu sempre quis fazer Psicologia, eu até acabei fazendo cursinho para Psicologia, mas infelizmente, prestei Psicologia não entrei na época e a minha segunda opção era Letras, entrei em Letras.

coisas, mas acabei não fazendo na USP. Então, falando para os meus pais, mas lá eu não preciso pagar tal, mas à noite você não vai, eu não tinha carro, essas coisas. Aí acabei fazendo e entrando na faculdade de Turismo, tinha carona para ir, para voltar, foi mais fácil, mas não era o que eu queria acabei fazendo por fazer.

(...) Aí eu parti para uma profissão autônoma, eu estava terminando Arquitetura na época, na Panamericana de Artes, fiz três anos, e comecei a trabalhar, montei meu ateliê e comecei a trabalhar como arquiteta de interiores.

(...) Eu senti necessidade de conhecer um pouco quando eu comecei a me ver responsável por um departamento, onde na empresa F tudo você tem que fazer; não é fragmentado, você tem que ser responsável por tudo, então, eu senti necessidade de fazer outro curso. O curso que eu tinha feito lá atrás não era suficiente para eu poder entender todo o mecanismo, todo o processo, tudo o mais. Fui fazer Administração. Sentei numa carteira de uma faculdade de novo, fiz outra faculdade, faculdade de Administração, com ênfase em Marketing.

Tomando-se como referência o nó constituído pelas três categorias – classe social, raça/etnia e gênero – ressalta-se que esse acesso a uma carreira na alta- gerência talvez não fosse possível às mulheres de origem social mais humilde ou às mulheres negras. É digno de nota o fato de não se ter notícia de mulheres negras na alta-gerência das empresas.

Resumindo, as oportunidades não são as mesmas para mulheres de diferentes classes sociais e diferentes raças, porque as mulheres de classes menos privilegiadas, na sua maioria, não têm acesso à educação, nem tampouco à educação de elite, que foi proporcionada pela família de algumas das entrevistadas.

PATRIARCADO

O patriarcado floresce nas organizações porque o terreno é fértil. As empresas, estruturadas segundo o sistema capitalista, são, de modo geral, fortemente hierarquizadas, facilitando o domínio dos homens sobre as mulheres.

Os depoimentos obtidos das mulheres entrevistadas jogam uma luz no que tange às dificuldades e às pressões às quais tiveram que resistir pela ousadia de buscar posições que, até então, só poderiam a pertencer a homens.

C. relata sua primeira experiência de desqualificação profissional por ser mulher, ao ser desafiada por um homem em posição hierárquica inferior à dela na organização:

(...) E outras formas de preconceito, eu lembro de uma vez que eu tinha que botar uma promoção no ar e a fábrica precisava produzir uma caixa de chicletes com alguns produtos dentro, que eram uns brindes que o atacadista recebia. Tinha o drops Halls que era a grande vedete, então em cada caixa de chiclete ele recebia dois

drops, a cada seis caixas que ele comprasse, o fazia receber uma caixa de drops grátis e drops era o que mais tinha saída, era o que eles mais adoravam. Então, eu cheguei ao assistente de produção e perguntei para ele: escuta quando eu vou ter o primeiro lote para abrir vendas e ele disse para mim, eu não vou te responder, mas de uma maneira assim extremamente desaforada, eu não vou te responder. Mas, porque você não vai me responder? Eu não vou te responder porque não pretendo falar com você, essa informação eu vou dar para o seu chefe. E aí, esse tipo de situação eu vivi muitas vezes ao longo da minha vida profissional, ser desqualificada, e aí eu aprendi nesse primeiro dia e talvez até por ver como meu chefe tratava as pessoas, que quando você tem que se posicionar, tem que

ele: se você não me disser quando eu vou ter a produção eu vou descer agora na produção e vou contar caixa por caixa independente de quanto tempo demore e independente do estrago que eu possa fazer e ele disse: eu não permito a sua entrada na fábrica. Então, eu falei: pode começar a atirar porque eu estou entrando. Então quando você fazia isso, eles paravam: não, não é nada disso, eu posso te dar essas informações, é que eu estava num mau momento. Então, você tinha que falar: mau momento é na tua casa, aqui você não tem que ter mau momento.

M.J. vivenciou a situação de ter estruturado toda a área de Marketing, não ser promovida a gerente e, no final, assistir o trabalho ser passado às mãos de um homem, contratado no mercado, que sequer pertencia ao quadro funcional:

(...) Ah, outro detalhe, ele mandou um monte de gente embora quando ele chegou e eu falei, bom acho que agora eu também vou, mulher ainda, mas não, ele me chamou, ele conversou comigo, viajamos. Quando nós voltamos, ele falou: M.J. eu estou... já está no processo final e vai entrar um Gerente novo de Marketing.

