• Sonuç bulunamadı

Camilerin “Ergonomik-Ekonomik-Ekolojik” (3E) Özelliklerden Yoksun Olması

É do conhecimento geral que as aprendizagens mais concisas, mais profundas, que ainda hoje fervilham na nossa mente, são aquelas que foram obtidas com a experiência em contextos reais, com o confronto e visualização real e verdadeira, que nenhum livro pode descrever igual, que nenhuma fotografia pode transmitir a verdadeira essência e magia que o local realmente emane. É neste sentido que defendo que deverá haver uma consciência por parte da escola em proporcionar momentos em que isto ocorra, apesar das dificuldades económicas do país e, consequentemente, das escolas, o contato com o exterior deve existir e há que mover recursos por mais ínfimos que sejam

para levar as crianças a locais onde a cultura e a natureza dão o ar da sua graça, a museus, teatros, jardins, à serra, locais onde possam ver animais, onde possam usufruir de novas e mais empolgantes sensações, experiências que fazem nascer o conhecimento consistente de que falava.

Segundo a ótica de Carvalho, Sousa e Pintassilgo (2005, p.33) “as escolas vivem muito fechadas sobre si próprias e o conceito de contacto com a sociedade é bastante restrito, esgotando-se praticamente nas visitas de estudo.” (p.33). Esta problemática não é totalmente parte das escolas, deveria haver um papel mais ativo da própria comunidade, instituições e outras organizações no sentido de criar projetos que envolvessem a participação dos alunos, tal como do conhecimento acerca do funcionamento social do contexto em que vive, deveria existir uma intervenção mais intensa por parte da sociedade civil. (Carvalho, Sousa & Pintassilgo, 2005).

É bom Saber, ter uma cultura geral o mais ampla possível, mas o verdadeiro Saber, aquele que mexe com o nosso coração e que faz a diferença é aquele Saber que é originado no contexto real, onde não há livros que descrevem, por exemplo o Mar em mil palavras, ou a pessoa que diz que o mar é lindo, quando eu o vejo só eu sei o que sinto, só eu na minha subjetividade humana o Sei, o Interiorizo e o Recordo!

2.10.1. A ida ao parque ecológico do Funchal – meio rural.

Na ida ao Parque Ecológico do Funchal, os alunos puderam estar em contato com a natureza e com a sua pureza. Respirar ar puro e conhecer algumas árvores, animais e a sua importância no meio ambiente. Falaram com um Engenheiro da Natureza fazendo-lhe imensas perguntas, saciando assim a sua vontade de saber.

Nesta visita os alunos tiveram a oportunidade de plantar uma árvore, a pares, para reflorestar a Serra que foi vítima dos incêndios, contribuindo com um gesto para a preservação e cuidados que devemos ter com o meio ambiente. Nesta plantação pude observar crianças que estavam muito contentes e que queriam plantar, cavar, mexer na terra e essa alegria estava bem patente nos seus olhos e sorrisos. Já por outro lado, havia crianças mais reticentes que estavam com receio em se sujar ou cair, talvez por falta de contato com estes meios mais rurais. Neste último caso é necessário respeitar as crianças e as vivências que têm, mas o contato com estes ambientes possibilita uma oportunidade das crianças verem que é normal sujar-se, incentivando-as para que toquem na terra para sentirem a sua textura, pois depois podem lavar as mãos.

Incentivá-los a saltar na erva, com a ajuda de uma mão que lhes transmite segurança. Como na vida, os nossos familiares, professores e amigos dão-nos os apoios, os incentivos, os pontos de vista para que depois possamos seguir em frente sozinhos e com segurança.

Os alunos tiveram, também, a oportunidade de contatar com um homem e uma mulher que vivem na Serra e trabalham no parque natural a cuidar das plantas, sendo que um dos momentos mais bonitos foi a bondade transmitida às crianças por estas pessoas. O casal decidiu oferecer uma maçã e uma banana a todos os alunos, e não eram poucos. Notou-se que esta iniciativa foi genuína e momentânea por isso ainda teve mais valor. Enquanto os alunos recebiam as frutas agradeciam e saiam felizes com um gesto tão simples, que se pensarmos bem acarreta a aprendizagem de valores essenciais para a vida, o saber partilhar, dar de coração sem querer nada em troca. Embora neste caso o casal tenha recebido algo em troca, o sorriso e alegria das crianças, há algo melhor?

Figura 44 – Visita ao Parque Ecológico do Funchal.

Podemos aprender tanto com a natureza, sendo que a natureza é tudo o que nos envolve. Mas, a natureza que falo é aquela mais genuína, onde há um contato direto com as plantas, a terra,… – na Serra, e o mar, a maresia, … - no Mar. E podemos aprender muito com a simplicidade das pessoas, daquelas pessoas que são dotadas de valores e que a sua alegria de viver o seu positivismo perante a Vida é por todos, admirado.

2.10.2. A ida ao teatro Baltazar Dias – meio urbano.

Aquando a entrega do Galardão EcoEscolas tive a oportunidade de acompanhar alguns alunos ao Teatro Municipal para que o recebessem. Logo à entrada do Teatro um aluno fez a seguinte constatação: - Professora Ana, só tinha visto isto nos jogos e nos filmes. Ao que eu respondi - Nunca tinhas vindo ao teatro?; –Não professora é enorme, se isto fosse uma casa era um casarão. Seguido de perguntas sobre o que era isto ou aquilo. Um momento que para mim fez-me refletir muito sobre o impacte que estes momentos têm na vida dos alunos. Ainda me recordo do meu deslumbramento quando entrei a primeira vez no teatro, já bem maior do que estes alunos, revi-me um pouco nesta criança que estava realmente feliz por ter-lhe sido proporcionada esta oportunidade, que sei que para ele, como para muitos outros, será inesquecível.

Benzer Belgeler