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Canlı Doğa ve Besin Zincirinin Ekolojik Değeri

MEVLANA'NIN DOĞA BİLİNCİ İÇİNDE EKOLOJİ

II. Canlı Doğa ve Besin Zincirinin Ekolojik Değeri

O ordenamento territorial, em bases sustentáveis, vem se tornando cada vez mais essencial ao processo de planejamento de uso e ocupação racional do território, de forma a garantir a manutenção da qualidade ambiental, preservação dos recursos ambientais, garantia da qualidade de vida das populações e desenvolvimento econômico.

Pensar um modelo de planejamento, ambiental, social e economicamente viáveis, vem se constituindo igualmente num dos maiores desafios aos planejadores e estudiosos da temática ambiental na atualidade, não só na região nordeste (bastante assolada com o fenômeno das secas periódicas), mas como do Brasil como um todo.

E é em um cenário de necessidade de expansão do capital e apropriação de recursos que esse tema, ORDENAMENTO TERRITORIAL E AMBIENTAL, ganha projeção. Afinal, garantir a reprodução do sistema econômico, a qualidade ambiental, bem como as necessidades de sobrevivência da população, muitas vezes, acabam por irem de encontro, sendo sempre o capital vencedor na disputa de poder.

No município de Maranguape, quase inteiramente inserido no domínio semiárido, discutir o ordenamento territorial, à luz do desenvolvimento sustentável, representa um passo inicial no processo de planejamento do uso e ocupação do território de forma menos impactante ao meio.

Graças ao seu potencial natural e a proximidade com a capital do estado, seu território tem sido, desde o início do seu processo de ocupação, intensamente explorado. Diversos ciclos econômicos, desde então, foram imprimindo na paisagem maranguapense suas formas e deixando suas marcas. Atualmente, as principais atividades desenvolvidas são aquelas ligadas ao setor terciário (turismo e comércio)e a indústria na setor urbano da sede municipal, nos distritos e setores mais distantes do principal núcleo urbano municipal as atividades econômicas desenvolvidas são aquelas ligadas a exploração direta do potencial natural: agricultura, pecuária e extração vegetal.

Conhecer as potencialidades locais é requisito necessário para o processo de ordenamento territorial em escala municipal, buscando alocar as atividades de acordo com a capacidade de resistência dos sistemas ambientais.

Dessa forma, foram delimitadas 04 (quatro) zonas de uso preferencial com base nas potencialidades dos sistemas ambientais, variando de zona com menor limitação potencial ao uso à zona de maior limitação potencial o uso, conforme apresentado a seguir:

• Z1: Zona de uso preferencial; • Z2: Zona de uso restrito; • Z3: Zona de uso indireto; • Z4: Zona de preservação.

Cada zona de uso será apresentada abaixo de forma sucinta, discutindo a potencialidade de cada área ao desenvolvimento de atividades econômicas e ao ordenamento territorial.

Z1: Zona de uso preferencial

Essa zona apresenta valores de vulnerabilidade ambiental variando de muito baixo a moderado, constituindo-se de áreas de transição, com tendência a estabilidade. Essas áreas, de relevo variando de plano a suave ondulado e solos moderadamente desenvolvidos, apresentam condicionantes ambientais favoráveis ao desenvolvimento das mais variadas atividades econômicas (agropecuárias, agroextrativistas, urbano-industriais e turísticas e de lazer).

Apesar disso, faz-se necessária a adoção de técnicas conservacionistas com vistas à conservação do solo e da vegetação nativa a fim de se evitar a perda de solos por erosão eólica e hídrica.

Z2: Zona de uso restrito

São áreas em transição com tendência à estabilidade e vulnerabilidade ambiental variando de baixa (nas áreas de relevo mais plano) à moderada (nas áreas de relevo movimentado). São áreas intermediárias entre as de Uso preferencial e de Uso Indireto.

