79İRAN PETROL BÖLGELERİNDE YAPILAN TETKİKLER
3. Cracking Unit Bu ünitede petrol iki ayrı usulde müştaklarına ayrılır:
Esta seção tem como objetivo abordar iniciativas conduzidas pelo governo para tornar- se mais inteligente. Os governos estão tornando uma cidade inteligente adotando não só a inovação em tecnologia, mas também preocupando-se com aspectos de gestão, governança e políticas. Assim, o termo governo inteligente é usado para caracterizar as atividades que investem em tecnologias emergentes juntamente com estratégias inovadoras para atingir estruturas governamentais mais ágeis e resilientes e infraestruturas de governança (GIL- GARCIA, HELBIG; OJO, 2014). De acordo com Awoleye, Ojuloge e Ilori (2014), governo eletrônico caracteriza-se pelo avanço na melhoria da entrega de informações e serviços públicos, por meio de processos de negócio e tecnologias que permitem que a informação seja alcançada e disseminada em todas as agências de governo, ampliando a promoção de oportunidades para os cidadãos de várias formas. Tais oportunidades incluem serviços públicos, participação e comunicação a qualquer momento e em qualquer lugar, e principalmente, podendo ser acessados de qualquer dispositivo a partir da integração dos serviços de governo com tecnologias inteligentes (AWOLEYE, OJULOGE; ILORI, 2014).
Um ponto chave ao lidar em um cenário de governo inteligente é que as organizações, além de aumentarem a eficiência, eficácia e transparência na gestão e na prestação de serviços públicos (NAM; PARDO, 2014), criem um ambiente de colaboração com outras organizações e com o público (MAHESHWARI; JANSSEN, 2014; NAM; PARDO, 2014). A interoperabilidade define a condição necessária para colaboração através da troca de informações e comunicação entre organizações. Além disso, processos de medição, avaliação de desempenho e melhoria são esperados (MAHESHWARI; JANSSEN, 2014), facilitando assim a participação do público na tomada de decisões e acompanhamento da prestação de
serviços (NAM; PARDO, 2014). De acordo com Maheshwari e Janssen (2014) os processos esperados são:
• Medição: o cidadão fornece feedback com base na sua experiência em mídia social, podendo gerar uma variedade de fontes de dados que podem ser usados como entrada para benchmarking.
• Avaliação do desempenho: tradicionalmente especialistas, decisores políticos e gestores executam o benchmarking para comparar países ou organizações para analisar e avaliar o desempenho. Ao abrir esta informação (transparência), os cidadãos podem mais facilmente visualizar o desempenho, comparar as organizações e sugerir melhorias. • Melhoria: Com os resultados das medições abertos, quase qualquer um pode ter acesso,
analisar os mesmos e fornecer sugestões para melhorias, incluindo a população em geral. Tais processos podem ser avaliados como métricas de melhorias intrínsecas e participação em iniciativas de governo inteligente. Harrison e outros (2012) definem melhorias intrínsecas como a mudança no ambiente considerando o que é valorizado por um dos stakeholders da iniciativa. A participação é definida como a intensidade de envolvimento direto na tomada de decisão sobre ações de governo por outras partes (HARRISON et al., 2012).
Além dessas, Nam e Pardo (2014) definiram algumas métricas para avaliação de uma iniciativa de governo inteligente na busca por uma gestão mais eficaz, eficiente, transparente e colaborativa. As mesmas podem ser avaliadas tanto no âmbito da gestão operacional dentro das organizações públicas quanto na sua interação com a população, partes interessadas e outros atores não governamentais.
A definição convencional de eficiência indica a obtenção de melhores resultados ou o alcance de metas com os mesmos recursos, ou ainda a obtenção dos mesmos resultados com um menor consumo de recursos, ou seja, a relação entre as saídas geradas para determinadas entradas (HARRISON et al., 2012; NAM; PARDO, 2014). Contudo, Nam e Pardo (2014) consideram que a eficiência para avaliar um governo inteligente deve combinar a eficiência da gestão interna (como cargas de trabalho, atividades e processos internos à organização) e a eficiência orientada a serviços na prestação e entrega de serviços públicos aos residentes e cidadãos.
De maneira geral, a eficácia está relacionada ao aumento da qualidade dos resultados desejados (HARRISON et al., 2012). No âmbito do governo inteligente, a eficácia está relacionada com a melhoria tanto da qualidade da gestão interna em organizações públicas, como da qualidade dos serviços prestados aos cidadãos por meio do aumento na comunicação e interação entre governo e cidadão (NAM; PARDO, 2014).
