3. TURİZM VE TERÖRİZM İLİŞKİSİ
3.6. Dünyada Turizm Hedefli Terör Olaylarına Genel Yaklaşım
O uso da inseminação artificial (IA) na criação de cães, a partir do final da década de 80, experimentou um aumento considerável em popularidade a partir do momento em que os criadores passaram a entender as fascinantes possibilidades que a IA oferece e a contar com melhores resultados com o emprego de conhecimentos e técnicas para preparação do sêmen, detecção do estro e para a inseminação propriamente dita permitindo, assim, que um reprodutor
possa ser usado mesmo quando localizado a milhares de quilômetros da fêmea a ser inseminada e possa também ter seu germoplasma estocado em um banco de sêmen (Linde-Forsberg, 1991).
Em estudo utilizando 46 cadelas inseminadas com sêmen congelado, realizadas por meio de deposição intra- uterina não cirúrgica com auxílio de catéteres de metal e fixação abdominal da cérvix ou com catéteres plásticos por visualização direta por endoscópio, Wilson (1993) obteve taxa de prenhêz média de 80% com tamanho médio de ninhada de 5 filhotes. As inseminações foram realizadas duas vezes, intervaladas de 48h na maioria das cadelas, utilizando-se dose inseminante total entre 50 - 200 x 106 de espermatozóides ou, em função da motilidade pós-descongelação, dose inseminante variando entre 30 – 160 x 106 espermatozóides vivos normais.
A técnica da IA intra-uterina transcervical com auxílio do catéter de aço norueguês (20-50 cm de comprimento com um diâmetro de 0,5 a 1,0 mm na ponta), adaptado de Andersen (1975), citado por Linde- Forsberg (1991) e Nöthling & Volkmann (1993), é difícil de dominar e não pode ser utilizada em todas as cadelas, especialmente as de porte grande, obesas e bravias (Nöthling & Volkmann, 1993), como parece ser o caso de fêmeas da raça Fila Brasileiro.
Nöthling & Volkmann (1993) pesquisaram o efeito da adição de 7-10 ml de fluido prostático autólogo associado ao sêmen canino pós- descongelação depositado no fornix vaginal de 10 cadelas, com auxílio de uma pipeta plástica de IA bovina obtendo taxa de prenhêz de 100% e tamanho de ninhada médio de 5,2, resultado significativamente diferente quando comparado ao grupo controle também de 10 fêmeas, em que a taxa de prenhêz foi de 60% e a taxa de concepção de 2,4. Não foi possível determinar, no entanto, se tal diferença
foi atribuída aos constituintes do fluido prostático ou ao efeito físico do aumento de volume e decréscimo de viscosidade da dose inseminante. Ao expandir para 30 cadelas o uso do fluido prostático associado ao sêmen canino pós-descongelação depositado no fórnix vaginal, com auxílio de uma pipeta plástica de IA bovina, sendo 14 delas animais entre 25-35Kg, Nöthling et al., (1995) obtiveram 13 prenheses (92,9%) para o grupo com tamanho médio de ninhada de 5,6.
Fontbonne e Badinand (1993) utilizaram IA com sêmen congelado em 57 cadelas de várias raças tanto por deposição intra-vaginal como por deposição intra-uterina. Das 38 inseminadas por via intra-vaginal de uma a três vezes com auxílio da pipeta de Osíris (Osiris, I.M.V. Ltda), 20 (52,6%) ficaram prenhes apresentando tamanho médio de ninhada de 4,2 filhotes. Das 19 restantes, também inseminadas de uma a três vezes mas por via transcervical com auxílio de catéter de aço rígido, 14 (73,6%) conceberam gerando ninhadas com tamanho médio de 5,5 filhotes. Foram utilizadas apenas doses inseminantes com motilidade maior de 50% pós- descongelação sendo as IA intra- vaginais executadas em média 2,1 vezes e com número médio de 192 x 106 espermatozóides dotados de motilidade progressiva e as IA intra-cervicais 1,9 vezes com 132 x 106 espermatozóides apresentando motilidade progressiva pós-descongelação.
