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Dünya ve Türkiye’de Engelliler Üzerine Yapılan Çalışmalar Dünyadaki GeliĢmeler

7. Travmatik Nedenli Merkezi Sinir Sistemi Yaralanmaları: Çoğunlukla trafik kazası, yüksekten düĢme, ateĢli silah yaralanmaları gibi kazalar sonucunda oluĢmakta ve sinir

1.4. Dünya ve Türkiye’de Engelliler Üzerine Yapılan Çalışmalar Dünyadaki GeliĢmeler

a) Ao final da produção os participantes foram convidados a colarem os seus textos em um mapa gigante que foi pendurado a parede.

Fonte: arquivo pessoal/Fotografia de membro da equipe não identificado.

Abaixo, entre os quinze textos criados, analisamos àqueles que nos pareceram mais pertinentes.

1) “A cidade é metrópole, grande, gigantesca. Quantos passos teria que dar para percorrê-la? Quantas ruas, avenidas, caminhos e descaminhos?A cidade é

grande, mas daqui da minha janela, situada no andar mais alto da minha consciência ela cabe em um único olhar.A cidade se transforma a cada instante, caldeirão efervescente de culturas que se misturam, pessoas que se misturam, televisão que iguala.A cidade é grande e não cabe em um único pensamento. São tantas paisagens e personagens e histórias juntadas em um verbete cidade. Cidade de todos, que tem cada um sua idéia, na vivência de cidade. Uma cidade de cidades. Mas tem cidadãos? Caminhando pelas ruas, são becos. Achatados de um lado e de outro por frios muros e paredes frias, concreto.Abaixo: o asfalto, os buracos no asfalto. Acima, o céu que opaco limita a visão. A cidade caixote, dormitório oprime,liberta!Liberta porque os olhos podem ver para além, podem ver para dentro e conduzir o pensamento, a imaginação. O artista está dentro de casa, pela janela contempla, olha e vê. Faz o movimento de dentro pra fora, de fora pra dentro. Desmancha, reconstrói. Outros acompanham, só precisam de um estímulo. A arte encontrando, desencontrando o seu caminho se re- significa na sua ação que também é a ação /reação do outro.A janela se abre, a alma se abre e abraça a cidade, o mundo em um único abraço”.(Wilton Amorim)

2) Centro de quê? periferia de quê? lugares e espaços. O espaço físico: cada vez mais uma abstração que remete a outros tipos de espaço, que são condicionados por outros tipos de relação, de variáveis.O espaço simbólico – pertencimento ligado por fios do desejo.

A moldura do meu olhar = A moldura de um quadro =

A moldura da janela = A moldura da arte =

A moldura que é abolida e o nosso encontro é a própria arte, (e também a arte do encontro).

Qual a latitude e a longitude do nosso desejo? quais são as coordenadas desse encontro?

da minha janela eu vejo: Deleuze e Milton Santos

Mapa Mundi e Teixeira Coelho Araraquara e New York

Tókio e Sorocaba Deus e o Chupacabra

VIVA A DIFERENÇA, O PERCURSO. (Elisa Band – Ceu Cidade Dutra)

“Uma experiência que tive este ano, ao sair pelas ruas do jardim Nardine, acompanhada por integrantes de um grupo que oriento: Ruas amplamente vazias próximas às grandes empresas que sistematicamente ocupam resquícios de Mata Atlântica do entorno (quase fora de São Paulo). Locais que já foram o quintal daqueles jovens quando crianças – árvores, campinho de futebol improvisado, bichos, terra – tudo vinha à tona ao observar aquelas ilhas de concreto, enquanto ouvia a narrativa deles. Na próxima esquina, tudo completamente diferente, várias pessoas, de todas as idades e tipos nas ruas, nas janelas, nas lajes, um ambiente completamente coletivo, acolhedor e ao mesmo tempo misterioso. Olhos voltados para dentro e para fora. Um vão entre uma casa e outra, de repente uma escadaria sinuosa que levava a uma série de outras construções, ruas quase praças, um interior pulsante envolvido por uma muralha de outras casas. Separei-me com uma arquitetura quase ininteligível, com a qual os meus orientandos estavam absolutamente acostumados e transitavam com naturalidades naquele labiríntico. O que talvez, pensando agora, não seja tão diferente do lugar onde moro, da paisagem que vejo e vivencio no bairro da Mooca. Um lugar também sinuoso e obscuro, com muitos resquícios da coletividade evidente no jardim Nardine – afinal, um bairro eminentemente italiano, festivo e religioso. Onde os resquícios de natureza estão ilhado sem parques e massacrados por imensos galpões industriais.(Denise Rachel -Ceu Vila Atlântica)

“Há algum tempo estive em Olinda. Ao contrário da idéia de cidade dormitório, onde nada acontece durante o dia, vi acontecer um silêncio que em São Paulo não se atinge, vi acontecer um horizonte sem fim do alto do morro. Vi acontecer sol puro em uma atmosfera cheia d‟água. Moro aqui em São Paulo, no bairro do Bixiga, em

uma rua que se divide em duas: até um pedaço é rua dos ingleses e não tem ninguém brincando na rua. Noutro pedaço, as calçadas são ponto de encontro (Rua Dr. Luiz Barreto). Neste, noto pessoas com menos pressa. Eu queria a falta de pressa. O tempo de observar, de conversar com você, de te falar o que fiz ontem, de olhar pra você e não sentir nada ou poder sentir e não precisar dizer. (Bárbara Campos – Ceu Campo Limpo)

3.9. A última análise

Nos textos selecionados acima existe uma análise subjetiva da cidade de São Paulo colocada “em comum”, significado etimológico, inclusive, da palavra “comunicar”. (Cf. H.Laborit apud Santos, 2008).

