3. BULGULAR
3.3. Canlı, Apoptotik ve Ölü Hücre Oranları
As implantações dos sistemas em questão buscaram maior rentabilidade do trabalho e controle de processos por parte da organização. Os usuários identificaram benefícios para a
75 organização e para si próprios mediante a utilização do sistema. Uma síntese dos benefícios e perdas organizacionais é apresentada nas duas tabelas abaixo. Os depoimentos que revelaram estas percepções de benefícios e perdas estão reunidos nas tabelas 22, 23, 24, 25, 26, 27, 28 e 29 do Apêndice 3. A maior parte das perdas identificadas para as organizações diz respeito a oportunidades de melhorias para os sistemas e o processo produtivo.
Benefícios Entrevistado(s)
Risk
Segurança E8 e E12
Produtividade E7, E8 e E12
Agilidade E4, E9, E10, E12, E17, E18, E20, E21 e E23 a E25
Redução de custos E8, E9 e E12
Praticidade E7, E8, E9, E12, E16, E17, E23, E24
Informação gerencial E4, E7 e E15
Controle de risco E7, E9, E19 e E21
Integração entre áreas E19
Relacionamento com o cliente E9, E19 e E21
Melhor comunicação E7 e E19
Flexibilidade E4 e E8
Portal de Risco
Qualidade de serviço E43
Agilidade E37, E38, E43, E45
Controle de risco E38, E43, E44
Segurança E37
Praticidade E43
Flexibilidade E38
Relacionamento com o cliente E38
Facilitador do trabalho E43, E45
Libera tempo da alta gerência E36, E43
Asset – Banco 1
Segurança E27, E29
Produtividade E28
Agilidade E27, E29, E31
Praticidade E28
Relacionamento com o cliente E29
Qualidade de Serviço E29
Integração entre áreas E27, E29
Atualização com o Mercado E5, E30, E31
Asset - Banco 2
Lucro E39
Parceria com o fornecedor E39, E41
Praticidade E35, E39 e E38
Agilidade E38, E45
Atualização com o Mercado E35, E39, E41
Redução da necessidade de desenvolvimento E35, E40
Relacionamento com o cliente E38
Flexibilidade E41
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Perdas Entrevistado(s)
Risk
Perda de praticidade E7, E10, E15 e E26
Falta segurança E7, E25
Falta de flexibilidade E7, E8 e E12
Perda de informação gerencial E16
Comunicação E9, E17, E19, E20 a E21, E24 e E25
Relacionamento com o cliente E17 e E24
Dependência operacional E20
Agilidade E7, E11 e E24
Portal de Risco
Flexibilidade E43, E45
Agilidade E45
Interface E45
Dificulta o trabalho E45
Asset – Banco 1
Perda de praticidade E31
Perda de agilidade E30
Asset - Banco 2
Dependência do fornecedor E35
Retrabalho e trabalho manual E39 a E41
Controle de qualidade do sistema E35, E39 e E41
Instalação complicada E41
Falta de segurança E39
Falta confiança no sistema E41
Falta de diferenciação E40
Tabela 6: Perdas Organizacionais associados aos Sistemas
Além de benefícios organizacionais, os entrevistados identificaram nos sistemas benefícios individuais para o trabalho e para suas carreiras. Uma síntese dos benefícios individuais percebidos em cada sistema é apresentada nas tabelas 30, 31, 32, 33, 34, 35 e 36 no Apêndice 3.
Os usuários mencionaram que, com as novas ferramentas, o trabalho tornou-se mais interessante (E7, E8, E10, E12, E15, E16, E27, E28 e E44) devido a três fatores: (i) o ganho de informações gerenciais, que permitem melhor análise dos dados e geram maior capacidade de antecipação de problemas, (ii) o fato de ser a nova forma de produção menos monótona, uma vez que permite que o usuário faça tarefas diferentes de forma simultânea e lide com vários produtos diferentes; e (iii) o aumento de agilidade.
Alguns usuários associam o sistema a ganhos de qualidade no trabalho (E7, E8, E12, E29, E31 e E43), devido a maior disponibilidade de informação gerencial. Este ganho dá ao usuário maior prestígio na organização (E7, E8, E27, E30, E31, E43 e E44). A percepção de ganho de prestígio também é afetada pela valorização natural que a área de análise de risco tem e por as pessoas perceberem que com a disponibilidade de informação, as respostas que elas dão as demandas organizacionais são mais eficientes e rápidas.
