2. BÖLÜM: Reklam Kavramına Genel Bir Bakış
2.2. Reklamın Tarihsel Gelişimi
2.2.1. Dünyada Reklamın Gelişimi
A primeira crítica é a de que os princípios partem dos pressupostos que não são, necessariamente, universais (igualdade e liberdade), pois há sociedades contemporâneas que talvez privilegiem outros valores sobre estes.
112 RAWLS, op. cit., 2002. p. 31. 113 Ibid., p. 40.
A segunda crítica é que a Teoria de Justiça de John Rawls não é para ação das pessoas no seu dia a dia, mas sim para que sejam criadas e avaliadas as instituições políticas e sociais.
A terceira crítica é em relação àqueles que opõem valores éticos mínimos como a dignidade da pessoa humana. Segundo os críticos, tais valores representariam o mínimo ético que deveria ser observado por toda e qualquer sociedade. Porém, Rawls sustenta que, na posição original, as pessoas não teriam ainda senso moral quanto a qual aos seus objetivos. Além disso, ele evitou utilizar princípios que poderiam ser contestados, recusando outros valores. E, ainda segundo o seu pensamento, embora os princípios de justiça não sejam fundamentados na dignidade da pessoa, podem ser usados para interpretá-la.
Um quarto tipo de crítica tem como objeto a situação da posição original, seja porque é uma situação puramente hipotética utilizada por Rawls como equivalente ao Estado de Natureza, seja porque ela parte de alguns pressupostos de igualdade entre as pessoas e de um processo de escolha democrático e com chances iguais para todos. Esta crítica é parcial, pois a posição original é um argumento instrumental desnecessário, já que a estrutura dos princípios de justiça elaborados por Rawls seriam uma decorrência necessária da racionalidade. Apesar disso, outras circunstâncias, situações e problemas específicos podem levar a outras teorias da justiça decorrentes da racionalidade; ou seja, não é evidente que dessa posição original de Rawls surgiriam os princípios por ele deduzidos.114
A escolha dos princípios decorrentes da posição original depende de fatores políticos, ou seja, de como a sociedade se organizaria e funcionaria; bem como da ideologia do teórico. Assim, a Posição Original poderia gerar resultados diferentes, surgindo, por exemplo, o Estado Mínimo (Nozick115), o Utilitarismo ou o Seguro de saúde e social (Dworkin116).
Um quinto tipo de crítica é o fato de que uma teoria “ex ante” aplicável a sujeitos abstratos não representa uma teoria da justiça “ex post”, que seria tomada por sujeitos concretos e reais, até porque as escolhas e julgamentos racionais não podem ser feitos por quem ignora a existência dos demais.
A teoria da justiça de Rawls tornou-se uma das obras centrais da filosofia política contemporânea, sendo alvo de muitos comentários, críticas, aperfeiçoamentos ou desdobramentos. Dentre as concepções críticas e rivais do liberalismo igualitário estão o libertarismo, o comunitarismo, Habermas117 e o Republicanismo.
114 FORST, Rainer. Contextos da justiça. Tradução Denilson Luis Werle. São Paulo: Boitempo, 2010. p. 14. 115 NOZICK, Robert. Anarquia, estado e utopia. Tradução Ry Jungmann. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1991. 116 DWORKIN, Ronal. Levando os direitos a sério. Tradução Nelson Boeira. São Paulo: Martins Fontes, 2002. 117 HABERMAS, Jurgen. Direito e democracia entre facticidade e validade. Trad. Flávio Beno Siebeneichler.
O Libertarismo é a filosofia política que tem como fundamento a defesa da liberdade individual, da não agressão, da propriedade privada e da supremacia do indivíduo. É formado pelos os defensores do capitalismo anárquico sem qualquer restrição ao mercado e as demais liberdades. Nessa filosofia preconiza-se a liberdade de todos os aspectos. Defendem a vigência exclusiva da ideia de liberdade negativa como o princípio básico das ideias liberais, qual seja, a não interferência do Estado na vida privada; condenam a ênfase de Rawls à igualdade como potencialmente autoritário. Seu principal expoente é o filósofo Robert Nozick e os princípios desta teoria são similares à teoria econômica do liberalismo.
Os comunitaristas, por sua vez, discordam da visão individualista e atomista do método contratualista. Defendem a inserção do indivíduo no coletivo (comunidade) e a superioridade da moral e da ética sobre a mera justiça procedimental. Trata-se, o comunitarismo, de um conceito político, moral e social que surge em oposição a determinados aspectos do individualismo. Sua ideologia, porém, não é contrária ao liberalismo, mas centra seus interesses nas comunidades e na sociedade e não no indivíduo, como o liberalismo faz. Somente por meio da comunidade é possível se construir um mundo melhor e mais ético. Estes autores recorrem especialmente às ideias clássicas de Aristóteles e de Hegel, defendendo a retomada dos ideais gregos de participação cívica e pública nas decisões coletivas, a chamada liberdade positiva. Seus principais representantes são: Charles Taylor,118 Michael Sandel119 e Alasdair MacIntyre.120
Habermas,121 ao criticar Rawls, defende uma concepção kantiana de democracia deliberativa. Os princípios e a estrutura básica da sociedade devem ser definidos pelos indivíduos através de um processo democrático radicalmente aberto ao diálogo e ao entendimento. Seus atores fundamentais são os movimentos sociais e organizações da sociedade civil.
Por fim, o Republicanismo defende uma síntese entre os ideais liberais clássicos de proteção da liberdade subjetiva e da visão democrática de envolvimento coletivo nas decisões políticas. As raízes desta teoria estão nas obras romanas clássicas de Cícero, Políbio, Salústio, Tito Lívio. Outro momento fundamental da tradição republicana são as obras do movimento chamado humanismo cívico que vigorou durante a renascença italiana e
118 TAYLOR, C. Hegel e a sociedade moderna. São Paulo: Loyola, 2005.
119 SANDEL, Michael. O liberalismo e os limites da justiça. Tradução de Carlos Pacheco do Amaral. Lisboa:
Calouste Gulbenkian, 2005.
120 MACINTYRE, Alasdair. Depois da virtude. Tradução Jussara Simões. Revisão Helder Buenos Aires de
Carvalho. Bauru: EDUSC, 2000.
que teve como seu principal expoente foi Nicolau Maquiavel.122 Durante os séculos XIX e XX o Republicanismo ficou em segundo plano, ganhando um espaço significativo nas últimas décadas no pensamento político contemporâneo. A razão desse retorno deve-se ao fato de ser visto como uma alternativa ao debate entre liberalismo e comunitarismo, como um recurso capaz de superar a despolitização e a fragilização do laço social atual, retomando o engajamento cívico, o sentido do bem comum e a responsabilidade coletiva.
Contudo, apesar de todas as críticas sobre os princípios de justiça e a tentativa de construção de uma teoria, historicamente falando, a obra de Rawls fez renascer o interesse da Filosofia Política sobre a questão da Justiça e suscitou debates consistentes sobre o tema.