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4. DİĞER TÜM OECD ÜLKELERİ İÇİN UYGULAMA VE SONUÇ

4.6 Danimarka

Os estudos em estratégia como prática têm crescido no meio acadêmico. Influentes trabalhos seminais de estratégia como prática social (KNIGHTS E MORGAN, 1991) foram seguidos por tantos outros (WHITTINGTON, 2002b, 2004a, 2004b), detalhando práticas individuais. Esta variedade de abordagem da estratégia como ação social tem convergido para uma agenda de pesquisa para estratégia como uma prática.

A literatura em estratégia tem migrado de abordagens que consideram ativos, recursos, tecnologias e práticas isentas de atividades sociais para outras, ricas em interações e contextualmente situadas nos comportamentos sociais. Na abordagem de prática, não é possível mercantilizar a estratégia como algo simples, relativa ao binômio empresa-mercado, mas como alguma coisa que interage com a empresa, com o mercado e com o que seus atores realizam.

A estratégia pode ser vista, dessa forma, como um processo social em evolução, como ação e reação, em que inovação e efeitos emergentes ocorrem dentro dos sistemas sociais (RESCHKE, 2005). O processo estratégico passa a envolver estrategistas de diferentes níveis na organização, com diferentes perspectivas (WESTLEY, 1990), e tal fato permite incluir novas variáveis na formação e implantação da estratégia (WHITTINGTON, 2004a), que passa a considerar recombinações e adaptações dos

aspectos relevantes a critério de seus praticantes, com a proposta de alcançar um objetivo reconhecido por todos neste processo.

A aproximação do pesquisador da prática da estratégia no campo de ação poderá levar ao melhor entendimento destas variáveis, seus fatores críticos e a relevância de sua implantação (WHITTINGTON, 2002b, 2004a).

A perspectiva da prática na estratégia busca o apoio das ciências sociais para ampliar a compreensão dos fenômenos, considerando os contextos intra e supra- organizacionais e suas interações com o ambiente, em complemento ao foco tradicional da organização (WHITTINGTON, 2004a). Com base em um modelo analítico centrado na prática como uma ação social, esta perspectiva têm como propósito gerar conhecimento mais relevante (uma práxis) para utilização pelos praticantes e entendimento das suas implicações para as organizações e a sociedade. A estratégia não é mais uma propriedade exclusiva das organizações, mas, em sendo uma prática, é alguma coisa que as pessoas fazem (WHITTINGTON, 2006; HAMBRICK, 2004; JARZABKOWSKI, 2004; JOHNSON e al., 2003).

A perspectiva da estratégia como prática social é de relevância para todos que pretendem entender como são os processos de estratégia de RSC nas organizações. Possibilita perceber como os atores se relacionam dentro e fora da empresa e seu poder de influência na formação da estratégia, quais são as ferramentas e tecnologias utilizadas pela organização no desenvolvimento de suas práticas e de que forma as interações sociais se dão entre os praticantes.

A aproximação do pesquisador ao campo de ação, ao se entender a estratégia como uma prática social, poderá levar à melhor compreensão destas variáveis, seus fatores críticos e a relevância para sua implantação e atendimento às necessidades que o estrategista pretende atingir (WHITTINGTON, 2004a). Estratégia é uma prática universal e possui importantes conseqüências na sociedade. Trata-se de campo de estudo organizacional que envolve não somente empresas, mas a academia, consultorias, governo e instituições financeiras. Mais recentemente, Whittington (2002b, 2003) recomendou maior seriedade no trato destas questões da estratégia, argumentando a necessidade do entendimento da abordagem social, vistas as terríveis implicações que a prática de estratégia pode ter sobre o sistema das organizações e a

sociedade em geral, a exemplo dos casos ocorridos com a Enron e WorldCom. Segundo Whittington (2003) é necessário construir uma cuidadosa inter-relação entre atores neste campo, particularmente entre as escolas de negócios e praticantes.

