Grup 4: Bu gruptaki myometriyum şeritleri yerleştirilmeden önce hazneye, Ca +2 ’suz Krebs çözeltisi kondu ve böylece Ca +2 ’suz ortam sağlandı Bu gruptak
3. BULGULAR Grup
No outro espectro da composição setorial das regiões, encontram-se os estudos que apontam para as vantagens da diversificação. Entre os primeiros a aprofundar nesse tema está Jane Jacobs13. Para a autora, as cidades grandes e diversificadas são o local mais propício para as empresas inovarem. Isto se deve a que as grandes cidades desfrutam de maiores vantagens por sua diversidade econômica e social. Além disso, a estrutura aglomerada facilita o contato face a face entre pessoas e possibilita ou facilita a circulação de conhecimento e, consequentemente, da inovação.
Como aponta Glaeser et al. (1992), ao contrário do sugerido pela perspectiva marshalliana, Jacobs (1969) argumenta que os fluxos de conhecimento mais importantes são aqueles oriundos de setores distintos ao da firma. Portanto, para a autora, as regiões que possuem maior variedade de atividades econômicas têm maiores oportunidades de inovação devido à troca de conhecimentos entre diferentes setores que podem imitar, compartilhar e recombinar conhecimentos e práticas, num fenômeno chamado de fecundação cruzada (“cross-fertilization”).
Esse fenômeno seria fundamental para gerar novo conhecimento, através da aplicação de resultados, métodos e princípios de um setor econômico em outro. Beaudry e Schiffauerova (2009) indicam que a troca de conhecimentos complementares entre agentes diversificados facilita a procura e experimentação na inovação. Esse fenômeno estaria inclusive relacionado ao surgimento de novas áreas do conhecimento. Por exemplo, uma empresa de instrumentação médica pode se beneficiar mais dos fluxos de novos materiais desenvolvidos por empresas químicas ou de pesquisas de ciências dos materiais como a nanotecnologia do que aproveitando conhecimentos e técnicas do próprio setor.
No entanto, como apontam Combes (2000) e Feldman e Audretsch (1999), o benefício de cross-fertilization só ocorre de fato quando os setores em questão pertencem a áreas de conhecimento complementares. Nesses casos, o novo conhecimento desenvolvido pode ser incorporado na produção de outra atividade industrial.
Porém, o conhecimento obtido de fontes de diferentes setores é apenas um elemento das vantagens das externalidades da urbanização. Beaudry e Schiffaureova (2009) também
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O trabalho de Jane Jacobs (1969) que aborda as vantagens das grandes cidades é citado como um dos primeiros e mais influentes estudos a defender os benefícios da diversidade setorial das cidades.
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apontam que “uma infraestrutura funcional de transportes e comunicação, proximidade dos mercados, e um melhor acesso a serviços especializados são fontes adicionais de externalidades da urbanização que facilitam a operação dessas firmas [localizadas nesse tipo de aglomeração]” (IBID., p. 319, tradução própria).
Sob o enfoque dessas externalidades, a existência de grandes centros urbanos explica-se pelos diferenciais de produtividade oriundos da inovação (entre setores diferentes) e das outras externalidades da urbanização que superam os tradicionais custos de congestão, característicos dos grandes centros urbanos.
O paradigma, portanto, para as vantagens jacobianas seriam as cidades que concentram uma grande variedade de atividades econômicas como Nova Iorque, Londres, Paris ou Tóquio. Essas cidades estariam dotadas de elementos que geram importantes diferenciais de produtividade.
Sob a perspectiva das grandes cidades, Duranton e Puga (2000 e 2004) apresentam como centrais três fontes de vantagens para as aglomerações: (i) compartilhamento de ativos indivisíveis e os respectivos ganhos de escala com o compartilhamento de produtos e serviços intermediários e finais; (ii) aumento de qualidade pelas maiores possibilidades de combinação de insumos e trabalhadores; e (iii) vantagens de aprendizado que permitem gerar, difundir e acumular conhecimento com maior facilidade.
As vantagens de compartilhamento nas aglomerações se devem à indivisibilidade natural de alguns ativos. Em alguns casos, é necessário incorrer em altos custos fixos para a instalação de um novo recurso, como um aeroporto. Portanto, há uma forte barreira a esse tipo de investimento, mesmo que posteriormente restem apenas os custos marginais de sua utilização. Esses bens podem se tornar viáveis em cenários onde há uma grande concentração de agentes que seriam capazes de compartilhar os custos fixos. Porém, a visão das vantagens por compartilhamento de Duranton e Puga (2000) não se aplicam apenas aos elementos estáticos, mas também à possibilidade de uso mais eficiente de competências e conhecimentos nas localidades. Essa dinâmica funciona como um mecanismo de retroalimentação positiva – como aponta Arthur (1990),
positive feedbacks - que aumenta o ritmo de aglomeração e gera retornos crescentes.
