• Sonuç bulunamadı

4.   DENEYSEL SONUÇLAR 59

4.2.   Gerçek Ölçekli Geri Kazanım Tesisi Çalışmaları 80

4.2.3.   Bulanıklık 85

Para construir uma avaliação do bem-estar psicológico ou saúde mental dos bancários da amostra, foram estimados os escores de quatro escalas diferentes, cada uma medindo um aspecto particular do bem-estar psicológico, conforme foi tratado no capítulo anterior: o método. Foram medidos os escores nos seguintes fatores empíricos: “Tensão Emocional e Depressão” (QSG-12), “Redução da Auto-eficácia” (QSG-12); “Afetos Positivos e Negativos” (Escala de Afetos Positivos e Negativos); “Aspiração” (Escala de Aspiração); e “Satisfação com a Vida” (Escala de Satisfação com a Vida). Todos estes escores são considerados aqui enquanto reveladores das dimensões do bem- estar psicológico (bem-estar afetivo, competência, autonomia, aspiração e funcionamento integrado) do Modelo Ecológico de Warr (1987). Por isso, o texto está organizado a seguir de acordo com estas dimensões.

Estimaram-se os escores nos fatores do QSG-12, para cada participante da amostra, por meio da média dos pontos atribuídos a cada item, ponderados pelos pesos dos mesmos itens no fator. Para as demais escalas, foi feita a análise por meio da média aritmética do que são capazes de medir, com pontuações também distribuídas por intervalo.

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4.1.1. Bem-estar afetivo

Para averiguar o bem-estar afetivo dos participantes da amostra, foram tomadas as respostas a três escalas: QSG-12, Afetos positivos e negativos e Satisfação com a vida. Iniciando pelas respostas ao QSG-12, observa-se na Tabela 12 que 56% dos participantes da amostra apresentam-se com bem-estar psicológico, porém 44% deles apresentam tendências depressivas, sendo que destes 12% numa intensidade muito forte. Este resultado corrobora estudo anterior (Borges & Argolo, 2002) realizado com a mesma categoria profissional, e que será discutido mais adiante neste subtópico.

Tabela 12

Escores do resultado da saúde mental no primeiro fator do QSG-12.

Freqüência de participantes por intervalo Fatores N Média X<2 2<x<3 x>4 Desvio- padrão F1 – Depressão e Tensão Emocional 200 2,07 56,0% 32,0% 12,0% 0,63

No que concerne aos afetos positivos e negativos vivenciados pelos sujeitos, observa-se (Tabela 13) que a média dentre os afetos positivos foi de 4,97 (escala de 1 a 7) e nos afetos negativos a média foi de 2,69, o que demonstra a prevalência de sentimentos positivos entre a amostra. Na distribuição por intervalo, observa-se com mais clareza a tendência da amostra em atribuir resultados mais positivos que negativos e que estas duas medidas são inversamente proporcionais. Nesta escala, quanto mais os escores forem maiores nos afetos positivos, melhor bem-estar psicológico o indivíduo apresenta (escores a partir de 5) e quanto menores os escores atribuídos aos afetos negativos (escores até 3), também melhor bem-estar psicológico.

Tabela 13

Escores do resultado dos afetos positivos e negativos

Freqüência de participantes por intervalo

FATOR N Média X < 2 2 < X < 3 3 < X < 4 4 < X < 5 5 < X < 6 X > 6 Desvio- padrão Afetos Positivos 169 4,97 2 4 20 57 74 12 0,93 Afetos negativos 169 2,69 45 75 34 10 4 1 0,98

Quando perguntados acerca da satisfação com a vida (escala de 1 a 7), 105 (N = 193) responderam que estão satisfeitos (escores a partir de 5) com suas vidas de um modo geral, enquanto 44 (escores até 4) se dizem insatisfeitos e 45 deles não opinaram nem contra e nem a favor quanto ao nível de satisfação (escores no intervalo de 4 a 5). A média foi de 4,89, demonstrando, dessa forma, que se apresentam mais satisfeitos que insatisfeitos com a vida (Tabela 14). Entretanto, o número de pessoas que se apresentam insatisfeitas e num nível intermediário está longe de ser desprezível.

Tabela 14

Escores do resultado de satisfação com a vida.

FATOR N Média Freqüência de participantes por intervalo

X < 2 2 < X < 3 3 < X < 4 4 < X < 5 5 < X < 6 X > 6

Desvio- padrão

Satisfação com a

vida 193 4,89 5 13 26 45 66 39 1,20

Assim, quanto ao bem-estar afetivo da amostra, observa-se (Tabela 15) uma relação direta entre os resultados do fator Tensão Emocional e Depressão (QSG-12) com os resultados no fator Satisfação com a Vida, em que os sujeitos insatisfeitos com a vida, 53,8%, (escores no intervalo 2 <x< 3) também apresentam depressão (escores no intervalo x > 3). Enquanto que os mais satisfeitos com a vida, 71,8%, (escore x > 6) apresentam baixos níveis de depressão (escore x > 3).

