2.3. Bulanık Adaptif Kontrol
2.3.1. Bulanık Model Referans Öğrenmeli Denetim (BMRÖD)
Foi perguntado aos bolsistas sobre suas opiniões referentes a alguns aspectos do PIBIC.
Tabela 21
Como o bolsista avalia a contribuição do PIBIC
Muito boa Boa Regular Fraca Para a formação acadêmica 86,5% 13,5% 0,0% 0,0% Para a formação profissional 74,0% 21,2% 2,9% 1,9%
A primeira pergunta pede que o bolsista avalie de forma geral a contribuição da participação no PIBIC para suas formações acadêmica e profissional. A maioria dos respondentes avaliou ambas as contribuições como “muito boa”, sendo que para a formação acadêmica não houve qualquer resposta “regular” ou “fraca” e para formação profissional 2,9% responderam “regular” e 1,9% respondeu que a contribuição é/foi “fraca”. Essa informação mostra que o aluno bolsista tem uma avaliação positiva em relação ao programa.
Foi feita também uma lista de habilidades que a participação no programa poderia propiciar o desenvolvimento. Essa lista foi feita com base no questionário do
ENADE e de leituras de trabalhos sobre resultados da IC nos cursos de graduação. Os itens listados foram: Postura / atuação ética, com responsabilidade social; Organização, expressão e comunicação do pensamento; Raciocínio lógico e análise crítica; Compreensão de processos, tomada de decisão e resolução de problemas; Observação, interpretação e análise de dados e informações; Utilização de procedimentos de métodos científicos e de conhecimentos tecnológicos; Assimilação crítica de conceitos científicos e de tecnologias.
Tabela 22
Habilidades desenvolvidas durante a participação no PIBIC
amplamente Contribuiu parcialmente Contribuiu muito pouco Contribuiu contribui Não NA Postura / atuação ética, com responsabilidade social. 55,8% 26,0% 12,5% 1,9% 3,8% Organização, expressão e comunicação do pensamento. 67,3% 26,0% 5,8% 1,0% 0,0% Raciocínio lógico e análise crítica. 65,4% 28,8% 3,8% 1,0% 1,0% Compreensão de processos, tomada de decisão e resolução de problemas. 53,8% 34,6% 7,7% 3,8% 0,0% Observação, interpretação e análise de dados e informações. 82,7% 12,5% 4,8% 0,0% 0,0%
Utilização de procedimentos de métodos científicos e de conhecimentos tecnológicos. 66,3% 20,2% 11,5% 1,0% 1,0% Assimilação crítica de conceitos científicos e de tecnologias. 57,7% 27,9% 11,5% 1,9% 1,0%
De acordo com a Tabela 22 todos os aspectos listados foram marcados como “contribui amplamente” por no mínimo 53% dos respondentes. Os itens que obtiveram maior número de respostas “contribui amplamente” foram “Observação, interpretação e análise de dados e informações” (82,7%); “Organização, expressão e comunicação do pensamento” (67,3%) e “Utilização de procedimentos de métodos científicos e de conhecimentos tecnológicos” (66,3%).
Uma tentativa de compreender essas repostas pode ser buscada na comparação com as atividades mais citadas (ver Tabela 8). As atividades citadas por mais de 90% dos bolsistas foram “busca bibliográfica”, “análise de dados”, “estudo” e “organização/tabulação dos dados”. A atividade “busca bibliográfica” se associada a um sistema de organização bem planejado tem potencial para ajudar a desenvolver habilidades de “Organização, expressão e comunicação do pensamento”. Já a atividade “análise de dados” está diretamente relacionada à habilidade “Observação, interpretação e análise de dados e informações”. O “estudo” pode não ter relação direta com essas atividades, mas sem dúvida tem grande contribuição para o desenvolvimento global do pesquisador iniciante, na medida em que pode oferecer subsídios teóricos para discussões; Além disso, propicia desenvolvimento da escrita, da construção de
argumentos e do pensamento mais complexo. A “organização e tabulação dos dados” também vai depender da forma como é executada. Se feita de uma forma mecânica, o potencial para desenvolver alguma habilidade crítico-intelectual é baixo, no entanto, se feito de maneira crítica, questionando o porquê das categorias arroladas, por exemplo, pode desenvolver diversas habilidades, especialmente um senso crítico apurado para organização, expressão e comunicação do pensamento.
A “Utilização de procedimentos de métodos científicos e de conhecimentos tecnológicos” pode estar relacionada a atividades de escolha de instrumento para coleta de dados (citada por 62% na Tabela 8) e de elaboração de instrumentos (52% também na Tabela 8). No entanto, essas foram das atividades menos citadas pelos bolsistas.
Dentre as habilidades que tiveram maior número de ocorrências para “contribui muito pouco” estão: “Postura / atuação ética, com responsabilidade social”; “Utilização de procedimentos de métodos científicos e de conhecimentos tecnológicos” e “Assimilação crítica de conceitos científicos e de tecnologias”. Apesar de terem sido citadas como “contribuindo muito pouco” por 11% dos respondentes, é surpreendente que justamente “Utilização de procedimentos de métodos científicos e de conhecimentos tecnológicos” e “Assimilação crítica de conceitos científicos e de tecnologias” estejam nesse conjunto, pois essas seriam as habilidades que estariam mais diretamente ligadas à atividade de pesquisa.
De acordo com as informações reunidas, de maneira geral, os bolsistas fazem uma avaliação positiva das contribuições para suas formações. As habilidades mais assinaladas contribuem não apenas para aqueles bolsistas que pretendem seguir carreira acadêmica, mas também para os que pretendem seguir a carreira profissional como psicólogo. De maneira condizente com os dados expostos neste trabalho, a pesquisa empreendida por Bridi (2004), na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)
entre docentes e alunos, chegou a duas grandes categorias sobre a contribuição da IC: uma relacionada à formação ampla do universitário e outra à formação técnica do pesquisador. Para a autora, o programa estaria cumprindo seu papel de favorecer o desenvolvimento intelectual dos universitários, para além dos requisitos técnicos da pesquisa.
Tabela 23
Pretensões de carreira do bolsista
n %
Seguir carreira acadêmica 62 59,6
Não decidi 20 19,2
Ingressar no mercado de trabalho como profissional 19 18,3 Seguir carreira acadêmica e ingressar no mercado de trabalho 3 2,9
Total 104 100,0
Por último, foi perguntado aos bolsistas quais carreiras pretendiam seguir. Aproximadamente 60% responderam que pretendiam seguir carreira acadêmica; 19% disseram que não sabiam; 18% afirmaram que pretendem ingressar no mercado de trabalho como profissional; e 2,9% pretendem seguir ambas as carreiras. Esses dados mostram que o programa de iniciação científica é visto como uma etapa preparatória para a vida acadêmica. Talvez isso se justifique pela forma que o programa foi regulamentado, visando primordialmente o desenvolvimento técnico científico do país. Logo, fica claro que a experiência formadora do cidadão/profissional crítico, não vinculada exclusivamente à vida do cientista, é colocada em segundo plano, a ponto de ser esquecida. Nessa perspectiva, se fazem necessárias mudanças na política de ciência e tecnologia, na regulamentação do programa e na forma de recrutamento dos
participantes, a fim de fortalecer o papel do PIBIC como atividade formadora do senso crítico do profissional que será titulado na universidade (seja ou não profissional acadêmico) e de ampliar, em número e diversidade, os alunos contemplados pelo programa.