• Sonuç bulunamadı

4. DENEY SONUÇLARI

4.8 LC-MS Sonuçlarõ

4.8.2 Coomassie Brilliant Blue R-250 Boyasõ ile HRP Reaksiyonun LC-MS Sonuçlarõ

Baseando-se nos resultados, foi possível traçar o perfil de cada entrevistado: Io CASO - EP

EP faz parte do Grupo 1, de indexadores experientes, tendo concluído a graduação em Biblioteconomia em 1980; tem quinze anos de tempo de experiência em indexação. Adota a mesma concepção de Análise de assunto deste estudo, e acredita que a pessoa pode conhecer as técnicas de indexação, saber o que vai usar como instrumentos mas, se ela não conhecer o assunto do documento, um mínimo de conhecimento da área, isso toma seu trabalho muito difícil.

Segue algumas etapas para Análise de assunto, lê o título, “dá uma folheada” no texto, lê o sumário, olha a bibliografia e o autor, lê orelha e resumo. Para EP, a Análise de assunto é feita da mesma forma em todas as áreas, com graus diferentes de dificuldades, dependendo da existência da organização e sistematização nas classes de assuntos de determinadas áreas do conhecimento.

Como fatores mais importantes que interferem no seu trabalho, acha que seriam o conhecimento e a sistematização da área de assunto do documento a ser analisado. Durante os protocolos verbais, fica à vontade, presta atenção na análise do Texto 1, mas confessa sentir medo de errar. Acredita que o Texto 2 acarreta menor margem de erro à análise, pois sabe que

El faz parte do Grupo 2, de indexadores pouco experientes, tendo concluído a graduação em Biblioteconomia em 1978 e feito um curso de Especialização em 1987. Tem três anos de experiência em indexação e a mesma concepção de Análise de assunto adotada por este estudo. Acredita ser necessário ao indexador ter um pouco de maturidade, pois acha que hoje faz indexação melhor do que faria no início da carreira. Começa sua análise sempre pelo título, pois acha que muitas vezes esse já dá uma idéia do assunto. Lê o resumo e procura ler também uma boa parte do texto, principalmente a introdução. Além disso, examina dados sobre o autor. Afirma não ter experiência em indexação em outras áreas, mas acredita que a técnica seja a mesma.

Como fatores que interferem em seu trabalho, El acha que a maior barreira é a de língua, seguida da dificuldade de analisar artigos excessivamente técnicos. Acredita ainda que a prática, o contato próximo com o usuário, bem como o conhecimento da terminologia facilitam o trabalho do indexador.

Durante os protocolos verbais manifesta que, apesar de a técnica de Análise de assunto ser a mesma para todas as áreas, o tempo de experiência na área de atuação é importante. Demonstra estar bastante à vontade, muito tranqüila, e presta muita atenção à análise.

3o CASO - E2

E2 faz parte do Grupo 2, de indexadores pouco experientes. Graduou-se em Biblioteconomia em 1980, mas tem apenas dois anos e meio de experiência com indexação. Como concepção de Análise de assunto, acha que seria olhar o conteúdo do texto e ver onde ele está inserido. Acredita que a maior dificuldade enfrentada pelo indexador é não ser da área específica, o que o faz correr bastante risco.

Não define os passos seguidos para a Análise de assunto, mostrando preocupar-se muito com o vocabulário controlado, que acha mais geral. Como fatores que interferem em seu trabalho, aponta a falta de uma especialização e a desatualização dos vocabulários controlados, dando ênfase e maior atenção à segunda etapa da Indexação.

Durante os protocolos verbais mostra-se ansiosa, pouco à vontade, dispersa, e confessa muito medo de errar. Interrompe a análise dos textos várias vezes para fazer comentários sobre a situação das bibliotecas que, segundo afirma, não crescem pelo comodismo dos profissionais, que insistem em trabalhar num único setor, o que os torna “bitolados” e desatualizados.

Alega que suas dificuldades se originam na má formação no ensino primário, e faz poucos comentários sobre o conteúdo dos textos. Afirma não ter dificuldade com a terminologia do Texto 1, mas ter ficado “doida” com os termos de Botânica, observando poucos fatores ligados à Análise de assunto.

4o CASO - E3

E3 faz parte do Grupo 3, de indexadores novatos, tendo concluído a graduação em Biblioteconomia em 1998. Possui apenas um ano de experiência em indexação, atividade que acumula com várias outras, na instituição onde trabalha.

