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3.5. Etmen Tabanlı Zeki Nesne Yönetim Sistemi

3.5.4. Dış sistem bilgi sağlayıcı

O anterior capítulo deu início com a validação de três novas escalas, a escala das Motivações que induziram consumidores a deslocarem-se ao destino Algarve; a escala das Actividades e Produtos a serem usufruídos pelos consumidores; e a escala da Imagem do destino. Estas escalas funcionaram como variáveis dependentes ao longo do presente estudo. Neste sentido elaboraram-se as cinco hipóteses que foram testadas e das quais resultaram os seguintes resultados.

Em relação à primeira hipótese, os resultados obtidos apoiaram a hipótese formulada: os consumidores turísticos estrangeiros com mais idade escolhem o Algarve como um destino turístico em função de motivos relacionados com o bem-estar e a qualidade de vida que sentem usufruir no território.

No entanto, também existem consumidores turísticos que elegem o Algarve como destino turístico pelo produto “sol e praia” a uma curta distância de voo. De acordo com os resultados obtidos, esse segmento de mercado coincide com os consumidores turísticos de nacionalidade Irlandesa, um dos principais mercados turísticos de Portugal e inequivocamente identificado.

Em relação à segunda hipótese, e no sentido de averiguar a existência de diferentes perfis de consumidores turísticos, os resultados também apoiaram a hipótese formulada: consumidores turísticos com diferentes características sociodemográficas têm interesse em usufruir diferentes actividades e produtos do destino Algarve.

Os consumidores turísticos com mais idade mostraram um maior interesse por actividades do tipo contemplativo, como por exemplo “concertos de música clássica”, um interesse que pode ser explicado pela capacidade que a música tem de proporcionar sentimentos de bem-estar, felicidade, relaxamento, paz interior, e inclusive, de convidar a uma certa nostalgia expressa no relembrar de memórias passadas individuais (Hays & Minichiello, 2005).

Em contrapartida, os consumidores turísticos mais jovens demonstraram um maior interesse por actividades como por exemplo os desportos aquáticos “Snorkeling e mergulho” e “Surf, windsurf e kitesurf”, actividades que envolvem acção física e que

114 possibilitam uma interacção com o meio ambiente envolvente, consequentemente mais focadas no presente.

Em relação às habilitações literárias, os consumidores turísticos com habilitações literárias mais elevadas demonstraram um maior interesse pela actividade “Visitar museus de vinhos e vinhas”, algo de todo justificável dado a exigência de conhecimento, inclusive formações em enologia que o vinho exige (Alebaki & Iakovidou, 2011); pela “Snorkeling e mergulho” e pelo produto “Enchidos regionais”. Do interesse por estas actividades e produtos, pode-se tirar a ilação que consumidores turísticos com maiores habilitações literárias procuram actividades e produtos assentes nas características geográficas e culturais, nos costumes e nas tradições do destino, encarando estas actividades como experiências e oportunidade de activamente participarem e imergirem no destino Algarve.

De igual modo, é possível deduzir-se que os consumidores com menos habilitações literárias, ao darem preferência à actividade “Visitar localidades de autocarro “Hop-on hop-off” e ao produto “Conchas e Búzios”, embora demonstrem interesse pela cultura do Algarve, fazem-no de um modo mais consumista e menos participativo e envolvido na cultura do destino dado que os autocarros “Hop-on hop-off” caracterizam-se por ser um meio de conhecer pontos de interesse de uma região segundo circuitos turísticos pré- estabelecidos.

Tendo em conta a nacionalidade dos consumidores, os de nacionalidade Francesa foram os que evidenciaram ter um maior interesse pela cultura, pelos costumes e pelas tradições do Algarve, preferindo actividades como “Visitar museus de moinhos de vento”, “Visitar salinas”, “Visitar extracção e transformação da cortiça”, “Snorkeling e mergulho”; e por produtos como “Conchas e búzios” e “Doces regionais”.

