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Belgede 7462 KULLANIM KILAVUZU (sayfa 17-33)

Dentreos órgãos designados pela Constituição Federal para a composição de conflitos intersubjetivos está, no topo da pirâmide jurisdicional, o Supremo Tribunal Federal - STF.

No que diz respeito a este tema, o professor Dimitri Dimoulis afirmou:

O papel mais importante entre todos os possíveis guardiões da Constituição (Poderes Executivo, Legislativo ou Judiciário) é o desempenhado pelo Judiciário com base em uma razão específica: cabe aos julgadores decidir definitivamente sobre controvérsias em relação à interpretação e à aplicação dodireito. Essa é a sua função, devendo decidir sobre controvérsias relacionadas à manutençãoda hierarquia normativa e resolvendo dúvidas sobre a constitucionalidade de normas.149

A sua composição e competências são designadas pelos artigos 101 e 102 da Constituição Federal. Esta Corte é formada por onze ministros de notável saber jurídico e reputação ilibada, nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal.

      

149

O artigo 102 da Lei Maior estabelece o seguinte:

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-lhe:

I - processar e julgar, originariamente:

a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 3, de 1993)

II- (omissis)

III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou última instância, quando a decisão recorrida:

a) contrariar dispositivo desta Constituição;

b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;

c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Constituição.

d) julgar válida lei local contestada em face de lei federal. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 1.º A arguição de descumprimento de preceito fundamental, decorrente desta Constituição, será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, na forma da lei. (Transformado do parágrafo único em § 1º pela Emenda Constitucional nº 3, de 17/03/93)

§ 2º As decisões definitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Federal, nas ações diretas de inconstitucionalidade e nas ações declaratórias de constitucionalidade produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e à administração pública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

§ 3º No recurso extraordinário o recorrente deverá demonstrar a repercussão geral das questões constitucionais discutidas no caso, nos termos da lei, a fim de que o Tribunal examine a admissão do recurso, somente podendo recusá-lo pela manifestação de dois terços de seus membros. (Incluída pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)”

Dentre as competências listadas acima, nos interessa para os fins a que este trabalho se presta, aquelas previstas nos incisos I, alínea “a” e III, alíneas “a” a “d”.

Em qualquer das alíneas o resultado do julgamento será uma norma jurídica, porém, os seus efeitos é que são distintos, já que no

primeiro caso estamos diante do controle de constitucionalidade concentrado e nos demais casos se dá o controle difuso de constitucionalidade.

Segundo José Afonso da Silva:

Os sistemas constitucionais conhecem dois critérios de controle de constitucionalidade: o controle difuso (ou jurisdição constitucional difusa) e o controle concentrado (ou jurisdição constitucional concentrada). Verifica-se o primeiro quando se reconhece, o seu exercício a todos os componentes do Poder Judiciário, e o segundo, se só for deferido ao tribunal de cúpula do Poder Judiciário ou a uma corte especial.150

Como resumidamente mencionado na definição acima, o controle difuso pode ser exercido por qualquer juiz, de forma incidental, vez que a constitucionalidade da norma examinada é apontada como pano de fundo para solução acerca do objeto principal da ação, o qual pode ser dos mais diversos. Diz-se também que este tipo de análise tem natureza concreta, por discutir a constitucionalidade ou não de uma regra aplicada a uma situação fática individualizada, atingindo especificamente as partes que compõem aquele litígio.

Nesta espécie de controle, o STF atua de forma extraordinária, no âmbito recursal e como nos demais órgãos julgadores a sua decisão vale apenas inter partes. Para que tal julgado ultrapasse tal limite e atinja a todos indistintamente, faz-se necessário que o Senado edite resolução,

      

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de acordo com a sua conveniência e oportunidade, a fim de que a norma declarada inconstitucional seja suspensa.

Já no controle concentrado, o STF reina absoluto, uma que somente ele tem competência para apreciar a constitucionalidade ou não, no âmbito federal, de uma regra abstratamente, influenciando a todos indistintamente. O objeto da ação é justamente a referida constitucionalidade ou não de uma norma, daí porque se diz controle concentrado.

Porém, não cabe aqui nos aprofundarmos nesse assunto, pois tais diferenças não influenciam no resultado do que aqui está sendo esse estudado.

Isto porque a análise das funções dos Tribunais Superiores na presente pesquisa se restringe ao exercício da jurisdição, no seu sentido originário de dizer o direito. Logo, seja por meio do controle concentrado, seja pelo difuso, o Supremo Tribunal Federal diz o direito em última instância, de modo que é o seu discurso que deve prevalecer no que lhe compete.

O professor André Ramos Tavares define a jurisdição no âmbito constitucional, da seguinte forma:

[...] a atividade jurisdicional cometida a um órgão específico dentro da estrutura estatal, cuja a finalidade última é a de verificar a congruência das normas hierarquicamente inferiores à Constituição com os preceitos desta, tanto no que diz respeito ao aspecto formal, quanto material, declarando a invalidade da norma e, consequentemente, sua inaplicabilidade, a um caso concreto ou em caráter genérico, quando haja discordância dessa norma

inferior com o Texto Maior.151

Não estamos dizendo com isso que somente o Supremo Tribunal exercita esse controle constitucional. Todavia, é naquele espaço que tal proteção se dá em plenitude, não sendo à toa que a ele seja dado o título de guardião da Lei Maior. No dizer do autor transcrito acima, é no Tribunal Constitucional que se dá o fechamento da Justiça Constitucional.

Este fechamento só não se consubstanciará se outro órgão ou julgador singular no exercício do controle difuso se posicionar de modo a fazer coisa julgada antes que a Corte Suprema seja provocada a se manifestar.

Belgede 7462 KULLANIM KILAVUZU (sayfa 17-33)

Benzer Belgeler