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1. GÖÇ

1.2. Göç Kuramları

1.2.1. Erken Dönem Göç Teorileri

Riquíssima as passagens e experimentações que vem compondo os encontros da

mestranda em curso de uma dissertação e em curso da finalização (da dissertação e mestrado), disparando trilhas, gostos, cheiros outros, enfim, aguçando outros modos de sentir e pensar, abrindo possibilidades de que caminhos lisos se tracem, rotas impensáveis se lancem, simplesmente composições.

Não é uma questão de vangloriar com elogios, inclusive não há perfeição nenhuma a ser demonstrada e nem idealismo a ser alcançado; é uma vontade de trazer a campo as ressonâncias de uma filosofia pragmática, da presença encarnada do que circula numa dimensão de compartilhamentos e que propicia tecer diálogos com autores, com linguagens, experiências e mundos que não cessam de nos atravessar.

Assim, falamos de modos de viver, que perpassam e ultrapassam definições concentradas em épocas históricas, formações profissionais e estratificações estereotipadas.

Dizer estas ‘obviedades’ pode ‘testemunhar’ conexões diferenciadas com o campo filosófico que compreenda Espinosa, Nietzsche, Foucault, Guattari e Deleuze aos que se sentem não familiarizados com filosofia e proclamam aos quatro cantos que se trata de uma dimensão de divagações, de abstrações complicadas e difíceis a compreensão.

Mas, especialmente, trazer esses sentimentos e reflexões, diz de acreditar que quando falamos dos potenciais de um convívio coletivo e da riqueza intensiva de possibilidades disparadas para a existência e para o percurso de alguém, é de uma clínica que estamos falando, assim como de um certo modelo de disposição e inclinação para as relações, de cuidado e de generosidade e, por que não dizer, de amizade.

“Kierkegaard e Nietzsche estão entre os que trazem à Filosofia novos meios de expressão, a propósito deles, fala-se de bom grado em ultrapassagem da Filosofia. Ora, o que está em questão em toda a sua obra é o movimento. O que eles criticam em Hegel é a permanência no falso movimento, no movimento lógico abstrato, isto é, na “mediação”. Eles querem colocar a metafísica em movimento, em atividade, querem fazê-la passar ao ato e aos atos imediatos. Não lhes basta, pois propor uma nova representação do movimento; a representação já é mediação. Ao contrário, trata-se de produzir, na obra, um movimento capaz de comover o espírito fora de toda representação; trata-se de fazer do próprio movimento uma obra, sem interposição; de substituir representações mediatas por signos diretos; de inventar vibrações, rotações, giros, gravitações, danças ou saltos que atinjam diretamente o espírito.”110

Cotidianos ciberafetivos – parcerias atuantes

Beatriz-atriz 01:

o eu fiquei pensando que talvez o intenso não deixe ser leve sempre

o dá trabalho

o tem que caminhar, mudar. pensar, dispor

Beatriz-atriz 02:

o dá trabalho sim e só dá pra ser leve com o intenso se aprender a olhá-lo

sem peso,rsrs....paradoxo, mas se parecer que fazer algo pela vida, que ter que mudar é penoso, então não tem como ter leveza

o tem que parecer que vale a pena

o essa é a chave

o acho....

o pq se vale a pena e se vc vê sentido nisso, os períodos mais tensos ou

densos geram ainda mais leveza quando passam pruma nova plataforma

Beatriz-atriz 01:

“ Milágrimas”111

“em caso de dor ponha gelo mude o corte de cabelo mude como modelo

vá ao cinema dê um sorriso

ainda que amarelo, esqueça seu cotovelo se amargo foi já ter sido

troque já esse vestido troque o padrão do tecido saia do sério deixe os critérios siga todos os sentidos

faça fazer sentido

a cada mil lágrimas sai um milagre caso de tristeza vire a mesa

coma só a sobremesa coma somente a cereja jogue para cima faça cena

cante as rimas de um poema sofra penas viva apenas sendo só fissura ou loucura

quem sabe casando cura ninguém sabe o que procura faça uma novena reze um terço

caia fora do contexto invente seu endereço a cada mil lágrimas sai um milagre

mas se apesar de banal

chorar for inevitável sinta o gosto do sal do sal do sal sinta o gosto do sal

gota a gota, uma a uma

duas três dez cem mil lágrimas sinta o milagre

a cada mil lágrimas sai um milagre cante as rimas de um poema sofra penas viva apenas sendo só fissura ou loucura

quem sabe casando cura ninguém sabe o que procura faça uma novena reze um terço

caia fora do contexto invente seu endereço a cada mil lágrimas sai um milagre”

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Outras Palavras - http://www.outraspalavras.net/2011/02/22/o-devir-da-revolucao-arabe/

Instituto Elos - http://elosbrasil.org/

Praça Victor Civita - http://pracavictorcivita.abril.com.br/

Companhia de Teatro Os Satyros - http://satyros.uol.com.br/principal.asp

Filmografia:

Diário proibido (Diario de Una Ninfómana) baseado no livro de Valérie Tasso. Dirigido por Christian Molina, Espanha, 2008.

