4.2. Curie Noktası Derinliği ve Isı Akısı Hesaplamaları
4.2.4. Curie nokta derinliğini belirlenme yöntemi
INDICADORES DESCRIÇÃO PONTUAÇÃO
IDEAL GRAU DE SATISFAÇÃO • Níveis de satisfação de alunos, pais, docentes e
funcionários
• Motivos de escolha do curso e indicações do curso e da escola
• Avaliação do Curso feita por alunos e egressos
110
EXPECTATIVAS
ATENDIDAS • Trabalho na área • Situação Salarial
• Dificuldades com o emprego
• Desempenho profissional (auto-avaliação)
30
AVALIAÇÃO DO CURSO Situação de Parceria, convênios e projetos com instituições externas à escola
60
SUB-TOTAL 200
Quadro 6 – Indicadores de Benefício do SAI-1998
Fonte: SÃO PAULO (Estado). Centro Estadual de Educação Tecnológica Paula Souza. Assessoria de Avaliação Institucional. Sistema de Avaliação Institucional: Relatório do SAI-ETE 98. São Paulo, 1998.
No quadro de Indicadores de Benefício são contemplados os níveis de satisfação de alunos, pais, docentes e funcionários, contudo, não é especificado o subjetivo conceito de satisfação e em que parâmetros se fundamenta. Não fica claro se estes níveis de satisfação referem-se ao Curso, à Instituição Escolar no seu todo, ou ao Centro Paula Souza enquanto autarquia estadual responsável pela educação profissional pública no Estado de São Paulo.
O item ‘expectativas atendidas’ refere-se à dinâmica do mercado de trabalho, contudo não se estabelece nenhuma forma de triangulação entre efeitos, causas, implicações e confluências entre a questão do atendimento a esse grau de satisfação no âmbito da Escola e as expectativas atendidas no mundo do trabalho.
Não há esclarecimento quanto ao que se conceitua por satisfação, aspirações, expectativas e a diferenciação em relação ao conceito de atendimento de necessidades prioritárias e essenciais ao processo de ensino-aprendizagem e às condições de formação de cidadão.
No Relatório do Sistema de Avaliação Institucional de 1998 (SAI/ETE 98) encontra-se registrada a justificativa oficial acerca da finalidade de implantação da avaliação, expressa na fala da Professora Responsável pela Assessoria de Avaliação Institucional do SAI-ETE.
Assim, a Coordenadora afirma que a criação de um sistema de avaliação “deve ter por finalidade avaliar os processos de funcionamento, seus resultados e impactos na realidade social onde a Instituição se insere.” (SÃO PAULO.SAI-ETE,1998, p. 1/1). Explicita
ainda que o Centro Paula Souza inovou ao construir o Sistema de Avaliação Institucional buscando aprimorar seus padrões de qualidade com a participação de todas as suas Escolas Técnicas.
Conforme enfatiza a Coordenação da AAI, a “avaliação não pretende estimular uma competição ou confrontar resultados, punindo ou premiando. Aliás, a busca de uma cultura de avaliação e endoavaliação, a ser implantada e desenvolvida em cada ETE, é na verdade, o grande prêmio oferecido pelo SAI.” (SÃO PAULO. SAI-ETE, 1998, p.3).
A criação do Sistema de Avaliação Institucional das ETEs, nos termos deste Relatório, tem por justificativa o cumprimento das determinações da LDB 9394/96, fato que exigiu das instituições escolares reestruturações no âmbito da gestão escolar, e ainda a ‘flexibilidade e a maturidade’ das instituições escolares e do Centro Paula Souza, na condição de instituição gestora da educação profissional pública paulista.
Assim, a implantação do SAI visa a possibilitar o “estabelecimento de uma cultura de avaliação como processo contínuo de melhoria de padrões e da gestão das questões de ensino e suas relações mais globais. [...] “avaliação não pretende estimular uma competição ou confrontar resultados, punindo ou premiando. Aliás, a busca de uma cultura de avaliação e endoavaliação, a ser implantada e desenvolvida em cada ETE, é na verdade, o grande prêmio oferecido pelo SAI.”. (SÃO PAULO. SAI-ETE, 1998, p. 2/1).
