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3. BİREYLER VE YÖNTEM

3.3. Değerlendirme Yöntemler

5.5.1 Planejamento e Análise de Experimento aplicado ao Desenvolvimento de Protótipos

Durante o desenvolvimento de protótipos, existem ferramentas capazes de auxiliar no processo de definição e validação das especificações do produto, para que ele seja viável tanto técnica quanto comercialmente. A ferramenta mais utilizada para este contexto dentro da empresa em estudo é o DOE - Planejamento e Análise de Experimentos. Conforme mencionado no capítulo 3, o planejamento consiste em determinar quais fatores (causas) são mais influentes em uma variável resposta (efeito). Para o caso em análise, as causas estão associadas à especificação das armadilhas em termos de dimensão, cor, formato, tipo de cartão, tipo de atraente e liberador entre outros. Estas especificações têm o objetivo de produzir um determinado efeito, que pode ser uma ou algumas variáveis de resposta observáveis. Na grande maioria dos experimentos “a variável resposta” consiste em identificar a melhor combinação de fatores capazes de aumentar a eficiência de um produto (no caso deste estudo, a armadilha traduzida em número de mosquitos capturados pela mesma). Esta ferramenta possibilita testar os mockups e protótipos e validar suas especificações ao longo do desenvolvimento de protótipos dentro de um PPTec específico, como também comparar a eficiência entre as armadilhas de diferentes PPTec’s.

Inicialmente, para a realização dos experimentos, são identificados os fatores e os respectivos níveis a serem avaliados, assim como a variável resposta. São definidos os ruídos, que são variáveis que não se desejam mensurar, mas que podem influenciar na variável resposta. Os pesquisadores buscam atenuar esses ruídos com o tipo de delineamento experimental, como

exemplo a utilização do quadrado latino35, o aumento do número de repetições e a formação de blocos36 nos experimentos.

O objetivo dos experimentos é analisar a influência dos fatores determinados na variável resposta, além de comparar a eficiência em termos de captura entre a armadilha modificada e o controle37 (um protótipo em que se “conhece” a eficiência), sempre no intuito de aumentar o número de captura de insetos pelos mockups e protótipos. Neste momento também são definidos os números de tratamentos, repetições e a disposição destas armadilhas nas gaiolas. Geralmente, dentro de uma gaiola coloca-se a armadilha teste (armadilha com alguma modificação) e o controle em lados opostos e entre elas colocam-se vasos de plantas, para representar um local de repouso para o mosquito (Figura 34). Assim, com o resultado dos testes, a equipe é capaz de avaliar se a alternativa de melhoria é válida ou não, para então tomar a decisão de sua incorporação ao protótipo definitivo.

Figura 34: Exemplo de disposição das armadilhas para teste

Para o desenvolvimento do protótipo, são realizados dois tipos distintos de testes: o teste paramétrico e teste não-paramétrico. O primeiro é utilizado para o teste estatístico em laboratório e regime de semi-campo do produto, enquanto que o segundo para o teste em campo. O teste paramétrico é um teste que segue uma distribuição normal e, portanto, é baseado na média e desvio padrão. Para sua realização, são necessários no mínimo 5 (cinco) repetições38. Ele segue uma curva normal e é usado para os testes no gaiolão (nome do

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Quadrado Latino é um tipo de delineamento que avalia a eficiência entre diferentes armadilhas nas mesmas condições de experimento, para eliminar os efeitos dos fatores externos como temperatura, umidade e densidade populacional da região. A cada leitura, as armadilhas vão trocando de posição até que todas elas tenham passado por todos os lugares.

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Os Blocos são conjuntos homogêneos de unidades experimentais (WERKEMA, 1996). 37

Controle é representado pela armadilha que tem informações sobre o índice de captura de mosquitos em testes realizados em condições de campo e semi-campo.

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ambiente de semi-campo), pois grande parte das variáveis são controláveis (fatores fixos) como: o estado fisiológico dos mosquitos (sexo feminino, idade das fêmeas, padronização dos dias de repasto); as condições em que as fêmeas foram criadas no insetário; a padronização da quantidade de fêmeas por armadilha (20 fêmeas por armadilha); as condições ambientais (temperatura entre 25oC e 35oC e umidade relativa (UR) entre 60% e 80%). Para que se consiga manter as condições ambientais joga-se água na brita do gaiolão, para que seja aumentada a umidade e reduzida a temperatura, uma vez que estas duas variáveis são, na maioria das vezes, antagônicas.

Já o teste não-paramétrico é utilizado para teste em campo, uma vez que não se conhece a população de mosquitos e pelo fato dos dados oscilarem muito, em diferentes leituras para uma mesma residência. Existem casas, nas quais não são capturados nenhum exemplar, enquanto outras não seguem um padrão, ora com muito e ora com pouco índice de captura. Para contornar essas variáveis nos resultados dos testes em campo são necessários no mínimo 30 repetições, para que se consiga ter uma boa análise dos dados. Se durante as leituras das armadilhas, houver uma grande incidência de “zero” mosquitos capturados, os pesquisadores aplicam uma transformação logarítmica, para normalizar os dados, e se eles continuam não seguindo uma distribuição normal, caracteriza-se o experimento de campo como um teste não-paramétrico.

No teste não-paramétrico é mais difícil encontrar diferenças significativas entre os fatores, quando comparados com os tratamentos paramétricos, uma vez que este teste é baseado na mediana. Embora sua análise seja mais trabalhosa é uma alternativa eficiente para análise dos dados de campo, pelo qual se consegue uma representação das condições reais de uso das armadilhas.

Depois de ler o número de mosquitos capturados pelas armadilhas nas diversas repetições, realiza-se o tratamento estatístico, utilizando a Anova para testes paramétricos para mais de dois tratamentos e a Kruskalwallis para testes não-paramétricos. Quando o experimento possui apenas dois tratamentos são utilizados o Teste “T” e Teste de Mannwhitney, respectivamente. O final da análise resulta na definição “aceita” ou “rejeita” a hipótese nula (H0) com 95% de confiança. A hipótese nula significa que as armadilhas são iguais, ou seja, não há diferença significativa entre elas, podendo a equipe optar pela alternativa (controle ou armadilha com alguma modificação) de menor custo já que possuem eficiências similares. As repetições dos experimentos, em que se procura manter as condições de teste, constituem tentativas de eliminar os erros no planejamento, execução e análise dos experimentos. Os

erros experimentais podem ser decorrentes de: i) erros de separação das fêmeas nos “potinhos”39; ii) erro de contagem de insetos no pote, iii) erro do termômetro ou iv) erro do

instrumento de umidade.

A equipe busca otimizar a eficiência da armadilha num processo contínuo de melhoria do produto, por meio de novas combinações entre os fatores que aumentam o nível de captura do mosquito e o seu desempenho. Do ponto de vista do PPTec, vale ressaltar que durante este processo de evolução dos mockups e protótipos (do mockup laboratorial do produto ao protótipo comercial) muitas informações se perdem, pois o protocolo experimental fica concentrado nas mãos do pesquisador que o realizou. Como não há um sistema para armazenamento e gerenciamento das informações do produto, contendo os resultados dos testes, muitos experimentos são realizados novamente, pois não se consegue resgatar as informações anteriores, o que dificulta o cadenciamento das atividades a serem realizados visando a definição do produto comercial.

Benzer Belgeler