Ao considerar a seriedade e implicações que a estratégia como prática social exige, Whittington (2002b) propõe um modelo integrando, a práxis estratégica, os praticantes e a próprias práticas, como objetos centrais para pesquisa. Resumidamente, quem pode ser estrategista, como o fizeram para ser, o que fazem, quais efeitos produzem, que tecnologias usam, quais conceitos e idéias praticam. Praticantes são o elo fundamental entre as atividades intra-organizacional e extra-organizacional, por meio de suas práticas estratégicas, capazes de integrarem estas duas abordagens (WHITTINGTON, 2006), muitas vezes tratadas em separado pelo mundo das organizações, no contexto da estratégia do negócio. O mundo contemporâneo é marcado pela expansão dos negócios e de práticas plurais, com praticantes em todos os níveis da organização, todos influenciando e sendo influenciados pela estratégia como uma prática, sendo essencialmente parte dos sistemas sociais (WHITTINGTON, 2006).

Os praticantes possuem a chance de reproduzir, transferir, e inovar as práticas estratégicas. Baseados em suas experiências e sensibilidade, são capazes de adaptar as práticas existentes às condições de melhor utilização de recursos e motivação do momento. Onde houver vantagem, são capazes de projetar em conjunto, produzindo novos praticantes e sintetizando práticas diferenciadas (WHITTINGTON, 2002b, 2006). Segundo Whittington (2006), esta perspectiva sociológica permite então a busca por uma abordagem mais integrada de prática estratégica, pela inter-relação entre os elementos-chave acima descritos.

Na medida em que a implementação da estratégia é desdobrada e distribuída a todos os níveis nas empresas (KAPLAN e NORTON, 1997), o processo estratégico se aproxima mais das práticas e das preocupações dos praticantes. No sentido social pode- se perguntar:

• a quem serve a estratégia?

• quais as implicações de seu desenvolvimento e quais os pontos de contato com as partes interessadas e a operacionalidade da empresa?

• como as estratégias devem se moldar para atender estas questões, de forma que possam ser avaliadas na sua efetividade e abrangência quanto ao alcance de seus objetivos?

• quais são as unidades aplicáveis e níveis de análise de uma estratégia como prática?

• que métodos devem ser usados para análise do fenômeno? Como combinar métodos para análise de micro e macro práticas?

• qual o papel do pesquisador de estratégia como uma prática?

A estratégia não é mais de uso restrito da alta gerência, mas, ao contrário, deve ser conhecida e praticada por todos que dela fazem parte. O estratégico e o operacional fazem parte de um mesmo continuum, em que a estratégia se renova pelas mudanças operacionais, assim como esta tira da estratégia sua orientação e sentido (BERTERO, 1995).

A pesquisa em curso busca uma abordagem da estratégia de RSC como prática, avaliando com esta é realizada e que implicações isto traz para a organização e atores envolvidos. A estratégia como é praticada nas subsidiárias em contraponto a suas tradicionais noções corporativas é o interesse maior deste trabalho.

3. METODO DE PESQUISA

Esta dissertação adota a metodologia de estudo de caso único (Yin, 2005), desenvolvido na Gerdau S.A., uma empresa do setor siderúrgico nacional que tem apresentado forte crescimento e elevado grau de internacionalização. Utilizaremos para este caso a pesquisa qualitativa, razão pela qual faremos algumas considerações epistemológicas que dizem respeito a esta forma de pesquisa na academia.

3.1 – Considerações Epistemológicas

A pesquisa organizacional é uma atividade com propósitos determinados, normalmente chamados de questão da pesquisa. Cada projeto de pesquisa tem um ou mais propósitos, podendo ser múltiplos, variáveis e emergentes (STABLEIN, 2004). A pesquisa gerencial, neste contexto, deve conduzir não só a uma compreensão melhor da gerência, mas também a uma compreensão de como gerentes podem realizar melhor seu trabalho (EASTERBY-SMITH et al., 1999). É portanto necessário que se tenha consciência das questões filosóficas e políticas que envolvem a pesquisa.

Uma parte significativa dos métodos de pesquisa atuais deriva de disciplinas sociais, como a sociologia e a psicologia. Um dos dilemas que acometem os pesquisadores é se deve fazer a abordagem do tema sob o foco de uma disciplina ou se sua prática deve ser eclética e multidisciplinar. Um dilema mais antigo trata da filosofia mais apropriada a partir da qual os métodos deveriam derivar. De um lado, temos a abordagem de pesquisa sob a perspectiva do positivismo e, no extremo oposto, sob a fenomenológica ou construtivista social. Enquanto a primeira perspectiva está baseada na premissa de que o mundo existe externamente e suas propriedades são avaliadas através de métodos objetivos, a segunda, contrastando com a primeira, nega o mundo objetivo, identificando no ser humano a capacidade de interpretação do mundo, construindo socialmente a realidade que o cerca (EASTERBY-SMITH et al., 1999). A realidade é, portanto, uma construção social não determinada objetivamente. Inevitavelmente muitas variantes diferentes são associadas, com maior ou menor aproximação, de uma perspectiva ou de outra, ou ainda, com a combinação de métodos extraídos de ambas as perspectivas.