Destaca-se, nos termos do Relatório SAI-ETE, que o Sistema de Avaliação Institucional parte do princípio de “atendimento das aspirações dos alunos e comunidade, de modo a interferir nos resultados desejados e aferir a qualidade em cada ETE e na própria Instituição.” (SÃO PAULO. SAI-ETE, 1998, p. 2/1). Contudo, ao comparar estas declarações com os indicadores apresentados, parece que a concepção de avaliação está intimamente ligada à questão da aferição de resultados, ou seja, está vinculada à ação de aferir, no sentido quantitativista, um dado padrão de qualidade, não claramente especificado.
Outra questão imprescindível refere-se à classificação das escolas por meio da avaliação institucional. Nesse sentido, o Relatório SAI-ETE 1998 esclarece que “não se trata da implantação de filosofia neoliberal, de que uma classificação ou ranking estimularia a competitividade e que poderia ter como conseqüência um possível aperfeiçoamento das escolas ” (SÃO PAULO. SAI-ETE, 1998, p. 2/1).
Assim, conforme discurso oficial, trata-se de identificar diferentes dimensões do processo, produto e benefício e de pontuar “os pontos de eficácia e eficiência que devem ser estruturados na própria unidade, estimulando estratégias coletivas e criativas, regionais e
personalizadas, pela exploração das próprias potencialidades, para atendimento das realidades cambiantes do mercado de trabalho” (SÃO PAULO. SAI-ETE, 1998, p. 2/1).
O Relatório enfatiza então que cada Escola será comparada consigo mesma num dado período de tempo, e avaliada pela capacidade de reorganizar-se através de uma cultura de avaliação e endoavaliação.
Os objetivos gerais do Sistema de Avaliação Institucional, constantes do Relatório SAI-ETE 98, são os seguintes:
promover a reflexão em cada escola Técnica (ETE) e no CEETEPS a partir do desempenho real apurado, para aproximar esse desempenho do ideal, em busca da melhoria da qualidade (padrões de qualidade do CEETEPS); possibilitar a consolidação e ou redirecionamento das políticas instituciomais; promover a avaliação interna (auto-avaliação) e externa (avaliação participativa);estimular estratégias coletivas e criativas, regionais e personalizadas, para atendimento de realidades cambiantes da produção e mercado de trabalho, pela exploração das próprias potencialidades. (SÃO PAULO. SAI-ETE, 1998, p. 2/1).
Nessa perspectiva, a implantação de uma cultura de avaliação e de auto- avaliação nas Escolas Técnicas Estaduais e no Centro Paula Souza (CEETEPS), deve, nos termos do discurso oficial, permitir a contínua retroalimentação do sistema e aprimorar os seus padrões de qualidade. Como desdobramentos dos objetivos gerais são também especificados no Relatório SAI-ETE 1998 os objetivos específicos da implantação desta política e prática de Avaliação Institucional, quais sejam:
definir padrões de desempenho ideal das ETEs e cursos do CEETEPS; constatar o nível de desempenho real por meio de um Sistema de Avaliação Institucional-SAI, de cada ETE e de cada curso oferecido; avaliar a eficiência das ações do CEETEPS; definir políticas institucionais e projetos de capacitação; subsidiar os projetos pedagógicos das ETEs, a partir do diagnóstico de cada indicador avaliado para superação de problemas e melhoria do desempenho. (SÃO PAULO. SAI-ETE, 1998, p. 2/2).
Na explicitação do discurso oficial expresso nos documentos institucionais, a metodologia usada no Projeto Piloto possibilitou a construção de indicadores quantitativos e modelos interpretativos que buscam verificar o desenvolvimento do processo, analisar o produto e a extensão dos benefícios usufruídos pelos ‘usuários da ETE’ (expressão usada no Relatório SAI), devendo ocorrer atualização e aperfeiçoamento desses indicadores.
A avaliação deste Projeto deveria ser feita pelo acompanhamento das ações desenvolvidas pelas ETEs e pelo CPS diante dos “ respectivos diagnósticos e pelo ritmo que
cada unidade conseguir imprimir à sua capacidade de reorganizar-se através de uma cultura de avaliação e endoavaliação, aproximando o seu desempenho real do ideal.(SÃO PAULO. SAI- ETE, 1998, p. 2/1).