Finalmente, ao avaliarem as taxas de prenhêz por ultrassonografia em cadelas inseminadas nos dias 3 e 5 após o pico estimado de LH, com sêmen congelado depositado intra- útero ou intra-vaginal por diferentes técnicas não cirúrgicas (endoscópio rígido ou catéter Norueguês e catéter de Osiris, respectivamente), Rota et al. (1999) relataram uma taxa média de prenhêz de 84% (21/25) não ocorrendo diferença (P= 0,753) entre os locais de
deposição do sêmen (intra-uterina, 10/10; intra-vaginal, 11/15).
Enquanto os custos da inseminação (Nöthling et al., 1995) e da coleta em si podem ser moderados, ou até altos, os custos de armazenamento são baixos (Brem et al., 1984) e os fatores negativos associados à preservação in vivo, como
susceptibilidade a doenças ou mesmo catástrofes naturais, são reduzidos com os bancos de sêmen, uma vez que várias réplicas do mesmo material são preservados, sob ambiente controlado, assegurando a viabilidade da utilização das técnicas de IA com sêmen congelado principalmente por criadores profissionais e por entidades que visem a conservação de germoplasma de diferentes raças caninas.
RESUMO
Objetivou-se, com este estudo, genotipar e quantificar a variabilidade genética de 40 cães Fila Brasileiro registrados sob 20 diferentes afixos, distribuídos em 18 canis conservacionistas, de acordo com os padrões de morfologia e de temperamento propostos por Paulo Santos Cruz (Fila Brasileiro-PSC) para subsidiar a distinção entre Fila PSC, seus cruzamentos e outras raças para fins conservacionistas. Os animais com baixo grau de parentesco, de ambos os sexos, com idades que variaram de 3 meses a 8 anos, eram procedentes dos Estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná. O DNA de amostras de swabs bucais foi extraído e testado com 21 marcadores microssatélites recomendados pela
International Society for Animal Genetics em
2008 (ISAG-2008). Todos os locos apresentaram polimorfismo com o número de alelos variando de 3 (AHTk253) a 8 (AHT121), com média de 5,4±0,3 alelos e de 3,1±0,2 alelos efetivos na amostra estudada. O coeficiente de endogamia médio e o erro padrão estimados para a população foram 0,045 e 0,021, respectivamente. Os testes de parentesco foram capazes de excluir falsos padreadores e matrizes com 100% de acurácia. A análise bayesiana de estrutura genética (Structure, Pritchard et al., 2000) evidenciou que a amostra se subdividiu em duas populações (DeltaK=2). Os resultados da primeira pesquisa para a caracterização genética de cães Fila Brasileiro-PSC servem de subsídio para programas de conservação in vivo e in
vitro, especialmente quando associados
à inseminação artificial com sêmen congelado e ao uso estratégico de bancos de germoplasma.
Palavras-chave: Testes genéticos, raça Fila, DNA, Conservação, cães de raça.
ABSTRACT
This study aimed to genotype and quantify the genetic variability of 40 Fila Brasileiro breed dogs classified according to phenotypic standard of Paulo Santos Cruz, registered as 20 different bloodlines from 18 kennels to support the distintion between Fila PSC, their crosses and other breeds for conservacionist purpose. Male and female dogs ranging from three months to eight years old showing minimal relationship coefficient from Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo and Paraná States were used in the analyses. The DNA from oral swabs was extracted and tested with 21 microsatellite markers recommended by
International Society for Animal Genetics in
2008 (ISAG-2008). All the loci were polymorphic and the number of alleles ranged from 3 (AHTk253) to 8 (AHT121), average of 5.4±0.3 and 3.1±0.2 effective alleles in the sample. The estimated average endogamy coefficient and standard error were 0,045 and 0,021. The parentage tests excluded false sires with an accuracy of 100%. The genetic structure bayesian analyzis (Structure, Pritchard et al., 2000) showed a subdivision of the population (DeltaK=2). The result of this research on Fila Brasileiro-PSC dogs can support
in vivo and in vitro conservation
programmes, specially associated with frozen semen artificial insemination biotechnology and strategical use of germplasm banks.
