DSİ 12.BÖLGE MÜD.AKARYAKIT İSTASYONU
T. C KAYSERİ ORMAN İŞLETME MÜDÜRLÜĞÜ MUSTAFA DENİZ
São Bernardo do Campo é a cidade mais rica da região do ABC paulista. Centro de compras com um comércio bastante desenvolvido, a cidade caracteriza-se por uma grande concentração do setor moveleiro e industrial.
A origem da cidade remonta a 8 de abril de 1553, quando teve início na região a vila de Santo André da Borda do Campo. Por um longo período, o que hoje é São Bernardo correspondia a uma parte do município de Santo André. A autonomia veio em 30 de novembro de 1944. A data do aniversário da cidade, porém, é 20 de agosto, dia do santo Bernardo.
Está localizada a uma distância de 21 quilômetros, em linha reta, da capital paulista e faz divisa na parte leste e nordeste com os municípios de Santo André e São Caetano do Sul, ao norte com Diadema, e na parte sul e sudoeste com Cubatão, São Vicente e Praia Grande. No extremo sudeste da cidade, a divisa é com a capital paulista.
O acesso à cidade é feito pelas rodovias Anchieta, Imigrantes e Índio Tibiriçá. Em 2010, está previsto o acesso pelo Rodoanel.
O principal meio de transporte coletivo entre São Bernardo do Campo e a capital paulista é o ônibus. O corredor metropolitano estende-se do bairro Ferrazópolis, passando pelo centro da cidade, até o terminal Jabaquara, na zona sul da capital. Em outra rota, o mesmo corredor de ônibus também leva passageiros até o terminal São Mateus, na zona leste da capital, passando pela cidade de Santo André e Mauá.
De ônibus, do terminal Ferrazópolis até o terminal Jabaquara, o tempo médio de locomoção é de 40 minutos. De carro, pelas rodovias, o tempo médio – fora os horários de pico – é de 30 minutos.
Em relação ao deslocamento populacional para a capital ou cidades próximas, os moradores de São Bernardo do Campo apresentam uma movimentação de cerca de 9% do total da população. Aproximadamente 72 mil residentes saem todos os dias da cidade para o trabalho ou estudo em municípios próximos, incluindo-se a capital. Porém, diferentemente de Francisco Morato, também chegam à cidade, todos os dias, cerca de 70 mil pessoas, gerando um
equilíbrio na movimentação de pessoal, o que não configura São Bernardo do Campo como uma cidade dormitório.
Durante a década de 1970, a forte imigração para o centro do país transformou o ABC paulista – e, principalmente, o município – numa grande região acolhedora das famílias imigrantes. A instalação de grandes indústrias automotivas e de autopeças concentrou uma vasta mão de obra que, aos poucos, foi se fixando na cidade.
Num primeiro momento, os operários mais especializados, que dispunham de maior estabilidade e salários melhores nas indústrias da região, foram comprando pequenos terrenos na periferia da cidade. Paulatinamente, foram erguendo suas casas. Devido à expansão e à evolução da cidade, muitos destes bairros são considerados, hoje, de classe média.
Característica marcante da época da globalização, a transferência das indústrias para outros municípios, à procura de incentivos fiscais e mão de obra mais barata, bem como de um sindicalismo menos atuante ou inexistente, sinaliza o começo de uma nova etapa para a cidade.
A saída de uma parcela expressiva do setor industrial contribui para o aumento do desemprego, ao mesmo tempo em que modifica também as características do trabalho em toda a cidade.
Muitos trabalhadores que não conseguem uma recolocação no mercado de trabalho vão para a economia informal (nas ruas ou em suas próprias casas), enquanto outros trocam os antigos empregos na indústria pelo setor de serviços.
A típica cidade industrial vai, aos poucos, transformando-se em uma cidade de indústrias e serviços.
Muitos dos trabalhadores que não conseguem nenhuma fonte de renda começam a perder suas moradias e saem à procura de novos locais para a habitação de suas famílias.
Originam-se as novas ocupações, semelhantes àquelas ocorridas durante a década de 1970 em toda a região do ABC paulista, que foram realizadas pelos trabalhadores menos qualificados ou que não mantinham um emprego ou salários fixos.
