3. MATERYAL VE YÖNTEM
3.4. Haberleşme Arabirimi
3.4.1. CAN Bus Haberleşmesi
Nesta parte da apresentação e análise serão tratados apenas os dados referentes ao período de retorno no ensino comum.41
O grupo de referência, universo, será composto apenas pelos alunos que possuem informações sobre a trajetória posterior no ensino comum.
Escola 1 - Tabela 28
Total Porcentagem
Alunos que retornaram à classe
comum. 28 29,8 %
Escola 2 - Tabela 29
Total Porcentagem
Alunos que retornaram à classe
comum. 8 29,6%
Nas duas escolas a porcentagem de alunos que retorna ao ensino comum está perto dos 30%. Mais uma vez, é reafirmado aqui que as práticas e os critérios de encaminhamento e permanência na classe especial podem ser distintos nas escolas pesquisadas, mas os efeitos são os mesmos!
Qual será o critério que norteia a decisão de retornar um aluno ao ensino comum?
Foi possível fazer um levantamento do tempo que os alunos permaneceram na classe comum após saírem da classe especial.
41
Com o intuito de reforçar as considerações que justificaram a incorporação dos alunos da ‘Classe Auxiliar’ no grupo dos alunos especiais citarei alguns dados específicos.
Dos 11 alunos matriculados na ‘Classe Auxiliar’ apenas 3 retornaram ao ensino comum, sendo que 8 pediram transferência ou interromperam a trajetória escolar num sistema paralelo de ensino, fosse classe especial ou auxiliar.
Dos alunos que retornaram ao ensino comum: Série de retorno ao
ensino comum ao ensino comumIdade de retorno freqüentada noÚltima série ensino comum
Idade na última
série Resultado Final
2ª 13 2ª 14 Transferido
4ª 13 5ª 14 Transferido
Escola 1 - Tabela 30
Tempo de permanência Total Porcentagem
até 1 ano 7 25% 2 anos 3 10,7% 3 anos 7 25% 4 anos 6 21,4% 5 anos 1 3,6% 6 anos 0 0 7 anos 1 3,6% sem informação 3 10,7% Total 28 100% Escola 2 - Tabela 31
Tempo de permanência Total Porcentagem
até 1 ano 2 25% 2 anos 3 37,5% 3 anos 0 0 4 anos 0 0 5 anos 1 12,4% 6 anos 0 0 7 anos 1 12,5% 8 anos 0 0 9 anos 1 12,5% Total 8 100%
Na Escola 1 a maior parte dos alunos permanece no máximo 4 anos (82,1%). Há uma parcela significativa sobre a qual não se tem esse tipo de informação (10,7%).
Na Escola 2 a situação se diferencia, pois apenas nos dois primeiros anos já se tem a porcentagem de 62,5%, sendo que o restante está pulverizado dos 5 aos 9 anos de permanência.
Como será que pode ser entendida e explicada a lacuna na tabela da escola 2 referente a 3 e 4 anos?
Será ‘bom’ ou ‘mau’ para o aluno permanecer mais tempo na classe comum? O que será que facilita a permanência de um determinado tempo na escola? Será que existe um estrutura escolar da classe comum com condições de absorver esse aluno oriundo da classe especial?
Outra tabela interessante é sobre a série de retorno dos alunos ao ensino
comum. Aqui foram respeitadas todas as anotações dos prontuários, inclusive estas
Escola 1 - Tabela 32
Série de retorno ao ensino
comum Total Porcentagem
1ª 1 3,6% 2ª 6 21,4% 3ª 11 39,3% 4ª 2 7,1% 5ª 1 3,6% Mobral 1 3,6% CB I 1 7,1% CB C 2 7,1% sem informação 1 3,6% 2ª ou 3ª 1 3,6% Total 28 100% Escola 2 - Tabela 33
Série de retorno ao ensino comum Total Porcentagem 1ª 1 12,5% 2ª 2 25% 3ª 2 25% 4ª 3 37,5% Total 8 100%
Na Escola 1 a maior parte dos alunos retorna na 2ª e na 3ª série (64,3%). Na Escola 2 também retorna, grande parcela, na 2ª e 3ª série (50%), porém chama atenção o número de alunos que retorna para a 4ª série (37,5%).
