• Sonuç bulunamadı

As redes sociais possibilitam que inúmeras conexões possam ser estabelecidas entre indivíduos que façam parte dela. À primeira vista, pensa-se na realização de conexões próximas em que as pessoas realizam com outras, que fazem parte de sua vida rotineira, como aquelas que moram na mesma casa, trabalham na mesma instituição, frequentam a mesma igreja, ou aquelas que participam da mesma academia, enfim, todas as pessoas que se tem contato direto, podem, eventualmente, fazer parte de sua rede social. Porém, existe a possibilidade de conexão com pessoas não-próximas, mas que possuem grande possibilidade de conexão, correspondendo justamente às pessoas próximas das suas conexões, a exemplo de amigos dos seus amigos.

Christakis e Fowler (2010, p. 5) afirmam que as conexões de cada pessoa vão além das conexões próximas, ao dizer que

[...] nossas conexões não terminam com as pessoas que conhecemos. Além de nossos próprios horizontes sociais, amigos de amigos de amigos podem iniciar reações em cadeia que, em algum momento, acabam nos alcançando, como ondas do mar que viajam grandes distâncias.

Nesse “mar de conexões” é que as redes sociais permitem o contínuo contato entre as pessoas. Entretanto, vale salientar que é preciso escolher com quem se conectar ou não, de forma que as conexões surgidas pelo contato com outras pessoas também moldam a rede social da qual se faz parte. Considerando a infinidade de possíveis contatos que uma pessoa pode ter, é possível considerar que cada um está conectado a todas as pessoas do mundo, pois um indivíduo A leva o indivíduo B até o contato com o indivíduo C. O indivíduo D leva o C até o E, e pelo

indivíduo A ter contato com o C, ele acaba tendo a possibilidade de se contactar com E.

Considerando uma rede como um grande tecido, Christakis e Fowler (2010, p. 15) colocam:

[...] no vasto tecido da humanidade, cada pessoa está conectada a amigos, família, colegas de trabalho e vizinhos, e essas pessoas, por sua vez, estão conectadas a seus amigos, família, colegas de trabalho e vizinhos, e a coisa prossegue continuamente até que cada um na Terra esteja conectado a todo mundo, de um jeito ou outro. Portanto, embora possamos pensar em nossa própria rede como tendo um alcance social e geográfico mais limitado, as redes que cercam cada um de nós estão, de fato, bem extensamente interconectadas.

Enxergando uma rede social como um grande “tecido humano”, Christakis e Fowler (2010) concluem que a maioria das pessoas estão conectadas a milhares de outras, justamente pela estrutura das redes sociais. Nesta mesma linha de pensamento, Recuero (2009), tratando as redes sociais de cada pessoa como interdependentes umas das outras, afirma ser admissível que todas as pessoas estariam interligadas umas às outras em algum nível.

Essa concepção, de estar conectado a inúmeras pessoas, pode conduzir algumas vezes a se deparar com alguém pelas ruas e olhar uma, duas, três vezes para ela e imaginar “já vi essa pessoa em algum lugar, quem será?” e, após instantes varrendo suas conexões sociais, descobre que ela é uma conexão de alguém que lhe está conectado, sendo possível, inclusive, estabelecer determinadas conclusões, a exemplo de que aquela pessoa ser irmã da amiga de sua prima.

A ideia de estar conectado ao mundo leva as pessoas a dedicarem algum tempo varrendo suas conexões até descobrir quem seria a pessoa encontrada na rua e concluir como “o mundo é pequeno!”.

Milgram foi um estudioso que, através de suas pesquisas, provou, ainda que indiretamente, a existência real dessa expressão, já que, conforme apresenta Recuero (2009), concluiu que entre duas pessoas quaisquer há apenas uma pequena cadeia de conexões, indicando que isso seria, efetivamente, viver em um “mundo pequeno”

Sobre o experimento realizado por Milgram, considerado notável por Christakis e Fowler (2010) ao apresentá-lo como o experimento que mostrou que

todas as pessoas estão conectadas entre si por uma média de “seis graus de separação”, considerando cada grau de separação como a proximidade entre as pessoas, ou seja, o amigo de uma pessoa está a um grau dela, bem como o amigo desse amigo está a dois graus dessa pessoa e assim por diante.

Recuero (2009, p. 61) também retrata de onde surgiu o chamado seis graus de separação estabelecidos por Milgram, quando diz que “o grau de separação entre quaisquer pares de indivíduos nos Estados Unidos foi estimado em seis, número este que posteriormente foi aplicado para qualquer indivíduo do planeta”.

Neste sentido, a possibilidade de transportar o que quer que seja por uma rede social, seja uma informação pessoal, uma notícia de um jornal, o convite de uma festa, um texto de autoajuda, uma foto do passeio em família do último fim de semana, torna-se virótico. A consideração de virótico refere-se à forma como a informação foi compartilhada na rede social, não parando em determinado nó, mas passando de nó em nó, sendo o conteúdo passado adiante até atingir pessoas que nunca se imaginou ser possível. Christakis e Fowler (2010, p. 24) concluíram que “[...] raramente consideramos que tudo em que pensamos, sentimos, fazemos ou falamos pode se propagar muito além das pessoas que conhecemos”.

Diante dessas argumentações, é possível perceber que as redes sociais na Internet, considerando-se a conexão mundial dos computadores, permitem que as informações nela disponibilizadas possam tomar grandes proporções, atingindo inúmeras pessoas no mundo virtual. É por isso que é dada importância ao fato das redes sociais ajudarem a atingir aquilo que as pessoas não podem atingir sozinhas (CHRISTAKIS; FOWLER, 2010).

O poder de comunicação da Internet torna-se, então, extremamente presente, permitindo que pessoas. por todo o mundo, compartilhem as informações que desejarem, podendo alcançar teoricamente qualquer pessoa no meio virtual, utilizando-se das redes sociais para disponibilizar informações acerca de si e de outrem.

Christakis e Fowler (2010, p. 233) valorizam a popularidade e o uso das redes sociais, na Internet, como canal de comunicação entre as pessoas, ao afirmarem que

[...] as redes sociais que se tornaram muito populares [...] são

sites de serviços que permitem que os usuários criem um perfil

limitado, exibam uma lista de outros usuários com que cada um compartilha uma conexão e visualizem e acessem suas próprias conexões e as conexões de outros dentro do sistema. É nessa perspectiva de uso das redes sociais na Internet, que as pessoas buscam se relacionar cada dia mais umas com as outras, vencendo barreiras e alcançando o que desejam, seja o acesso a algum tipo de informação, ou ainda, a disponibilização de algo que queiram passar para outras pessoas. As redes sociais na Internet vêm se popularizando e invadindo a rotina de pessoas no mundo, sendo fácil encontrar uma rede social, na Internet, ao gosto de cada um, já que existem vários tipos de sites para tal finalidade.

Benzer Belgeler