2.4. Düzenli Depolama Sahalarında Sızıntı Suyu ve Gaz
2.4.3. Düzenli depolama sahalarındaki depo gazları
Visando analisar a presença dos membros, como eram discutidas as demandas e quais eram os segmentos que mais se manifestaram nas reuniões, a pesquisadora frequentou as reuniões do CMS durante o período de coleta de dados no ano de 2012, a fim de realizar a observação passiva, com o objetivo de conhecer a dinâmica do CMS.
Os resultados da observação passiva foram sintetizados nos seguintes temas: organização das reuniões, presença dos membros titulares e suplentes e participação dos membros nas discussões.
5.2.1 Organização das Reuniões
As demandas da saúde são primeiramente levadas aos gestores, que, por sua vez, as apresentam durante a reunião da Comissão Municipal de Saúde (COMSAÚDE). A COMSAÚDE é um órgão colegiado vinculado ao Conselho Municipal de Saúde que atua nos
períodos entre as reuniões deste, de acordo com a estratégia de execução da política de saúde formulada pelo Conselho e conforme as diretrizes por ele estabelecidas. Dentre suas principais atribuições estão: providenciar a implementação das deliberações de CMS; velar pelo cumprimento das normas para as ações e serviços públicos de saúde estabelecidas pelo CMS; acompanhar, fiscalizar e controlar os procedimentos e o desenvolvimento das ações e serviços públicos de saúde no município, apresentando relatório e parecer ao CMS; fiscalizar a movimentação dos recursos repassados à SMS e ao Fundo Municipal de Saúde, apresentando relatório e parecer ao CMS; elaborar relatórios e pareceres sobre a organização e funcionamento do SUS no Município e submetê-los à apreciação do CMS. Participam dessa comissão 4 conselheiros representantes do segmento dos usuários, dois dos trabalhadores e dois dos gestores e seus suplentes. A reunião da COMSAÚDE tem o objetivo de classificar prioridades e estabelecer a pauta das reuniões do CMS. Nas reuniões do Conselho, o cronograma pode ser alterado de acordo com o consentimento dos membros presentes, caso seja necessário. Como já discutido neste trabalho, algumas vezes, no início da reunião ainda não há quórum para deliberação, então há uma inversão de pauta para assuntos que não necessitam de deliberação, até que o quórum esteja completo e se retorne à ordem pré estabelecida da pauta do dia.
Presença de Membros Titulares e Suplentes
No que se refere à presença dos membros nas reuniões, nota-se o comprometimento de determinados membros que realmente frequentam e são atuantes dentro do Conselho, enquanto outros, principalmente membros suplentes, não são assíduos e parece não conhecerem as atribuições de sua atuação, bem como a importância de seu papel.
Participação dos Membros nas Discussões
A discussão das demandas geralmente se inicia com a apresentação do tema pelos gestores ou convidados que utilizam recursos audiovisuais. Após a apresentação, o Presidente do Conselho abre para discussão. Todos os segmentos têm espaço para se manifestarem nesse momento e fazerem comentários, questionamentos e sugestões. Geralmente, os questionamentos são esclarecidos pelos gestores ou pelos convidados que realizaram a apresentação do tema em discussão. Quando o assunto requer uma deliberação, após todas as manifestações e respeitando o tempo de 10 minutos para discussão fixo e pré estabelecido, o
gestor coloca em votação a aprovação do tema em questão ou das propostas sugeridas pelos próprios conselheiros.
Todos os segmentos têm oportunidade igual de se manifestarem. Os gestores acabam por ter mais espaço e falar mais, uma vez que ficam responsáveis pela condução da reunião, por apresentarem os assuntos pautados e por trazerem o maior número possível de informações sobre tais assuntos a fim de esclarecer quaisquer dúvidas. Há uma visível participação maior entre os titulares.
Como já mencionado neste estudo, observou-se que, durante as reuniões, o grau de participação dos conselheiros também estava relacionado ao seu nível educacional e a alguns
fatores como: desconhecimento com relação ao funcionamento do SUS, legislação, assuntos e
termos técnicos da área da saúde; repetição das falas dos outros conselheiros ou do mesmo assunto várias vezes durante a mesma reunião; interrupção das falas dos outros conselheiros; falta de comprometimento com a frequência nas reuniões; a não preparação e estudo prévio com relação aos assuntos a serem tratados nas reuniões apesar do recebimento das pautas.
O despreparo dos conselheiros foi identificado também em outros estudos, como Vanderlei (2005) e Silva et al (2012) que ressaltam ainda a falta de uma política de capacitação permanente para conselheiros.
Nessa perspectiva, a literatura revisada e as observações realizadas confirmam a tendência de que os usuários, que representam metade dos integrantes do CMS, possuam maior probabilidade de terem escolaridade mais baixa em relação aos demais membros e de, geralmente, serem totalmente leigos no que diz respeito à formação especializada em saúde (nos outros segmentos, os representantes têm formação em saúde). Dessa forma, os CMS devem administrar um fato: o seu segmento mais numeroso é composto por integrantes que têm pouca ou nenhuma formação em saúde, o que tende a dificultar a participação dos usuários. Por todos esses fatores, são tão abundantes em estudos sobre atuação de conselheiros os relatos de frágil participação dos usuários (DUARTE, MACHADO, 2012).
Não obstante este contexto, na presente investigação os usuários foram um segmento muito presente nas reuniões e que se manifestaram bastante, apesar de muitas vezes fazerem comentários repetitivos e que, em alguns momentos, de acordo com outros conselheiros, prejudicavam o andamento das reuniões. Sendo assim, a importância do entendimento das diferentes representações sociais dos membros do Conselho, especialmente em pesquisas qualitativas como esta, é cada vez mais evidente na área da saúde (HOWARTH, 2004).
governamentais em trabalhar com novos atores sociais, o que se deve à falta de prática nesta forma de gestão. Ainda, de acordo com Oliveira (1996), há uma concepção de gestores e profissionais de que o usuário seria incapaz de contribuir. A pouca influência nas decisões, segundo Serapioni e Romaní (2006), possivelmente se deve a uma sociedade ainda politicamente imatura ou a um sistema de saúde fechado para o ambiente social.
5.3 Os Conselheiros e sua Experiência junto ao Conselho Municipal de