Key-words: Genetic tests, Fila breed, DNA, Conservation, purebred dogs. Capítulo 2 – Experimento I
Caracterização genética de cães Fila Brasileiro por meio de marcadores microssatélites
2.1 – Introdução
Os programas de conservação de recursos genéticos animais em países latino-americanos são instáveis em razão da falta de políticas públicas e financiamento. Em termos de números, somente 55% das raças latino- americanas têm dados de população, e destas, 37% correm risco de extinção (Mariante e Fernandez-Baca, 1998), citados por McManus (2005).
Hetzel e Drinkwater (1992), citados por Egito et al. (2002), afirmaram que a quantificação da variabilidade genética medida por marcadores de DNA é instrumento importante para a realização de um programa de conservação e que as tecnologias que empregam DNA podem otimizar o processo. O estoque e utilização dessa informação no futuro, destacam quais populações devem ser incluídas em um programa de conservação e são capazes de identificar regiões do DNA responsáveis por características adaptativas.
Levantamentos históricos, realizados ao longo de 10 anos junto a tradicionais fazendeiros do estado de Minas Gerais e suas famílias, foram documentados por Van Damme (2005) efetivamente caracterizando a presença do Fila já com fenótipo definido no Estado desde meados do século XIX (1870), embora tenha sido reconhecido somente há cerca de 70 anos como raça pura pela Federation Cynologique
Internationale (Godinho, 2010).
Com a entrada do Fila para o cenário cinológico e, portanto, iniciado um processo antrópico de controle sobre os acasalamentos passíveis de registro, o Fila Brasileiro começou a experimentar o efeito gargalo, deriva e erosão genéticas e endogamia, tendo ameaçada sua variabilidade genética e preservação mesmo por parte de criadores conservacionistas que não dispunham e ainda não conhecem as corretas informações genéticas de seus plantéis geradas pelas ferramentas
genéticas e biotecnológicas. Tais eventos podem ter alterado a estrutura genética e as características raciais peculiares de determinadas populações da raça Fila, ratificando a importância da caracterização genética dessa raça- patrimônio genético.
Com o objetivo de iniciar a quantificação da variabilidade genética e o estudo da estrutura genética da raça Fila Brasileiro, com fins preservacionistas e de melhoria da criação cinotécnica, cães Fila Brasileiro-PSC foram genotipados por meio de marcadores microssatélites de DNA (ISAG, 2008) e os dados genéticos avaliados e descritos neste trabalho.
2.2 – Material e Métodos
2.2.1 – Animais e extração do DNA Foram genotipados 40 cães Fila Brasileiro registrados sob 20 diferentes afixos distribuídos em 18 canis conservacionistas, de acordo com padrões de morfologia e temperamento propostos por Paulo Santos Cruz (CAFIB, 1978), grupamento denominado neste trabalho como Fila Brasileiro-PSC. Os animais que foram usados na análise, de ambos os sexos e com idades variando entre 3 meses a 8 anos, apresentavam baixo coeficiente de parentesco e origem nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Rio de Janeiro, São Paulo e Paraná (figura 3).
Figura 3 – Fotos de alguns exemplares Fila Brasileiro-PSC genotipados neste estudo e mapa das áreas de coleta de DNA.
Amostras de células da mucosa oral, obtidas por swabs, foram enviadas ao Laboratório de Genética Animal da Escola de Veterinária da UFMG para arquivo permanente e o DNA foi extraído pelo protocolo adaptado da
Faculty of Veterinary Science – University of Pretoria (uso sob licença)
e congelado em freezer a -18ºC até sua incubação com o primer, amplificação, leitura e análise.
2.2.2 – Marcadores de DNA e amplificação
Foram utilizados 21 marcadores microssatélites do painel recomendado pela International Society for Animal
Genetics (ISAG-2008) para a
determinação de diversidade e parentesco da espécie (AHT121, AHTK253, AHTH171, INU030, REN169D01, FH2848, AHTH260, INU005, REN64E19, AHTK211, CXX279, FH2054, INRA21, REN54P11, AHT137, REN169O18, INU055, REN105L03, REN247M23, AHTH130 e REN162C04).