Direito de Amar (A single man). Dirigido por Tom Ford, EUA, 2009.

A Riviera não é aqui (Bienvenue Chez Les Ch'Tis) . Dirigido por Dany Boon. Francês, 2008.

Hanami - Cerejeiras em flor (Kirschblüten — Hanami) . Dirigido por Doris Dörrie, Alemanha/França, 2008

Ervas Daninhas (LES HERBES FOLLES). Dirigido por Alain Resnais, França, 2009

Brilho de uma Paixão (Bright Star) Dirigido por Jane Campion, Reino Unido/ EUA / França, 2009

Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos). Dirigido por Pedro Almodóvar. Espanha, 2009

A Partida (Departures/Okuribito ).Dirigido por Yojiro Takita.Japão, 2008

O olhar invisível (La Mirada Invisible). Dirigido por Diego Lerman. Argentina/Espanha/França, 2010O Olhar I

Tetro. Dirigido por Francis Ford Coppola. EUA / Argentina , 2009

Cisne Negro (Black Swan) Dirigido por Darren Aronofsky. EUA , 2010

Reencontrando a felicidade (Rabbit Hole). Dirigido por John Cameron Mitchell. EUA, 2011

A origem (Inception). Dirigido por Christopher Nolan. EUA, 2010

127 horas (127 hours: every second counts). Dirigido por Danny Boyle. EUA/ Reino Unido, 2010.

Borderline. Dirigido por Lyne Charlebois. Canadá, 2008.

“A função de autonomização num grupo corresponde à capacidade de operar seu próprio trabalho de semiotização, de cartografia, de se inserir em níveis de relações de força local, de fazer e desfazer alianças, etc.”112

Apresentação:

Neste anexo há uma introdução de ideia temática para a dissertação, inicial, de tempos remotos, que levou a busca por iniciativas que ‘demonstrassem’ a vitalização se fazendo, a potência da resistência aos lugares e papéis de ‘vulnerabilidade’. Apresento textos e recortes como notas objetivas, para que as iniciativas se apresentem, embora permeie com algumas notas intensivas minhas, que foram produções disparadas nos encontros com os espaços, pessoas envolvidas, vivencias conjuntas, passos de cartografias. Enfim, o que segue são fragmentos de experiências do percurso de construção da dissertação.

I – Esboços iniciantes de alguma introdução: (agosto/2009)

A perspectiva do biopoder é da tecnologia política que estabelece mecanismos reguladores para os acontecimentos aleatórios de uma população, regulamentando todos os aspectos da vida humana. É um certo adestramento dos corpos, dos modos de viver, das subjetivações; o poder é tecnológico, criando contornos fixos - com forças repressoras de normalização, fazendo do corpo-homem máquina em prol de seus interesses.

112

Se o biopoder sustenta pressupostos de falta, doença, cura, culpa, moralização, medicalização, consumo, etc; há a contrapartida da biopotência, das linhas de fuga e resistência, que inovam, encontram formas de escapar, constituem novos territórios subjetivos e intensivos – outros regimes de sensibilidade, buscam outros recursos que não os convencionais para afirmarem modos próprios de existência e de produção, ‘adaptações inventivas’.

Então, podemos transpor essa ‘economia’ de poderes e forças para pensarmos em nosso cotidiano e nossas relações. Sugiro, aqui, que a reflexão sobre nosso dia-a-dia fundamente-se nos espaços que freqüentamos e os impactos que essas relações com os diversos espaços geram. Sugiro, ainda, mesmo que superficialmente, uma reflexão e discussão sobre o que seria o público e o privado nesta modernidade.

Não podemos ignorar que em diversos aspectos a vida de uma população, de um coletivo, de um indivíduo, é influenciada pelos espaços, pelo que eles demandam, atribuem e proporcionam - de certa forma são como ‘contornos’, delimitações e áreas; dizem de definições, caracterizações, subjetivações.

Os espaços estão em torno, são ocupados, são de passagem, privados, públicos, institucionais, ‘abertos’/’fechados’....são do indivíduo, são do coletivo.

Abordarei a questão a partir dos espaços públicos e, mais precisamente, a partir dos espaços públicos que expressem aspectos de negligência e de abandono, pois acredito que nestes espaços uma ‘grandeza’ de possibilidades de ocupação e circulação (de relações, idéias, adaptações, invenções, trocas...) encontra-se ‘pulsante’.