No final da década de 1980 e com a crise das décadas de 1990 e do começo deste século, as ocupações aproximam-se cada vez mais das áreas de mananciais
e tornam a formar uma nova periferia, com aglomerados de famílias que precisam ocupar terrenos para construir seus barracos.
Esta mesma população, apoiada nas lutas sociais das décadas anteriores, exigirá dos governantes municipais a instalação de uma infra-estrutura capaz de atendê-la minimamente.
A cidade é praticamente toda pavimentada. Poucas são as ruas de terra, mas, como em toda cidade que já cresceu muito, há bairros organizados e bem estruturados e outros que ainda não dispõem dos recursos básicos de atendimento a seus residentes.
Em São Bernardo do Campo, há 12 salas de cinema, seis teatros, sete centros culturais e seis bibliotecas municipais. Em 86% das residências, há coleta de esgoto e metade deste é tratada.
A população conta com 29 unidades Básicas de Saúde – UBS – sete Prontos Socorros, 10 hospitais particulares e dois públicos.
Na cidade, encontramos quatro parques municipais e, aproximadamente, 100 praças; na maioria delas, há locais de descanso ou brinquedos para as crianças. Tem uma grande área de lazer próxima à represa Billings, que concentra 70% de suas águas no município. São Bernardo tem um estádio municipal (Vila Euclides – palco de grandes assembleias dos metalúrgicos nas décadas de 70 e 80), um ginásio poliesportivo e cinco centros esportivos nos bairros.
As escolas de educação infantil e de ensino fundamental e médio atendem a, aproximadamente, 200 mil alunos. As escolas estão espalhadas por todos os bairros da cidade. Em alguns, com grandes concentrações, há escolas muito próximas umas das outras. Como é um dos municípios que mais rapidamente implantou o processo de municipalização do ensino fundamental (100% do Ciclo I – do 1º ao 5º ano), e está em acelerado ritmo a municipalização do Ciclo II, do 6º ao 9º ano, os moradores da cidade convivem com inúmeras escolas municipais. À medida que os filhos crescem, passam para as escolas estaduais, fato que causa um grande impacto na população, como veremos mais adiante.
Estabelecimentos escolares – ano 2008 Quantidade Escolas - Ensino fundamental 186
Escola pública municipal - EMEB 69
Escola pública estadual 71
Escola privada 46
Escolas - Ensino médio 91
Escola pública estadual 64
Escola privada 27 Escolas - Ensino pré-escolar 150
Escola pública municipal - EMEI 75
Escola privada 75
Escolas - Ensino superior 11
Escola Pública federal 1
Escola Pública Municipal 1
Escola privada 9
Fontes: Ministério da Educação, Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais - INEP - Censo Educacional 2008 e Prefeitura do Município de São Bernardo do Campo / Secretaria Municipal de Educação.
No ano de 2008, São Bernardo tinha uma população de 801.580 habitantes, que viviam numa área de 406,18 quilômetros quadrados.
A industrialização e o desenvolvimento do município estão refletidos nos dados econômicos da cidade. O PIB de São Bernardo do Campo é de quase 21 bilhões de reais (R$ 20,572 bi), cerca de 35 vezes maior do que o de Francisco Morato. É o quinto PIB dos municípios do estado, atrás apenas da capital, Campinas, Guarulhos e Barueri. O PIB per capita é de R$ 25.590,16 (oito vezes maior do que o de Francisco Morato). Este PIB representa 2,56% do PIB do estado. O município tem o 15º PIB do país e o IDH de 0,834, ocupando a 26ª posição no estado. A taxa de mães adolescentes é de 5,71%.
A População Economicamente Ativa é de 432.445 pessoas e a taxa de desemprego médio é de 10, 08%.
Na atual situação, a população da cidade apresenta reivindicações distintas. Enquanto que nos bairros mais pobres a luta ainda é por saneamento, melhoria nas condições de habitação e transporte, e a instalação de mais postos de saúde, creches e escolas, em outros bairros as demandas estão relacionadas às melhorias no trânsito, à segurança e ao bem-estar.
6.3 O cotidiano das escolas de Francisco Morato