4.4. S-Eğrileri ile Elde Edilen Bulgular
4.4.2. Farklı parametrelere göre S-Eğrisi analizlerinin bulguları
4.4.2.8. Döviz kurlarının bütün projelerdeki nakit akış
Considerando que o ambiente de trabalho é propenso a prejudicar a saúde humana, recomenda-se o uso de EPI. No entanto, conforme afirma Wisner (1987), pode haver incompatibilidade entre o uso de EPI e a realização da tarefa, assim, é preciso fazer análise do trabalho para evitar que o trabalhador seja acusado de negligência caso deixe de usá-los ao trabalhar. Ao recomendar o uso de um EPI, convém que se examine o mesmo sob quatro pontos de vista:
a) Ele protege eficazmente? b) Ele não cria um novo perigo?
c) Ele é compatível com a tarefa prescrita? d) Ele é confortável? Por quanto tempo?
Em relação à eficácia da proteção oferecida pelos EPI, nem sempre isso é evidente. Muitos EPI trazem falsa segurança, ou seja, a pessoa acredita que está protegida, no entanto, nem sempre há essa garantia. A criação de um novo perigo, isto é, ao invés de proteção, eles podem contribuir para que ocorram novas situações de risco. No que se refere à
compatibilidade com a tarefa prescrita, os EPI devem favorecer o andamento normal das
atividades, pois se forem inadequados, o trabalhador terá dificuldades em compatibilizar o uso em relação à tarefa executada.
Também sobre o uso de EPI, Wisner (1987, p. 96) entende que eles “são uma má solução. É sempre preferível suprimir na fonte os fatores prejudiciais ou desfavoráveis ao
ambiente, mas isso não é sempre possível”. Percebe-se sua preocupação primeira com a eliminação dos riscos em sua origem, e que os EPI devem ser a alternativa quando não restam outras opções. Soma-se a essa preocupação, o fato de que falhas na concepção desses equipamentos comprometem a eficácia da proteção, assunto este a ser tratado no item 2.2.6.
Nesse sentido, isto é, a eliminação e/ou prevenção dos danos potenciais à saúde humana, se estende ao trabalho agrícola por conta dos riscos presentes nesse ambiente. Dentre os riscos existentes, um dos agentes causadores de agravo à saúde humana são os agrotóxicos utilizados nas lavouras. Motivo pelo qual se recomendam medidas de proteção, como o uso de EPI para evitar intoxicações resultantes de acidentes de trabalho durante o manuseio ou aplicação.
Sabe-se que as intoxicações acontecem por meio das vias de exposição, no caso do trabalhador rural em contato com os produtos químicos, segundo o manual da ANDEF (2006) são: inalatória (nariz), ocular (olho), oral (boca), dérmica (pele). Considerando então as vias de exposição citadas, a ANDEF com base nas normas legais, cita os EPI a serem usados no trabalho com agrotóxicos: luvas, respiradores, viseira facial, boné
árabe, jaleco e calça, avental, botas, equipamentos estes confeccionados com material
indicado a sua finalidade de uso. Seguindo tal recomendação, o trabalhador adequadamente vestido, teria o aspecto visual conforme apresentado na Figura 1.
Figura 1: Trabalhador usando os EPI indicados para o trabalho com agrotóxicos (ANDEF, 2006).
De acordo com a ANDEF (2006), o risco de intoxicação deriva da toxidade do produto e da exposição. A toxicidade é a capacidade potencial de uma substância causar efeito
Jaleco em algodão hidro-repelente Respirador com carvão ativado Boné ou touca árabe em algodão hidro-repelente Botas de PVC cano alto Avental de tecido impermeável Luvas não
permeáveis Viseira em acetato incolor
Calças em algodão hidro- repelente e com reforço
nocivo à saúde. Em tese, todas as substâncias são tóxicas, e quanto mais tóxico for um produto, menor é a dose necessária para causar efeitos adversos.
Assim, considerando que não é possível ao usuário alterar a toxicidade do produto, a única maneira concreta de reduzir o risco é através da diminuição da exposição. Para reduzir a exposição o trabalhador deve manusear os produtos com cuidado, usar equipamentos de aplicação bem calibrados e em bom estado de conservação, além de vestir os EPI indicados.
Diante dessa questão, a Fundacentro (2002) complementa dizendo que os efeitos dos agrotóxicos sobre o organismo são resultantes do tipo e da quantidade absorvida. Tais efeitos podem variar conforme a faixa etária, estado nutricional e condições de saúde. Ainda afirma que a intensidade da exposição está associada a fatores como:
a) Tipo de formulação; b) A concentração da mistura; c) O método de aplicação utilizado;
d) As condições dos equipamentos de aplicação; f) A presença de vento no momento de aplicação; g) As condições de temperatura e umidade relativa do ar; h) Observação das recomendações de higiene;
i) Não permitir a presença de crianças e pessoas estranhas ao local; j) Não desentupir bicos, orifícios, tubulações e válvulas com a boca; l) O uso de EPI. (FUNDACENTRO, 2002, p. 06).
A presença de qualquer destes fatores poderá resultar em intoxicação, a qual pode ocorrer na forma aguda ou crônica. Segundo a Fundacentro (2002), na forma aguda os efeitos aparecem logo após a exposição; já na forma crônica os efeitos surgem depois de semanas, meses ou anos de exposição freqüente.
Sobre essa questão, Fait (2004) cita algumas situações em que os riscos de exposição são potencializados:
a) Ao manipular o produto concentrado; b) Ao abrir as embalagens;
c) Ao misturar;
d Ao entrar nas áreas tratadas.
e) Altas temperaturas, pois o calor aumenta a transpiração e conseqüentemente a absorção. De modo a minimizar os riscos de intoxicação, no Caderno da Fundacentro (2002), são feitas algumas recomendações gerais sobre a segurança acerca dos agrotóxicos: a) Seguir recomendação de profissional habilitado para definir a necessidade do uso de agrotóxicos (Receituário Agronômico);
b) Manter os agrotóxicos em suas embalagens originais e não reutilizar embalagens vazias para outros fins;
c) As pessoas que trabalham com esse produtos devem ter noções de segurança e serem treinadas para tal;
d) Uso obrigatórios do EPI recomendado;
e) Usar equipamento adequado, devidamente regulado e em bom estado de conservação; f) A aplicação deve feita nas horas menos quentes do dia para evitar a evaporação e favorecer o uso do EPI;
g) Fazer a aplicação seguindo a direção do vento e também evitar transitar pelas áreas já tratadas;
h) Nas áreas onde foram aplicados agrotóxicos não deve haver qualquer outro tipo de atividade, nem permitir que pessoas acessem o local sem EPI enquanto não for cumprido o prazo de reentrada.
Ainda são recomendadas algumas medidas de higiene pessoal, como: não comer, beber ou fumar durante aplicação. Ao finalizar o trabalho com os agrotóxicos o operador deve tomar banho com água e sabão e trocar a roupa. As roupas usadas devem ser lavadas separadas das roupas de uso normal, com água corrente e sabão.