BÖLÜM 3: VERİLERİN ANALİZİ VE BULGULAR
3.2. Bağış Yapma Davranışına İlişkin Boyutsal Analiz
3.2.2. Cinsiyete Göre Faktörlere İlişkin Boyutsal Analizler
O trânsito tem definições comuns entre diversos autores. Para Rozestraten (1988, p.3), citando Meireles e Arrudão (1966), o trânsito é: "[...] o deslocamento de pessoas ou coisas pelas vias de circulação, distinto de tráfego, que seria o mesmo trânsito, mas em missão de transporte".
Rozestraten (1988, p.4) conclui que o trânsito é: "[...] conjunto de deslocamentos de pessoas e veículos nas vias públicas, dentro de um sistema
convencional de normas, que tem por fim assegurar a integridade de seus participantes.”
O Código de Trânsito Brasileiro – CTB, com base na Lei Federal nº 9503 (1997), nos artigos §1º e §2º, considera o trânsito:
“[...] a utilização das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos, conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e operação de carga ou descarga e em condições seguras.”
Na definição feita por Vasconcellos (1985, p. 11), o trânsito é:
“[...] um conjunto de todos os deslocamentos diários, feitos pelas calçadas e vias da cidade, e que aparece na rua na forma da movimentação geral de pedestres e veículos. ”
Atualmente, grandes cidades ao redor do mundo sofrem por problemas causados pelos congestionamentos gerados por trânsito intenso e, muitas, já não possuem capacidade adicional para absorver aumento na quantidade de veículos que ocupam suas estruturas de circulação, com forte impacto na vida das pessoas. De acordo com o autor:
“[...] o trânsito é feito por pessoas, dentro de uma sociedade, com grandes diferenças sociais e políticas, com interesses diversos, surgindo como elemento básico, inevitavelmente o conflito: o trânsito é uma disputa pelo espaço físico, que reflete uma disputa pelo tempo e pelo acesso aos equipamentos urbanos, é uma negociação permanente do espaço coletiva e conflituosa. ”
Segundo a Comissão das Comunidades Europeias (2007), em praticamente todas as regiões centrais das cidades, o aumento do tráfego conduziu a um fenômeno de congestionamento crônico com inúmeras consequências que trouxeram consigo prejuízos causados pelo tempo perdido e pela poluição ambiental produzida.
No Brasil, os grandes aglomerados urbanos amargam, há muito tempo, congestionamentos que são cada vez maiores. Os autores Mortarie e Euzébio (2009) em um estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) quantificaram as perdas nas cidades brasileiras advindas do congestionamento em:
• Tempo adicional (perdido) de percurso dos usuários de automóvel e de transporte público coletivo nas vias principais e suas transversais;
• Consumo excessivo de combustível;
• Aumento da emissão de CO2.
Os resultados demonstram que cidades como São Paulo perdem, em produção, R$ 26,8 bilhões por ano, valor adicional de riqueza que poderia ser gerada, se o tempo perdido no trânsito fosse gasto na produção e consumo. Estima que as pessoas percam entre duas e três horas por dia no trânsito. Isto significa que no decorrer de um mês, as pessoas passaram, pelo menos, dois dias dentro dos ônibus ou dos carros.
Segundo Cohn (2014), num estudo sobre o trânsito que foi realizado nas principais cidades do mundo, as cidades brasileiras receberam classificação elevada no ranking das mais congestionadas. A metodologia utilizada neste estudo mediu as viagens no decorrer do dia e comparou a duração do tempo realizado entre períodos de pico e fora do pico. A diferença foi expressa como o aumento percentual médio no tempo de viagem. No estudo foram considerados os quilômetros percorridos nas estradas locais, em vias arteriais e rodovias. Todos os dados foram baseados em medidas reais de equipamentos com GPS, instalados em veículos e dispositivos portáteis móveis em cada cidade.
Foram avaliadas 180 cidades em diferentes continentes e as cidades brasileiras foram incluídas pela primeira vez na avaliação. Na comparação, o Rio de Janeiro foi classificado como a terceira cidade mais congestionada, enquanto que São Paulo aparece na quinta posição. Quando a pesquisa considera apenas as Américas, o Rio de Janeiro apareceu na primeira posição do ranking, enquanto São Paulo ocupou a terceira posição. Na Tabela 2, os dados demonstram o ranking das 10 cidades mais congestionadas das Américas:
Tabela 2: Ranking das dez cidades mais congestionadas da América.
Fonte: TomTom, 2013.
No Brasil, políticas públicas e estratégias do mercado financeiro e automotivo favoreceram, ao longo dos últimos anos, maior acesso ao crédito, longos prazos de financiamento e oferta diversificada de veículos, aumentando, substancialmente, o número de unidades vendidas.
Ocorre que estes veículos somam-se a outros em circulação e tomam para si maior espaço dentro das cidades, e consomem, à exaustão, a capacidade das vias e locais para estacionamento. Apesar dos benefícios individuais, trouxeram consigo efeitos sociais negativos devidos aos impactos em várias áreas de funcionamento das cidades, por exemplo, nas áreas da saúde pública, onde aumentaram as ocorrências de pessoas com problemas cardiorrespiratórios, alérgicos, estresse e mortes devido a acidentes. Vasconcellos e Lima (1998) afirmam que a apropriação abusiva do espaço viário pelo transporte individual, impõe externalidade perversa a outros usuários do espaço urbano, principalmente a pedestres e viajantes dos transportes não motorizados, submetendo-os, irresponsavelmente, ao risco.
Segundo afirma Scarlato (1989), o que ocorreu, de fato, foi que o automóvel acabou remodelando as cidades deste século, reformulando a noção de espaço e distância, além de modificar os hábitos das pessoas. O aumento da circulação de automóveis acontece em detrimento do transporte público coletivo, que passa a disputar seu espaço com quantidades cada vez maiores de concorrentes.
Melo (2000) escreve que o automóvel permite maior independência no trânsito porque torna mais flexível o deslocamento e, por isso, é um meio de transporte conveniente e que atende bem a uma viagem de cunho pessoal. Salienta, no entanto, que as vantagens desaparecem quando se está em ambientes cada vez mais congestionados. Para Vasconcellos (2001) a escolha pelo automóvel, por parte de quem tem possibilidades de escolher, decorre de uma avaliação racional das suas necessidades de deslocamento, frente aos condicionantes econômicos e de tempo, e frente ao desempenho relativo dos transportes disponíveis. Contudo, o uso indiscriminado do automóvel leva a consequências negativas, tanto ao meio ambiente quanto à fluidez do trânsito. O trânsito excessivo nas grandes cidades provoca consequências muito mais graves do que os atrasos e transtornos enfrentados diariamente pelos motoristas e passageiros do transporte individual e do coletivo. Os congestionamentos custam muito dinheiro, prejudicam a saúde da população e atrapalham o crescimento do país; portanto, resolver (ou amenizar) o problema não é apenas uma questão de conforto e bem estar, mas é, também, um importante incentivo ao desenvolvimento econômico e social. Neste contexto, o sistema de transporte coletivo destaca-se, pois apoia políticas públicas de restrição na circulação de veículos particulares.