A Figura 16 representa esquematicamente o modelo conceitual elaborado para avaliar o Involvision.
Figura 16 – Mo
No centro da figura estão síntese da revisão bibliográfica apre “D2” (Dimensão 2) para melhor v qualidade dos artefatos (documento geração desses artefatos e materializ um conjunto de ações. Assim, é p método, para garantir que possa se Para avaliar a dimensão 1 utilizou desenvolveram um instrumento pa (2001). De modo a atualizar o trabal a avaliação desta dimensão o CMMI dimensão 1.
O processo (dimensão 1) ge (dimensão 2). A partir disso as prop
odelo conceitual para avaliação do Involvision
o descritas as propriedades da visão. Elas repr resentada no capítulo 4 e foram codificadas na Fi visualização. Em linhas gerais a Dimensão 2 tos) gerados pelo método proposto. Entretanto, p lização da visão é necessário um processo (Dimen preciso considerar uma avaliação de quão bem ser sistematicamente aplicado (veja a seta reta n ou-se como ideia inicial o trabalho de Farris et
para avaliação da qualidade do processo basead balho de Farris et al (2007) empregou-se como bas MI (2010). Mais detalhes são apresentados na seçã
gera os artefatos que devem possuir as propried ropriedades da visão se manifestam por meio da e
epresentam uma Figura 16 como 2 visa avaliar a , para que haja a ensão 1), isso é, em descrito é o a na Figura 16). et al (2007) que eado no CMMI base teórica para eção que trata da
iedades da visão a experiência de
interação (setas curvadas na Figura 16) entre usuários, projetistas de uma equipe de projeto e clientes com os artefatos gerados pelo processo.
Segundo Crilly, Moultrie e Clarkson (2004) os projetistas interagem com o objeto (especificações e o próprio produto) e, suas respostas a partir desta interação, podem ser via comportamento, cognição e/ou afeto. Seriam exatamente os tipos de respostas os fatores-chave para o relacionamento entre participantes do projeto, artefatos do projeto e com o projeto propriamente dito. Assim esses tipos de resposta também seriam os elementos-chave para que equipe (lado esquerdo da Figura 16) e cliente (lado direito da Figura 16) interajam com a visão uma vez que, a partir desta interação, (entre pessoas e artefatos) emitam respostas que possam ser do tipo, cognitivo, afetiva, ou comportamental.
As respostas do tipo “comportamento” e “cognição” também denominadas na Figura 16 de dimensão 3 (D3) e dimensão 4 (D4) respectivamente, foram incluídas para também servirem na avaliação do Involvision. Essas dimensões (D3 e D4) visam avaliar as percepções dos usuários em relação às respostas comportamentais e cognitivas para aspectos como: cooperação entre os membros da equipe de projeto e entendimento comum do problema de projeto. O embasamento teórico para as dimensões 3 e 4 são respectivamente de Peeters et al (2007) e Crilly, Moultrie e Clarkson (2004). Ele é mais detalhado nas próximas seções.
É possível notar a existência de duas colunas que diferenciam as possíveis respostas de clientes (coluna direita) e usuários do método (coluna esquerda). Não é escopo da avaliação abranger a dimensão “afeto”, relacionada à equipe de projeto, e as dimensões relacionadas às repostas do cliente. As dimensões diferenciadas pela cor marrom na Figura 16 são as consideradas na avaliação do método.
Optou-se por excluir a dimensão “afeto” e as relacionadas ao tipo de resposta do cliente (lado direito da figura), pois segundo Crilly, Moultrie e Clarkson (2004) a dimensão afeto é em parte representada pela cognição e, além disso, ela estaria mais ligada à resposta de pessoas quando deparadas com bens e/ou produtos mais tangíveis.
