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1.4. SOSYAL SİGORTALAR FİNANSMAN YÖNTEMLERİ

1.4.1. Dağıtım Yöntemi

6.2.1 - Contexto Histórico e Sócial-Cultural da Produção

Ao longo deste século e em especial depois da Segunda Guerra Mundial notam-se

significativas mudanças na agricultura e em sua relação com o restante da sociedade.

Tenderam a se avolumar os requisitos de insumos e bens de capital produzidos fora do setor,

entre os quais na indústria mecânico-metalúrgica e química; tendeu a crescer o papel dos

serviços de comercialização, financiamento, pesquisa científica e/ou tecnológica e da

transferência tecnológica; aumentou a importância da indústria como agente de demanda de

alimentos e matérias primas agropecuárias; é também cada vez maior o grau de transformação

dos produtos naturais antes de chegar ao consumidor final. As agriculturas nacionais tenderam

a tornar-se intensamente regulamentadas pelos estados nacionais através de suas políticas

econômicas, as quais tem estado cada vez mais integradas em conseqüência de três processos:

tendência de mundialização da tecnologia agropecuária e industrial, com marcadas diferenças

entre os países; e o terceiro fez com que os agentes privados situados em empresas chaves nas

cadeias agro-alimentares e nos serviços de financiamento viessem a ter um papel cada vez

maior nos resultados alcançados na própria agricultura.

As transformações mencionadas no processo produtivo levaram a mudanças substanciais dos agentes sociais que as operaram, quer sejam referidos como trabalhadores, produtores, empresários, técnicos, etc. As mudanças na organização da produção agropecuária, industrial e na comercialização repercutiram nitidamente na forma de estruturação e na dinâmica dos setores sociais envolvidos no mundo agropecuário. A respeito disso, Piñeiro diz:

“Desde un punto de vista más general se puede considerar a los procesos señalados como de penetración e instalación del capitalismo en el agro en sus diferentes fases. Este proceso implica por un lado una base material que esta relacionada con el aumento en la productividad del trabajo y de la tierra, inversiones a lo largo del proceso productivo, utilización de conocimientos científicos para desarrollar tecnologías que permitan incrementar la productividad y la ganancia.

En los últimos veinte años en el sector agropecuario uruguayo se han generado rubros que comienzan a crecer, encontrando condiciones para competir en el mercado internacional bajo el influjo del modelo económico que a partir de mediados del 70' puso fuerte énfasis a las exportaciones no tradicionales.

En este proceso de capitalización del agro de carácter estrictamente económico, va acompañado por cambios en la cultura productiva del productor que incluye nuevos aspectos como: una nueva valoración de los mercados mundiales, del cambio técnico e innovación tecnológica, espíritu de emprendimiento, capacidad de riesgo, énfasis en la información y la gestión de los recursos de la empresa, tanto a su interior como de su ambiente”.13

A modernização operada no Uruguai, constituída pela integração agro-industrial e pela

formação de complexos agroindustriais, é um reflexo do que ocorreu nos países mais

desenvolvidos nesse domínio. A agroindústria foi em grande parte a portadora das mudanças

na agricultura, indicando quando, como, quanto e onde produzir e ainda orientando as

características técnicas e econômicas dos setores envolvidos. Essas mudanças geraram um

processo de transformação de um sistema dominante de produzir e distribuir para um sistema

13 D. Piñeiro - “Nuevos y no Tanto: Los Actores Sociales Para la Modernización del Agro Uruguayo”.

que implica uma nova estruturação social, o que tem levado a transformações nas classes

sociais agrárias e em seus padrões de conduta.

Devido às características no uso dos recursos básicos, é possível ter-se na agricultura

diversas combinações de fatores de produção e diferentes formas de organização social. Essas

combinações de fatores, associadas a formas específicas de organização social, levam à

formação de complexos culturais ligados à produção agrícola.

Cabe-nos, então, ressaltar enfaticamente que o produtor da região de Salto encontra-se

inserido neste processo de mudanças tecnológicas, produtivas, econômicas e sociais no qual

surgem na agricultura regional agentes sociais diferentes, que não são novos, todavia, porque

já têm uma história produtiva antiga na região; assim, nesse contexto novo de modernização,

vem à luz um novo ator no “velho” cenário social da horticultura. É a própria modernização

que traz, demanda e impõe essas transformações do horticultor, já que precisa de “sangue

novo” para se tornar viável. É por isso que consideramos o produtor hortícola da região de Salto

como um elemento chave para a compreensão do papel do agricultor familiar no processo de

modernização agrária regional.

6.2.2 - Quem é o Produtor Hortícola Familiar?

A região de estudo apresenta condições agroecológicas que permitem a produção de

cultivos fora de temporada, visando o abastecimento da região sul do Uruguai e

principalmente da Capital, Montevidéu. Cabe aqui lembrar mais uma vez que a expansão dos

chamados cultivos de “primor” na região e no país deve-se à emergência de setores da

estação (PIÑEIRO, 1991.a), como também da valorização cultural da figura esguia, dos

alimentos com fibras, frescos e naturais que favorecem uma dieta equilibrada e saudável para o

corpo humano, e pela incorporação da cadeia comercial de supermercados e hipermercados na

venda deste tipo de produtos, ampliando a oferta; os fatores mencionados se retroalimentaram,

originando uma tendência ao aumento sustentado da procura nos últimos anos.

O dinamismo econômico da região de Salto se deve à atividade da produção hortícola

chamada de “primor”. Atualmente existem aproximadamente 150 hectares de cultivos

hortícolas sob estufa; 50% dessa superfície corresponde ao crescimento dos últimos quatro

anos. Os cultivos principais são o tomate e a pimenta vermelha e verde, mas nos últimos anos

foram incorporados outros cultivos, como milho, beringela, alface, melancia, melão, etc. Essa

diversificação dos cultivos aumenta as possibilidades de comercialização e protege os

produtores das oscilações dos preços regionais. Os outros cultivos de importância na região

são o morango fora de estação, que atinge uma superfície de 70 hectares, e a cebola. Os

produtores hortifrutigranjeiros atingem um número de aproximadamente 600, dos quais 76%

são agricultores familiares e aproximadamente 35% dos produtores hortifrutigranjeiros produz

sob estufa.

Benzer Belgeler