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Tek düzen hesap planı ekinde yer alan dipnot açıklamaları 1. Kayıtlı sermaye tavanı

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1 Ocak - 31 Aralık 2018 Hesap Dönemine Ait Konsolide Finansal Tablolara İlişkin Dipnotlar

IV. Tek düzen hesap planı ekinde yer alan dipnot açıklamaları 1. Kayıtlı sermaye tavanı

A EP é entendida por Freire

como o esforço de mobilização, organização e capacitação das classes populares; capacitação científica e técnica. Entendo que esse esforço não se esquece, que é preciso poder, ou seja, é preciso transformar essa organização do poder burguês que está aí, para que se possa fazer escola de outro jeito (FREIRE; NOGUEIRA, 1989, p. 19).

É no sentido dessa concepção sintética e ao mesmo tempo complexa que as pessoas engajadas na educação popular vêm lutando por uma sociedade mais justa e solidária, ou melhor, por uma sociedade realmente democrática na qual não haja opressores e oprimidos em oposição, mas que todos possam ter voz e vez, para que todos possam ter autonomia na construção da história.

Para que isso seja possível é preciso que os métodos pedagógicos, os educadores populares e as relações de ensino-aprendizagem não reproduzam as desigualdades, a exclusão,

enfim as relações sociais de dominação, mas que questionem a atual lógica social, econômica e política que é excludente, e favoreçam a criação de alternativas contra essa exclusão. Como exemplo de método reprodutor das relações de dominação está a educação bancária que utiliza um método antidialógico.

A EP acredita na educação como forma de transformação social e coloca o saber como ferramenta de libertação dos oprimidos. Segundo Brandão (2003) muitas atividades desenvolvidas nessa área direcionam para o desenvolvimento de habilidades como da leitura e escrita que são essenciais para que um indivíduo possa ter uma participação política e social mais ativa. Por esse motivo Paulo Freire defendeu que por meio da palavra pode-se conhecer o mundo já que a palavra na consciência amplia as possibilidades humanas de relação com o mundo. O saber é capaz de transformar as pessoas, sua relação com a realidade e a própria realidade.

Freire apostou durante sua vida que por meio da educação poderíamos transformar a organização social, mas ele não foi ingênuo de pensar na educação como único meio de transformação, pois esta exige um movimento da sociedade como um todo, em sua complexidade. Em suas palavras

Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda. Se a nossa opção é progressista, se estamos a favor da vida e não da morte, da equidade e não da injustiça, do direito e não do arbítrio, da convivência com o diferente e não de sua negação, não temos outro caminho se não viver plenamente a nossa opção. Encarná-la, diminuindo assim a distância entre o que fizemos e o que fazemos (FREIRE, 2000, p. 67).

A EP como forma de libertação tem se esforçado para servir aos oprimidos. Mas afinal, quem são esses oprimidos aos quais a EP deve servir?

Wanderley (2010) parte do termo popular para definir quem são os oprimidos hoje em dia e, após pesquisa sobre o termo aponta três diferentes ângulos de análise: 1) Se refere a

povo que como categoria histórica diz respeito ao conjunto de pessoas que resistem aos setores sociais dominantes; 2) Se refere às classes populares compreendendo basicamente o operariado, o campesinato e trabalhadores rurais, e setores da velha classe média e; 3) Se refere aos pobres que englobam uma maioria de oprimidos, marginalizados, discriminados e, mais proximamente, os excluídos (p. 41). Este último ângulo é amplo e contém membros dos dois primeiros ângulos.

O autor considera que esse ponto “constitui um dos mais complexos para a escolha de com quem cada entidade de educação popular deve se dirigir como público-alvo, tendo em vista a amplitude do mesmo no contexto nacional e latino-americano” (WANDERLEY, 2010, p. 42).

Sob outro ponto de vista acerca do termo popular, Brandão; Assumpção (2010) consideram principalmente em sua análise as condições materiais concretas das pessoas. “Seguidos censos nacionais do IBGE têm demonstrado que entre mendigos, desempregados crônicos, famílias abaixo do nível social da pobreza segundo critérios da ONU, trabalhadores submetidos a salários mínimos, as pessoas populares somam cerca de 2/3 das e dos brasileiros” (p. 88, grifos dos autores).

É a esse amplo grupo que a educação popular objetiva servir, sendo que ter uma orientação popular é uma das características fundamentais que a diferencia de outras formas de educação.

Como já apontado anteriormente a EP tem como local de origem e manifestação os movimentos sociais populares. Atualmente ela possui novos desafios colocados por uma nova conjuntura e por isso vem sendo concretizada por meio de práticas pedagógicas em diferentes espaços educativos, tanto formais como informais tais como: “escolas populares, movimentos e projetos sociais populares, pastorais sociais, ONGs, associações, sindicatos etc.” (BRANDÃO; ASSUMPÇÃO, 2009, p. 97).

