AKTIF KARLıLıK ORANı (%)
3.2. Kayseri Elektrikli Ev Aletleri Sanayisi Değer Zinciri Analizi
3.2.3. Ürün Yaşam Döngüsü Analizi
O estudo partiu da implementação de tarefas de natureza investigativa, num total de 2 tarefas. Todavia, importa sublinhar que foram realizadas 4 tarefas, mas devido à extensão do presente trabalho e ao modo como foram recolhidos os dados de duas tarefas, as mesmas não serão apresentadas e analisadas.
Os procedimentos relativos à intervenção realizada encontram-se sintetizados no modelo de intervenção, em baixo (quadro 1).
A intervenção dividiu-se em quatro momentos chave, a saber, envolvimento, exploração, explicação e avaliação (que se divide em mudança concetual e mudança concetual (revisitação).
Importa relembrar que o modelo de intervenção exposto no quadro 1 baseia-se no Modelo dos 5 E´s de Bybee (2006) e baseia-se, também, nos modelos de mudança concetual. A junção entre estes incorporou tanto o modelo dos 5 E´s (adotado no projeto efetuado no âmbito do doutoramento do Professor José Abílio Gonçalves), que promove o Ensino por Investigação, como também incidiu nos modelos de mudança concetual, com vista à construção progressiva de conhecimentos científicos.
Como este modelo de intervenção se baseia no modelo dos 5 E´s, importa referir que uma das suas fases foi suprimida. A elaboração foi a fase omissa porque não houve oportunidade de implementar novas experiências, com o intuito de os alunos desenvolvem uma aprendizagem mais aprofundada e ampla dos conceitos. Esta falta de oportunidade deveu-se, sobretudo, ao exposto anteriormente, no ponto 3.2. - contexto de desenvolvimento do projeto (pouca flexibilidade por parte da professora cooperante para abordar os conteúdos de forma sequencial e continuada do ponto de vista da aprendizagem dos alunos, tendo pouco tempo para implementar uma dada tarefa e na aula seguinte ter de iniciar outra tarefa distinta).
Relativamente aos momentos em que as diversas fases do modelo foram implementadas, as três primeiras fases ocorreram sempre no decorrer da realização de cada tarefa (ou seja, numa aula). Já a fase avaliação, designadamente, a subfase mudança concetual ocorreu (geralmente) passado uma semana e a mudança concetual (revisitação) ocorreu passado, pelo menos
duas semanas (dependendo dos momentos em que a professora cooperante tinha possibilidade de disponibilizar tempo de aula).
O envolvimento merece aqui principal destaque, uma vez que foi nesta fase que as conceções prévias dos alunos foram recolhidas. Os alunos eram confrontados com uma situação problemática, identificando e definindo o problema. Procurei, ainda, identificar as suas conceções, esta identificação foi feita de modos diferentes nas duas tarefas. Assim sendo, na primeira tarefa apresentei aos alunos “cartoons” passíveis de interpretação científica e no qual se espelhavam diversos pontos de vista, de modo a estimular a curiosidade e o pensamento dos alunos e a suscitar a discussão. Os desenhos escolhidos eram simples, com personagens conhecidas das crianças, o texto era mínimo, em forma de diálogo, e com pontos de vista alternativos sobre a situação em análise. Na segunda tarefa os alunos fizeram uma ilustração, com o intuito de apresentarem as suas ideias através da mesma. A identificação das conceções através de uma ilustração considerou-se pertinente uma vez que facilitava a explicação por parte dos alunos. No entanto, os alunos tiveram ainda oportunidade, depois de efetuarem a ilustração, de explicá-la, por palavras suas.
As fases exploração e explicação vão ao encontro do exposto e defendido pelo modelo dos 5 E´s e do modelo de intervenção (quadro 1). Tanto estas fases como a anterior serão explicitadas, em pormenor, no ponto 4. 2. do presente trabalho.
A avaliação (dividida em mudança concetual e mudança concetual - revisitação) também merece principal destaque. Na mudança concetual os alunos eram novamente confrontados com uma nova situação problema, com o intuito de perceber se tinha ocorrido, ou não, uma mudança concetual. Para compreender isto, solicitei aos alunos que respondessem a fichas de trabalho, com situações problemáticas, e/ou realizei entrevistas individuais relativas à situação em estudo. Assim, os alunos tiveram oportunidade de explicarem melhor as suas ideias, justificando e refletindo sobre as mesmas.
No momento designado mudança concetual (revisitação) revisitei as situações em estudo, confrontando novamente os alunos, com o intuito de perceber melhor se as suas conceções iniciais haviam evoluído para conceções científicas ou se se tinham mantido. Também neste momento os alunos responderam a fichas de trabalho e/ou participaram em entrevistas.
Importa, por fim, referir novamente que o número de alunos selecionados para participar no presente estudo, foi diferente de tarefa para tarefa, aspeto este que será também descrito no próximo ponto. No entanto, todos os alunos tiveram oportunidade de participar em todas as tarefas.
Quadro 1 – Fases do modelo de intervenção
Modelo de Intervenção
Fases Síntese
Envolvimento Contextualização do tema.
Apresentação de uma situação problemática através de uma tarefa de investigação. O professor identifica as conceções dos alunos.
Exploração Os alunos exploram a tarefa, em
grupo. Questionam, fazem previsões, planeiam os procedimentos, testam- nos, registam as observações e discutem os resultados obtidos.
Explicação Os alunos focam a sua atenção na exploração da tarefa. Explicam os conceitos aprendidos, utilizando as observações feitas para fundamentar as suas explicações.
