3. ENDÜSTRİYEL SATIN ALMA SÜRECİNİ ETKİLEYEN FAKTÖRLER
3.1. Dış Kaynaklı Faktörler
Neste estudo não foram encontradas associações entre os factores genéticos humanos analisados e o estado de infecção dos indivíduos. Este facto pode dever-se, principalmente, às seguintes razões: 1) o papel desses polimorfismos eritrocitários estão normalmente associados e são mais facilmente demonstrados em casos de malária severa, que em casos de malária simples ou casos assintomáticos (Migot-Nabias et al., 2006); 2) as amostragens transversais com grupos de Infectados e Não Infectados não constituem uma definição de caso suficientemente forte para um estudo de associação e 3) a pressão selectiva da malária, mesmo que tenha ocorrido, nunca teria exercido um efeito suficientemente forte, visto tratar-se duma área de malária epidémica e a doença encontrar-se sob controlo há quase meio século.
A baixa frequência dos alelos associados à G6PD (A- e Med) tem implicações
importantes nas estratégias de controlo definidas pelo Programa Nacional de Luta contra o Paludismo (PNLP), uma vez que a primaquina, medicamento recomendado pela Organização Mundial da Saúde como bloqueador de transmissão em condições epidémicas (WHO, 1998),
115 mas potencialmente fatal em indivíduos deficientes em G6PD, pode continuar a ser administrado como complemento aos regimes terapêuticos (caso esses o exija), em Cabo Verde.
Para o gene PKLR, responsável pela deficiência em PK, recentemente implicada na protecção à malária em modelos roedor e in vitro, este estudo não revelou associação clara com a malária infecção. Regra geral, a vantagem selectiva confere protecção contra as complicações da malária severa e, não necessariamente, diminui a susceptibilidade à infecção. Além disso, sendo a deficiência em PK uma condição heterogénea com a maioria dos fenótipos clínicos suaves ou moderados em termos de severidade (Zanella et al., 2007), sugere que a reprodução da deficiência não apresenta limites, estando as mutações/polimorfismos dispersos em indivíduos aparentemente saudáveis. No entanto, tratando-se dum primeiro estudo de genética de população relacionado com uma provável associação do gene à malária, os resultados como os da região em DL identificado no grupo dos NI, necessita de confirmação através de outras investigações.
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CAPÍTULO V
ESTRUTURA POPULACIONAL DE A. (CELIA)
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V
ESTRUTURA POPULACIONAL DE A. (CELIA) ARABIENSIS
(DIPTERA: CULICIDAE) EM SANTIAGO
V.1 INTRODUÇÃO
Uma das bases conceptuais para o controlo de vectores assenta no princípio de que eliminando o vector, doenças como a malária, o dengue, a febre-amarela, entre outras, poderiam ser erradicadas (Najera 1989). No entanto, esta perspectiva provou ser tarefa árdua, pois, não obstante a combinação dos vários métodos de controlo vectorial disponíveis, o vector continua presente mesmo onde tenham sido reportados sucessos no controlo.
Os métodos mais utilizados no controlo de vectores da malária baseiam-se na utilização de insecticidas, em ITNs ou IRS. Todavia, devido ao problema da resistência dos vectores aos insecticidas, estratégias alternativas têm sido equacionadas. Assim, a aposta ao recurso a métodos genéticos destinados, quer à redução da população de vectores, quer à substituição de vectores competentes por outros geneticamente modificados, tornados refractários à infecção ou ao desenvolvimento do parasita, requer estudos prévios das populações naturais no que respeita à estrutura e dinâmica populacionais e ao comportamento.
Com a publicação do mapa genético de A. gambiae por Zeng et al. (1996) complementado por Kamau et al. (1998), os dois principais vectores de malária em África, A.
gambiae e A. arabiensis, têm sido objecto de intensos estudos genéticos moleculares, baseados
em microssatélites, com o propósito de analisar a estrutura genética e os níveis de fluxo genético entre populações destas espécies. Estes estudos têm como principal objectivo determinar os processos que influenciam a dispersão de genes de interesse, particularmente daqueles que conferem resistência aos insecticidas (Donnelly et al., 2002; Hoffman et al., 2002;).
Anopheles arabiensis é o membro do complexo A. gambiae com maior distribuição
geográfica. É a espécie mais bem adaptada a condições ambientais mais secas, sendo a espécie mais abundante, senão a única presente, nas regiões áridas da África Ocidental (estepe, savana seca), Etiópia e Sudão (Gillies & Coetzee, 1987). É a única espécie do complexo A. gambiae presente em Cabo Verde (Cambournac et al., 1982). Em Santiago, a espécie está amplamente distribuída, encontrando-se, como observado na África do Sul (Braack et al. 1994), em locais onde as habitações são escassas ou mesmo ausentes, numa variedade de criadouros (inclusivé reservatórios domésticos, agrícolas e para a construção civil, não totalmente cobertos e mantidos por água auto-transportada) mas em abundância variável. Esta aumenta
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significativamente a seguir às primeiras chuvas, período mais propício à transmissão da doença (McMichael et al., 2006). Perante a existência de densidades muito baixas em zonas áridas, por vezes abaixo do limiar de detecção por amostragens, durante a época seca, equacionou-se a hipótese de episódios de extinção sazonal da espécie nas citadas áreas, seguidos duma posterior recolonização, ou da ocorrência de bottlenecks durante a extensa estação seca das regiões mais áridas (Taylor et al., 1993), tal como é característico do arquipélago de Cabo Verde. Além disso, admite-se a hippótese de poderem ter ocorrido, também, perturbações populacionais históricas do vector, na sequência das extensas actividades de controlo vectorial implementadas em Cabo Verde desde a década de cinquenta/sessenta.
Visto o exposto acima, coloca-se a questão de saber de que modo o uso de insecticidas, as actividades humanas (movimento de pessoas e bens, assim como o transporte de água) e fenómenos naturais poderão influenciar a estrutura genética de A. arabiensis em Cabo Verde. Para tentar responder a esta questão, foi realizado um estudo com base na genotipagem de microssatélites de modo a caracterizar-se a variabilidade e a diferençiação genética de A.
arabiensis na ilha de Santiago.