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Dünya Petrol Fiyatlarının Önemli Tarihi Aşamaları

1.6 PETROL FİYATININ SEYRİ

1.6.1 Dünya Petrol Fiyatlarının Önemli Tarihi Aşamaları

O modelo adotado pelo legislador brasileiro através da Lei n.º 12.441/2011, na qual é denominado Empresa Individual de Responsabilidade Limitada – EIRELI, é o primeiro

5 A doutrina quase unânime considera que a empresa é a atividade, o estabelecimento é o complexo de bens

organizado para o exercício da atividade e o empresário ou sociedade empresária é a pessoa (física ou jurídica) que explora a atividade. Observa-se, entretanto, que na matéria em debate o tema se torna obscuro, uma vez que se intenta personificar organismos que nunca foram admitidos como sujeitos de direito. Disto surgem as dúvidas sobre estarem-se personificando a empresa (atividade) ou o estabelecimento (complexo de bens), e também as diferentes nomenclaturas para uma mesma fórmula. Em verdade, crê-se que os conceitos já estabelecidos não parecem comportar satisfatoriamente a personalização de outro ente que não o empreendedor ou a sociedade.

que será estudado. Esta forma caracteriza-se pelo destacamento de um patrimônio em separado destinado à atividade empresarial que receberia autonomia e personalidade jurídica própria.

Através deste modelo, transforma-se uma universalidade de fato (de acordo com o art. 90 do Código Civil, “a pluralidade de bens singulares que, pertinentes à mesma pessoa, tenham destinação unitária”) – aqui, os bens do empresário individual destinados ao negócio – em universalidade de direito, definida no art. 91 do CCB como “o complexo de relações jurídicas, de uma pessoa, dotadas de valor econômico”. Trata-se de fenômeno semelhante às fundações, porém, neste caso, a universalidade teria claro intuito de lucro e continuaria ligada a quem a instituiu, o empreendedor.

É a estrutura defendida por Romano Cristiano (1977, pp. 152-153) para solucionar o problema do empresário individual. Aduz o autor que, após a outorga, pelo ordenamento, de personalidade jurídica às sociedades empresárias, o próximo passo na evolução histórica seria o reconhecimento de que o capital sobrepôs-se à pessoa do sócio, e isto se daria com a personificação do patrimônio. Ele prossegue:

[...] Esse problema só será resolvido quando se conceder personalidade jurídica à empresa em si, sem que se tome em consideração a pessoa de seu proprietário, ou melhor, reduzindo-se a figura do proprietário a mero elemento da própria empresa. Aliás, tal coisa deverá acontecer, mais cedo ou mais tarde, uma vez que o direito não pode ficar por muito tempo “divorciado” da realidade, base indiscutível de qualquer ordenamento jurídico, em sentido geral, isto é, naquilo que representa a tendência predominante do grupo social respectivo. Afinal, o ordenamento jurídico existe para que o grupo social viva melhor e deve ser ele, portanto, a se adaptar ao grupo, nunca o contrário. Por esse motivo, o ordenamento jurídico deve acompanhar as mudanças, podendo fazê-lo lentamente, para que a nova realidade se consolide.

Com a empresa aconteceu justamente assim. Na realidade, alcançou posição ímpar, tornando-se uma nova pessoa e absorvendo a figura de seu proprietário individual ou social. Cabe, agora, ao direito adequar-se a essa nova realidade, outorgando à empresa, em si, o que a esta altura já lhe é devido: a personalidade jurídica.

Analisando a polêmica doutrinária que surge sobre a divisibilidade do patrimônio, manifesta-se Cinira Gomes Lima Melo (2005, pp. 51-52):

O conceito de separação patrimonial e afetação de parte de um patrimônio a um fim específico está intimamente ligado à idéia de limitação de responsabilidade do empresário.

Ocorre que, na concepção tradicionalmente concebida pela doutrina e legislação, um mesmo sujeito de direito não pode ser titular de dois patrimônios: um geral (particular) e outro especial (destinado à exploração da atividade).

Assim, inerente ao conceito de separação patrimonial está a criação de um novo sujeito de direito: a pessoa jurídica. É esse ente personificado que será titular do patrimônio afetado.

