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2.4. İLGİLİ YURTİÇİ VE YURTDIŞI ÇALIŞMALAR

2.4.1. Dünya’da Yapılan Çalışmalar

Uma proposta para a 13ª Diretiva sobre o direito societário e regulação das ofertas públicas foi apresentada, em 19 de janeiro de 1985, pela Comissão Europeia ao Conselho da União Europeia e ao Parlamento Europeu383. Em seu Livro Branco sobre a conclusão do mercado interno, de 1985, a Comissão demonstrou a necessidade de se unificarem as legislações dos Estados-Membros quanto às ofertas públicas de aquisição384. A referida proposta foi considerada como um texto ambicioso e excessivamente detalhado, visando à uma verdadeira unificação das legislações. Alguns Estados-Membros se mostraram reticentes com relação ao texto em questão, tendo sido esse primeiro projeto abandonado.

A Comissão, em fevereiro de 1996, apresentou uma segunda proposta de Diretiva nº 2004/25/CE, a qual previa, sobretudo, princípios gerais, cabendo aos Estados-Membros a implantação e a aplicação de tais princípios. Em uma primeira análise, a proposta em questão foi aprovada tanto pelo Parlamento Europeu como pelo Comitê Econômico e Social. Entretanto, foi rejeitada, num outro momento, pelo Parlamento, o que demonstra o aspecto político da Diretiva em questão, bem como o caráter sensível do assunto por ela tratado. A questão mais polêmica se referia ao fato de os administradores serem obrigados a obter a autorização dos acionistas antes de decidirem sobre a adoção de técnicas de

383 JOCE, de 14 de março de 1989, C 64, p. 8.

384Nesse sentido, afirma a Comissão Europeia: “Il y a également lieu d’améliorer l’usage qui est fait de

certaines procédures comme les offres d’actions au public pour remodeler la structure des participations dans les entreprises, puisque les règles actuellement en vigueur dans ce domaine varient très largement d’un pays à l’autre. Ces opérations devraient également être rendues plus attrayantes. On pourrait y parvenir en exigeant un minimum de garanties, notamment en ce qui concerne l’information à communiquer aux intéressés, tandis que les Etats membres resteraient libres de fixer la procédure de surveillance de ces opérations et de désigner les autorités auxquelles seraient confiés les pouvoirs de surveillance. Une proposition sera faite en ce sens en 1987 et les décisions nécessaires devraient être prises pour 1989” (Disponível em: <http://europa.eu/documents/comm/white_papers/pdf/com1985_0310_f_fr.pdf>, p. 35. Acesso em: 26.05.11). Tradução livre: “Há também a necessidade de melhorar a utilização de certos procedimentos, tais como as ofertas de ações ao público, a fim de reformular a estrutura da participações nas empresas, já que as regras atualmente em vigor variam muito de um país para o outro. Devem, ainda, tais operações ser mais atraentes, o que poderia ser conseguido, exigindo garantias mínimas, notadamente com relação à informação a ser comunicada aos interessados, ficando os Estados-Membros livres para fixar o procedimento de supervisão das operações e para designar as autoridades às quais seriam confiados os poderes de fiscalização. Uma proposição será feita nesses termos em 1987 e as decisões necessárias devem ser tomadas em 1989”.

defesa contra OPA hostil (princípio da neutralidade dos administradores)385. Alguns deputados europeus temiam que tal regra impedisse a companhia visada de se defender corretamente386.

Uma terceira proposta de Diretiva foi apresentada em 2002387, pela Comissão, seguindo recomendações de um groupe d’experts de haut niveau dirigido pelo Professor Winter. Esse grupo tinha como objetivo: a manutenção do alto padrão de proteção aos acionistas; a definição, nas ofertas obrigatórias, do preço justo a ser pago; a introdução do procedimento de aquisição de ações de acionistas remanescentes após a oferta.

Depois de algumas adaptações, visando, principalmente, a tornar algumas de suas disposições mais flexíveis388, a proposta foi finalmente aprovada, em 21 de abril de 2004, gerando a Diretiva nº 2004/25/CE.

