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DÜNYADA VE TÜRKİYE’DE FİNANSAL OKURYAZARLIK

A arte pop Ž um movimento de artes pl‡sticas que surgiu na dŽcada de 50 na Inglaterra, tendo como objetivo principal a populariza•‹o da arte atravŽs de recursos e tŽcnicas

mais acess’veis. A cr’tica ir™nica ao consumismo da sociedade da Žpoca, o desenvolvimento de uma arte de baixo custo, produzida em larga escala e altamente consum’vel eram alguns de seus objetivos.

Os artistas procuravam valorizar a cultura popular, lan•ando m‹o de temas e recursos da cultura de massa, como a publicidade, os quadrinhos, as ilustra•›es e as embalagens de produtos. Usavam materiais acess’veis como tinta acr’lica, poliŽster, l‡tex, alŽm de produtos industriais como tampinhas de garrafa, pregos, enlatados, produtos descart‡veis, enfim, uma sŽrie de elementos comuns e acess’veis. Empregavam recursos tŽcnicos comuns e acess’veis para a confec•‹o das obras, como colagens, fotografias, pintura, escultura, assemblage e, principalmente, uma mistura de todos eles. Rompiam- se os limites entre diferentes c—digos art’sticos em prol da aproxima•‹o entre linguagens distintas, entre o erudito e o popular. O artista pop aproximava artes pl‡sticas, quadrinhos, pintura, fotografia e colagem.

O importante Ž que esse cen‡rio repercutiu significativamente sobre o c—digo fotogr‡fico, e os paradigmas desta linguagem sofreram grande transforma•‹o, ampliando suas perspectivas de atua•‹o ao incorporar esta linguagem ao fazer art’stico da Žpoca.

Andy Warhol, um dos maiores expoentes deste per’odo art’stico, utiliza as mais diversas tŽcnicas e conceitos em suas obras, desde a publicidade atŽ recursos gr‡ficos como a serigrafia e a reprodu•‹o mec‰nica da imagem e, tambŽm, a fotografia. Warhol produzia esculturas que, embora reproduzissem produtos de consumo e temas do cotidiano, eram dotadas de aura art’stica. Como exemplo, citamos as reprodu•›es das latas de sopas Campbell e as embalagens de ketchup Heinz. Retratava rostos de celebridades como Marilyn Monroe, Liz Taylor, Elvis Presley, entre outros; assim, artistas inacess’veis tinham suas imagens banalizadas pela repeti•‹o exaustiva em quadros reproduzidos em diferentes tonalidades, como uma refer•ncia ao processo de reprodu•‹o gr‡fica, e, portanto, de reprodutibilidade tŽcnica.

Sopas Campbell Ð Andy Warhol

Andy Warhol era, sem dœvida, um artista multim’dia, pois atuava no campo da pintura, das artes gr‡ficas, da fotografia e ainda trabalhava com imagens em movimento. As tŽcnicas estavam a servi•o de suas ideias.

Lembramos um interessante trabalho desenvolvido por Warhol com o intuito de observar de que forma a linguagem fotogr‡fica pode ser trabalhada na arte pop. Referimo-nos ao projeto WarholÕs Screen Tests que relaciona imagem est‡tica e imagem em movimento, portanto, fotografia e cinema. Fascinado, ou talvez inclinado a desmistificar o culto ˆs celebridades, Warhol escalou seus amigos famosos para participarem deste projeto. Eles eram convidados a posar para testes diante de uma c‰mera de filmar. O desafio era se comportar como se estivessem posando para um retrato fotogr‡fico, isto Ž, permanecendo im—veis diante da c‰mera, mas na verdade, o registro da imagem era captado por uma c‰mera de filmar e durante um per’odo bem mais longo do que a instantaneidade do clique fotogr‡fico.

Ao ver o trabalho exposto podia-se observar certa express‹o de ansiedade e desconforto nos retratados, cuja compreens‹o n‹o era evidente. Havia a percep•‹o sutil, de que, embora parecesse fotografia, est‡vamos diante de uma imagem em movimento. Essa constata•‹o se dava atravŽs da apreens‹o de gestos quase impercept’veis nos filmes, como um piscar de olhos do retratado.

paradigmas da tradi•‹o art’stica que restringiam os c—digos art’sticos em posi•›es isoladas, estanques e distante de qualquer tipo de interrela•‹o.

Screen Tests Ð Andy Warhol Screen Tests Ð Andy Warhol

5.4. Minimalismo

J‡ o minimalismo, um outro movimento de grande repercuss‹o para nossas reflex›es, surgiu na dŽcada de 1960, nos Estados Unidos, mais especificamente em Nova York. O minimalismo tem por objetivo buscar a ess•ncia expressiva das formas abstratas e geomŽtricas. Pregava que a arte deveria existir por si mesma, livrando-se de todo e qualquer excesso e subjetivismo que poderia lhe desviar deste objetivo.