Conforme sugerem Nam e Pardo (2014), a transparência pode ser uma ferramenta para tornar o governo mais inteligente. Harrison e outros (2012) definem transparência como o acesso aos dados ou informações sobre as operações de governo, auxiliando em aspectos como responsividade ou influência sobre o governo. Considerando as visões internas e externas do governo inteligente, a transparência pode ser vista no compartilhamento de informações e na integração entre as organizações governamentais, além da acessibilidade de informação e processos de decisão relacionados à prestação e entrega de serviços (NAM; PARDO, 2014).
A colaboração é definida por Harrison e outros (2012) como o compartilhamento de responsabilidade e autoridade para as decisões sobre operações, políticas ou ações de governo por mais de um conjunto de partes interessadas. A colaboração pode se dar em diferentes níveis, interorganizacional, intersetorial ou ainda pela relação governo-cidadão (NAM; PARDO, 2014). A colaboração interna pode ser caracterizada como interdepartamental ou interinstitucional (entre organizações públicas), sendo definida como governança colaborativa. A colaboração externa engloba o envolvimento entre governo e partes não governamentais, como empresas, organizações sem fins lucrativos, grupos civis ou cidadãos individuais.
As cidades inteligentes caracterizam-se por uma nova forma de governar com o uso das tecnologias e consequente aumento da capacidade da administração pública com foco na melhoria da qualidade de vida do cidadão, mostrando uma relação com a definição de governança eletrônica apresentada anteriormente. De acordo com Anthopoulos e Reddick (2016), iniciativas de cidades inteligentes são uma forma para os governos mudarem os espaços urbanos, aumentando a prestação de serviços públicos e a democracia.
Meijer e Bolívar (2015, p.7 traduzido pelo autor) apresentam a seguinte definição de governança de cidades inteligentes: "a inteligência de uma cidade refere-se à sua capacidade de atrair capital humano e de mobilizar este capital humano em colaborações entre os diferentes atores (em nível organizacional e individual) através do uso de tecnologias de informação e comunicação". Na definição, os autores enfatizam os três aspectos principais de uma cidade inteligente, o foco tecnológico, o foco de recursos humanos e a governança (colaboração). Na mesma linha, Osella, Ferro e Pautasso (2016) relacionam o conceito de cidades inteligentes com a noção de governança, em que se percebe uma maior intenção na criação de valor para a sociedade por meio de aspectos como liderança, participação do cidadão, parcerias público- privadas, accountability, responsividade, transparência, colaboração, compartilhamento de dados e informações, integração de serviços e comunicação.
Considerando-se a mudança nos aspectos organizacionais em iniciativas de cidades inteligentes que visam o aumento da eficiência e eficácia da administração pública, bem como os aspectos que promovem a governança inteligente para encorajar uma maior colaboração entre as partes interessadas (CHOURABI et al. 2012), a melhoria na prestação de informações e serviços tende a ser um resultado das iniciativas. O modelo integrativo de cidades inteligentes proposto por Chourabi et al. (2012) e validado por Alawadhi et al. (2012) abrange praticamente todos os componentes propostos na definição de cidades inteligentes (NAM; PARDO, 2012). O modelo expressa a relação entre iniciativas de cidades inteligentes com fatores que são importantes para avaliar a extensão das mesmas em termos contextuais, organizacionais e técnicos. Percebe-se que o impacto dos fatores nas iniciativas de cidades inteligentes é bidirecional e os fatores são representados em dois níveis de influência. Os fatores externos são governança, pessoas e comunidades, meio ambiente, infraestrutura e economia. Os fatores internos são tecnologia, gestão e políticas. Porém, considerando que muitas iniciativas são fortemente baseadas em tecnologia, a mesma pode ser vista como um fator que de alguma maneira influencia todos os outros fatores de sucesso do modelo (CHOURABI et al., 2012).
Considerando os fatores internos sugeridos no modelo (CHOURABI et al., 2012), os fatores tecnológicos incluem aspectos como: interoperabilidade, informação e qualidade dos dados, habilidades técnicas. Os fatores organizacionais abordam questões como financiamento, alinhamento dos objetivos, recursos, relações intergovernamentais. E o contexto político inclui as inter-relações entre diferentes níveis de governo (federal, estadual e municipal), a remoção de barreiras legais e regulamentares, a integração política entre os diferentes órgãos do governo, além da reformulação da relação entre o governo e outras partes interessadas (CHOURABI et al., 2012;. NAM; PARDO, 2011).
No âmbito dos fatores externos têm-se os fatores de governança que incluem a colaboração, a participação, a comunicação, o accountability e a transparência (CHOURABI et al, 2012;. GIL-GARCIA; PARDO, 2005). A situação econômica é vista como um dos maiores condutores de iniciativas de cidades inteligentes, especialmente em áreas como a competitividade, o crescimento econômico, a produtividade e agilidade, bem como a integração com o mercado nacional e global (CHOURABI et al., 2012). Os fatores de infraestrutura estão relacionados com o aproveitamento da infraestrutura construída. E, finalmente, os aspectos relacionados ao meio ambiente, em especial a proteção dos recursos naturais, o impacto na sustentabilidade e habitabilidade da cidade, devem ser considerados na análise de iniciativas de cidades inteligentes (CHOURABI et al. 2012). O Quadro 2
ilustra as dimensões do modelo e as principais descobertas na implementação de iniciativas de cidades inteligentes.