385 Erik Frederico Oioli aponta que, em uma segunda análise, foram identificados três principais problemas, a

seguir indicados: “(i) falta de harmonização da legislação de Estados membros da UE; (ii) introdução do princípio pelo qual os acionistas deveriam decidir sobre a adoção de técnicas de defesa (também conhecido como princípio da neutralidade dos administradores); e (iii) ausência de medidas específicas para proteção dos empregados nas takeovers bids” (OIOLI, Erik Frederico. Oferta pública de aquisição do controle de companhias abertas. São Paulo: Quartier Latin, 2010, p. 111).

386 TEHRANI, Adrien. Les clauses de préemption et la directive 2004/25/CE du 21 avril 2004

concernant les offres publiques d’acquisition: contribution à l’étude des restrictions au transfert des titres de sociétés cotées. Paris, 2005. Mémoire d’admission DESS de droit des affaires – DJCE. Université Paris II. Disponível em <mja-paris2.webs.com/MEMOIRES%202005/Adrien_TEHRANI.doc>, p. 8. Acesso em: 26.05.11.

387 Proposta de Diretiva, datada de 02.10.2002, JOUE, de 25 de fevereiro de 2003.

388 Isso se refere, sobretudo, à delicada questão da adoção de técnicas de defesa contra OPA hostil. A

tentativa em questão criticada por muitos autores, já que, em razão dela, a tão desejada harmonização das legislações restou, de certa maneira, prejudicada. Assim afirmam Anne Maréchal e Alain Pietrancosta: “Résultat d’une négociation longue et tumultueuse, la directive communautaire doit son salut, on le sait, au compromis trouvé sur la délicate question des défenses anti-OPA. Tenant compte de l’hostilité de nombreux États membres au ‘désarmement’ de leurs entreprises programmé par les articles 9 et 11 du projet de directive, eu du risque notamment de son unilatéralité face à des entreprises extra-communautaires jugées mieux dotées, ce compromis, proposé en juin 2003 par la délégation portugaise et adopté en octobre suivant par la présidence italienne, aboutit au système de ‘double option’ inscrit à l’article 12 du texte final, baptisé ‘arrangements facultatifs’. Appauvrissant la portée obligatoire, et donc l’ambition harmonisatrice, de la directive sur ce sujet capital, un dispositif ‘à la carte’ ou à ‘géométrie variable’ innovant et complexe, est institué, qui renvoie largement à l’appréciation des États membres et, subsidiairement, à celle de leurs sociétés ressortissantes” (MARÉCHAL, Anne; PIETRANCOSTA, Alain. Transposition de la Directive OPA: des incertitudes entourant le recours à la “clause de réciprocité”. Bulletin Joly Bourse, Paris, 2005, p. 797). Tradução livre: “Resultado de uma negociação longa e tumultuada, a Diretiva da UE foi finalmente aprovada graças ao compromisso sobre a delicada questão das defesas anti-OPA. Considerando a hostilidade de diversos Estados-Membros com relação ao ‘desarmamento’ de suas empresas programado pelos artigos 9 e 11 do projeto de diretiva e do risco, notadamente, de sua unilateralidade face às empresas extracomunitárias julgadas melhor dotadas, mencionado compromisso, proposto em junho de 2003 pela delegação portuguesa e adotado em outubro do mesmo ano pela presidência italiana, conduziu a um sistema de ‘dupla opção’ constante do artigo 12 do texto final, batizado de ‘acordos facultativos’. Empobrecendo o caráter obrigatório e, pois, a ambição de harmonização da diretiva sobre esse assunto fundamental, um dispositivo ‘à escolha’ ou à ‘geometria variável’ inovador e complexo foi instituído, possuindo os Estados-Membros e, subsidiariamente, suas sociedades importante margem de apreciação”.

Serão estudadas as principais regras sobre a OPA na UE, bem como a transposição da citada Diretiva, no direito francês.

Benzer Belgeler