Em relação ao género, os consumidores turísticos do género feminino apresentaram maior interesse pelas actividades e produtos relacionados com a cultura, costumes e tradições do Algarve, ao preferirem actividades como “Visitar localidades de autocarro “Hop-on hop-off”, “Visitar igrejas, castelos e fortificações”, “Concertos de música clássica”, “Visitar oficinas de azulejaria tradicional” e “Visitar extracção e transformação da cortiça”; embora os consumidores do género masculino tenham evidenciado uma ligeira preferência pela actividade “Eventos baseados em história local e lendas árabes”. Foram também os consumidores do género feminino que evidenciaram uma particular incidência nos produtos artesanais como “Conchas e búzios”, “Artesanato de barro”, “Bordados”, “Cestaria”, “Compotas e mel” e “Doces regionais”,

115 demonstrando que dão uma maior importância a produtos locais porque carregados de referências simbólicas da autenticidade do destino (Anderson & Littrell, 1995), constituindo provas vivas da sua deslocação ao Algarve.

Em relação à terceira hipótese, no sentido de averiguar a imagem que têm do destino Algarve, os resultados também apoiaram a hipótese formulada: a nacionalidade, a idade e o género dos consumidores turísticos influenciam a imagem que têm do destino Algarve. Os resultados evidenciaram que a imagem geral que detêm do Algarve é positiva, embora seja o resultado de várias percepções acerca do destino, algumas menos positivas.

Para os consumidores turísticos com mais idade, a afirmação “O Algarve é burocrático” tem uma maior relevância, podendo-se tirar a ilação que quanto maior a idade, tanto maior a percepção de procedimentos exigidos a nível institucional ou, da falta de eficiência de entidades do destino, valorizando uma imagem negativa do Algarve. No entanto, para os consumidores mais jovens a afirmação “O Algarve tem gente que fala muitas línguas” tem maior relevância, podendo-se deduzir que salientam a hospitalidade e o acolhimento que sentem por parte do povo algarvio, e neste sentido evidenciam uma dimensão positiva da imagem do Algarve.

Tendo em conta a nacionalidade, para consumidores Irlandeses, o Algarve é um destino com uma imagem positiva, ao salientarem as afirmações “O Algarve tem gente que fala muitas línguas” e “O Algarve é limpo”. O enfase dado à afirmação “O Algarve tem gente que fala muitas línguas” permite concluir que ao interagiram com o povo local, sentiram a simpatia e afabilidade de um povo que tende a acolher os consumidores turísticos de braços abertos.

Em relação ao género, para os consumidores turísticos do género feminino, o destino Algarve projecta-se segundo uma imagem positiva, ao ser associada a um destino com uma cultura própria, capaz de proporcionar bem-estar àqueles que ao destino se deslocam, dado que deram maior relevância às afirmações “O Algarve é calmo e relaxante” e “O Algarve tem cultura, história e património”. Para os consumidores do género masculino, o destino Algarve projecta-se segundo uma imagem menos positiva ao ser associado à afirmação “O Algarve tem a linha costeira com muita construção”, reflectindo uma realidade concreta de algumas localidades do destino, uma realidade de características observáveis e mensuráveis que são a prova viva do grau de intervenção humana feita no território.

116 Em relação à quarta hipótese, os resultados também apoiaram a hipótese formulada. Os consumidores turísticos estrangeiros, independentemente da sua nacionalidade, não estavam familiarizados nem com o conceito “Allgarve”, nem reconheciam o logotipo “Allgarve”, podendo-se deduzir que a promoção decorrida ao longo dos cinco anos de existência do programa, não teve o impacto esperado na mente dos consumidores, pois não foi de encontro à imagem que têm do destino Algarve.

E na continuidade desta hipótese, também os resultados obtidos apoiaram a quinta hipótese formulada, ou seja, os consumidores turísticos associaram o logotipo “Allgarve”, pela polissemia de estrangeirismo da palavra, à designação do território e a alguns atributos associados ao destino turístico Algarve, como férias, a praia, o sol, o golfe, etc.

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Benzer Belgeler