Na obra Política e Educação8, Paulo Freire já apontava que a educação popular deveria também ter um lugar na educação formal da escola pública. Em suas palavras: “É possível fazer educação popular na rede pública? ou, pelo contrário, já agora afirmando: a educação popular se pode realizar apenas no espaço da informalidade, na prática político- pedagógica fora da escola, no interior dos movimentos populares” (2001, p. 47).

Para o autor, mesmo que qualquer prática educativa esteja submetida a limites (ideológicos, epistemológicos, políticos, econômicos, culturais, dentre outros) que são forjados em determinado momento histórico, “ela pode alguma coisa” (2001, p. 47). Afinal, tentar a educação popular na escola pública foi o grande esforço de Paulo Freire ao assumir a Secretaria da Educação de São Paulo na administração da prefeita Luíza Erundina.

Wanderley (2010) explica que os anos 80 caracterizaram a educação popular como:

uma educação de classe – exige uma consciência dos interesses das classes populares; histórica – depende do avanço das forças produtivas; política – se

conjuga com outras dimensões da luta global das classes populares; transformadora e libertadora – luta por mudanças qualitativas e reformas estruturais (reformas não reformistas); democrática – antiautoritária, antimassificadora, antielitista; relaciona a teoria com a prática; relaciona a educação com o trabalho; objetiva a realização de um poder popular (p. 23, apud WANDERLEY, 1984).

Hoje o autor faz uma autocrítica sobre essa caracterização apontando-a como ousada e ambiciosa e até mesmo utópica já que antecipou elementos que não haviam se concretizado naquela época e diz que nem mesmo hoje.

Sobre os novos horizontes e desafios da EP impostos pela estrutura social atual o Conselho de Educação de adultos da América Latina (CEAAL), que representa uma das mais importantes entidades da sociedade atuante no campo da Educação Popular e Educação de Jovens e Adultos na América Latina, em parceria com a SECAD/MEC, reuniu em publicação recente reflexões que consideram a vigência e perspectivas atuais da EP. Segundo PONTUAL; IRELAND (2006) a EP

busca novos paradigmas e instrumentos de ação político-pedagógica capazes de responder a uma realidade de crescente exclusão que vem provocando vários questionamentos acerca da qualidade das nossas democracias. Neste contexto é que se afirma a necessidade de democratizar a democracia e repensar o papel da Educação Popular diante de tais desafios (p.9).

Em artigo produzido nessa mesma publicação, Nuñez Hurtado (2006) argumenta que embora a conjuntura atual seja diferente daquela do surgimento da EP, o autor analisa que ela

manteve seus ´pilares` fundadores (ético, político, epistemológico, metodológico e pedagógico), porém seu caráter dialético, sua inerente flexibilidade e seu compromisso ético e político não abandonam as atuais demandas da sociedade. Reconhece, certamente, e assume novos desafios e previsões. Aceita a superação de análises esgotadas. Trabalha na construção de componentes paradigmáticos renovados. Inclui tudo, desde cenários velhos e novos, a sujeitos e espaços. Sua visão dialética não permite construir o novo a menos que seja a partir da sistematização e reflexão crítica de sua prática histórica” (p. 148).

Brandão; Assumpção (2009) apontam que alguns princípios ficaram claros após anos de tropeços, recuos e atropelos. Assim, finalizamos nossa explanação sobre Educação Popular com a definição desses autores:

A educação popular é a negação da negação. Não é um “método conscientizador”, mas é um trabalho sobre a cultura que faz da consciência de classes um indicador de direções. É a negação de uma educação dirigida “aos setores menos favorecidos da sociedade” ser uma forma compensatória de tornar legítima e reciclada a necessidade política de preservar pessoas, famílias, grupos, comunidades e movimentos populares e movimentos populares fora do alcance da verdadeira educação. Ela procura ser, portanto, não a afirmação da possibilidade de emergência de uma nova educação “para o povo” – o que importaria a reprodução legitimada de „duas educações‟ paralelas, condição da desigualdade consagrada -, mas a afirmação da necessidade da utopia de transformação de todo o projeto educativo a partir do ponto de vista do trabalho de classe das classes populares. [...] A educação popular é, hoje, a possibilidade da prática regida pela diferença, desde que a sua razão tenha uma mesma direção: o fortalecimento do poder popular, através da construção de um saber de classe. Portanto, mais importante do que pretender defini-la, fixar a verdade do seu ser, é descobrir onde ela se realiza e a apontar as tendências por meio das quais ela transforma a educação na vivencia da educação popular (pp. 34-37, grifos dos autores).

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