ETKİLERİ
Kaynak: TBB’nin yıllık bankalarımız verilerinden derlenmiştir.
3.1.4. Dönem Net Kârı/ Toplam Aktifler Rasyosu
Parte substancial da história moderna chilena é caracterizada pelo regi- me militar que imperou no país entre 1973 e 1990. Durante sua vigência surgi- ram duas questões centrais que perduram no período de transição e se man- têm ao longo das administrações Aylwin e Frei: os direitos humanos e os te- mas institucionais. Foi em relação a esses dois temas que se manifestaram com maior veemência as divergências de enfoques e a polarização das opiniões na sociedade chilena. A questão da reconciliação nacional está ligada a ambos.
O relatório da Comisión Nacional de Verdad y Reconciliación, estabe- lecida pelo Decreto Supremo nº 355, de 25 de abril de 1990, assinalou clara-
mente, sem deixar margem a dúvidas, que durante o regime militar foram cometidas gravíssimas violações dos direitos humanos. O fato de tais viola- ções maciças dos direitos humanos terem ocorrido no país ultrapassa o de- bate sobre se teria havido ou não um período de guerra civil no Chile, pon- to central da argumentação dos setores que apoiaram o governo militar.
Do ponto de vista dos temas institucionais, no quadro conceitual da construção de uma democracia autoritária, o governo militar definiu o ca- minho para a institucionalização em 1987. Em 1988, através de um plebisci- to, procurou cercar de uma espécie de legitimidade a figura do general Pinochet. O projeto de um novo estatuto constitucional de caráter fundacio- nal fora expresso na Constituição de 1980. Esse instrumento legal, tanto por sua gestação, pelo nível do debate, quanto pela forma como foi aprovado, não espelha o conjunto da sociedade chilena. Foi um plebiscito em que esti- veram ausentes os elementos básicos de qualquer consulta democrática. Apesar disso, o governo militar considerou que se prolongava o regime mili- tar e o mandato pessoal do general Pinochet até 1997, passando o plebiscito de 1988 por um “ato formal”. A institucionalização alcançada pelo regime militar ficou marcada por este selo: um regime autoritário sustentado pelas instituições armadas, com uma liderança personalizada.10
O projeto constitucional foi elaborado a partir de cinco premissas es- senciais: a) a permanência do governo militar por dois períodos consecutivos de oito anos; b) a importante força parlamentar que teria a oposição, impon- do uma mudança na proporcionalidade entre votos e representação e um re- forço com os senadores nomeados; c) um alto poder concentrado na figura
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V DE M O C R A C I A E FO R Ç A S AR M A D A S N O CO N E SU Lpresidencial, o que reafirmava os papéis de comandante-em-chefe e presiden- te da República; d) outros instrumentos adicionais para “proteger” o sistema, tais como o Consejo de Seguridad Nacional e o Tribunal Constitucional; e e) o apoio das Forças Armadas e a articulação entre a instituição militar e o gover- no.11 Todo esse projeto fracassou. O triunfo do “não” no plebiscito de 1988 mudou a história. Ali se abriu uma negociação altamente condicionada e muito limitada que procurou desmantelar as questões mínimas referentes ao funcionamento do sistema democrático.
As relações civis-militares durante esse período foram extremamente fracas. O governo militar assumiu o conjunto das responsabilidades políticas no país, fechou o Congresso, tornou ilegais e dissolveu os partidos políticos e as organizações sociais. Os vínculos entre civis e militares na década de 1970 estruturaram-se essencialmente em torno dos temas econômicos. Essa situa- ção alterou-se na década de 1980, com a formação de uma coalizão onde o peso civil era maior. Ao longo de todo o regime militar construiu-se uma coa- lizão militar-civil com hegemonia militar.
Uma das características principais desse período foi o cuidado em evi- tar a politização das Forças Armadas. Para isso, mantiveram-se o princípio de não-deliberação e um alto nível de subordinação, tradicionais nas Forças Ar- madas chilenas, reforçando sua subordinação às novas autoridades, que nes- ta ocasião coincidiam com os mandatos militares. Estabeleceu-se uma clara distinção entre as funções governamentais e as funções profissionais. As maio- res responsabilidades foram assumidas pelo Exército.12
O caso chileno difere de outros casos latino-americanos pelo papel cen- tral assumido pelo comandante-em-chefe do Exército, e não pelo corpo de ofi- ciais generais.13 O governo militar foi, ao mesmo tempo, institucional e pes- soal. Por isso o apoio conferido ao governo autoritário e a quem o encabeçou marcaria a ação futura das Forças Armadas.14
O longo período de governo militar e a coalizão militar-civil que o sus- tentou com uma ideologia de democracia protegida buscaram sistematizar um nível de autonomia relativa das Forças Armadas que fizesse delas “fiado- ras da institucionalidade”. Com isso autodesignavam-se um papel político per- manente nas decisões do sistema político. A manifestação jurídica e a base da legitimidade dessa perspectiva foram questionadas desde o início pela oposi- ção ao governo militar. Uma de suas expressões principais correspondia ao não-reconhecimento da legalidade estabelecida como fundamento para a con- vivência democrática no país. Isso produziu um impasse e um permanente estado de tensão nas possibilidades de reencontro da sociedade chilena, para
11 Arriagada (1998). 12 Valenzuela (1995). 13 Videla (1998). 14 Viera-Gallo (1998).
além do próprio cumprimento dos prazos estabelecidos na Constituição de 1980. Os temas institucionais continuam a constituir uma referência central no sistema político, o que não significa que ocupem um lugar relevante na agenda, em conseqüência da correlação de forças parlamentares e das possi- bilidades de mudança institucional. A estabilidade do sistema democrático não será alcançada até que se construa no país um acordo constitucional que reflita a vontade da maioria dos chilenos.