As regiões-alvo do DNA foram amplificadas por PCR† sendo os
† Termo-ciclador: PTC-100TM - Programmable
Thermal Controller, MJ Research, Inc.
produtos marcados com sondas fluorescentes‡. Os produtos da PCR foram analisados por eletroforese capilar e a leitura realizada por seqüenciador automático§ detectando a fluorescência das sondas. Os resultados foram visualizados com auxílio do software Genemapper® possibilitando determinar o tamanho dos alelos e realizar as análises descritivas de frequências alélicas e polimorfismos (diversidade genética) e a estrutura genética da população.
2.2.3 - Caracterização dos marcadores e da diversidade genética
As freqüências alélicas foram estimadas com auxílio do software GeneAlEx_6.4 (Peakall & Smouse, 2006). A heterozigosidade observada (Ho), por contagem direta, e a heterozigosidade esperada no equilíbrio (He), calculada para cada marcador, foi baseada na frequência dos dados.
A mensuração da variabilidade genética como a hetorozigosidade média, número de alelos e de alelos efetivos por locos, porcentagem de locos polimórficos, conteúdo informativo polimórfico por locos, índice de endogamia e probabilidade de exclusão de parentesco foram calculados também com auxílio do software GeneAlEx_6.4 (Peakall & Smouse, 2006).
O programa Computerization of
Chisquare for Hardy-Weinberg Equilibrium PE, PIC, Het, PS e MPR – Quickbasic Microsoft V 4.5,
desenvolvido por Domenico Bernoco em 1997 (uso sob licença), que toma como base as freqüências alélicas, também foi utilizado. Além das informações viabilizadas pelo GeneAlEx_6.4 (Peakall & Smouse, 2006), esse programa que foi desenvolvido a partir de trabalhos
‡ Applied Biosystems
§ Seqüenciador: ABI PRISMTM - 310 Genetic
publicados por Fisher (1951), Botstein et al. (1980), Jamieson (1994), Da e Lewin (1995), Fredholm e Wintero (1996) e Jamieson e Taylor (1997), citados por Rodrigues (2006), foi utilizado para determinar a probabilidade de dois indivíduos não aparentados possuírem o mesmo genótipo (MPR).
2.2.4 – Estrutura genética da população A estrutura genética da população foi investigada utilizando-se os softwares
Structure 2.2 (Pritchard et al. 2000) e Structure Harvester (Evanno et al.,
2005; Earl & vonHoldt, 2012). Foram realizadas dez corridas independentes [K = 1–6; com 50.000 interações de Cadeia Markov Monte Carlo (MCMC),
burn-in = 50.000], para estimar o
número mais provável de divisões dentro da população pelo Structure 2.2. O programa foi executado utilizando-se o modelo misto e considerando-se as freqüências de alelos correlacionados (Falush et al. 2003). Para apontar o número mais provável de subdivisões da população e gerar os gráficos correspondentes foi utilizado o software
Structure Harvester.
2.3 – RESULTADOS E DISCUSSÃO 2.3.1 – Caracterização dos marcadores e análise da diversidade genética de cães Fila Brasileiro-PSC
Todos os locos investigados foram amplificados com sucesso para a análise dos cães Fila Brasileiro-PSC avaliados. Todos os locos apresentaram polimorfismo sendo os marcadores, portanto, eficazes na amplificação das respectivas regiões-alvo do DNA desses animais. Em 12 animais (30%), no entanto, não houve amplificação da região-alvo para o marcador INU030, em cinco animais (12%) para AHTH260, em três (7%) para AHTK253, em dois (5%) para AHT121 e REN247M23 e em um cão para
AHTH171, REN64E19, REN54P11, REN169O18 e REN105L03 sendo que, em apenas cinco cães, observou-se a ausência de amplificação em mais de um locos.
O número médio de alelos amplificados por locos foi 5,3±1,4 e variou de 3 (AHTh253) a 8 (AHT121), com média de alelos efetivos por locos 3,1±0,8 variando de 2 (REN162C04) a 4,4 (AHTh260).
A quantidade e a descrição dos alelos amplificados em cada locos utilizado encontram-se resumidas na tab. 1.