Compartilha da mesma opinião Caio Mário da Silva Pereira (2001, pp. 251-252):

Com a construção da teoria da afetação, uma corrente de juristas pretendeu atingir a doutrina tradicional da unidade do patrimônio, sustentando que aqueles bens constituem patrimônios de afetação, distintos e separados. Opera-se, assim, a cisão do complexo bonitário, sustentando-se que, afora o patrimônio geral, há os

especiais, destacados pela afetação. Desta sorte, abrir-se-ia uma brecha na noção da

unidade e indivisibilidade, pois que, enquanto a doutrina tradicional considera o patrimônio como uma relação subjetiva (“cada pessoa tem um patrimônio”), a teoria da afetação entende que existem bens a compor os patrimônios da pessoa (natural ou jurídica), objetivamente vinculados pela idéia de uma afetação a um fim determinado (De Page, Brinz). A idéia tem feito carreira ultimamente.

[...]

A afetação, porém, implicará composição de um patrimônio se se verificar a criação de uma personalidade, como se dá com as fundações. Caso contrário, eles se prendem ao fim, porém continuam encravados no patrimônio do sujeito.

A possibilidade de personificação da própria empresa (ou do estabelecimento) já fora destacada por Alberto Asquini (1996, pp. 118-119), em seu clássico Perfis da empresa, quando abordou o perfil objetivo da empresa:

É notório que não faltam doutrinas tendentes à personificação do tal patrimônio especial tendentes a nele identificar “a empresa” como sujeito de direito (pessoa jurídica) distinto do empresário. Mas esta tendência não foi acolhida nem no nosso, nem em outros ordenamentos jurídicos.

[...]

Nota-se, também, que o nosso ordenamento jurídico tem sempre excluído e exclui toda construção tendente a fazer do patrimônio especial, de que estamos falando, um patrimônio juridicamente separado do remanescente patrimônio do empresário (patrimônio com escopo; Sondervermogen; Patrimoine d’affection). Vale, a

propósito, o princípio geral pelo qual cada um responde pela obrigação com todos os seus bens presentes e futuros, salvo as limitações da responsabilidade admitidas pela lei (art. 2740 CC); e não há qualquer norma geral que derrogue tal princípio para o empresário.

Sylvio Marcondes Machado (1956, p. 165), por sua vez, encontra nas lições de Asquini o caminho para a justificação do modelo que viria a ser defendido por Romano Cristiano. Quanto ao comentário de Asquini de que a doutrina tendente a personalizar o patrimônio especial e a fazer dele um patrimônio juridicamente separado não foi acolhida pelos ordenamentos, ele conclui:

É exato. Mas isso em direito constituído. Em direito constituendo, tais objeções, não só deixam de prevalecer, como, ao contrário, indicam as duas únicas rotas que ao itinerante resta investigar. E se qualquer delas conduzir a bom pôrto, ter-se-á obtido, não um conceito genérico de emprêsa comercial, é certo, mas, seguramente, a conceituação jurídica de emprêsa individual, apta à limitação da responsabilidade.

Frise-se que, embora Machado indique a rota que poderia levar à personalização do patrimônio afetado, sua conclusão é de que a melhor saída é a separação do patrimônio de forma meramente objetiva, continuando a sujeitá-lo ao empresário individual. Este modelo será estudado em tópico seguinte.

A escolha pelo patrimônio especial personalizado consolidaria no ordenamento o que Waldirio Bulgarelli (1990) chamou de esquizofrenia jurídica: a dupla personalidade empresarial.

Em seu artigo, o renomado autor observa que na prática jurídica haveria a crença de que o empresário individual, uma pessoa física, desdobraria sua personalidade em duas, constituindo também pessoa jurídica. Ele aponta que este mal surgiu de dispositivos do direito tributário, que, para certos efeitos, equipararam o comerciante individual às pessoas jurídicas, exigindo daquele registro próprio no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas, declaração de imposto de renda em separado (uma de pessoa física e outra de pessoa jurídica), balanço contábil específico da atividade empresarial, etc.

Bulgarelli então ressalta que a equiparação não consistiria em transfiguração, e o empresário individual manteria juridicamente a sua condição de pessoa física apenas. O legislador brasileiro, no entanto, optou, através da Lei n.º 12.441/2011, por contrariar o mestre e adotar no ordenamento pátrio a extravagância examinada, trazendo ao direito empresarial o que a Fazenda Pública engendrara para facilitar a arrecadação tributária.