77 Outra vantagem pessoal obtida por meio do uso do sistema está associada a ganho de agilidade e economia de tempo (E7, E8, E12, E17, E18, E23, E29, E38, E43 e E44), uma vez que a automação de muitas tarefas ocorre no processo produtivo. No caso do Risk, a unificação de diferentes sistemas também confere mais agilidade, pois tudo que passou a ser feito em um único sistema antes requeria o uso de dois ou três sistemas em simultâneo. Ainda em relação ao Risk, há inclusive a percepção de ganho de autonomia na rede de agência e maior facilidade para o trabalho (E17), pelo fato do sistema já aprovar automaticamente determinadas propostas, sem precisar passar por análise de outras áreas. A maior facilidade para o trabalho é atribuída no caso deste sistema a unificação dos sistemas e a aprovação do crédito nas agências (E17 e E23) e no caso do Portal de Risco a automação de cálculos e procedimentos (E38 e E44). Do ponto de vista dos analistas de crédito, esta aprovação automática pelo sistema de parte das propostas também foi mencionada como um ponto positivo para os indivíduos, por diminuir o volume de trabalho (E12).
Os usuários do Risk das agências atribuíram ao sistema uma diminuição nas suas responsabilidades individuais pela concessão de crédito, considerando a forma como processo produtivo ficou estruturado (E12, E21 e E36). Usuários do Portal de Risco apontaram a melhoria na comunicação entre as pessoas como um benefício individual (E43).
A melhor progressão de carreira (E27 e E41) e o ganho de empregabilidade (E31 e E39) parecem ser os maiores ganhos pessoais que os usuários associam ao Asset. Os usuários do Asset afirmaram que, uma vez que o sistema é utilizado pelas principais instituições financeiras, ter familiaridade com ele aumeta a empregabilidade. O capacitação para uso do sistema se torna um diferencial no currículos desta pessoas, que pode facilitar a obtenção de empregos em outras instituições . Há inclusive usuários que ingressaram no Banco na ocasião da implantação por serem familiarizados com o sistema. Outros benefícios individuais associados ao Asset foram menor dependência de outras áreas e compartilhamento de responsabilidade com o fornecedor (E41).
Os usuários puderam também apontar prejuízos individuais, associadas a perda de autonomia (E4, E21, E24, E26 e E36), dificuldades de adaptação (E10, E11, E15, E17, E19, E21, E23, E26, E27 e E28) e aumento da quantidade de trabalho (E45).
Em resumo, observou-se que os usuários percebem ganhos individuais no sistema relacionados à ganhos de eficiência no trabalho, maior motivação para realizá-lo e maior prestígio na organização. Os benefícios percebidos parecem colaborar para o desenvolvimento das carreiras destas pessoas na organização ou no setor em que elas atuam.
78 A análise dos benefícios e perdas organizacionais e individuais obtidos pelo uso do sistema está associada a uma consciência crítica do usuário, já ressaltada por Guerreiro Ramos na sua definição do homem parentético – aquele que se caracteriza por ser partícipe das organizações, ter consciência crítica acerca dos valores organizacionais, compreender os ditames da razão substantiva, em contraposição às condicionantes do comportamento definidas a partir das imposições externas (GUERREIRO RAMOS, 1972).
As Tabelas 23, 24, 25, 26, 27, 28 e 29 do Apêndice 2 reúnem depoimentos de benefícios e perdas individuais associados aos sistemas.
Encontrou-s nestas instituições uma situação reportada por Thiry-Cherques (2004), onde os valores individuais favorecem o desenvolvimento da instituição e ocorre um alinhamento entre os objetivos pessoais e os organizacionais. Isto se deu mediante o desejo de desenvolvimento das carreiras individuais na instituição ou no setor investigado.
Os objetivos organizacionais não são necessariamente conflitantes com os individuais. Em alguns casos, eles até se confundem, como se pode observar quando as pessoas tomam benefícios organizacionais como se fossem delas. A questão principal é que, se as pessoas têm como meta o crescimento na organização ou naquela área de atuação, sistemas tecnológicos que lhes possibilitem executar seu trabalho com uma performance superior serão bem recebidos por elas. Se as pessoas identificarem benefícios para a organização e para si próprias mediante a utilização do sistema, as resistências aos sistemas tendem a ser minimizadas. Por fim, se o fato delas utilizarem o sistema for benéfico apenas para a organização e elas não conseguirem ver claramente nenhuma vantagem individual nisto, mesmo assim os sistemas continuarão sendo bem recebidos, pois representam uma forma da pessoa colaborar para o desenvolvimento organizacional e isto deve ajudá-la a alcançar seus objetivos individuais.
Estratégias de resistência, como mal utilização do sistema, má vontade para aprimorar seu conhecimento sobre ele ou utilizações do sistema inadequadas, poderiam ocorrer, considerando as pessoas não podem se negar a utilizar o sistema. Mas, isto não preponderou, devido a confluência dos objetivos organizacionais e individuais.
5.2.5. OPORTUNIDADES DE APRIMORAMENTOS POSTERIORES À