Avaliação
a) Mudança concetual
b) Mudança concetual (revisitação)
Os alunos são encorajados a avaliar e referir as suas aprendizagens e a refletir sobre elas.
a) Os alunos são confrontados com o trabalho que desenvolveram, através de situações problema e/ou de entrevistas relativas aos conceitos aprendidos.
b) Os alunos são novamente confrontados com as suas aprendizagens, através de situações problema e/ou entrevistas relativamente aos conceitos aprendidos.
Depois de descritas as várias fases do modelo de intervenção, apresenta- se, em seguida, o modo como foram categorizadas as várias conceções dos alunos, com o intuito de proceder à análise das mesmas.
Na fase do envolvimento, depois de identificadas as conceções dos alunos, agrupei e classifiquei as mesmas por categorias específicas, de acordo com a natureza de cada tarefa. Esta classificação sofreu, ao longo de todo o processo, alterações e foi fruto de muita ponderação, na medida em que compreender os registos dos alunos e o seu pensamento revelou-se, por vezes, ambíguo e complexo, quando se pretende definir categorias exclusivas e consistentes. Embora algumas das categorias tenham sido definidas de acordo com as respostas dos alunos, a maioria foi definida tendo por base as conceções alternativas identificadas na literatura, por vários autores.
Seguidamente, depois de identificadas as conceções dos alunos e agrupadas por categorias, elaborou-se o quadro 2. Este quadro tem como o objetivo voltar a categorizar as conceções e perceber quantos alunos se distribuem pelas mesmas. Assim sendo, neste momento, dividi as conceções da seguinte forma: Conceitos científicos; Conceções Alternativas e Conceções Erradas.
Quadro 2 – Conceções dos alunos na fase Envolvimento (síntese)
Categorização das respostas
dos alunos Síntese:
Número de alunos Conceitos científicos (CC) Inclui as respostas que são consideradas cientificamente
aceites.
Conceções Alternativas (CA)
Inclui as respostas que apresentam ideias alternativas (muitas identificadas previamente na literatura) a versões científicas, consideradas potenciais modelos explicativos resultantes de um esforço consciente de teorização.
Conceções Erradas (CE)
Inclui as respostas que apresentam ideias erradas, nomeadamente, designações que enfatizam a natureza acidental, defeituosa, evitável, imatura ou errada.
Na fase da avaliação, depois de os alunos explorarem e explicarem a tarefa, foi elaborado o quadro 3 com o objetivo de categorizar as mudanças concetuais que ocorreram, ou não; isto é, de categorizar a evolução concetual dos alunos que apresentaram CA´s e CE’s. Uma vez que esta fase se dividiu em mudança concetual e mudança concetual (revisitação) dois quadros serão utilizados para cada uma das situações.
Quadro 3 – Conceções dos alunos na fase Avaliação (síntese)
Evolução das Conceções Categorização das respostas dos alunos Síntese: Houve Mudança Concetual Síntese: Não Houve Mudança Concetual Síntese: Resposta Imprecisa Conceções Alternativas (CA) Inclui as respostas dos alunos com CA´s que evoluíram para conhecimento científico. Inclui as respostas dos alunos com CA´s que mantiveram a conceção anterior. Inclui as respostas dos alunos que, nuns momentos, revelaram evolução do conhecimento e, noutros momentos, mantiveram a conceção inicial. Conceções Erradas (CE)
Inclui as respostas dos alunos com CE´s que evoluíram para conhecimento científico. Inclui as respostas dos alunos com CE´s que mantiveram a conceção anterior.
A organização das conceções dos alunos, tal como se preconiza nos quadros 2 e 3, foi muito ponderada. Isto porque as respostas e o pensamento dos alunos nem sempre foram precisos, revelando-se, por vezes, ambíguos. A categorização das respostas teve em consideração a definição do conceito de conceções alternativas e do conceito de conceções erradas, bem como dos exemplos de conceções alternativas identificadas na literatura.
As categorizações efetuadas são, tal como referem Bogdan e Biklen (1994), um processo de organização sistemático de dados que foram sendo acumulados. Afonso (2005) acrescenta ainda que o tratamento da informação qualitativa é um processo ambíguo, moroso e reflexivo que ocorre numa lógica de crescimento e aperfeiçoamento, construído à medida que os dados vão sendo organizados e trabalhados de forma analítica e interpretativa.
Como já foi mencionado, Wolcott (1994), Strauss e COrbin (1998) (cits por Afonso, 2005) referem três fases de abordagem à construção interpretativa, a saber, descrição, estruturação concetual e teorização.
A descrição, tal como o nome indica, é o primeiro patamar do processo e baseia-se num conjunto de palavras para produzir uma imagem mental da situação que se quer evidenciar, do ponto de vista de quem o realiza. A estrutura concetual é a fase que agora se evidencia, uma vez que consiste na organização dos dados em categorias específicas. Esta organização necessita de ter em conta as propriedades e dimensões e utiliza a descrição para elucidar estas categorias. Por fim, surge a teorização que consiste na produção e intuição de conceitos inseridos num esquema lógico, sistemático e explicativo.
Importa, por fim, referir que as fases exploração e explicação não surgem aqui mencionadas, uma vez que nestas fases não se recolheram explicitamente as conceções dos alunos. No entanto, estas fases, do ensino por investigação, serão descritas e analisadas no próximo ponto do trabalho, uma vez que se consideram fulcrais para a mudança concetual.