Quadro 2 - Dimensões do Modelo Integrativo de Iniciativas de cidades inteligentes e principais descobertas
Dimensão Descrição Principais descobertas
Tecnologia Tecnologia utilizada como infraestrutura Facilitador de iniciativas
Novas tecnologias para funções de back- office
As mídias sociais e os smartphones são cada vez mais utilizados
A falta de pessoal e as restrições orçamen- tárias são os principais desafios
Gestão e Organi- zação
Fatores gerenciais e organizacionais que influenciam os projetos, tais como o tamanho do projeto, as atitudes e com- portamento dos gestores, a diversidade organizacional, o alinhamento dos obje- tivos da organização e o comprometi- mento de mudar.
O papel de um líder numa organização é essencial para as iniciativas.
Gerenciamento de iniciativas envolve a colaboração interdepartamental.
As iniciativas mudam a cultura organizaci- onal, e vice-versa.
Orçamento limitado continua como um grande desafio.
Contexto Político
O ambiente político da iniciativa, ou seja, as relações entre os fatores políticos, co- mo o governo municipal (prefeitos, secre- tários e vereadores), e fatores institucio- nais, por exemplo, leis, regulamentos, códigos e acordos intergovernamentais.
Acordos entre departamentos moldam o contexto político das iniciativas.
Orientações políticas dos executivos mol- dam o contexto político.
Governança O modelo de governança, a autoridade e o envolvimento das partes interessadas na iniciativa.
Existem vários tipos de modelos de gover- nança e órgãos de governança.
Governança abrange indicações programá- ticas, dotações orçamentárias e realocação de recursos, interações com os atores ex- ternos, parcerias internas, outros departa- mentos e agências.
Pessoas e Comu- nidades
As pessoas e as comunidades da cidade, usuários e impactados pela implementa- ção de iniciativas de cidades inteligentes
As iniciativas têm o objetivo de conhecer melhor o desejo e as necessidades do povo, envolver os cidadãos, empresas e outras partes interessadas, e também melhorar a relação cidadão-governo.
Economia
Insumos e resultados econômicos de iniciativas de smart city, como a criação de empresas, a criação de empregos, atração de talentos, desenvolvimento de força de trabalho e retenção e melhoria na produtividade.
Smartness no contexto da economia urbana indica superação de desafios econômicos, criando novos empregos e negócios, além de aumentar a competitividade e os atrati- vos regionais.
Infraestrutura Construída
O impacto da iniciativa na melhoria e aproveitamento da infraestrutura constru- ída.
Iniciativas de cidades inteligentes desen- volvem informação e infraestrutura de co- municação e, por sua vez, essas infraestru- turas promovem outras iniciativas como redes de energia smart e controle de tráfe- go smart.
Meio Ambiente O impacto da iniciativa sobre a preserva-ção e proteção do meio ambiente.
Iniciativas de cidades inteligentes ajudam a criar as condições desejáveis para uma ci- dade habitável e sustentável, preservam e protegem o meio ambiente que, por sua vez, aumenta a atratividade e a qualidade de vida dos cidadãos.
Com base em teorias de crescimento urbano e desenvolvimento, Giffinger e outros (2007) definem cidades inteligentes como aquelas com bom desempenho e prospectivas em aspectos como economia, pessoas, governança, mobilidade, meio ambiente e subsistência. A dimensão da Economia Inteligente inclui fatores relacionados à competitividade econômica como a inovação, o empreendedorismo, as marcas comerciais, a produtividade e a flexibilidade do mercado de trabalho, bem como a integração nos mercados nacional e internacional. A dimensão de Pessoas Inteligentes é descrita pelo nível de qualificação e de educação dos cidadãos, e pela qualidade das interações sociais. A dimensão Governança Inteligente inclui aspectos da participação política, dos serviços para os cidadãos, bem como o funcionamento da administração pública. A dimensão de Mobilidade Inteligente compreende aspectos como acessibilidade local e internacional, bem como a disponibilidade das TIC e de sistemas de transporte modernos e sustentáveis. A dimensão do Ambiente Inteligente é descrita por condições atrativas naturais, como clima e vegetação, e por aspectos como poluição, gestão de recursos e esforços de proteção ambiental. A dimensão de Subsistência Inteligente compreende aspectos relacionados à qualidade de vida, cultura, saúde, segurança, habitação, turismo e outros (GIFFINGER et al., 2007).