Considerando a maior proximidade da fenomenologia, a pesquisa não se concentra em teste de hipóteses e medições que a comprovem, mas sim busca compreender os diferentes significados que as pessoas atribuem a suas próprias experiências. Portanto, o foco dessa pesquisa reside em investigar a práxis, as práticas e ações dos praticantes e atores de estratégias sociais quando da implementação da RSC, ao invés de buscar leis fundamentais para explicar esse fenômeno.

Ao criticar a dogmática técnica de testes hipotético-dedutivos (HAIG, 2005) que eram utilizados como única alternativa metodológica (testar teorias, testar hipóteses), chegou-se a uma concepção mais abrangente e interativa em relação à pesquisa qualitativa, a qual envolve estudo e coleta de uma variedade de materiais empíricos – aí incluído o estudo de caso. Essa área utiliza uma ampla variedade de práticas interpretativas, na tentativa de compreender melhor o tema focado. Na análise qualitativa, o pesquisador aproxima-se do assunto a ser investigado sem uma teoria a ser testada, mas, pelo contrário, deseja entender uma determinada situação – como e porque seus praticantes agem de determinada maneira, como e porque determinado fenômeno ou situação se desdobra deste ou daquele modo. Através de métodos variados de coletas de dados, reúne-se um volume de informações e entendimento sobre o fenômeno observado.

A escolha das metodologias se relaciona com suas potencialidades frente ao fenômeno que se quer estudar. As vantagens dos métodos quantitativos, mais próximos ao paradigma positivista, são as de prover ampla cobertura da gama de situações, rapidez e economia (EASTERBY-SMITH et al., 1999). Por outro lado, esses métodos tendem a ser “rígidos” e, portanto, incapazes de promover a compreensão de processos ou da importância que as pessoas atribuem às ações. Métodos qualitativos, mais próximos à fenomenologia, possuem a capacidade de examinar as mudanças, entender significados e avaliar novas questões na medida em que a pesquisa se desenrola e contribui para novas teorias e existentes. Como salienta Stablein (2001), “o mundo empírico que representamos é aquele que nós, enquanto comunidade acadêmica humana, como tal entendemos”. Isto revela idéias e conceitos que levam ao entendimento do construto e relações com as teorias. Como prática social, os Estudos Organizacionais não são prerrogativa acadêmica, mas construções de natureza econômica, política e social (STABLEIN, 2001).

A pesquisa qualitativa produz lógica e coerência entre argumentos, sem uso de ferramentas estatísticas, baseadas em objetos e observações descritos. Este tipo de pesquisa oferece descrições ricas e fundamentadas, permitindo a visualização do fenômeno em estudo no seu contexto local (MILANO, 2006). Utiliza-se de métodos como entrevistas formais e informais, técnicas de observação de campo, análise histórica e etnografia:

A pesquisa qualitativa é uma atividade situada que localiza o observador no mundo. Consiste em um conjunto de práticas materiais e interpretativas que dão visibilidade ao mundo (Denzin e Lincoln, 2006).

A pesquisa qualitativa é relevante por oferecer descrições abrangentes e fundamentadas, explicação dos processos e ambiente em que se insere. O estudo em questão busca retratar as políticas, práticas e comportamentos de uma empresa siderúrgica multinacional no contexto da implantação de estratégias de RSC em unidades industriais em diversos países, parecendo bastante adequada a escolha de métodos qualitativos para a coleta de dados que representem esta proposta. Nesse contexto, poderemos, através dessa dissertação, analisar como e por que as estratégias de RSC são realizadas, por quais atores e que relação teórico-prática é empregada por eles para que possam implementar RSC nas empresa.

3.2 – Tipo de Pesquisa

Segundo o método proposto por Vergara (2005), a pesquisa pode ser classificada:

a) quanto aos fins:

- Exploratória, pois visa compreender as políticas, diretrizes e premissas, praticas e comportamento dos praticantes que são utilizadas para implementação de estratégia de RSC em uma empresa multinacional do setor siderúrgico. A investigação se dá em área onde há pouco conhecimento sistematizado e acumulado.