Tabela 1 - Quantificação e descrição dos alelos amplificados em cada um dos 21 locos (ISAG-2008) utilizados para a caracterização genética de cães Fila Brasileiro-PSC
A variação das freqüências alélicas entre os cães Fila Brasileiro- PSC avaliados, para cada locos, foi quantificada e os alelos mais freqüentes, os segundos mais frequentes e ainda os menos freqüentes estão descritos na tab.2. N Locus NA 38 AHT121 8 37 AHTK253 3 39 AHTH171 7 28 INU030 4 40 REN169D01 7 40 FH2848 4 35 AHTH260 7 40 INU005 4 39 REN64E19 5 40 AHTK211 4 40 CXX279 6 40 FH2054 5 40 INRA21 5 39 REN54P11 5 40 AHT137 6 39 REN169O18 5 40 INU055 7 39 REN105L03 7 38 REN247M23 5 40 AHTH130 6 40 REN162C04 4
NA. = número de alelos por locus; N = animais com locus amplificados 119, 121, 123, 125, 127, 133 202, 204, 206, 208 160, 162, 164, 166, 168 208, 210, 212, 214, 216, 218, 220 231, 233, 235, 237, 239, 241, 243 266, 268, 270, 272, 274 152, 156, 160, 164, 168 95, 97, 99, 101, 105 238, 240, 242, 244, 246, 248, 252 222, 226, 232, 234, 238 131, 137, 139, 145, 147, 149 110, 124, 126, 132 139, 145, 147, 149, 153 81, 87, 89, 91 116, 118, 120, 124, 126, 130
Descrição dos alelos
80, 92, 94, 98, 100, 102, 104, 114 286, 288, 292 217, 225, 227, 231, 233, 235, 237 144, 146, 150, 152 202, 212, 214, 216, 218, 220, 222 236, 238, 242, 246
Tabela 2 - Descrição dos alelos mais e menos freqüentes em cada um dos 21 locos (ISAG-2008) utilizados para a caracterização genética de cães Fila Brasileiro-PSC Locus Al+freq. (%) 2ºAl+freq. (%) Al-freq. (%) AHT121 98 (39,5) 94 (19,7) 92 (2,6) AHTk253 288 (54,1) 292 (43,2) 286 (2,7) AHTH171 225 (55,1) 231 (32,0) 217* (1,3) INU030 150 (48,2) 152 (35,7) 146 (1,8) REN169D01 202 (58,7) 214 (18,7) 218 e 222 (1,2) FH2848 238 (35,0) 236 (32,5) 246 (5,0) AHTh260 242 (30,0) 248 (27,1) 244 (1,4) INU005 124 (50,0) 110 e 132 † 126 (12,5) REN64E19 147 (37,2) 153 (34,6) 139 (3,9) AHTk211 91 (60,0) 87 (21,2) 81 (1,2) CXX279 124 (55,0) 116 e 126 ₫ 118 e 130 (1,2) FH2054 164 (31,2) 156 (28,7) 152 (2,5) INRA21 105 (36,2) 101 (30,0) 97 (3,7) REN54P11 232 (57,7) 226 (16,7) 222 (3,8) AHT137 147 (47,5) 131 (25,0) 137 (1,2) REN169O18 168 (37,2) 160 (32,0) 164 (2,6) INU055 210 (38,7) 214 (21,2) 218 (1,2) REN105L03 241 (32,0) 239 (25,6) 233 (2,6) REN247M23 274 (48,7) 268 (17,1) 266 (2,6) AHTH130 133 (65,0) 125 (22,5) 123 (1,2) REN162C04 208 (63,7) 202 (30,0) 204 (1,2) † 110 e 132 (18,75%); ₫ 116 e 126 (20,0%)
Al+freq. - alelos mais frequentes; 2º Al+freq. - segundos alelos mais
frequentes; Al-freq. - alelos menos frequentes
* Alelos 217, 233 e 235 (1,3%)
A freqüência alélica mais alta, dentro de cada locos, foi 65% (alelo 133 do locos AHTh130), mesmo com outros cinco alelos possíveis nesse locos; e a menor 1,2% (alelos 218 e 222 do locos REN169D01; alelo 81 do locos AHTk211; alelos 118 e 130 do locos CXX279; alelo 137 do locos AHT137; alelo 218 do locos INU055; alelo 123 do locos AHTh130 e alelo 204 do locos REN162C04). Geralmente as menores freqüências foram observadas nos locos mais polimórficos e nos quais a amplificação foi possível em todos os animais testados.
