O presente trabalho investigou a atuação dos ACS no cuidado à pessoa idosa, a partir dos registros das equipes de SF: ACS capacitados e UBS que realizaram grupos de cuidadores trouxeram mais questões de idosos para as reuniões. Os resultados obtidos revelam que questões de cunho administrativo e burocrático tomam o lugar do planejamento e da elaboração de estratégias intersetoriais e de contato com a comunidade. Contrariando as expectativas, a pessoa idosa é pouco incluída nas discussões das equipes e recursos disponíveis, como o NASF e o Programa Maior Cuidado, por exemplo, não estão, ou estão sendo pouco acionados.
Esta invisibilidade da população idosa pode estar ancorada em preconceitos ou mesmo no desconhecimento do que poderia ser feito para conquistar um envelhecimento digno, mas também denota que o modelo de cuidado das equipes ainda está focado em doenças, que a gestão carece de atuação mais coletiva e da inclusão dos ACS no planejamento da atuação das
equipes. Fica evidente a necessidade da criação de espaços de expressão do saber de todos os atores, inclusive os ACS que compartilham da mesma realidade que a população assistida, problematizando suas ações no trabalho e repensando constantemente sua atuação de forma a aprimorar seu conhecimento e qualificar seu trabalho.
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