Aquilo foi um balde de água fria em mim, foi um balde de água fria. Eu falei bom, porque o senhor quer colocar um Gerente de Marketing? Primeiro, nós não temos uma verba tão alta assim, a ponto de ter uma pessoa a mais para cuidar dessa verba; eu acho que não há necessidade, eu acho que o senhor vai jogar dinheiro fora. Me diga o que o senhor quer que eu tenho certeza que eu posso fazer tudo o que o senhor precisa fazer. Eu conheço o mercado como ninguém, eu conheço a empresa como ninguém aqui dentro. Tudo que existe dentro dessa área, praticamente, eu que desenvolvi, eu que criei, eu que implementei; o que não implementei é quase nada.

(...) Bom, mas nós estamos no processo final, eu estou recrutando essa pessoa, é o Gerente de Marketing,

mais um chefe de produtos e você vai cuidar da área de marketing de relacionamento com os estabelecimentos. Aí, eu assim, muito humildemente, falei: olha seu K. eu acho que realmente o senhor não precisaria fazer isso, mas eu vou acatar e eu tenho certeza de que eu vou provar para o senhor, com o tempo, de que o senhor não precisaria ter feito isso. Aí ele falou: tomara, falou bem assim. Eu falei, tá bom, e fui.

M.J. ainda complementa, ressaltando o fenômeno do “teto de vidro”, o limite invisível imposto às mulheres em suas carreiras dentro de empresas machistas e patriarcais:

(...) Olha, por incrível que pareça eu ganhei a confiança de todo mundo. A cada mudança de presidente assim, eu sentia que as pessoas gostavam de mim, gostavam do meu trabalho, mas nunca me reconheceram como gerente, nunca, absolutamente nunca.

(...) Bom, aí quando chegou o seu K., eu já estava nesse estágio, quando ele começou, ele chegou perguntou o que eu fazia, mas sempre assim desconfiado. A cada mudança de presidente eu tinha que explicar tudo de novo, eu tinha que provar tudo de novo e isso foi assim de quatro em quatro anos. Eu era a única mulher. Então quando nós tínhamos reuniões mensais com todos os chefes, eram dezessete homens e só eu de mulher; eram dezoito pessoas, era o Presidente mais seus assessores que vinham do Japão, eu olhava aquela sala com um monte de japoneses, só eu de mulher e ainda com essa característica italiana, não oriental.

Da mesma maneira, C. cita três experiências em que assumiu desafios importantes, desincumbindo-se deles, mas foi preterida para a posição de diretora da área em favor de outros homens:

(...) A primeira vez foi quando a posição de direção não era minha e eu tinha consciência da importância do meu trabalho, justamente porque era um projeto que eles tentaram deslanchar outras vezes e não conseguiram, então eu tive consciência da importância do meu trabalho; na segunda, houve uma outra vez, ainda, que foi desenvolvimento de um produto de seguros e que me convidaram para integrar a equipe de desenvolvimento e que aí quando o produto estava lançado, o próprio Vice- presidente que me convidou para desenvolver o produto disse que a posição seria minha e depois ele mesmo me disse, não, não será você porque o Presidente tomou uma outra decisão, ele vai colocar esse produto numa unidade de negócios e vai entregar esse produto para uma outra pessoa.

E a terceira vez, eu concorri a uma posição de diretor de Unidade Estratégicas de Negócios, eu já estava no Board, quando a posição foi aberta eu ouvi, o diretor dessa unidade dizendo que ele ia assumir a América Latina, que ia nomear outro diretor geral, ele não ia acumular a posição de diretor geral no Brasil, então eu me candidatei a essa posição. Fui conversar com o Presidente e o Presidente me disse: porque você? e aí digo, por que não eu? Eu não tenho qualificações para isso? Não, não é isso, é que o trabalho que você faz é um trabalho que é muito difícil colocar uma outra pessoa, porque você trabalha com a cultura, você trabalha com o jeito A de ser, então não vai ser você. Não, mas eu quero concorrer a essa posição, não tem uma empresa selecionada para isso? Tem. Executivos da empresa não podem participar? Podem, perfeitamente. Então eu vou entrar no concurso, quem sabe eu possa vencer. Mas, eu não venci o concurso. Inclusive, a pessoa que foi contratada era um ex- dono de uma pequena empresa daquele segmento.

Várias dentre as entrevistadas mencionam os enfrentamentos e a adoção de posturas masculinas para não se renderem à dominação imposta pelo patriarcado.