Isso não se aplicaria neste caso, pois a avaliação contempla um método gerencial o que dificulta a obtenção de respostas afetivas dos usuários. As dimensões de avaliação relacionadas às respostas dos clientes (lado direito da figura) também não são consideradas devido a dois aspectos: 1) o método para a visão do produto ainda está em fase de legitimação pelos agentes internos segundo o modelo de inovação gerencial proposto por Birkinshaw, Hamel e Mol (2008)
e, sendo assim a participação do cliente (ou pessoas externas à organização) na avaliação não é considerada; 2) a coleta de informações e percepções do cliente a respeito do método avaliado seria dificultada, pois o envolvimento pôde ser considerado do tipo “design for” segundo a classificação de Kaulio (1998) e, o que não propicia um contato aprofundado do cliente com o Involvision.
Em suma uma avaliação baseada no modelo conceitual criado deve responder às seguintes questões:
1. O processo de criação da visão a partir do método proposto é bem documentado e de fácil aplicação?
2. O resultado gerado pela aplicação do método pode ser considerado uma visão do produto segundo a definição do trabalho?
3. O método propicia o entendimento comum entre os membros da equipe de projeto?
4. O método incentiva a interação e a discussão de ideias entre os membros da equipe de projeto?
5. O método apoia o planejamento do projeto?
6. O método facilita o envolvimento do cliente no projeto?
As próximas seções apresentam em detalhes as justificativas e o embasamento teórico das dimensões contidas no modelo conceitual construído para a avaliação do Involvision.
6.1.1 Dimensão 1 – Processo de criação da visão do produto
Esta dimensão é baseada no trabalho de Farris et al (2007) que apresentam uma abordagem para avaliar a eficácia de ferramentas de design aplicadas no desenvolvimento de novos produtos. Os autores propõem que um dos aspectos a serem verificados é a qualidade do processo, isto é, quão bem apresentado é o método, tornando-o capaz de ser disseminado e utilizado apropriadamente. A abordagem de avaliação desenvolvida pelos autores é baseada no CMMI (2001) e foi dividida em dois instrumentos:
1. Instrumento de Avaliação da Qualidade do Processo foi desenvolvido para avaliar a qualidade e capacidade do processo usado na aplicação de ferramentas de design no PDP. Este instrumento é utilizado para ajudar a determinar se o processo de aplicação
da ferramenta de design prescrito pela organização está sendo utilizado e foi institucionalizado com sucesso;
2. Instrumento de Avaliação de Qualidade de “Outputs” da ferramenta de design. Este instrumento é utilizado para ajudar a determinar se os “outputs” específicos das ferramentas de design conseguem atender às metas previamente estabelecidas.
Segundo Farris et al (2007), o primeiro instrumento foi desenhado para ser genérico, de modo que possa ser utilizado para um grande gama de ferramentas de design aplicadas no PDP. Enquanto que o Instrumento de Avaliação de Qualidade de Outputs foi criado para conter o conteúdo específico de cada ferramenta de design aplicada no PDP (FARRIS et al, 2007).
Traçando-se um paralelo entre as ferramentas de design e o método para visão do produto (Involvision) pode-se considerar que os dois possuem características similares. Segundo Roozenburg e Eekels (1995) é possível se denominar de método algo que possui características como: possuir modos específicos de procedimento, ser um procedimento racional, é geral (aplicável a mais de um problema) e, seu uso é observável.
Por terem características similares optou-se por adotar o Instrumento de Avaliação de Qualidade do Processo proposto por Farris at al (2007) como uma das dimensões de avaliação do Involvision. Entretanto, o Instrumento de Avaliação de Qualidade do Processo foi adaptado para a presente avaliação.
Esta adaptação contemplou dois aspectos: 1) de modo a atualizar o trabalho de Farris et al (2007) as questões criadas para a avaliação desta dimensão foram baseadas no CCMI (2010) e não no CMMI (2001) como no trabalho original, 2) a análise dos dados não segue a proposta por Farris et al (2007), pois se optou por analisar de forma igualitária os dados gerados pelas dimensões 1,2 e 3. A análise dos dados para essas dimensões é baseada em James, Demaree e Wolf (1984) e a seção 6.2 apresenta em detalhes o procedimento.
Tabela 14 apresenta as questões direcionadas para avaliar a dimensão 1 “processo”. Ela apresenta também a identificação da questão (ID) que é a mesma utilizada no questionário completo com todas as dimensões (apêndice 3).
Tabela 14 – dimensão 1 (processo)
Id. Questão