Neste último caso, ficou demonstrado que há diversidade genética, mas essa baixa freqüência alélica em alguns marcadores suscita considerar a questão da possível perda de alelos pela deriva (estocasticidade na
formação dos gametas), ou outros gargalos que podem reduzir o potencial evolutivo e outras questões de adaptação e saúde relacionadas ao aumento da endogamia nesse grupamento, especialmente as características relacionadas à reprodução, como a diminuição da fertilidade (Frankham et al., 2008).
Os números de alelos efetivos por locos, os índices de informação de Shannon e os índices de fixação (endogamia) estão apresentados na tab. 3. Tabela 3 - Descrição do número de alelos efetivos, índice de informação e endogamia para cada um dos 21 locos (ISAG-2008) utilizados para a caracterização genética de cães Fila Brasileiro-PSC Locus Ne I F AHT121 4,30 1,71 0,11 AHTK253 2,08 0,79 -0,09 AHTH171 2,43 1,14 0,00 INU030 2,63 1,07 0,02 REN169D01 2,52 1,25 0,05 FH2848 3,27 1,24 0,03 AHTH260 4,44 1,63 0,19 INU005 2,98 1,23 0,06 REN64E19 3,38 1,34 0,24 AHTK211 2,29 1,00 0,20 CXX279 2,61 1,17 0,03 FH2054 3,81 1,41 0,05 INRA21 3,67 1,40 -0,07 REN54P11 2,59 1,22 0,04 AHT137 2,99 1,27 0,14 REN169O18 3,54 1,37 -0,07 INU055 3,98 1,56 0,00 REN105L03 4,23 1,61 -0,01 REN247M23 3,16 1,33 0,00 AHTH130 2,09 1,04 0,14 REN162C04 2,00 0,85 -0,10 Média 3,09±0,17 1,27±0,05 0,045±0,02
Ne = número de alelos efetivos; I = Índice de informação de Shannon; F = Índice de endogamia
I = -1* Σ (pi * Ln (pi)), onde pi é a frequência do iésimo alelo para a população; Σ pi² = a somado quadrado da frequência
alélica da população e Ln´= número de locus
O número médio de alelos efetivos por loco foi 3,1±0,8 e variou de 2 (REN162C04) a 4,4 (AHTh260) e a diversidade genética em cada loco (índice de Shannon) variou de 0,79 no loco AHTh253 a 1,71 no loco AHT121.
A endogamia média (F) encontrada para a população estudada foi 4,5% chegando a 24% (REN64E19) quando se considerou a avaliação individual de cada marcador. Em trabalho prévio realizado com uma população de 26 Filas Brasileiros-PSC, Felipe-Silva et al. (2008) encontraram índice F=0,029. O aumento do número de indivíduos avaliados favoreceu a detecção de mais um alelo em seis marcadores e de mais dois alelos em três marcadores em relação àquele trabalho provavelmente melhorando a acurácia.
As heterozigosidades observadas e esperadas e a probabilidade de exclusão de parentesco estão resumidas na tab. 4.
Tabela 4 – Heterozigosidades esperadas e observadas e probabilidades de exclusão de parentesco simples e acumuladas, para os 21 locos (ISAG- 2008) utilizados para a caracterização genética de cães Fila Brasileiro-PSC
Os locos AHTH171 e AHTh260 (P<0,001), AHTk211 e REN54P11 (P<0,05) não estavam em equilíbrio de Hardy-Weinberg, sendo que para todos os demais locos não houve diferença (P>0,05) entre as freqüências observadas e as freqüências esperadas.