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Tabela 15

Escores nos fatores Satisfação com a vida e fator Depressão e Tensão Emocional

Depressão e Tensão Emocional Satisfação com a vida

x < 2 2 < x < 3 x > 3 Total 0 0 5 5 x<2 0,0% 0,0% 100,0% 100,0% 1 5 7 13 2 <x<3 7,7% 38,5% 53,8% 100,0% 14 12 0 26 3<x<4 53,8% 46,2% 0,0% 100,0% 25 16 4 45 4<x<5 55,6% 35,6% 8,9% 100,0% 41 20 5 66 5<x<6 62,1% 30,3% 7,6% 100,0% 28 8 3 39 X > 6 71,8% 20,5% 7,7% 100,0% 109 61 24 194 Total 56,2% 31,4% 12,4% 100,0% Qui-quadrado 70,39 para p < 0,001

Em síntese, o bem-estar afetivo apresentado traz indicativos mais positivos que negativos na amostra estudada, porém se apresenta com tendências à depressão e insatisfação com a vida.

4.1.2. Competência e autonomia

Para avaliar esta dimensão, foram estimados os escores no fator “Redução da Auto-eficácia” do QSG-12 (Tabela 16). Observa-se que a maioria se concentra nos escores abaixo de 2 (escala de 1 a 4), respondendo, desta forma, que se sentem auto- eficazes nas tarefas que exercem, sentindo-se competentes e com autonomia no que realizam. Apesar de terem agregado um maior número de funções dentro do banco, como

diz na literatura, esse aumento de tarefas não reduziu a percepção de auto-eficácia dos funcionários na sua maioria.

Tabela 16

Escores do resultado da saúde mental nos fatores do QSG-12.

Freqüência de participantes por intervalo FATORES N Média x<2 2<x<3 x>4 Desvio- padrão F1 – Depressão e Tensão Emocional 200 2,07 56,0% 32,0% 12,0% 0,63 F2 – Redução da auto- eficácia 200 1,65 85,5% 11,5% 3,0% 0,52

Adicionalmente, observa-se ainda nesta tabela, que a média da amostra no fator “Tensão Emocional e Depressão” (2,07) é mais elevada que a média do fator “Redução da Auto-eficácia” (1,65), corroborando estes resultados com outro estudo (Borges & Argolo, 2002) realizado com a mesma categoria profissional, com médias de 1,24 e 1,03, respectivamente.11 Os resultados do fator “Tensão Emocional e Depressão” são preocupantes, visto que 44% das respostas concentraram-se entre os níveis médio e alto, indicando uma tendência endêmica entre os bancários.

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4.1.3. Aspiração

Quanto ao nível de aspiração encontrado (Tabela 17), verificou-se que 183 (N = 195) responderam apresentando alto nível de aspiração, contra apenas 12 que se encontram com nível de aspiração baixo. A média encontrada (M=4,07) também demonstra esses resultados e a obtenção por 94% da amostra (somatório entre os dois últimos níveis) de escores a partir de 3 indicam que o bancário está em busca de crescimento e necessidades por maiores significados e enriquecimentos nas tarefas bancárias.

Tabela 17

Escores do resultado de Aspiração.

Fator N Média Freqüência de participantes por intervalo

X < 2 2 < X < 3 3 < X < 4 X > 4

Desvio-padrão

Aspiração 195 4,07 0,5% 5,5% 39,2% 54,8% 0,57

4.1.4. Funcionamento Integrado

Por fim, para avaliar a última dimensão do bem-estar psicológico – funcionamento integrado – estimaram-se inicialmente as correlações entre os cinco fatores (“Tensão Emocional e Depressão”, “Redução da Auto-eficácia”, “Afetos Positivos e Negativos”, “Satisfação com a Vida”) que são indicadores das quatro dimensões do bem-estar psicológico. Na Tabela 18, observa-se que os escores entre os indicadores de bem-estar psicológico são correlacionados entre si significativamente, porém nenhuma das correlações atinge uma magnitude igual ou maior que 0,70, destacando-se, dessa forma, que avaliam aspectos suficientemente distintos sobre o bem-estar.

Tabela 18

Correlações entre as medidas tomadas como indicadores de saúde mental

Escores no fator

Depressão e

Te

nsão

Emocional

Escores no fator Redução da

Auto-

Eficácia

Escores no fator Afetos Positivos Escores no fator Afetos Negativos Escores de no fator

Satisfação com a

V

ida

Escores no fator Depressão

e Tensão Emocional Coeficiente de Pearson 1

N 200

Escores no fator Redução

da Auto-Eficácia Coeficiente de Pearson 0,65(**) 1

N 200 200

Escores no fator Afetos Positivos

Coeficiente

de Pearson -0,63(**) -0,65(**) 1 N

169 169 169

Escores no fator Afetos

Negativos Coeficiente de Pearson 0,67(**) 0,61(**) -0,63(**) 1

N 169 169 169 169

Escores de saúde mental e

satisfação com a vida Coeficiente de Pearson -0,46(**) -0,48(**) 0,53(**) -0,547(**) 1

N 193 193 164 164 193

** Correlações são significantes ao nível de 0.01.

Importa também assinalar que se aplicada análise fatorial (técnica dos eixos principais) aos escores nos cinco fatores, solicitando a identificação de apenas um fator (Anexo 3), constata-se que os escores de todos os fatores apresentam cargas (entre 0,67 a 0,79) no fator único, o que fortalece a noção de que todos eles funcionam como indicadores de um único construto, o qual no caso é saúde mental ou bem-estar psíquico. Isto corrobora a noção de que saúde mental é multidimensional e os achados de Chaves (2003), que também encontrou a mesma estrutura fatorial (um fator único e cada indicador com seus fatores) apesar de que não foram utilizados aqui exatamente os mesmos indicadores da referida autora.