M.M. relata:

(...) Mas quando eu comecei, a partir do momento em que eu passei a ser Diretora de Recursos Humanos e eu sentava numa mesa de diretoria com seis homens e as decisões da diretoria envolviam negócios e não somente assuntos técnicos, aí sim, eu senti a discriminação.

Na seqüência, M.M. confessa:

(...) A partir daí eu senti que o respeito começou a mudar porque foi uma linha de enfrentamento mesmo. Eu passei por situações até inusitadas numa ocasião, nessa mesma diretoria, em que um dos diretores era um Sul Africano, enorme e bastante primitivo, e ele abria as garrafas no dente e ele fazia questão de sentar bem ao meu lado, encostar o rosto bem próximo ao meu e arrancar a tampa da garrafa de água no dente para mostrar, enfim, uma coisa bem animal, bem primitiva mesmo e eu simplesmente ignorava aquela... e dava algumas dicas para ele de como se vestir melhor, se portar melhor nas reuniões.

Como complemento, C. relata uma situação difícil, de conflito com um vice- presidente da empresa, na qual se posiciona de forma dura e direta:

(...) eu lembro de uma reunião muito difícil com os americanos que eles começaram a acusar a equipe local por todos os problemas, inclusive a tal da agência de

a perder, eu vou falar tudo que eu penso e aí eu durante meia hora, num excelente inglês, que eu acho que foi o melhor que eu falei durante toda a minha vida, eu coloquei claramente que eles estavam imputando ao staff local uma responsabilidade que era deles e que eu não sabia quem era que tinha desenhado esse projeto, quem tinha decidido esse produto, quem tinha escolhido essas marcas, quem tinha estudado o mercado brasileiro, mas que eram essas pessoas que deveriam estar nas áreas de desenvolvimento, no alto dos louros de toda expansão da empresa K no mundo, que eram essas pessoas que deveriam ser imputadas do fracasso e que a equipe local tinha conhecimento dos produtos no lançamento, semanas antes do lançamento e que nós tínhamos colocado com muita clareza nossa preocupação, não só nós, como a própria agência de propaganda que tentou fazer do limão a limonada, mas que nós não conseguimos e que eu achava que eles deveriam parar de fazer isso. Tudo isso eu falava com um VP que era responsável por toda a América do Sul. Eu dizia, olha se vocês acreditam que dizendo tudo isso vocês aliviam a sua consciência eu acho que vocês estão muito enganados porque a responsabilidade maior do que está acontecendo é do senhor.

E até hoje, eu me pergunto de como eu fui capaz, eu acho que baixou a pomba gira, entende. Bom eles me mandaram embora, quando nasceu o meu filho, eles me mandaram embora.

A adoção de um mimetismo masculino pelas mulheres, na tentativa de adaptar-se ao patriarcado, acaba por fazer com que elas mesmas reproduzam o patriarcado, como se vê na fala de C., que se refere a si própria e aos cargos que ocupou sempre no masculino:

(...) quando eu fui admitida o meu chefe direto me disse: olha, parabéns, de todos os candidatos que

apareceram por aqui você foi o melhor, você foi estourado o melhor (...)

(...) o que eu posso dizer que eu era um executivo de primeira, comparado aos executivos de primeira que existiam naquela época.

(...) embora eu não fosse mais um jovem eu fazia parte dos high potential.

(...) eu estava no comitê de direção, mas eu não era um Vice-presidente, então eu também fui alvo desta pesquisa, eu estava entre os vinte e isso me deixou assim muito feliz (...)

Ainda, o patriarcado exerce sobre as mulheres uma enorme pressão em busca da competência, a fim de sobreviverem no ambiente empresarial e conquistarem um espaço entre os homens. Os depoimentos das entrevistadas são contundentes e refletem o esforço exigido para o próprio desenvolvimento.

As mulheres necessitam apresentar o dobro de qualificações para serem elegíveis a competir pela mesma posição que um homem. Trata-se de uma dura punição, pelo simples fato de serem mulheres.

M.J. explica o seu sofrimento e a frustração na empresa F, na qual superou todas as expectativas, superou os homens, conquistou o mercado e só recebeu reconhecimentos verbais, até o momento de deixar a empresa:

(...) Aí, nesse momento, houve a transição do novo Presidente, em 98 veio o seu K e aí esse veio para revolucionar absolutamente tudo. Só que durante todo esse período Regina, eu conquistei o meu espaço dentro da F, e o mais importante, o meu espaço no mercado.

O mercado fotográfico tinha a M.J. como a referência. Eu era a colunista de uma revista de trading, da

Benzer Belgeler