Há casos de retorno para 1ª série, 5ª série e até Mobral! Uma diversidade de possibilidades de retorno que no máximo chega à 5ª série.
Se existe estas várias possibilidades de retorno ao ensino comum, então é possível pensar que os alunos da classe especial não estão todos no mesmo momento de desenvolvimento pedagógico?
A professora estaria trabalhando com a diversidade de possibilidades de seus alunos? Poderia até se pensar em discrepâncias, e não diversidade, entre os alunos frente às múltiplas opções de reinserção?
Mais uma vez questiono os critérios! A discrepância entre os alunos é originária da falta de clareza de critérios para encaminhamento dos alunos para a classe especial? Ou, é produzida na própria classe especial através de uma prática pedagógica? Ou pelo ritmo e/ou formas de desenvolvimento próprios da criança?
Foi possível fazer um levantamento da idade de retorno dos alunos para a
classe comum. Esta é mais uma tentativa de busca de entendimento da situação
Escola 1 - Tabela 34
Idade de retorno ao ensino
comum Total Porcentagem
9 anos 1 3,6% 10 anos 3 10,7% 11 anos 4 14,3% 12 anos 4 14,3% 13 anos 4 14,3% 14 anos 3 10,7% 15 anos 7 25% 16 anos 2 7,1% Total 28 100% Escola 2 - Tabela 35
Idade de retorno ao ensino
comum Total Porcentagem
9 anos 1 12,5% 10 anos 0 0 11 anos 0 0 12 anos 1 12,5% 13 anos 2 25% 14 anos 2 25% 15 anos 0 0 16 anos 0 0 17 anos 0 0 18 anos 0 0 19 anos 1 12,5% ? 1 12,5% Total 8 100%
Na Escola 2 a concentração da idade dos alunos que retornaram ao ensino comum está na faixa dos 12 aos 14 anos (72,5%). Porém, não podem passar sem apontamento as duas extremidades da tabela.
A criança que retornou aos 9 anos, provavelmente passou um tempo de no máximo 2 anos na classe especial?
O aluno, que não é mais uma criança, que retorna ao 19 anos, suscita duas possibilidades de indagação: será que não reflete um erro de anotação dos dados? Ou, realmente a situação desse aluno é absurda? Inconcebível? Qual terá sido a intenção quando foi decidida o seu retorno? Não terá sido tempo demais para esse aluno assimilar o conteúdo da classe especial e estar apto para retornar ao ensino comum?
Na Escola 1 temos uma situação que permanece com aproximadamente a mesma porcentagem, dos 11 aos 13 anos, resultando em 42,9%. O que será que diferencia, em termos de critério, um aluno ser considerado apto para retornar ao ensino comum aos 11 anos? E aos 12 anos? E aos 13 anos?
As crianças que retornaram com 9 e 10 anos, também como na Escola 2, ficaram um tempo menor na classe especial?
O que será que acontece que após os 13 anos a porcentagem diminui (10,7%) e de repente sobe vertiginosamente aos 15 anos (25%)?
Qual será o impacto para os alunos de retornarem ao ensino comum? Que tipo de assistência e acompanhamento receberam no momento da mudança?
Se considerarmos que quanto mais tempo a criança fica na classe especial, mais fortalecido está seu processo de cristalização e de crença na sua incapacidade, qual será o efeito psicológico e emocional desse retorno para as crianças, tanto as que voltaram mais novas como as que voltaram com idades maiores?
Outro levantamento realizado relaciona a série e o número de vezes de
repetência dos alunos Escola 1 - Tabela 36