Observa-se nisto que as premissas conceituais acerca da gestão do ensino e da escola pautam-se no atendimento das aspirações e expectativas de diferentes sujeitos sociais, tais como alunos, pais, professores, funcionários e a sociedade (comunidade local e regional). O atendimento das aspirações e expectativas situa-se na perspectiva da concepção de excelência,de Padrões de Desempenho Ideal, preconizado pelo CEETEPS, no Projeto Tuiuiú- Escola Nota 1000.
Fato importante a destacar é que o Projeto Tuiuiú não faz referência às concepções de avaliação institucional e à definição dos princípios que nortearão o desenvolvimento do sistema avaliativo, bem como de seus pressupostos, originando impasses e ingerências no âmbito da legitimação dos pressupostos desse Sistema de Avaliação Institucional junto aos sujeitos escolares, os protagonistas do cotidiano escolar.
O Sistema de Avaliação Institucional parte do pressuposto de que o produto das ETEs do Centro Paula Souza deve atender às aspirações dos alunos e da sociedade de forma a determinar Padrões de Desempenho Ideais. Somente em 1999 o SAI passa a incorporar todas as ETEs do Centro Paula Souza. Entretanto, em momento algum foi avaliada a autarquia, ou seja, a instituição Centro Paula Souza (em termos de departamentos e seções que compõem o núcleo administrativo-pedagógico, jurídico-organizacional e financeiro, bem como não foi efetuada a avaliação da política de gestão, das formas de relacionamento e comunicação entre a Administração Central como preposta do Estado e do governo e as demais instituições escolares que compõem a rede).
O resultado da avaliação do Centro Paula Souza apresentados nos Relatórios SAI-ETE de 1997 até 2007 apenas apresentam a aferição da média da pontuação obtida por todas as Escolas do CPS.
Em 1999 foi realizada a Pesquisa SAI-ETE em outras 59 (cinqüenta e nove) ETEs ainda não envolvidas no processo avaliativo.
A metodologia da Pesquisa SAI realizada no ano de 1999 foi a mesma utilizada no SAI-ETE do ano anterior (1998). Permanecem inalterados os quadros e as pontuações do Processo, Produto e Benefício e os respectivos itens que o constituem. À categoria Processo, constituída dos indicadores de desempenho pedagógico, higiene e segurança, gestão, infra-estrutura, desempenho profissional, índice de assiduidade foi atribuída 450 pontos. Para o Produto, composta dos indicadores de situação de egressos,
relação escola/comunidade, estágio e desempenho escolar, subdividido em índice de perda, relação candidato/vaga e taxa de concluinte/curso, avaliação do curso sob a ótica dos alunos e egressos, e níveis de satisfação de alunos, pais, egressos, funcionários e docentes atribui-se 350 pontos. Aos indicadores de Benefício foram atribuídos 200 pontos, sendo essa categoria constituída pelas expectativas atendidas.
O Relatório do SAI-ETE do ano de 1999 expressa que “avaliar significa comparar uma situação existente com algum modelo ideal, esperado ou utópico” (SÃO PAULO. SAI-ETE, 1999, p. 1).
Nesse Relatório consta também que a finalidade do Sistema de Avaliação Institucional é de “avaliar os processos de funcionamento, seus resultados e impactos na realidade social onde a Instituição se insere” (SÃO PAULO. SAI-ETE, 1999, p. 2).
Nela encontra-se ainda a definição de objetivos gerais ampliando os contidos no Projeto inicial, quais sejam: possibilitar a consolidação e ou redirecionamento das políticas institucionais; promover a avaliação interna (auto-avaliação) e externa (participativa);
estimular estratégias coletivas e criativas, regionais e personalizadas, para o atendimento de realidades cambiantes da produção e mercado de trabalho, pela exploração das próprias potencialidades; implantação da cultura de avaliação e endoavaliação nas ETEs e no CEETEPS que permita a contínua retroalimentação do sistema, procurando aprimorar os seus padrões de qualidade. (SÃO PAULO. Relatório SAI-ETE, 1999, p. 2/ 1).
Nos objetivos específicos destaca-se a avaliação da eficácia e eficiência das ações do Centro Paula Souza, a definição de políticas institucionais e de projetos de capacitação, e subsídio de projetos pedagógicos das ETEs mediante a análise dos indicadores do SAI-ETE. Visava ter como efeito multiplicador este SAI-ETE a avaliação das FATECs, contatos com instituições de pesquisa e avaliação para aprimoramento do SAI-ETE, avaliação das habilitações profissionais e ampliação da pesquisa de egressos.