Afirma achar Análise de assunto “a coisa mais difícil” e não faz com muita segurança. Parte da necessidade de seu usuário e acredita que o principal requisito para o indexador é conhecer os termos da área onde atua, saber um pouco de muita coisa e ler muito. Nos procedimentos para fazer a análise, fala que primeiro lê o documento todo, porque a pessoa tem que saber o que tem em mãos.

Na sua opinião, há áreas em que não há necessidade de se aprofundar muito na análise, como nas Ciências Sociais, em que pequenos detalhes podem passar desapercebidos, situação que é diferente da área de Ciências Biológicas, em que se deve proceder a um detalhamento maior e ter muito cuidado com a análise.

Aponta a barreira da língua como fator interferente em seu trabalho, lamentando ainda não ter um inglês muito bom, apesar de a maioria dos documentos que indexa ser em inglês. Quanto à terminologia, acha que já tem alguma vivência dela e faz uma crítica ao pequeno número de disciplinas que o Curso de Biblioteconomia oferece em Tratamento da Informação.

Durante os protocolos verbais mostra-se à vontade, tranqúila e presta atenção à análise dos textos. Confessa ter preguiça de ler os resumos dos textos, pelo tamanho da letra. O Texto 1 é do tipo com o qual quase nunca trabalha, e acha-o mais difícil do que aqueles com os quais

Durante os protocolos verbais mostra-se ansiosa, pouco à vontade, dispersa, e confessa muito medo de errar. Interrompe a análise dos textos várias vezes para fazer comentários sobre a situação das bibliotecas que, segundo afirma, não crescem pelo comodismo dos profissionais, que insistem em trabalhar num único setor, o que os toma “bitolados” e desatualizados.

Alega que suas dificuldades se originam na má formação no ensino primário, e faz poucos comentários sobre o conteúdo dos textos. Afirma não ter dificuldade com a terminologia do Texto 1, mas ter ficado “doida” com os termos de Botânica, observando poucos fatores ligados à Análise de assunto.

4o CASO - E3

E3 faz parte do Gmpo 3, de indexadores novatos, tendo concluído a graduação em Biblioteconomia em 1998. Possui apenas um ano de experiência em indexação, atividade que acumula com várias outras, na instituição onde trabalha.

Afirma achar Análise de assunto “a coisa mais difícil” e não faz com muita segurança. Parte da necessidade de seu usuário e acredita que o principal requisito para o indexador é conhecer os termos da área onde atua, saber um pouco de muita coisa e ler muito. Nos procedimentos para fazer a análise, fala que primeiro lê o documento todo, porque a pessoa tem que saber o que tem em mãos.

Na sua opinião, há áreas em que não há necessidade de se aprofundar muito na análise, como nas Ciências Sociais, em que pequenos detalhes podem passar desapercebidos, situação que é diferente da área de Ciências Biológicas, em que se deve proceder a um detalhamento maior e ter muito cuidado com a análise.

Aponta a barreira da língua como fator interferente em seu trabalho, lamentando ainda não ter um inglês muito bom, apesar de a maioria dos documentos que indexa ser em inglês. Quanto à terminologia, acha que já tem alguma vivência dela e faz uma crítica ao pequeno número de disciplinas que o Curso de Biblioteconomia oferece em Tratamento da Informação.

Durante os protocolos verbais mostra-se à vontade, tranqüila e presta atenção à análise dos textos. Confessa ter preguiça de ler os resumos dos textos, pelo tamanho da letra. O Texto 1 é do tipo com o qual quase nunca trabalha, e acha-o mais difícil do que aqueles com os quais

está acostumada. Quanto ao Texto 2, acha a terminologia mais fácil, pelo maior nivel de detalhamento e por trabalhar na área de Ciências Biológicas.

5o CASO -E 4

E4 enquadra-se no Grupo 3, de indexadores novatos. Também concluiu o Curso de Biblioteconomia em 1998 e tem um ano de experiência com indexação.

Como concepção de Análise de assunto, vai um pouco adiante na concepção adotada neste estudo, afirmando que consiste em analisar o documento e ver se aquilo que está ali é importante para seu usuário. Acha que o principal requisito para o indexador executar esse trabalho é, em primeiro lugar, saber o que é Análise de assunto, e que não existe uma receita pronta para isso. Deve-se conhecer a técnica e saber, principalmente, sobre a área em questão. Na sua opinião, não é saber tudo, mas é entender um pouquinho da área de atuação.