Os estudos exploratórios não necessariamente precisam possuir uma razão que justifique uma proposição bem definida (YIN, 2005), uma vez que não têm como objetivo a comprovação ou o teste de teorias estabelecidas, mas sim “explorar” dimensões não contempladas pela literatura existente, no caso, de estratégias de RSC.

- Descritiva, por expor as características de um determinado fenômeno. Não tem o compromisso de explicar os fenômenos que descreve, mas poderá servir de base para tal explicação (VERGARA, 1990). Busca compreender na prática como são implementadas as estratégias de responsabilidade social.

b) quanto aos meios:

- Estudo de caso único (YIN, 2005), conduzido na empresa, com unidades de análise na matriz e subsidiárias, orientado na perspectiva de pesquisa qualitativa, recorrendo: a pesquisa bibliográfica, o material de uso público em geral, como sites e relatórios de RSC da empresa; as informações setorial e documental – porque se utilizou documentos publicados ou não – de uso interno exclusivo da empresa (balanços sociais, matérias em mídia especializadas, documentos de gestão e informações gerencias formais específicas sobre o tema abordado).

A pesquisa qualitativa, como um conjunto de atividades interpretativas, apesar de não privilegiar uma única prática metodológica, é bastante adequada ao estudo de caso, que representa uma estratégia válida quando o pesquisador tem pouco controle sobre acontecimentos que relatam fenômenos contemporâneos, no contexto do mundo real (YIN, 2005). Ainda segundo Yin (2005), um dos fundamentos lógicos para um estudo de caso único reside no fato de este ser representativo, já que o objetivo é capturar as circunstâncias e as condições de uma situação.

Uma dos requisitos-chave é identificar as questões mais importantes da pesquisa e conseguir sua formulação com clareza, como condição essencial para definição da estratégia a ser utilizada (DENZIN E LINCOLN, 2006). O uso de estudo de caso para fins de pesquisa nas ciências sociais mantém-se como um grande desafio.

Para um bom desenvolvimento de projetos de estudo de caso deve-se atender a quatro condições que garantam a qualidade de sua execução: validade do construto, validade interna, validade externa e confiabilidade. Para cada uma delas podem ser

realizados testes que validem sua aplicação e por conseqüência o próprio estudo de caso. A validade da pesquisa é definida como a correspondência entre construto e o procedimento operacional para medir ou manipular este construto, ou seja, a correspondência entre construir e medir (STABLEIN, 2001). A validade interna representa uma estimativa da confiabilidade da consistência interna. A validade externa trata da possibilidade de generalizar os resultados obtidos no estudo, o que não é a proposta desta pesquisa. Por último, a confiabilidade se refere à repetibilidade do método utilizado, dentro de uma perspectiva em que os procedimentos utilizados são conhecidos e passíveis de serem auditados.

O propósito deste trabalho, com a escolha do estudo de caso, foi o desejo de “explorar” dimensões não contempladas pela literatura de estratégia em RSC, a fim de investigar as relações entre a estratégia de empresas multinacionais e suas práticas de Responsabilidade Social Corporativa, verificando e comparando se o discurso utilizado e a práxis estabelecida correspondem às práticas. O estudo de caso ainda permite duas fontes de evidência: observação direta dos acontecimentos que estão sendo estudados e a perspectiva das pessoas entrevistadas diretamente envolvidas (YIN, 2005, pág. 26).

A pesquisa foi conduzida segundo a tipologia de Yin (2005) como caso único de uma grande empresa multinacional do setor siderúrgico, considerando diversas unidades de análise, entre matriz, subsidiárias internas e subsidiárias no exterior. A metodologia de pesquisa proposta aplica-se ao objetivo de pesquisa da dissertação, e justifica-se a partir das considerações a seguir:

i) Uma empresa, cuja marca seja de expressão nacional e internacional identificada em crescimento no mercado, com alta rentabilidade, com foco em metodologia e inovação em gestão e que possua na sua atividade grande impacto social e ambiental.

ii) Que faça parte do Índice de Sustentabilidade Empresarial – ISE da Bovespa, indicador composto de ações emitidas por empresas que apresentam alto grau de comprometimento com sustentabilidade e responsabilidade social. Este índice reflete o retorno de uma carteira composta por ações de empresas com os melhores desempenhos em todas as dimensões que medem sustentabilidade empresarial.