Por serem ambientes de vulnerabilidade baixa a moderada, podem ser convertidas em áreas ecodinamicamente instáveis, onde predomina o processo de esculturação do relevo através da erosão pluvial e eólica, caso sejam submetidas a grandes pressões antrópicas, com o desenvolvimento de agricultura de larga escala, pecuária intensiva, ou pastoreio excessivo.

Porém com a adoção de técnicas conservacionistas, tornam-se áreas preferenciais para a prática de atividades urbano-industriais e econômicas diversas, além de serem áreas propícias à expansão urbana.

Z3: Zona de uso indireto

São ambientes de transição com tendência à instabilidade e de vulnerabilidade ambiental variando de moderada a alta. Apresentam declividades altas, normalmente superiores a 27% e solos pouco desenvolvidos, o que tornam os impactos das atividades humanas mais visíveis.

Por conta de constituírem-se de ambientes de ecodinâmica intermediária, podem facilmente passar de ambientes intergrade para ambientes instáveis em decorrência da utilização excessiva ou inadequada. Justamente por esse motivo, essas áreas devem ser utilizadas para a prática de agricultura de pequeno porte, nas áreas onde as condições de relevo e solo tornem a atividade menos impactante, além disso, a utilização de práticas agrícolas conservacionistas é essencial para a manutenção da qualidade ambiental dessas áreas.

Além da agricultura de pequeno porte, a atividade extrativista é outra que pode ser implantada nessas áreas. Para essa atividade vale a mesma precaução para a anterior, sempre adotando práticas conservacionistas para evitar a perda de solos por erosão. Os setores menos favoráveis dessas zonas, com valores de declividade mais altos, ou solos pouco desenvolvidos, devem ser reservados à preservação ambiental e ao ecoturismo, por conta de seus valores mais altos de vulnerabilidade.

Z4: Zona de preservação

Essa zona compreende as áreas legalmente protegidas, como APAs e APPs. Tais unidades tem por objetivo a conservação da biodiversidade, da paisagem e dos processos ecossistêmicos de um determinado território. Por serem áreas protegidas através de instrumentos legais, seu uso e ocupação poderá se dar apenas de forma indireta e obedecendo a documentos técnicos e limitações ambientais destas unidades.

A criação das áreas de preservação ambiental se enquadram nos objetivos da Politica Nacional do Meio Ambiente, criada pela Lei nº 6.938, de 31 de agosto de 1981. Essa lei tem por objetivo central a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental, visando assegurar condições ao pleno desenvolvimento socioeconômico, de segurança nacional e à proteção a dignidade humana.

Dentre os princípios que regem o PNMA, destacamos: controle e zoneamento das atividades potencial ou efetivamente poluidoras; incentivos ao estudo e à pesquisa de

tecnologias orientadas para o uso racional e a proteção dos recursos ambientais; acompanhamento do estado da qualidade ambiental; recuperação de áreas degradadas; proteção de áreas ameaçadas de degradação; racionalização do uso do solo, do subsolo, da água e do ar; e a proteção dos ecossistemas, com a preservação de áreas representativas;

Além dos princípios que direcionam a Política Nacional do Meio Ambiente, a referida lei destaca alguns instrumentos necessários à sua efetivação, dentre os quais estão: estabelecimento de padrões de qualidade ambiental; a avaliação de impactos; o licenciamento e a revisão de atividades potencialmente poluidoras; - instrumentos econômicos, como concessão florestal, servidão ambiental, seguro ambiental e outros. Além destes instrumentos, outros são igualmente importantes para a preservação da qualidade ambiental, dentre os quais estão o zoneamento ambiental; incentivos ao desenvolvimento de tecnologias voltadas para a melhoria da qualidade ambiental; e a criação de espaços territoriais protegidos. É dentro desse contexto que se inclui a criação de Áreas de Preservação Ambiental (APA) e as Áreas de Preservação Permanente (APP).