Nos espaços públicos de negligência e abandono de investimentos - não exclusivamente econômicos - o poder capitalístico incide de forma bastante expressa, expondo, como num espetáculo, as mazelas sociais e as feridas de um coletivo enfraquecido, no entanto, é possível perceber que há forças que resistem e criam para além dos rótulos de ‘miseráveis’.

É interessante pensarmos as formas de sobrevivência dos ‘moradores de rua’, como constroem suas ‘casas’/abrigos, mantêm animais de estimação, como aproveitam o material que encontram nas próprias ruas ou nos lixões; como ganham dinheiro com o lixo e ‘restos’. Além disso, imaginemos as relações sociais, de vizinhança, de família, de trabalho: são novas/outras subjetivações e territórios que se constituem.

Os camelôs com seus ‘slogans’ publicitários (e uma poluição sonora/visual desagradável!) e ‘promoções imperdíveis’. Os ‘artistas-mirins’ (e não defendo aqui o trabalho infantil e nem a ‘condição de rua’ dos menores – como também não a dos ‘maiores’ – mas se trata de um fenômeno social, ao qual não podemos simplesmente ‘fechar os olhos’) dos faróis, que aprendem malabarismo para ganhar ‘trocados’. Podemos observar também os cultos religiosos e pregações que ocorrem em meio a praças de muito movimento; assim como jogos de cartas de baralho entre senhores de idade.

Ocupações tantas, de um vasto espaço, que, imagino, por ser público, permite diferentes expressões, desviantes dos padrões estabelecidos. No entanto, muitas vezes, sem que haja cuidado, de limpeza, segurança, infra-estrutura e saúde aos ‘ocupantes’ - e não que isso deva vir de ações ‘assistencialistas’. Trata-se aqui, de um esforço por

compreender os complexos engendramentos e dinâmicas que sustentam o que podemos constatar ao sair nas ruas (do centro, dos bairros, da capital, do interior...)

Almejo construir um espaço de expressão da aposta nas brechas e linhas de fuga num sentido de biopotência - de superação e resistência; pressupondo que nos espaços do abandono e da negligência, estas brechas tornam-se mais ‘tangíveis’ e visíveis, pois urgentes, e podem apontar para formas coletivas de pensar e construir estratégias e iniciativas de cuidado e apropriação dos espaços públicos, talvez linhas de maior fluidez, de ‘quebras’; certamente de criação e produção, de adaptações criativas e vitalizantes.

Como exemplos, trago, ainda que superficialmente, iniciativas intituladas ou genericamente compreendidas como de revitalizações – uma no campo social, outras no cultural/artístico e por último no ambiental; não que seja inteiramente possível categorizá-las em uma única esfera, faço aqui esta delimitação num intuito de exemplificações, que respeitam a ‘natureza’ dos projetos e instituições que as tornaram possíveis e concretas113.

Acredito que estas iniciativas estão proporcionando re-significações importantes, especialmente no que diz respeito a uma certa ‘educação pela apropriação dos espaços’ e não só quando uma criança aprende a economizar energia elétrica na sua casa ou a reciclar e poluir menos, ou a ajudar a construir praças, diques....mas também quando um espaço e uma convivência e relação neste espaço possibilitam que crianças, idosos, adultos e jovens sintam-se criativos e produtivos, capazes de produzirem a si, ao seu entorno, seus espaços.

113Esclareço que entrei em contato com estas iniciativas a partir de pesquisas e indicações, esbarrões encontrantes também, senti-as interessantes, mas não as privilegio e não mantive e nem mantenho vínculos institucionais com nenhuma delas.

II – '''Campo social'''

Gostaria então de, brevemente, lhes falar sobre o trabalho que o Instituto Elos114

desenvolve com comunidades consideradas em situação de vulnerabilidade social. Há um processo que se inicia no conhecimento e percepção do lugar a procura do que há de ‘belo’, dos recursos próprios e de como esse ‘belo’ é mantido, quem o promove e como; a partir deste primeiro contato pelo belo, busca-se criar vínculos com as pessoas da comunidade – visitas, conversas – para conhecer os sonhos destas pessoas e para propor, coletivamente, a construção de algo concreto que seja tangível aos sonhos que surgem e são relatados.

Estas construções concretas podem ser na forma de uma praça, de um colégio, de um dique...enfim, mas que venham da perspectiva da realização de sonhos e não de ‘faltas’, e que passem por um processo coletivo que foca os recursos próprios e as trocas/parcerias com outras comunidades.

O que se pode ver é que a partir de uma experiência de construção num processo coletivo e que se baseia nas parcerias e no potencial do espaço e das pessoas, há uma apropriação da comunidade pelo que foi realizado e ainda do que pode ser realizado, pois vivenciam este processo como algo educativo. A ONG parece privilegiar a questão da