É uma escola de samba da cidade de São Paulo, atualmente sediada na zona Norte, no bairro Jardim Japão. Oferece atividades e serviços para toda a comunidade
como: tratamentos odontológicos, cursos profissionalizantes, aulas de informática, inglês e instrumentos musicais, bem como projetos específicos para a terceira idade.
O Quadro 2, a seguir, traz alguns dados históricos da Escola:
Quadro 2 – Dados da Unidos de Vila Maria
Nome da Agremiação: Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Unidos de Vila Maria
Nome Popular: Unidos de Vila Maria
Data de Fundação: 10 de janeiro de 1954
Presidente: Adilson José de Souza
Carnavalesco: Lucas Pinto
Cores da Escola: Verde, Azul e Branco
Localização: Jardim Japão
Cidade: São Paulo
Títulos no Grupo de
Acesso: 1968, 2001 e 2014
Títulos no Grupo Especial: Nunca venceu
Escudo:
Fonte: Unidos de Vila Maria (s/d).
A Unidos de Vila Maria foi fundada em 1954, a partir de um grupo de amigos que moravam nas imediações, que se reuniam para brincar o carnaval pelas ruas do bairro, da Vila Munhoz até a Vista Alegre. Assim surgiu, em 1950, a Escola de Samba Unidos do Morro da Vila Maria (nome que permaneceu até 1971), sendo oficializada em 10 de janeiro de 1954. Inicialmente, como as demais escolas da cidade, a Vila Maria não desfilava com alas formalizadas, saindo pelas ruas da cidade, tais como a Avenida Celso Garcia, no Brás, e a Avenida São João, no Centro, com sua bateria, o baliza Zé Caxambu e Claudete, uma passista que “escandalizava” por sair de maiô na frente da bateria.
Sua primeira sede foi na casa de Mané Sabino, e os escassos recursos eram obtidos por meio de contribuições dos comerciantes da região e dos próprios associados, para a compra de tecidos para as fantasias. Uma figura importante na história da Escola é João Franco, o Xangô da Vila Maria, ator, cantor, compositor, um de seus primeiros componentes, um dos primeiros artistas a aderir ao movimento negro, e homenageado por Leci Brandão, num samba de sua autoria.
Em 1968, no primeiro desfile oficial da cidade, a Vila Maria conquista o título do Grupo 2 (atual Grupo de Acesso), quando, através de um enredo que falava sobre Villa Lobos, desfilou com 300 componentes e mais uma ala mirim. Ainda na década de 1960, a Vila Maria foi premiada pelo então prefeito Faria Lima, com o “Apito de Ouro”, prêmio concedido às melhores baterias das escolas. O responsável pela bateria era Mestre Batucada, outro grande nome do samba paulistano.
Em 1976, já com 600 componentes, e sob a presidência de Benedito Nascimento, a escola ganha uma nova quadra. Porém, foi apenas na década de 1990, quando o presidente de honra da Velha Guarda, Vadinho, e alguns amigos resolvem assumir a Escola que voltou a obter bons resultados.
Em 1998, com o enredo “Uma viagem à Atlântida”, a Vila consegue o título
do Grupo 2 (atual Grupo 1 da UESP).
Em 2001, sob a presidência de Marcelo Müller, vem, finalmente, o título do Grupo de Acesso, o que lhe concedeu o direito de figurar entre as grandes escolas no ano seguinte, tendo como tema do desfile as novelas.
Em 2002, ano de estreia no Grupo Especial, apresentou o tema "Intolerância
Não! Viva e Deixe Viver".
Em 2004, já figurando entre as principais escolas do Carnaval paulistano, a Vila Maria ganhou uma nova quadra, a maior das escolas de samba de São Paulo. Infelizmente, nesse mesmo ano, antes do Carnaval, a escola e a comunidade perderam um dos diretores da agremiação, Eriverto Sabino de França, conhecido como Veto, assassinado no dia 11 de janeiro de 2004. Veto era de uma família tradicional na Escola de Samba da Vila Maria. Atualmente, seu filho, Herik Lopes de França, ocupa o cargo de diretor, deixado pelo pai. Apesar deste revés, a escola se apresentou bem e ficou em sexto lugar na disputa do Carnaval.
Em 2007, com um enredo sobre o renascimento ecológico da cidade de Cubatão, a Vila Maria surpreendeu o público com um desfile grandioso e um samba enredo empolgante, considerado por muitos o melhor samba enredo do ano, e conquistou o vice-campeonato, melhor colocação de sua história.
Em 2008, com um enredo sobre os 100 anos de imigração japonesa no Brasil, a Escola quebrou o recorde de alegoria mais comprida e era uma das favoritas para o título, terminando na 3ª colocação.
Em 2009, a Escola trouxe o enredo: “Da sobrevivência à luxúria da ilusão, a alucinação. Dinheiro, mito, história e realidade”, e terminou na 8ª colocação.
Em 2010, a Escola apresentou um enredo sobre o minério de ferro: “A
indústria que manipula o ferro, é a mãe de todas as outras!”, de autoria do
carnavalesco Fábio Borges. Esperava-se um grandioso desfile com alegorias em formas inusitadas e de grandes proporções, atingindo o limite máximo de altura do Sambódromo do Anhembi. Porém, obteve um resultado aquém do esperado, o samba- enredo, que sofreu sérias críticas ao ser escolhido, não colaborou no desempenho, sendo um dos fatores de grande peso no insucesso da Escola naquele ano.
Em 2011, a Escola desfilou com um enredo sobre o Teatro Amazonas e sobre a cidade de Manaus, dentro de um contexto histórico que englobou passado, presente e futuro, intitulado “Teatro Amazonas – Manaus em Cena”, de autoria do carnavalesco
Fabio Borges, com um dos melhores desfiles da noite, conquistando o 3° lugar, atrás da surpreendente Tucuruvi e da campeã Vai-Vai.
Para o Carnaval de 2012, a Escola contou com um novo carnavalesco, o experiente Chico Spinosa, que veio em substituição a Fábio Borges, chegando também o consagrado intérprete carioca Nêgo. A escola desfilou com o enredo: “A Força
Infinita da Criação – Vila Maria Feita a Mão”, conseguindo o 5° lugar.
Em 2013, o carnavalesco Chico Spinosa preparou o enredo sobre os 50 anos de imigração coreana no Brasil. O desfile foi muito luxuoso e a Escola foi cotada como uma das favoritas, porém na apuração, recebeu notas baixas em vários quesitos, como Mestre-Sala e Porta-Bandeira, e acabou ficando em 14º lugar (última colocação), sofrendo descenso para o Grupo de Acesso, após doze Carnavais (período compreendido de 2002 a 2013) em que esteve lutando pelo título no Grupo Especial.
Em 2014, a Vila Maria mostrou a história dos brinquedos, levando personagens clássicos que marcaram a memória de muita gente. E com o enredo "Nos meus 60 Anos
Brincadeiras do Tempo de Criança" foi a Campeã do Grupo de Acesso, obtendo a
pontuação máxima de 270 pontos, voltando assim ao Grupo Especial do Carnaval em 2015.