A criação do Sistema Nacional de Unidade de Conservação (SNUC) em 2000 teve como objetivos centrais: a proteção de espécies ameaçadas; manutenção da diversidade biológica; conservação e preservação dos ecossistemas; a promoção do desenvolvimento sustentável a partir dos recursos naturais; a promoção de práticas conservacionistas no processo de desenvolvimento; a proteção das paisagens naturais de notável beleza cênica; proteção de características relevantes de natureza geológica, geomorfológica, espeleológica, arqueológica, paleontológica e cultural; entre outros. O SNUC divide as Unidades de Conservação em duas categorias distintas: as Unidades de Proteção Integral e as Unidades de Uso Sustentável.

O primeiro grupo, as Unidades de Proteção Integral, tem como objetivo central a preservação da natureza, sendo admitida apenas a utilização indireta dos recursos naturais (Art. 7º, § 1º). Dentro desse grupo se enquadram as Áreas de Preservação Permanentes (APPs), sendo entendida pelo Código Florestal5 como áreas protegidas, recobertas ou não por

vegetação nativa, tendo como função a preservação dos recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, a proteção do solo e de assegurar o bem-estar das populações humanas (Art. 3º, II).

A referida lei classifica como áreas de preservação permanente:

I - as faixas marginais de qualquer curso d’água natural perene e intermitente, excluídos os efêmeros, desde a borda da calha do leito regular, em largura mínima de:

a) 30 (trinta) metros, para os cursos d’água de menos de 10 (dez) metros de largura; b) 50 (cinquenta) metros, para os cursos d’água que tenham de 10 (dez) a 50 (cinquenta) metros de largura; c) 100 (cem) metros, para os cursos d’água que tenham de 50 (cinquenta) a 200 (duzentos) metros de largura; d) 200 (duzentos) metros, para os cursos d’água que tenham de 200 (duzentos) a 600 (seiscentos) metros de largura; e) 500 (quinhentos) metros, para os cursos d’água que tenham largura superior a 600 (seiscentos) metros;

II - as áreas no entorno dos lagos e lagoas naturais, em faixa com largura mínima de: a) 100 (cem) metros, em zonas rurais, exceto para o corpo d’água com até 20 (vinte) hectares de superfície, cuja faixa marginal será de 50 (cinquenta) metros; b) 30 (trinta) metros, em zonas urbanas;

III - as áreas no entorno dos reservatórios d’água artificiais, decorrentes de barramento ou represamento de cursos d’água naturais, na faixa definida na licença ambiental do empreendimento;

IV - as áreas no entorno das nascentes e dos olhos d’água perenes, qualquer que seja sua situação topográfica, no raio mínimo de 50 (cinquenta) metros;

V - as encostas ou partes destas com declividade superior a 45°, equivalente a 100% (cem por cento) na linha de maior declive;

VI - as restingas, como fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues; VII - os manguezais, em toda a sua extensão;

VIII - as bordas dos tabuleiros ou chapadas, até a linha de ruptura do relevo, em faixa nunca inferior a 100 (cem) metros em projeções horizontais;

IX - no topo de morros, montes, montanhas e serras, com altura mínima de 100 (cem) metros e inclinação média maior que 25°, as áreas delimitadas a partir da curva de nível correspondente a 2/3 (dois terços) da altura mínima da elevação sempre em relação à base, sendo esta definida pelo plano horizontal determinado por planície ou espelho d’água adjacente ou, nos relevos ondulados, pela cota do ponto de sela mais próximo da elevação;

X - as áreas em altitude superior a 1.800 (mil e oitocentos) metros, qualquer que seja a vegetação;

XI - em veredas, a faixa marginal, em projeção horizontal, com largura mínima de 50 (cinquenta) metros, a partir do espaço permanentemente brejoso e encharcado (Art. 4º).

O segundo grupo, as Unidades de Uso Sustentável, tem como objetivo “[...] compatibilizar a conservação da natureza com o uso sustentável de parcela dos seus recursos naturais” (SNUC, Art. 7º, § 2). Dessa forma, essas áreas devem ser conservadas com o

objetivo de preservar a qualidade ambiental e proteger os ecossistemas mais frágeis dos impactos, diretos e indiretos, da atividade humana.