Percebemos pelos textos apesar e pela escrita subjetiva, que os antagonismos e a heterogeneidade da cidade são elementos pulsantes de todo o material.

Podemos então falar de uma “proximidade geográfica” a partir destes discursos, visto que, se recuperarmos a ideia de rede e dos diversos pontos entrelaçados que a constitui poderemos perceber que essa proximidade não se dá tão somente pela medição pura e simples das distâncias entre um ponto e outro, mas da intensidade e da totalidade das relações existentes entre esses pontos. O Vocacional , a partir e pela dimensão simbólica de sua atuação no espaço concreto, cria zonas de afetividade e solidariedade, que podemos denominar de “densidade social” (Cf. J. Duvignaud apud Santos, 2008) já que tem provocado o encontro entre homens nos mais diversos equipamentos da cidade. Ao mesmo todas essas pequenas áreas espalhadas , onde as dimensões objetivas e subjetivas do Homem são material de criação, demonstram que “o território compartido impõe a interdependência como práxis” (Santos, 2008), necessitando de uma dimensão global da ação, que não exclui essa “condição de vizinhança” (Sartre apud Santos, 2008) criada pelo Projeto.

O Vocacional em São Paulo tem evidenciado a partir dos seus mais diversos pontos de atuação a dimensão humana contida na cidade, território imenso, em tamanho e complexidade. Enormes também são os desvios sociais contidos nela,

mas não se pode negar que numa metrópole onde grandes deslocamentos são necessários, onde situações de renda são diversas e as situações culturais múltiplas, existe uma riqueza absoluta no que tange a dimensão humana, pelo multiculturalismo, pelas experiências heterogêneas, mas acima de tudo pela possibilidade de encontro entre as diferenças e os diferentes.

Na constituição do Vocacional, cria-se, deliberadamente, uma rede simbólica a partir das linguagens artísticas, por onde migram ideias, imagens, saberes.Acontece um intercâmbio efetivo e cria-se um lugar, em vista de sua dimensão humana e transformadora tão evidente.

O papel do artista-orientador é fundamental na medida em que a ele cabe a articulação de todos os materiais evidenciados aqui. Mas cabe ao Projeto, na figura de seus coordenadores, criarem os espaços para a comunicação entre os agentes do processo. O lugar não se cria se partirmos da idéia de muralhas, de proteção ao que está dentro em relação ao que está fora, evidenciar o seu aspecto de porosidade. Deixar que uma idéia, uma experiência o atravesse, não quer dizer que isso alterará o que se carrega como história, como cultura.

Por este motivo no primeiro capítulo citei a relação “protecionista” estabelecida do Vocacional com as aldeias guarani de Parelheiros. Foi feita uma escolha, onde muralhas foram erguidas e onde desconsideramos que o que a metrópole possui no entorno da aldeia é tão cultura quanto o que a aldeia possui. Não é o caso de analisar se as abordagens pedagógicas podiam ser umas ao invés de outras, não seria possível isso, a não ser que tivéssemos evidenciado ao coletivo o que houve ali. Mas, a nossa análise está nos motivos pelos quais escolhemos excluir esse coletivo dos debates relativos à inserção global do Projeto na cidade. Tão acostumados ficamos em tratá-los com um núcleo singular e separado que sequer consideramos inserir nos Fórus I e II temas que discutissem a matriz indígena na constituição da cidade.

3.10.

QUADRO 2 – A ESCUTA SENSÍVEL – Ver o Invisível – o

artista-orientador: provocações, desafios e equívocos.

Equipe: Luciana Schwinden, Cris Lozzano, Claudia Alves, Melissa Panzutti, Mara Heleno e Tadashi Kawano

Local: Cine Olido.

Disponibilizamos chá, almofadas e colchonetes para tornar o espaço agradável e acolhedor.

Quinta-feira, 20 de setembro de 2007. Foco da mediação: O olhar do artista-orientador para o Vocacional.

O encontro foi dividido em três momentos:

1) O Olhar e a escuta:

a) Contemplação (silenciosa) de fotos dos vocacionados e imagens de pessoas

comuns (fotografias e pinturas de autores diversos, especialmente obras de autores impressionistas). Durante 20 minutos ocorreu a contemplação, sem instruções feitas pela equipe.

b) Leitura de texto de Mikhail Bakhtin: “A atitude do receptor”. Cópias

foram distribuídas a cada um dos participantes, que tiveram 15 minutos para leitura individual.

c) Leitura coletiva: o grupo de participantes foi convidado a fazer leitura coletiva

do texto, em roda.

(d) As Perguntas: o grupo participante foi convidado a elaborar questões

(individualmente) a partir das seguintes instruções:

Que pergunta você faz diante do que você vê (imagens e textos)? e /ou

Que pergunta você se faz diante do que você vê no vocacionado?

Após 15 minutos disponibilizados para a atividade, os participantes depositaram as suas questões numa urna de vidro.

Benzer Belgeler