O desafio dos artistas desse movimento era destacar a for•a criativa inerente ao projeto art’stico desenvolvido. Usavam, para tanto, recursos tŽcnicos e estŽticos como cor, luz, alŽm de materiais diversos como, por exemplo, vidro, a•o acr’lico e tambŽm produtos industrializados. Os objetos art’sticos desse per’odo caracterizavam-se pela extrema simplicidade, cuja •nfase reduzia-se ao rigor expressivo das formas. Eram, em sua maioria, esculturas geomŽtricas, abstratas, muitas vezes de grande escala e feitas de materiais diversos.

Embora o minimalismo tenha come•ado na pintura, foi com a escultura que ganhou destaque. Poder’amos mesmo considerar que o objeto de arte minimalista localiza-se no terreno amb’guo entre pintura e escultura, n‹o se restringido aos limites cl‡ssicos destes dois campos de linguagem, mas indo alŽm deles.

escultura, uma escultura que dialoga com a ideia de ambiente de Allan Kaprow. Os minimalistas criavam ambientes atravŽs da ocupa•‹o do espa•o com suas esculturas, pois a eles interessava induzir o observador a interagir com as obras, experimentando-as e transitando por seus ambientes escult—ricos. Podemos assim identificar os projetos art’sticos minimalistas como prenunciadores do que posteriormente veio a ser denominado instala•‹o.

Relacionaremos agora as ideias propostas pelo minimalismo com a linguagem fotogr‡fica atravŽs de um artista, cujo trabalho ser‡ contemplado por n—s atravŽs de seu car‡ter fotogr‡fico. Referimo-nos ao artista minimalista Dan Flavin, cuja trajet—ria, permeada por objetos escult—ricos concebidos a partir da luz, nos permite relacionar este movimento da historia da arte com o universo da linguagem fotogr‡fica.

Fotografia Ž palavra de origem grega com o seguinte significado etimol—gico: phos Ð luz; graphien Ð escrita. ƒ, ent‹o, do ponto de vista, da ideia conceitual de fotografia

enquanto escrita com luz, que consideraremos o aspecto fotogr‡fico do trabalho de Dan

Flavin, destacando a import‰ncia essencial das rela•›es que se estabelecem entre a materialidade da luz, como elemento constitutivo, e o ambiente, como suporte art’stico. Estamos no campo da fotografia expandida!

Flavin ficou conhecido por perseguir as possibilidades art’sticas da luz fluorescente como material, com a qual cria espŽcies de esculturas de luz que lhe permitem explorar o espa•o e o ambiente. S‹o projetos de car‡ter geomŽtrico e extremamente formalistas. Usava, como matŽria-prima de seus trabalhos, produtos industrializados e comercialmente acess’veis, como lumin‡rias fluorescentes nos mais variados padr›es, tamanhos, formas e cores; e, com elas, por meio da luz emitida, criava intera•‹o entre os objetos que produzia e o espa•o expositivo, transformando os ambientes em espa•os pict—ricos.

Dan Flavin

O trabalho de Flavin, devemos enfatizar, Ž simultaneamente de simplicidade e sofistica•‹o profundas. Ë semelhan•a de Duchamp, ele escolhia um elemento comum e banal, uma l‰mpada, de uso cotidiano, para inseri-lo de forma poŽtica no universo da arte.

Embora os primeiros trabalhos de Flavin tenham sido expostos nas paredes, como se fossem pinturas de luz, desde cedo o artista j‡ explorava o espa•o, mesmo que de forma involunt‡ria, pois a luz Ž um elemento de dif’cil controle e delimita•‹o espacial, que invade e ilumina o espa•o expositivo, espalhando-se de forma desgovernada e transformando seu entorno num ambiente escult—rico feito de luz. Desta forma, Flavin desafiava os par‰metros convencionais com a utiliza•‹o de recursos inusitados, e articulando pintura, fotografia e escultura em seu fazer art’stico.

H‡ que se atentar, ainda, para as rela•›es sensoriais que estes trabalhos proporcionam. Ao caminharmos pelos ambientes de Dan Flavin, somos como que encantados pela irradia•‹o de luz, que, com toda sua cor, intensidade e sublimidade, espalha-se pelo local e nos envolve numa composi•‹o poŽtica e ambiental de tal forma inebriante que Ž capaz de nos deslocar de nossa realidade.

Benzer Belgeler