As probabilidades de exclusão de parentesco (PEP) para cada locos variaram de 0,33 (AHTk253) até 0,77 (AHT121) sendo que para o menor valor de diversidade genética (I = 0,79 no marcador AHTk253) observou-se a menor PEP (0,33), assim como para o maior valor de I (I = 1,71 no marcador AHT121) observou-se a maior PEP (0,77) correspondente.
A probabilidade de exclusão de parentesco acumulada (PEPAc.) considerando-se as análises genéticas de ambos os pais foi 100%. Para esse grupo, considerada a reduzida endogamia e o tamanho da população amostrada, a partir do uso combinado de apenas seis dos 21 marcadores, a PEPAc atingiu 100% demonstrando a eficiência dos marcadores na distinção de parentesco de indivíduos com absoluta precisão. No entanto, em populações maiores e mais endogâmicas, é necessário maior número de marcadores para atingir tal eficiência.
Já a probabilidade de dois indivíduos não aparentados possuírem o mesmo genótipo foi MPR=1 em 2,93-17. 2.3.2 – Estrutura Genética
A análise de estrutura genética bayesiana do Structure Harvester
apontou uma subdivisão da população avaliada neste trabalho. O modelo que mais se ajustou para a explicação das freqüências alélicas observadas foi o modelo com número de subpopulações igual a dois (DeltaK=2). O gráfico representativo das distribuições genotípicas dos Filas Brasileiros-PSC avaliados neste trabalho é apresentado na fig.4. He Ho PEP PEPAc. AHT121 0,77 0,68 0,77 0,74 AHTk253 0,52 0,57 0,33 0,84 AHTH171 0,59 0,59 0,49 0,95 INU030 0,62 0,61 0,49 0,98 REN169D01 0,60 0,58 0,58 0,99 FH2848 0,69 0,68 0,58 1,00 AHTh260 0,77 0,63 0,75 1,00 INU005 0,66 0,63 0,60 1,00 REN64E19 0,70 0,54 0,63 1,00 AHTk211 0,56 0,45 0,47 1,00 CXX279 0,62 0,60 0,54 1,00 FH2054 0,74 0,70 0,67 1,00 INRA21 0,73 0,78 0,66 1,00 REN54P11 0,61 0,59 0,58 1,00 AHT137 0,67 0,58 0,58 1,00 REN169O18 0,72 0,77 0,65 1,00 INU055 0,75 0,75 0,72 1,00 REN105L03 0,76 0,77 0,73 1,00 REN247M23 0,68 0,68 0,64 1,00 AHTH130 0,52 0,45 0,46 1,00 REN162C04 0,50 0,55 0,37 1,00 He: Heterozigosidade esperada; Ho: Heterozigosidade observada; PEP: probabilidade de exclusão de parentesco por locus (dois pais avaliados); PEPAc.: probablidade de exclusão
O gráfico de barras apresenta uma clara distribuição da população em duas subpopulações onde há máxima variação genética entre o animal 36 (vermelho) e o 15 (verde). O animal 29 representa o máximo de varibilidade genética dentro da população com aproximadamente 40% e 60% das freqüências alélicas relacionadas às subpopulações representadas nas cores verde e vermelha, respectivamente.
A quantificação da variabilidade genética medida por marcadores de DNA neste trabalho constitui-se em importante ferramenta para a realização de um programa de conservação e orientação de acasalamentos.
As análises demonstraram que há entre 3 e 8 alelos por locos e que as freqüências alélicas baixas em alguns marcadores, assim como índices de endogamia de até 24%, podem acarretar perdas de alelos e, consequentemente de variabilidade por deriva genética.
Em contraste ao histórico de problemas relacionados à fidedignidade de registros em pedigrees desses animais (Acervo..., 2012), a genotipagem e avaliação genética demonstraram ser 100% eficientes para a exclusão de parentesco e para a identificação genética de indivíduos, o que abre uma perspectiva de trabalhos de orientação aos criadores na seleção de seus reprodutores.
Assim, criam-se possibilidades de indicações de acasalamentos a serem realizados de forma a permitir, com maior grau de acurácia, tanto a fixação de alelos raros como a redução da endogamia em alelos específicos, ou ainda redução da endogamia geral em