No tópico subsequente, será apresentado o esboço do Zoneamento Geoambiental do município de Maranguape, detalhando as características, vulnerabilidades e potencialidades de cada área.

6.1 Zoneamento Geoambiental de Maranguape

Neste tópico apresentaremos o esboço do Zoneamento Geoambiental do Município de Maranguape, levando em consideração as potencialidade e limitações de cada unidade geoambiental e as normativas legais como instrumentos básicos no processo de delimitação das zonas.

Cada unidade Geoambiental será, resumidamente, caracterizada quanto à ecodinâmica e o grau de vulnerabilidade dos ambientes à ocupação, bem como os usos mais adequados às suas características ambientais.

Planícies

As planícies, conforme já discutidas no capítulo anterior, apresentam valor de vulnerabilidade ambiental variando de baixo à moderado. Apresentam bom estado de conservação, em relação à cobertura vegetal, e podem ser destinadas a preservação ambiental ou a utilização agrícola, em decorrência de suas condições hidropedológicas favoráveis ao desenvolvimento das culturas. Contudo, o desenvolvimento de atividades agrícolas nestas áreas deve ser efetuado nas áreas mais distantes do curso d’água.

Podem ser classificadas em 02 (duas) zonas distintas, a Zona de Uso 02 e a Zona de Uso 04. A Z2, representada pela planície fluvial do Rio Cedro, é área destinada à preservação ambiental e ao manejo sustentável dos recursos naturais e à utilização racional do potencial dessa área. Já a Z4, representada pelas Planícies Fluviais dos rios Maranguapinho, São Gonçalo e Papara, são enquadradas como Áreas de Preservação Permanente, tendo como objetivo central a preservação do manancial e dos recursos hídricos.

Quadro 6 - Ecodinâmica e ordenamento territorial em áreas de planície Domínio

geoambiental Unidade Geoambiental Zona de uso Ecodinâmica Uso e ocupação

Planície

Rio Cedro Z2 Ambientes de baixa a

moderada vulnerabilidade, com ecodinâmica em estabilidade dinâmica. Áreas destinadas à preservação ambiental e ao manejo sustentável dos recursos ambientais Papara

Z4 Área de preservação permanente

Maranguapinho São Gonçalo Fonte: Autor.

Maciços residuais

As áreas serranas podem ser divididas em 03 (três) zonas de uso. Os baixos maciços residuais, ou serras secas, em decorrência de seus elevados valores de declividades, aos seus solos pouco profundos e desenvolvidos apresentam Ecodinâmica instável, o que torna esses ambientes altamente suscetíveis aos processos erosivos. Desta forma sua utilização prioritária deve ser para a conservação da vegetação nativa e estabilização do relevo e a sua utilização indireta como fonte de pesquisa e turismo. Assim essas áreas são classificadas como Zona de uso 02 (Z2).

As serras úmidas, por sua vez, são agrupadas em 03 (três) zonas – Z2, Z3 e Z4, sendo esta última dedicada a preservação ambiental. A serra de Baturité pode ser dividida em duas unidades de uso distintas, apesar de seu moderado grau de vulnerabilidade, podem ser desenvolvidas atividades ligadas à exploração do potencial biológico serrano nos setores de topografia mais suavizada. Nos setores mais íngremes, por sua vez, recomenda-se a exploração indireta e/ou a destinação destas para a criação de áreas de preservação ambiental.

As serras de Maranguape6 e Aratanha7, por outro lado, por corresponderem a

Áreas de Proteção Ambiental – APA, sendo, portanto, protegidas por lei. Estas unidades de Proteção ambiental fazem parte do Sistema Nacional de Unidades de Conservação – SNUC, estando regulamentadas pela Lei nº 9.985 de 18 de julho de 2000, classificando-as como unidades de Uso Sustentável.