Porém, à medida que a população local aumenta, também ocorrem congestionamentos de duas formas. Por problemas de capacidade, uma vez que muitos agentes tentam
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utilizar ao mesmo tempo diversos bem indivisíveis, ou porque as pessoas passam a estar muito distantes deles. Há, portanto, um trade-off entre facilitar o acesso localizando-se perto desses bens indivisíveis na área central dos núcleos urbanos e os custos envolvidos com essa opção. Nesse contexto, segundo Duranton e Puga (2004), as cidades podem ser consideradas clubes espaciais organizados para compartilhar alguns bens públicos.
Duranton e Puga (2004) apontam como segundo elemento as vantagens de combinação, uma vez que uma maior aglomeração de agentes em uma região aumenta as possibilidades de combinação. Sob o termo combinação, os autores englobam uma série de possibilidades de interações e relações entre agentes em atividades econômicas como fornecedor-produtor, produtor-cliente, empresa-empregado, entre outros. Numa região aglomerada, um produtor pode contar com uma gama maior e diferenciada de fornecedores, funcionários, clientes ou meios de distribuição e a possibilidade de contar com diferentes agentes impacta na maior qualidade dos processos.
Por conta disso, produtores podem usufruir de fornecedores especializados em nichos com maior qualidade e produtividade, enquanto esses mesmos fornecedores são beneficiados por um maior mercado para seus produtos e serviços. De modo análogo, ocorre o mecanismo do ponto de vista do mercado de trabalho. Um empregador diante de um mercado de trabalho maior pode selecionar um trabalhador melhor qualificado e, por outro lado, um empregado pode encontrar uma empresa específica em que suas competências serão mais vantajosas e melhor remuneradas. Do ponto de vista de parcerias, o aumento de possíveis combinações reduz os custos de troca de fornecedores e cria, no longo prazo, formas de relacionamento não exclusivamente intermediadas pelo mercado, o que diminuiria os riscos de dependência de um único fornecedor ou de um ativo específico.
Por fim, os autores apontam as vantagens de aprendizado nas aglomerações. O aprendizado em sentido amplo (escolaridade, treinamento ou pesquisa) está intimamente relacionado à maior inovação, produtividade e qualidade. E, como esses mecanismos de aprendizado necessitam de interação, as cidades ou aglomerações catalisarão processos de aprendizado que propiciam melhores e maiores interações entre os agentes. É importante apontar que muitos autores, como Storper e Venables (2004), defendem que
os abundantes contatos pessoais “face a face” que ocorrem em cidades levam a um
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conhecimento de diferentes setores e a difusão de conhecimento mais eficaz nessas localidades gera benefícios para seus agentes.
Do ponto de vista de interlocução com as outras abordagens, Duranton e Puga (2000 e 2004) propõem que as três vantagens marshallianas analisadas em outros trabalhos poderiam ser vistas como expressões diferentes de um ou mais desses três mecanismos: as vantagens de compartilhamento, combinação ou aprendizado. No entanto, é difícil obter variáveis ou proxies confiáveis para as vantagens propostas por Duranton e Puga (2000), o que torna difícil operacionalizar esses conceitos14. Ou, como alertaram Crescenzi, Rodríguez-Pose e Storper (2007, p. 678, tradução própria): “sob uma
perspectiva empírica, é, no entanto, difícil de isolar os componentes de aglomeração devidos ao aprendizado, combinação e compartilhamento”.
Estudando as grandes cidades diversificadas, Storper e Venables (2004) indicam que o desempenho superior destas se deve a um conjunto de características dos contatos interpessoais, face a face, que ocorrem com maior facilidade e eficiência nas grandes cidades. Essas cidades são rotuladas pelos autores como "buzz cities". Segundo os autores, "buzz"15 seriam exatamente a vantagens das interações face a face como: forma de comunicação extremamente eficiente; meio para resolução de problemas de incerteza e coordenação; importante elemento de socialização que define a pertença a grupos sociais; e motivação psicológica. Nesse cenário, para Storper e Venables (2004), as vantagens da aglomeração estão intimamente relacionadas às externalidades jacobianas. A junção desses elementos num ambiente "buzz" dota as grandes cidades de retornos crescentes.
As vantagens da diversificação citadas por Storper e Venables (2004) são extremamente importantes para a maior produtividade dos agentes porque essas cidades permitem a rápida e fácil troca de conhecimentos especializados e de alto valor. Nelas ocorre a interação de redes especializadas em setores específicos do conhecimento. Assim, segundo os autores, essas grandes cidades diversificadas conseguem associar as vantagens da aglomeração com as interações de diferentes setores. Isso torna as cidades palcos privilegiados para alguns setores econômicos como as atividades criativas e
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Esse pode ser um dos motivos que explicam a carência de artigos que utilizam o referencial de Duranton e Puga (2000 e 2004) para modelos econométricos.
15 A expressão da língua inglesa buzz quer dizer literalmente “barulho, burburinho”, mas se aplica
também a “uma atmosfera de excitação e atividade” como uma definição do Dicionário Oxford. O sentido do termo para Storper e Venables (2004) parece ser mais próximo dessa interpretação.
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culturais; os serviços financeiros e de negócios; os setores de ciência, tecnologia, alta- tecnologia e pesquisa; e serviços associados a poder e influência (governos, sedes corporativas, associações, agências internacionais).