A avaliação do SAI-ETE 99 deveria ser realizada mediante o acompanhamento das ações desenvolvidas pelas escolas e pelo Centro Paula Souza, bem como poderia ser discutida e apreciada por um colegiado, formado por representantes do próprio Centro Paula Souza, por representantes das ETEs, por trabalhadores e empresários, em níveis regionais e centrais.
Neste momento foram definidos os indicadores de processo que caracterizam internamente a Instituição, os de produto caracterizam-na externamente enquanto os
indicadores de benefício caracterizam a extensão, o atendimento e a satisfação que o produto oferecido leva à comunidade.
A definição dos indicadores ocorreu em função dos objetivos e metas do CEETEPS, que receberam pontuação de forma a estabelecer referências a serem atingidos.
No entanto, o SAI-ETE 1999 mantém o sistema de pontuação e de classificação perfazendo 1000 pontos-Escola Nota 1000, que define o desempenho ideal da instituição nos padrões de excelência almejados.
O Relatório SAI-ETE 1999, ao referenciar o sistema e pontuação, ressalta que “não se trata da implantação de filosofia neo-liberal, de que uma classificação ou ranking estimularia a competitividade e que poderia ter como conseqüência um possível aperfeiçoamento das escolas” (SÃO PAULO. SAI-ETE, 1999, p. 2/1). Nele consta que o objetivo desta classificação é identificar os pontos de eficácia e eficiência a serem reestruturados pela Unidade Escolar, e de estimular estratégias coletivas, regionais ou personalizadas pela exploração das próprias potencialidades.Tal reestruturação poderá ser feita mediante o desenvolvimento de um Projeto Pedagógico capaz de viabilizar a melhoria da qualidade da categoria processo, produto e benefício.
Ressalta-se, por fim que o Relatório SAI-ETE 1999 enfatiza que “cada unidade escolar só poderá ser comparada consigo mesma, num interstício de tempo e avaliada pela sua capacidade de reorganizar-se através de uma cultura de avaliação e endo-avaliação a ser implantada”. (SÃO PAULO. SAI-ETE, 1999, p. 2/1).
Nisso relembramos o cronograma de avaliação do Centro Paula Souza iniciado em 1997 com o desenvolvimento do Projeto Tuiuiú pesquisando inicialmente 20 ETEs. Em 1998 são pesquisadas ainda 20 ETEs e a partir do ano de 1999, todas as ETEs e extensões.
A partir do ano de 1999 também foi incorporado nos Relatórios do SAI-ETE o quadro comparativo do Centro Paula Souza contemplando sempre um triênio do desempenho da rede.
Em 2000, a Pesquisa SAI –ETE foi realizada em todas as Escolas Técnicas do Centro Paula Souza. O SAI-ETE 2000 mantém sem alterações a metodologia e o sistema de pontuação e classificação usado no SAI-ETE do ano anterior (1999).
Conforme Relatório do SAI-ETE 2000, a Pesquisa de Avaliação teve neste ano os seguintes desdobramentos: a ampliação da pesquisa de egressos, com acompanhamento por três anos consecutivos, além da avaliação das habilitações profissionais técnicas e tecnológicas; a pesquisa com empresários e entidades representantes de trabalhadores; “contatos com instituições de pesquisa e avaliação para aprimoramento do Sistema de
Avaliação Institucional; apresentação e divulgação do Sistema de Avaliação Institucional do CEETEPS,entre órgãos de pesquisa e produção científica.” (SÃO PAULO. SAI-ETE, 2000, p. 2/5).
Neste ano são mantidos os indicadores e a respectiva pontuação de desempenho ideal Escola Nota 1000. Assim como foi mantido o Sistema de Classificação: ALFA, BETA, GAMA e DELTA que, conforme Relatório SAI-ETE 2000, “deve servir apenas como referencial, pois está baseado em parâmetros ideais arbitrados pelo CEETEPS” (SÃO PAULO. SAI-ETE, 2000, p. 2/7). A única alteração refere-se à especificação do desempenho em percentual.