De Acordo com o art. 15 da referida lei, pode-se entender como APA

6 Lei Municipal nº 1.168, de 08 de julho de 1993. 7 Decreto Estadual nº 24.959, de 05 de junho de 1998.

Art. 15. A Área de Proteção Ambiental é uma área em geral extensa, com um certo grau de ocupação humana, dotada de atributos abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade de vida e o bem-estar das populações humanas, e tem como objetivos básicos proteger a diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a sustentabilidade do uso dos recursos naturais.(Regulamento)

A Área de Proteção da Serra de Maranguape, criada pela Lei Municipal Nº 1168, de 08 de julho de 1993, tem por objetivos “... proteger as comunidades bióticas nativas, as nascentes, as vertentes e os solos além de proporcionar à população da área métodos e técnicas apropriadas ao uso do solo, de maneira a não interferir no funcionamento dos refúgios ecológicos e desenvolver junto a comunidade uma consciência ecológica e conservacionista” (SEMACE, [s/d]).

Porém, apesar de ter sido criada no ano de 1993, foi apenas em 1998 que começaram as primeiras ações voltadas à implantação da APA, com a criação do Comitê Gestor da APA. Sua delimitação se dá, a partir da cota de 100 metros até a linha de limite com o município de Caucaia. Possui uma área estimada de 654,8 km² e localiza-se entre os municípios de Maranguape e Caucaia (idem).

A APA da Serra da Aratanha, localizada na Região Metropolitana de Fortaleza, ocupando parte dos territórios dos municípios de Maranguape, Pacatuba, e Guaiúba. Sua criação se deu através do Decreto Estadual de nº 24.959/99, sendo definida como área da APA a partir da cota de 200 m, totalizando uma área de 6.448, 29 há.

Tem como objetivos principais: a proteção das comunidades nativas, das nascentes dos rios e das vertentes; a conservação dos remanescentes de mata atlântica e dos leitos dos rios; a ordenação do turismo ecológico, científico e cultural e demais atividades econômicas compatíveis com a conservação ambiental; o desenvolvimento de uma consciência ecológica na população regional; e proporcionar à população regional métodos e técnicas apropriadas de uso do solo de maneira a não impactar, negativamente, no funcionamento do ecossistema, garantindo a sustentabilidade dos recursos e o respeito às peculiaridades histórico-culturais, econômicas e paisagísticas da região.

Quadro7 - Ecodinâmica e ordenamento territorial em áreas de maciços Domínio

geoambiental Geoambiental Unidade Zona de uso Ecodinâmica Uso e ocupação

Maciços Residuais

Serras secas Z2

Ambientes de vulnerabilidade moderada

a alta e com ecodinâmica regressiva, constituindo-se

de ambientes intergrades com tendência à

instabilidade.

Áreas destinadas à preservação ambiental e à utilização indireta do

potencial ambiental (atividades de ecoturismo e pesquisa) Aratanha Z3 Ambientes com vulnerabilidade ambiental variando de moderada a alta, compreendendo ambientes ecodinamicamente instáveis

Áreas destinadas à preservação ambiental e à utilização indireta do

potencial ambiental (atividades de ecoturismo e pesquisa) Baturité Z3 Ambientes com vulnerabilidade ambiental variando de moderada a alta, compreendendo ambientes ecodinamicamente instáveis

Áreas destinadas à preservação ambiental e à utilização indireta do

potencial ambiental (atividades de ecoturismo e pesquisa) Z2 Ambientes de baixa a moderada vulnerabilidade, com ecodinâmica em estabilidade dinâmica, constitui-se de ambientes intergrades com tendência

à instabilidade.

Áreas destinadas à preservação ambiental e ao manejo sustentável dos

recursos ambientais

Maranguape

Z3 vulnerabilidade ambiental Ambientes com variando de moderada a

alta, compreendendo ambientes instáveis

Áreas destinadas à preservação ambiental e à utilização indireta do

potencial ambiental (atividades de ecoturismo e pesquisa)

Z4 Área de Preservação Permanente

Fonte: Autor.