iii) Que tenha nas suas crenças e valores aspectos que promovam o desenvolvimento dos indivíduos, das organizações e da sociedade. Sua longevidade deve estar atrelada a sua capacidade de remunerar o acionista, de ter uma gestão de pessoas participativa e desafiadora e de contribuir para a sociedade e seu desenvolvimento sustentável.

iv) Que se consolide, principalmente, como empresa comprometida com a qualidade dos produtos, serviços, relações com clientes, fornecedores e seus diferentes públicos, bem como com a inovação em gestão e tecnologia de processos, dentro de um modelo de desenvolvimento sustentável de negócio.

v) Que mantenha e desenvolva uma gestão sócio-ambiental responsável, respaldada em conceitos de sustentabilidade, responsabilidade, respeito e ética com todos os públicos.

Como outros métodos de pesquisa qualitativa, o estudo de caso corresponde à interpretação do pesquisador sobre os eventos significativos para os atores de estratégia social, e depende da percepção do pesquisador sobre os significados que esses atores atribuem e não sobre a realidade objetiva. Por isso, o método de caso usa múltiplas fontes de dados para triangular essas percepções e significados em contexto mais amplo. Richardson contesta o conceito de triangulação, declarando que, para a investigação qualitativa, a imagem central é a do cristal. “Cristais são prismas que refletem externalidades e refratam-se dentro de si mesmos” (DENZIN E LINCON, 2006).

3.3 - Seleção dos Sujeitos

A pesquisa buscou compreender as concepções de orientação de estratégias e adaptações em diferentes unidades siderúrgicas em diversos países onde a empresa está situada – como cada uma dessas unidades se comporta em relação à estratégia global e quais alternativas são utilizadas nas diferentes formas de atuar. A escolha das unidades da empresa se deu em função do seu grau de desenvolvimento no tema, levando em conta características locais, competências tecnológicas, capacidade de ação para desdobramento da estratégia e desenvolvimento social. (YIN, 2005).

A pesquisa contou com dados referentes a políticas, orientações e diretrizes estratégicas, projetos e investimentos em RSC, identificação de ações pró-ativas e reativas, participação junto à stakeholders e outros indicadores de performance constituídos na empresa ou que possam ser extraídos de forma indireta.

Como se caracteriza por uma pesquisa qualitativa, as informações foram obtidas junto aos gestores ambientais, de tecnologia de gestão, de comunicação social e da área em que atua diretamente com projetos sociais. Com todos eles, que são atores do processo estratégico de RSC, buscando entender a percepção sobre o grau de aderência da unidade com a estratégia global da empresa e a forma de sua atuação estratégica e ações correspondentes.

Os sujeitos da pesquisa correspondem aos profissionais responsáveis pelas áreas relacionadas à RSC, na matriz, empresas no Brasil, e subsidiárias no exterior. Pretende- se que um importante elo de ligação entre as atividades econômicas e as de cunho social seja tratado com a inclusão de pessoas da área de tecnologia de gestão corporativa, responsável pelo modelo de estratégia padronizada, aplicado para todas as atividades da organização.

O quadro 9 abaixo especifica os participantes da pesquisa.

Cargo Formação

Profissional

Unidade da

Empresa Atuação

Diretor Corporativo Engenheiro Elétrico Dir.Corp.de MA Global Consultor Técnico Engenheiro Químico Corp. de M. Ambiente Global

Analista de MA Engenheira Química Açominas Regional-Brasil

Assessor de MA Engenheira Química Cosigua Regional-Brasil

Assessor de MA Engenheiro Mecânico Riograndense Regional-Brasil Gerentes de MA Engenheira Química Aços Especiais Regional-Brasil

Assessor de IG Administração Aços Especiais Regional-Brasil

Gerentes de MA Engenheiro Químico Corporativo GNA Nacional EUA Gerentes de MA Engenheiro Químico Corporativo GNA Nacional Canadá

Gerentes de MA Engenheira Química Laisa Regional Uruguai

Gerentes de MA Engenheira Química Aza - Chile Regional AL

Gerentes de MA Engenheiro Químico Siderperu Regional Peru

Gerentes de MA Engenheiro Químico Sidertul Regional México

Gerentes de MA Engenheiro Químico Sidenor Regional Espanha

Benzer Belgeler