Para melhor identificar como o “Funcionamento Integrado” se manifesta nos diferentes participantes da amostra, por meio do conjunto dos cinco fatores indicadores

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das dimensões do bem-estar psicológico, aplicou-se a Análise de Cluster (Tabela 19)12. Esta técnica permite agrupar indivíduos conforme a capacidade dos resultados de evidenciar diferenças significativas entre eles, mas, ao mesmo tempo, semelhanças dentro do próprio grupo. Nesta pesquisa em específico, a aplicação da análise de cluster se realizou agrupando os indivíduos em cinco grupos.

Observa-se, então, que o grupo Funcionamento Pleno (N = 72) apresenta tendências inversas ao grupo Funcionamento Deteriorado (N = 4), estando o primeiro apresentando pontuações mais favoráveis à saúde mental, enquanto o segundo revela um estado de deterioração. Por exemplo, os escores no fator “Satisfação com a Vida” são tão bons quanto os escores dos “Afetos Positivos” (Grupo Funcionamento Pleno), demonstrando claramente que há uma tendência a apresentar afetos positivos quando se está satisfeito com a vida. Observando o grupo Funcionamento Deteriorado também nessas duas escalas, verifica-se a semelhança entre os escores que, ao mesmo tempo em que estão insatisfeitos com a vida também apresentam menos afetos positivos.

O grupo Funcionamento Satisfatório (N = 57) apresentou-se com escores adequados entre os fatores, porém não a ponto de ser considerado com funcionamento pleno. Apesar de seus fatores apresentarem-se favoráveis à saúde mental, o escore no fator “Satisfação com a Vida” foi intermediário (que na escala significa nem concordar nem discordar com a satisfação com a vida).

Os grupos Funcionamento Depressivo-insatisfeito (N = 15) e Funcionamento Depressivo (N = 16) apresentaram escores semelhantes, com a diferença que o primeiro está mais insatisfeito com a vida que o segundo. Em comparação aos grupos com Funcionamento Satisfatório e Pleno, verifica-se uma diferença evidente entre os escores.

12 A ANOVA gerada pela própria rotina da Análise de Cluster mostra que todas as variáveis consideradas

Já o grupo Funcionamento Deteriorado (N = 4) apresenta escores extremamente baixos em favor do bem-estar psicológico, difereciando-se evidentemente dos demais grupos. Os níveis de depressão e diminuição da auto-eficácia são elevados e apresentam- se muito insatisfeitos com a vida e com afetos negativos mais presentes que os positivos. Paralelamente, a aspiração deste grupo também está muito baixa, demonstrando pouco ânimo para ultrapassar metas na vida.

Tabela 19

Grupos de participantes pelas combinações dos escores nos diferentes indicadores do bem-estar psicológico (N=164) Cluster Funcionamento Pleno Funcionamento Depressivo-

insatisfeito FuncionamentoSatisfatório FuncionamentoDepressivo FuncionamentoDeteriorado

Escores no fator Depressão e Tensão Emocional 1,72 2,61 1,96 2,81 3,62 Escores no fator de Redução da auto- Eficácia 1,43 2,00 1,57 2,01 3,52 Escores no fator de satisfação com a vida 5,89 3,11 4,33 5,15 1,70 Escores no fator Aspiração 4,38 3,39 4,04 3,95 2,77 Escores no fator Afetos Positivos 5,56 4,08 4,96 4,04 1,95 Escores no fator Afetos Negativos 2,16 3,59 2,62 3,81 5,90 Número de participantes 72 15 57 16 4

Assim, o bem-estar psicológico dos bancários da amostra apresenta-se satisfatório e com tendências mais positivas que negativas. Os afetos positivos experimentados foram mais evidentes que os negativos, sentem-se, também, competentes e com autonomia no trabalho que desempenham e apresentam alto nível de aspiração. Por outro lado, há sinais de depressão e tensão emocional em parte do grupo e, também, insatisfação com a vida. Dessa forma, indaga-se se os sinais de deterioração psicológica encontrados estejam

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relacionados à natureza do trabalho bancário, verificado em outros estudos (Borges & Argolo, 2002; Codo & cols., 1995) em que há evidências de depressão nesta categoria profissional. Por outro lado, é visível a prevalência de aspectos positivos entre as dimensões do bem-estar psicológico. A partir do contexto ambiental do trabalho bancário, como se encontra a saúde psíquica? É esse questionamento que se seguirá fazendo.

Benzer Belgeler