1. STANDART FORM
1.2. Standart Form Yapma Tekniği
1.2.2. Dış Formu Kartona Aktarma Tekniği
O direito à venda conjunta, comumente identificado pela expressão inglesa tag along, de há muito freqüente em acordos de acionistas, corresponde à denominação conferida ao direito de venda ou saída conjunta de acionistas quando da alienação do controle da companhia de cujo capital social eles participam. Seu regime legal sofreu alterações substanciais nos últimos anos. O art. 254 da Lei n. 6.404/76 já o previa até ser revogado pela Lei n. 9457/97. Posteriormente, a Lei n. 10.303/01 o reintroduziu por meio dos arts. 17, § 1º, III e 254-A. Naturalmente, essas alterações de ordem legal deram causa a diferentes nuances na contratação do tag
along, cujo objetivo central consiste na tutela dos interesses dos acionistas minoritários
em face dos acionistas controladores, notadamente nas transferências do controle social.
Desde logo, devemos considerar a existência de diferentes modalidades de tag along. Assim se verifica na hipótese típica de alienação do controle
de companhia aberta, em que o adquirente do controle acionário tem a sua aquisição condicionada a oferta pública que estenda aos demais acionistas não controladores, com direito de voto pleno e permanente, o direito de receberem, no mínimo, 80% (oitenta por cento) do preço por ele pago pelas ações do bloco de controle (Lei n. 6.404/76, art. 254-A).
Outra modalidade típica de tag along ocorre quando, para tornar as ações preferenciais, sem direito a voto ou com restrição a esse direito, admitidas à negociação no mercado de valores mobiliários, a companhia, dentre outras alternativas que lhe cabem, concede a tais ações o direito de elas serem incluídas em eventual oferta pública de alienação do controle da referida companhia, hipótese em que igualmente receberiam, no mínimo, 80% (oitenta por cento) do preço pago pelas ações do núcleo controlador (Lei n. 6.404/76, art. 17, § 1º, III).
Marcos Andrey de Sousa262 salienta que, no caso das companhias
abertas, a opção do legislador pátrio foi no sentido de obrigar o tag along para os acionistas ordinários não controladores e estimulá-lo para os acionistas sem direito a voto. Poderíamos, ainda, mencionar o tag along livremente fixado pelas partes nos acordos de acionistas, notadamente aqueles celebrados no âmbito de companhias fechadas.
A finalidade do tag along não corresponde apenas à socialização do preço de controle. Também representa a garantia de retirada do acionista quando da alienação do controle. Quando a conquista dessa dúplice finalidade não decorre
262 “O Direito de Saída Conjunta (Tag Along) e os Preferencialistas”, in “Sociedade Anônima”, coord. Rodrigo R. Monteiro de Castro e Leandro Santos de Aragão, Quartier Latin, 2007, p. 285.
diretamente da lei263 ou do estatuto social264, os acionistas interessados podem lançar
mão do acordo de acionistas.
Freqüentemente, o investidor do mercado de capitais escolhe as ações da companhia em que aplicará seus recursos baseado na figura do controlador, que, se modificado, pode levar o investidor (acionista minoritário) a pretender desfazer- se daquele investimento. Em tais situações, o tag along cumpre o papel de garantir ao investidor sua retirada conjunta com o controlador, tanto em companhias abertas quanto em fechadas. Mais que isso, é conhecido o aspecto do ágio envolvendo o preço do controle. Por meio do tag along, é possível estender parte, ou mesmo a integralidade, daquele ágio ao acionista minoritário, proporcionalmente às ações por ele detidas.
No âmbito dos acordos de acionistas, o tag along assinala o compromisso do acionista controlador – ou daqueles que representam o núcleo controlador – de condicionar a alienação da sua posição acionária (ou parte dela, representativa do controle acionário) ao direito de os demais subscritores do acordo conjuntamente alienarem a deles, integral ou parcialmente. Mas, dada a multiplicidade de formas por meio das quais a alienação do controle acionário pode ocorrer, convém que os acionistas acordantes estabeleçam claramente cada uma dessas formas ou, simplesmente, que o tag along terá lugar na hipótese de qualquer forma de alienação do controle acionário. Além disso, devem também os acionistas convenentes assegurar que a condição a que se submete a alienação do controle acionário terá cunho tanto suspensivo quanto resolutivo.
263 Referimo-nos ao tag along dos acionistas minoritários detentores de ações com direito de voto emitidas por companhias abertas, a teor do art. 254-A da Lei n. 6.404/76.
264 Referimo-nos ao tag along dos acionistas minoritários detentores de ações preferenciais sem direito de voto emitidas por companhias abertas, a teor do art. 17, § 1º, III da Lei n. 6.404/76.
A estipulação do tag along pode variar, especialmente no tocante ao preço devido ao seu titular, mas sempre estará vinculada à alienação do controle acionário. Poder-se-ia conceber a hipótese de um investidor minoritário interessar-se por adquirir certas ações apenas quando acompanhado de alguém que, embora igualmente minoritário, tivesse reciprocamente o mesmo interesse. Eles poderiam celebrar acordo de acionistas para prever que a venda de um estaria condicionada à venda do outro e vice-versa, independentemente da alienação do controle da companhia emissora das ações por eles detidas. Mas, embora lícito, este pacto não mereceria a denominação de tag along, tendo em vista a ausência do elemento necessário à sua caracterização, a saber, a circunstância relacionada à alienação do controle acionário, ínsita ao tag along e que invariavelmente o acompanha, seja em razão da sua inspiração norte- americana como também em virtude do que dispõe a lei brasileira, sem falar na prática reiterada desse instituto, sempre vinculada à referida transferência de controle.
Embora também se verifique em acordos de acionistas de companhias abertas, o tag along é particularmente freqüente nos acordos de acionistas das companhias fechadas, em que se afigura embaraçoso aos acionistas acordantes se manterem na empresa sem a presença de um dado acionista reputado estratégico. Em geral, oferece-se às partes o direito de preempção (acordo de acionistas típico) por um certo prazo que, uma vez transcorrido, confere ao alienante o direito de se desfazer de sua posição acionária condicionado ao
tag along (acordo de acionistas atípico) a que têm direito os demais acionistas
signatários do acordo. Vê-se, portanto, que o tag along cria embaraço adicional ao acionista controlador, em decorrência de ele obrigar o adquirente à compra das ações dos demais acionistas a ele vinculados, tornando, assim, a operação mais onerosa.