Como procedimentos para a análise, diz que primeiro lê o texto atenciosamente. Não lê o texto todo, mas partes, inícios dos parágrafos e o finalzinho do texto, pois há também a questão da falta de tempo. É responsável por inúmeras atividades da biblioteca, dentro e fora dela, e acredita que não é dada a prioridade devida a seu trabalho informacional. Aponta, então, como elemento negativo, a falta de tempo e, ligado a isso, as interrupções que ocorrem a todo instante, como fator que, durante a análise, interfere em seu trabalho; outra grande dificuldade para o indexador é trabalhar numa área que não conhece.

Durante os protocolos verbais mostra-se ansiosa, pouco tranqüila, presta pouca atenção e demonstra receio de errar. Sente mais dificuldade na análise do Texto 2, pois acha a terminologia muito difícil, com desenhos complicados, e não tem qualquer conhecimento da área. Acredita que, para fazer a análise, teria que ter um conhecimento mínimo da área e que o indexador deve ter humildade para pedir ajuda a especialistas. Confessa ter analfabeta” nessa análise do Texto 2.

E5 faz parte do Grupo 1, de indexadores experientes. Graduaou-se em Biblioteconomia em 1984. Trabalha há quatorze anos em indexação, e afirma que sua experiência é muito importante para a biblioteca onde trabalha, insinuando que fará falta, no caso de se ausentar.

No processo de Análise de assunto, quando não é possível ler o documento no seu todo, faz pelo menos uma leitura dinâmica do texto. Acha que a indexação não é um trabalho rápido e que só depois de ler um documento e identificar realmente sobre o que ele trata é que se pode pensar em descritores. Acha que o ideal para o indexador é que ele conheça um pouco da área em que trabalha, que goste de seu trabalho e, bem paralelo a isso, que tenha conhecimento das técnicas de indexação. Para E5, quando se analisa um documento cujo assunto já se domina, a análise é mais rápida e apenas uma leitura dinâmica é suficiente, ao passo que os assuntos novos requerem mais tempo de análise, busca e consulta a outros documentos, bem como a orientação de especialistas.

Como fator principal que interfere no seu trabalho, aponta o tempo, alegando que, no corre-corre de hoje, as pessoas são sempre avaliadas pela quantidade de sua produção, e acha que isso não é o ideal. Acredita que o ritmo do trabalho depende da complexidade de cada documento, do conhecimento que se tem do assunto e das dificuldades que surgem. Considera-se uma bibliotecária muito detalhista e recebe críticas por isso.

Durante os protocolos verbais, mostra-se à vontade, tranqüila, e presta muita atenção na leitura dos textos. Faz poucas pausas e dispensa, por isso, as perguntas da entrevistadora, já que “pensa alto” durante todo o protocolo verbal. Recorre muito a seu conhecimento prévio e expõe com clareza seu pensamento. Faz uma comparação detalhada entre os dois textos e, em síntese, acha o Texto 1 um texto cursivo, sem estrutura e sem uma linguac- padronizada. Acredita que o Texto 2, por sua estrutura e sua linguagem padroniza ' nais fácil de se analisar.

E6 enquadra-se no Grupo 1, de indexadores experientes. Graduou-se em Biblioteconomia em 1976 e tem doze anos de experiência com indexação. Segundo ela, Análise de assunto consiste em ler um texto e buscar nele o que realmente o autor está dizendo. Acredita que o principal requisito de um indexador seja o respeito à opinião do autor, devendo, aquele, ater-se só ao que este está dizendo. Além disso, o indexador deve ter um bom raciocínio e precisa buscar a correlação dos assuntos entre outras áreas do conhecimento.

Como procedimentos para a Análise de assunto, acha que deveria haver, primeiro, uma leitura geral, para que se tenha uma idéia do documento no todo, ou, quando isso não for possível, que se leiam alguns pontos principais do documento. Deve-se procurar olhar os objetivos, os métodos, a introdução, nunca se prendendo apenas ao resumo, que nem sempre dá todo o conteúdo do documento.

E6 aponta fatores circunstanciais como interferentes em seu trabalho, por exemplo, a possibilidade, ou não, de se concentrar, ou de sofrer interrupções durante a análise. Acha também que outro fator é a própria maneira de escrever dos autores, uns mais prolixos, outros mais objetivos e de como descrevem o conteúdo no texto.

Durante os protocolos verbais mostra-se tranqúila, presta atenção à análise, mas confessa estar sendo afetada pela ansiedade do momento. Acha o Texto 2 mais fácil de analisar, pela familiaridade que tem com a terminologia da área. Faz questão de enfatizar a melhoria de seu trabalho após o contato com o usuário através da pesquisa, e acredita na importância dessa interação.

Benzer Belgeler