As atividades proibidas de ser praticadas na APA da Aratanha são:

I. A implantação ou ampliação de atividades potencialmente poluidoras ou degradadoras, capazes de afetar os mananciais de água, formas do relevo, solo e o ar; II. A realização de obras de terraplanagem e abertura de canais ou de estradas, bem como sua manutenção, quando essas iniciativas importarem em sensíveis alterações das condições ecológicas locais; III. A derrubada de floresta e o exercício de atividades que impliquem matança, captura, extermínio ou molestamento de espécies de animais silvestres de qualquer espécie; IV. Projetos urbanísticos, parcelamento do solo e loteamentos, sem a prévia autorização da Superintendência

Estadual do Meio Ambiente – SEMACE, antecedida dos respectivos estudos de impacto ambiental, nos termos das prescrições legais e regulamentares de acordo com os arts. 11 e 14 da Lei 11.411, de 28 de dezembro de 1987; V. O uso de agrotóxicos em desacordo com as normas e recomendações técnicas oficiais; VI. Qualquer forma de utilização que possa poluir ou degradar os recursos hídricos abrangidos pela APA, como também o despejo de efluentes, resíduos ou detritos, capazes de provocar danos ao meio ambiente; VII. As demais atividades danosas previstas na legislação ambiental (SEMACE, [s/d]).

Depressão Sertaneja (Sertões)

Os sertões, por sua vez, correspondem às zonas de uso Z1 e Z2, apresentando muito baixo a baixo/moderado grau de vulnerabilidade, respectivamente. Por conta de suas características ambientais favoráveis, podem ser destinadas a diversos tipos de uso.

A Zona Z1, corresponde às áreas com vulnerabilidade muito baixa a baixa, possuindo relevo plano a levemente ondulado (com declividades não maiores que 8%). Possuem solos moderadamente profundos e desenvolvidos, sendo sua principal limitação ao uso decorrente das grandes variabilidades climáticas e da ocorrência de episódios de seca. Apesar disso, apresenta-se como uma área bastante estável do ponto de vista da Ecodinâmica, estando propícia para o desenvolvimento de diversas atividades de exploração do potencial natural e ao crescimento urbano.

As zonas classificadas como Z2, possuem relevo plano a suave ondulado, e ocupam as áreas do relevo nas proximidades dos maciços rochosos. Constituem-se como ambientes de vulnerabilidade variando de baixa a moderada, sendo classificados como ambientes estáveis. Estas áreas podem, assim como a unidade anterior, ser destinadas ao desenvolvimento de atividades ligadas à exploração direta do potencial ecológico e ao desenvolvimento urbano.

As unidades ambientais, anteriormente descritas, são apresentadas a seguir no mapa 8.

Quadro 8 - Ecodinâmica e ordenamento territorial em áreas de depressão Domínio

geoambiental Geoambiental Unidade Zona de uso Ecodinâmica Uso e ocupação

Depressão Sertaneja

Sertões

aplainados Z1

Ambientes com muito baixa a baixa vulnerabilidade e de ecodinâmica em estabilidade dinâmica Área favorável à expansão urbana, agricultura de médio a grande porte e a extração

vegetal e ao desenvolvimento de

pecuária

Sertões

Dissecados Z2

Ambientes com baixa a moderada vulnerabilidade e de ecodinâmica em estabilidade dinâmica Área favorável à expansão urbana, agricultura de pequeno a médio porte, exploração do potencial madeireiro e

à pecuária Fonte: Autor.

7 CONCLUSÕES

O município de Maranguape apresenta uma grande diversidade de paisagens, com processos e características ambientais diferenciados. Levando isso em consideração foi possível definir o grau de vulnerabilidade de seus ambientes.

Constatou-se que:

• Maior parte do município apresenta BAIXO grau de vulnerabilidade, condicionado, sobretudo, pelos baixos valores de declividade e das condições pedológicas das áreas. Esses ambientes, atualmente, encontram-se sob utilização agrícola (especialmente